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quinta-feira, 7 de maio de 2026
quarta-feira, 29 de abril de 2026
quarta-feira, 22 de abril de 2026
VIAGEM AO LESTE EUROPEU - DIA 16 - BUCARESTE
Último dia no leste europeu e foi bem caótico. Eu acordei em Brasov e
tinha que pegar o trem para Bucareste. Saí do apê super tranquila, fui para a
estação de Uber (era bem perto, mas a rodinha da minha mala estava quebrada...) e peguei um vagão novinho, que saiu exatamente no horário combinado e também
chegou no destino exatamente no horário combinado.
Peguei novamente um Uber e fui para o hotel em que passaria apenas uma noite. Eu havia, a princípio, escolhido outro hotel, mas quando estive na cidade, vi que a localização não era boa e eu queria ficar mais centralizada pra conseguir fazer tudo a pé. Então, cancelei aquele e consegui uma vaga nesse, que ficava bem próximo ao Carrefour, onde eu costumava comprar as coisas quando estava na cidade. Como cheguei em torno de 14hs, consegui entrar e achei a acomodação bem ótima.
Deixei minhas coisas por lá e fui em busca da loja de botões que estava
interessada. Andei horrores, por um lugar super fora de mão e tudo para
descobrir que ela estava fechada ou nem existia mais. No caminho, numa
coincidência bizarra, encontrei com o casal de cariocas que havia conhecido em
Brasov. Como era a primeira vez deles por lá, fiz um mini tour com os dois,
depois nos despedimos e eu mesma fui dar um rolê pelo centro.
Daí começou o pesadelo. A proprietária do apê de Brasov me mandou uma
mensagem muito brava, dizendo que eu não havia deixado o dinheiro da hospedagem
por lá. Eu não sabia que teria que fazer isso, todas as acomodações do Booking
eram com pagamento com cartão e eu não tinha percebido que com essa seria
diferente. Mas, a proprietária, claro, achou que eu estava querendo dar um
golpe. Daí, como isso estava me incomodando muito, eu passei um tempo com a
minha gerente do banco descobrindo como fazer para transferir o din din
diretamente para a conta da mulher. Foi um caos porque a internet estava
horrível eu nunca tinha feito isso. No final, deu certo, mas tive que
pagar uma taxa de R$ 100,00 para concretizar a operação.
Apenas um spoiler: o pesadelo não se resolveu tão facilmente, porque era
uma quinta-feira e eu descobri que a grana só ia ser creditada na conta da
proprietária em 3 dias úteis. Eu mandei vários comprovantes, imagens, e tudo o
que estava ao meu alcance para provar pra bendita que estava tudo certo e ela
só tinha que aguardar, mas ela me infernizou até terça-feira!
Enfim, depois de um tempo resolvendo esse pequeno perrengue, fiquei
apenas flanando pela cidade. Estava tendo um jogo da Champions e havia uma
porção de torcedores britânicos fazendo uma baita zona no centro. Foi
divertido. Entrei e saí dos mesmos lugares onde já havia estado, sem
compromisso algum.
Quando deu 17:30hs, fui à Caru’ cu Bere, um dos restaurantes mais famosos
e históricos da Romênia, fundado originalmente como cervejaria em 1879 e
instalado, desde 1899, em um edifício icônico no centro histórico
(Lipscani). Com arquitetura em estilo neogótico, interior ricamente
decorado com vitrais, madeira entalhada e pinturas, o local oferece uma
experiência que vai além da gastronomia, com música e danças tradicionais
romenas. O cardápio é focado na culinária típica do país — como carnes assadas,
salsichas e pratos com polenta — acompanhados da cerveja da casa, seguindo
receitas antigas. Muito frequentado tanto por turistas quanto por
moradores locais, o restaurante é considerado um verdadeiro símbolo cultural de
Bucareste, embora possa ser bastante movimentado devido à sua popularidade.
Bom, o prédio é um escândalo de lindo, parecia que eu estava num castelo. Tirei trocentas fotos e me deliciei. Maaaaaas, provando minha teoria de que restaurante bom é restaurante barato, paguei caro por uma comida bem meia boca. Pedi um peixe que estava cheio de espinhos e muito gorduroso e o molho que vinha ao lado tinha alho demais. Só a polenta do acompanhamento salvou... Mas não me arrependi porque, realmente, comer num lugar desses é muito especial.
