- Carlos Martel - c. 688 – 741 -
Encomenda de São Luís, por volta de 1263–1267, pedra. Carlos, apelidado Martel
(“o Martelo”) por suas façanhas militares, é o major do palácio, ou seja, o
mais alto dignitário depois do rei. Governa o reino dos francos de 721 até sua
morte. Avô de Carlos Magno, é considerado o antepassado dos carolíngios, razão
pela qual, no século XIII, é representado com uma coroa e um cetro.
- Jeanne d'Évreux, rainha da França e terceira esposa de Charles IV of France. Os elementos batem com bastante precisão: figura feminina isolada; véu longo típico das rainhas capetíngias do século XIV; mãos unidas em oração; pequeno cão aos pés (símbolo medieval de fidelidade conjugal); estilo extremamente elegante e alongado do gótico tardio; localização no conjunto central dos jacentes reais de Saint-Denis. Jeanne d’Évreux (1310–1371) foi uma das últimas rainhas da linhagem capetíngia direta. Ela se casou com Carlos IV, “o Belo”, último filho homem de Philip IV of France. Como o casal não deixou herdeiro masculino sobrevivente, a morte de Carlos IV encerrou a linha direta dos Capetos e abriu a crise sucessória que levaria à Guerra dos Cem Anos.
- Marguerite of Provence, esposa de Louis IX of France. Os detalhes combinam muito com o jacente dela na Basilique Saint-Denis: coroa simples e delicada; vestido longo sem armadura ou símbolos militares; mãos postas em oração; pequeno cão aos pés (símbolo de fidelidade); estilo gótico do século XIII; aparência jovem e extremamente serena. Marguerite da Provença (1221–1295) foi rainha consorte da França e acompanhou São Luís nas Cruzadas. Era conhecida pela inteligência política e por ter exercido influência real durante as ausências do marido. O casamento deles foi considerado incomumente afetuoso para os padrões medievais. O túmulo dela costuma ficar próximo ao de São Luís e de membros da dinastia capetíngia. A escultura transmite justamente a ideia medieval de “rainha piedosa”, muito típica do período de Luís IX.
- Clóvis II – 634 – 657 - Rei dos
Francos de 635 a 657 - Encomenda de São Luís, por volta de 1263–1267, pedra. Assim
como seu pai Dagoberto, Clóvis II favoreceu Saint-Denis e foi enterrado ali.
São os dois únicos reis merovíngios que escolheram a abadia de Saint-Denis, já
que a maioria preferia Saint-Vincent, em Paris, futura Saint-Germain-des-Prés. O
rosto de Clóvis II já estava danificado antes da Revolução.
- Felipe IV, o Belo - 1268 – 1314
- Rei da França e de Navarra de 1285 a 1314 -Por volta de 1327, mármore. Felipe
IV é o primeiro rei da França a determinar em seu testamento que seu corpo
fosse dividido entre dois locais: seu corpo deveria repousar em Saint-Denis e
seu coração em Poissy, no mosteiro que fundou para homenagear seu avô São Luís,
nascido nessa cidade. O cetro e os florões da coroa da efígie jacente são
resultado de uma restauração do século XIX.
- Felipe III, o Audaz - 1245 – 1285 - Rei da França de 1270 a 1285 - Jean d’Arras, 1307, mármore. Felipe III morre em Perpignan após uma expedição militar à Aragão. Assim como seu pai, São Luís, que morreu durante a oitava cruzada em Túnis, seu corpo é fervido para evitar a putrefação durante o transporte. Seus restos são depositados em Narbonne, seus ossos em Saint-Denis, e, por decisão de seu filho Felipe IV, seu coração é levado aos jacobinos, no convento dos dominicanos em Paris. A amplitude das dobras da túnica sob os braços anuncia o estilo de algumas efígies do início do século XIV. É considerada uma obra-prima da escultura medieval.
- Isabel de Aragão - 1247 – 1271
- Rainha da França de 1270 a 1271 - Por volta de 1275, mármore. Isabel, filha
do rei de Aragão, morre grávida ao cair de um cavalo ao atravessar um vau no
sul da Itália, quando retornava da oitava cruzada. Apenas cinco meses antes,
com a morte de seu sogro São Luís, havia se tornado rainha. A roupa se ajusta ao corpo da rainha; a efígie jacente já não é tratada como se
estivesse destinada a ser colocada de pé.
