sexta-feira, 3 de março de 2017

DOCUMENTÁRIO - WHAT HAPPENED MISS SIMONE?

Eu nem estava com muita vontade de assistir a esse documentário, mas ele estava disponível para dowload no Netflix e eu preciso de vídeos que possam ser assistidos off-line quando estou na academia. No final das contas, gostei de conhecer a história dessa pessoa tão incrível, mas achei o documentário um pouco chato, cansativo... não sei, acho que o jeito como ele foi feito não empolga muito.

Pois bem, Nina Simone nasceu no sul dos EUA e cresceu naquele período ótimo (sqn) de segregação racial. Sua mãe trabalhava na igreja e desde pequena ela foi colocada para tocar piano. Notando que a criança tinha talento, ela foi enviada para aprender música clássica com uma senhora branca e, já adulta, Nina era um sucesso no instrumento. Só que seu sonho de ser a primeira negra a tocar música clássica mostrou-se um pouco longínquo na vida real e ela percebeu que para se sustentar, teria de tocar em clubes e casas de show. E foi nesse momento que ela também tomou conhecimento de que sua função era empolgar o público com músicas modernas, além do fato de que teria também de cantar.

E foi assim que Nina se mostrou uma excelente cantora de jazz e fez muito sucesso com seu piano. Casou-se com o homem que era seu produtor, tinha uma banda incrível, muitos fãs, ganhava din din a rodo e o público a adorava. E isso durou até que ela começou a se engajar muito fortemente nos movimentos a favor da liberdade dos negros. Passou a compor apenas músicas de protestos, a incomodar muita gente e, de certo modo, a incitar as pessoas a favor da violência. Ela acreditava que a violência deveria ser combatida com a própria violência e isso acabou afastando-a dos palcos, porque ninguém queria se comprometer com uma pessoa desse tipo.

Paralelamente, Nina passou a ter problemas em casa, com o marido violento e num momento de loucura e desgaste, ela deixou tudo para trás e foi morar na África. Só que apesar de a vida no local ser ótima, confortável e muito mais aprazível do que aquela que ela tinha nos EUA, lá ela não fazia sucesso e, consequentemente, não ganhava dinheiro. Daí, ela foi à Europa tentar novos shows, só que seu tempo havia passado, suas músicas de protesto já não tinham mais contexto e as pessoas estavam em outra “vibe”. E foi aí que Nina experimentou sua queda. 

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