Depois, dei mais uma volta, consegui trocar meus Leus em Euros e depois voltei para o hotel para arrumar minhas malas, já que no dia seguinte sairia super cedo.
sexta-feira, 17 de abril de 2026
quarta-feira, 8 de abril de 2026
segunda-feira, 6 de abril de 2026
VIAGEM AO LESTE EUROPEU - DIA 15 - CASTELOS TRANSILVÂNIA
Mais uma vez,
acordei e fui andando por longos 40 minutos até o centro histórico da cidade e,
nesse dia em especial, estava fazendo 8 graus e eu estava com o modelito errado
e morrendo de frio. O objetivo era encontrar outra excursão e, para
a minha alegria, éramos em 7 no grupo e dentro de uma van, sendo que um dos
casais era brasileiro, super gente boa e conversamos muito o caminho todo (e
até hoje) – para desgosto do guia-motorista-mau-humorado.
Além de não ter
carisma nenhum, o guia era muito péssimo e tinha um inglês pior ainda. Ele contava
as histórias num tom super baixo, de dentro do carro mesmo e eu que estava lá
no fundo, não conseguia ouvir nada! Mas... o bom é que eu sou do tipo que
pesquisa antes de sair de casa e já tinha uma boa noção de onde estava indo.
Primeira parada:
Fortaleza de Râșnov, localizada na região histórica da Transilvânia. É uma das mais
bem preservadas da Romênia, construída no século XIII pelos cavaleiros da Ordem
Teutônica. Sua principal função era proteger a população local das invasões que
atravessavam os Cárpatos, especialmente de tártaros e otomanos. Erguida no topo
de uma colina rochosa, a fortaleza possui muralhas altas, torres defensivas e
um complexo interno que abrigava casas, armazéns e até uma escola, permitindo
que os moradores se refugiassem ali por longos períodos durante ataques. Hoje,
é um importante ponto turístico da Transilvânia, oferecendo vista panorâmica da
região e preservando elementos marcantes da arquitetura militar medieval.
A fortaleza em
si estava fechada. O que havia por lá era um campo aberto bem amplo, com uma
espécie de montagem de como funcionavam as coisas por lá na época medieval – como
se fosse uma feira da época – e a fortaleza fica no topo do morro. Cheguei a
subir até lá, mas não serve de muita coisa porque não dá para entrar. A real é
que 10 minutos estava ótimo para ficar no lugar, mas ficamos tempo demais.
Depois, seguimos
para o Mosteiro de Sinaia que foi uma agradável surpresa porque o lugar é
maravilhoso! Por lá, há o mosteiro velho – que é um deslumbre, e o mosteiro
novo. Trata-se de um importante conjunto religioso ortodoxo localizado na
cidade de Sinaia, nas montanhas dos Cárpatos, na Romênia. Fundado em 1695 pelo
príncipe Mihail Cantacuzino, o mosteiro recebeu esse nome em homenagem ao Monte
Sinai, no Egito, após uma peregrinação do fundador à Terra Santa. O complexo é
formado por duas igrejas — a antiga, do século XVII, e a nova, construída no
século XIX — além de museu, biblioteca e antigas celas monásticas. Ao longo da
história, o mosteiro teve grande importância cultural e religiosa, abrigando
manuscritos, ícones e objetos de valor histórico, sendo hoje um dos principais
pontos turísticos e espirituais da região.
De lá, pegamos
um trânsito monstro, de ficar com o carro desligado por uma meia hora. Como estava
com fome, comi meu lanchinho nesse momento mesmo. A questão é que, como as
distâncias entre cada uma das atrações é grande, no final das contas, chegamos
bem tarde em Brasov na volta.
Muito bem, aí
chegamos no Complexo do Castelo de Peles e, como só poderíamos entrar a partir
das 14hs, porque um dos brasileiros comprou o ingresso errado (bjo, Mauro!), e
não era nem 12:30hs, o guia nos deu 1:30hs para ficar vagando pelo local. Por lá,
havia alguns restaurantes (bem caros), mulheres vendendo frutas, souvenires e
algumas construções bem bonitas. Aproveitei para comer o sanduiche que havia
levado (economia é tudo) e comprei frutas vermelhas. Vaguei um pouco pela
região e tirei fotos do castelo do lado de fora, para ganhar tempo.
O Castelo de
Peleș (se fala pelesh) é um dos castelos mais famosos e impressionantes da Romênia,
localizado na cidade de Sinaia, aos pés das montanhas dos Cárpatos. Construído
entre 1873 e 1914 por ordem do rei Carol I da Romênia, o castelo serviu como
residência de verão da família real romena. Sua arquitetura é inspirada no
estilo neorrenascentista alemão e o interior é ricamente decorado com madeira
esculpida, vitrais, obras de arte e mobiliário luxuoso. Considerado um dos castelos
mais belos da Europa, o Castelo de Peleș também foi um dos primeiros do
continente a possuir eletricidade e aquecimento central, sendo hoje um
importante museu e um dos principais pontos turísticos da Romênia.
E
vou falar: tanto por dentro quanto por fora, ele é absolutamente
impressionante!!! Muito luxo, muitos detalhes e me deu vontade de conhecer um
pouco mais sobre a história da Romênia, para além, do Drácula. Ao logo de toda
a sua história, eles tiveram apenas 4 reis, porque a monarquia romena existiu
de 1881 até 1947, quando o país foi transformado em república após a abdicação
do último rei (Carol I da Romênia (1881–1914) , Fernando I da Romênia
(1914–1927) , Carol II da Romênia (1930–1940) e Miguel I da Romênia (1927–1930 e 1940–1947).
E
o palácio está intacto, porque Ceaucesco queria usá-lo como residência, mas um
dos arquitetos, astuto como era, disse que as paredes estacam enfestadas com
bichos e que teria de ser dedetizado, aí o ditador desistiu, o que,
provavelmente, salvou o palácio!
Depois
de um tempão por lá – mas em visita guiada – seguimos para o último destino:
Castelo de Bran. Construído no século XIV com função estratégica de defesa e
controle comercial entre a Transilvânia e a Valáquia, o castelo tornou-se
mundialmente conhecido por sua associação com a lenda do vampiro criada por Bram
Stoker no romance Drácula. Embora a ligação histórica com Vlad III, figura que
inspirou parcialmente o personagem Drácula, seja incerta e limitada, o local
acabou sendo popularmente chamado de “Castelo do Drácula”. Hoje, o castelo
funciona como museu e é um dos destinos turísticos mais visitados da Romênia,
destacando-se por sua arquitetura medieval, torres estreitas e atmosfera
histórica envolta em lendas.

Chegamos por lá
em torno de 17hs o que, na minha opinião, não estava na programação, já que a
idéia era retornar à Brasov às 18hs. E isso foi péssimo, porque estava rolando
uma feirinha muito boa e interessante no entorno e eu gostaria de tê-la explorado.
A real é que eu acho que se o brasileiro não tivesse comprado o ingresso do Castelo
de Peles pro horário errado, a gente teria ido antes para Bran, aproveitado por
lá o horário de almoço e terminado o tour em Peles.
Com isso,
compramos o ingresso no totem do lado de fora e fomos explorar o castelo, desta
vez sozinhos, que é bastante grande e muito mais antigo do que o de Peles. Achei
o lugar bem interessante. Do lado de fora ele é um pouco assustador, mas por
dentro ele é bem simples. Pouca mobília, algumas peças de roupa e algumas salas
transformadas em “quarto do Drácula”, com caixão e tudo. Afinal, é desse tipo
de turismo que eles vivem por lá.
A visita,
infelizmente, foi curta e não tivemos tempo de explorar a feirinha. Mas ainda
assim eu consegui comer um docinho delicioso e comprar uma faixa.
De volta à cidade, eu aproveitei meu último dia em Brasov e jantei um delicioso macarrão ao pesto no centrinho histórico, já à noite.








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