- Luís III - c. 863 – 882 - Rei dos Francos de 879 a 882. Encomenda de São Luís, por volta de 1263–1267, pedra. Neto do imperador Carlos, o Calvo, Luís III compartilha o poder com seu irmão Carlomano II. É o período das invasões vikings, vindas da Escandinávia. Ele morre com cerca de 18 anos e deixa o poder para seu irmão. O escultor representou aqui o rei segurando seu manto real por uma tira.
- Carlomano II - c. 867 – 884 -
Rei dos Francos de 879 a 884 - Encomenda de São Luís, por volta de 1263–1267,
pedra. Neto do imperador Carlos, o Calvo, Carlomano II compartilha o poder com
seu irmão Luís III até a morte deste. Ambos lutam contra as invasões vikings.
Carlomano II morre durante uma caçada, aos 17 anos. Os artistas buscaram variar
as atitudes; aqui, o manto de Carlomano II está preso sobre seu ombro direito.
- Pepino I, o Breve - c. 714 –
768 - Rei dos Francos de 751 a 768 - Encomenda de São Luís, por volta de
1263–1267, pedra. Pepino, filho de
Carlos Martel, herda de seu pai o título de major do palácio, que é o mais alto
cargo após o rei. Ele depõe o soberano merovíngio Childerico III e é consagrado
uma segunda vez em Saint-Denis, em 754. Torna-se assim o primeiro rei franco
sagrado e o fundador de uma nova dinastia, os carolíngios. Local de sua
educação e de sua coroação, Saint-Denis também se torna o local de sua
sepultura.O rei usa luvas e segura uma parte de seu manto com a mão direita.
- Berta de Laon, dita Berta do Pé
Grande - c. 720 – 783 Rainha dos Francos de 751 a 783 - Encomenda de São Luís, por volta de
1263–1267, pedra. Berta é uma aristocrata franca que desempenha um importante
papel político, especialmente após a morte de seu esposo, tentando manter
influência sobre seus dois filhos, os reis Carlos Magno e Carlomano. Seu
apelido pejorativo vem de uma canção de gesta tardia.
- Joana
de Bourbon - 1338 – 1378 - Rainha da França de 1364 a 1378 - Meados do século
XIV, mármore. Antiga igreja dos Celestinos, Paris. Em Saint-Denis desde 1816. A efígie jacente do corpo de Joana de Bourbon, que
se encontrava ao lado da do rei Carlos V, foi destruída em 1793 durante a
Revolução. Em seu lugar encontra-se hoje sua efígie das vísceras, realizada
para a igreja dos Celestinos em Paris. Ela é reconhecível pelo pequeno saco que
segura na mão esquerda. A efígie das vísceras é menor que a efígie do corpo. O
cetro que a rainha segurava à direita foi quebrado.
- Esse jacente parece representar um príncipe ou rei do fim da Idade Média, provavelmente da dinastia Valois. Pela armadura curta, posição de oração e estilo da escultura, acredito que seja muito possivelmente Luís de Sancerre ou algum grande nobre militar do século XIV/XV exposto na área lateral de Basílica de Saint-Denis. O detalhe importante é: ele não usa coroa; está vestido com armadura de cavaleiro; as mãos estão unidas em oração; e o estilo já é mais tardio do que os jacentes capetíngios clássicos.Ao fundo aparecem novamente os túmulos reais com cetros e coroas, o que reforça que essa peça pertence a outro núcleo funerário reorganizado da basílica.
- Carlos V, o Sábio - 1338 – 1380 - Rei da França de 1364 a 1380 - André Beauneveu, 1374, mármore. Carlos V é um rei culto e grande construtor. Ele transforma o castelo do Louvre, onde instala a “Livraria”, ancestral da Biblioteca Nacional. De forma inédita, o rei encomenda, aos 27 anos, sua própria efígie jacente a um artista renomado, André Beauneveu. Essa obra é um verdadeiro marco, considerada um dos primeiros retratos da escultura funerária. O rei usava uma coroa de metal, um cetro e uma “mão de justiça”, que desapareceram.
- Bertrand du Guesclin - c. 1320
– 1380 - Thomas Privé e Robert Loisel, por volta de 1397, mármore. Du Guesclin
é condestável da França, ou seja, comandante das forças armadas reais. Em
reconhecimento à sua lealdade e feitos militares, o rei Carlos V ordena seu
sepultamento e a realização de uma efígie jacente em Saint-Denis — um gesto
excepcional e raro para alguém que não era da realeza. Sua baixa estatura era
conhecida e, se acreditarmos em sua efígie, ele media menos de um metro e
cinquenta.
- Maria de Anjou - 1404 – 1463 - Rainha
da França de 1422 a 1461 - Anônimo, 1463–1465, mármore com complementos em
gesso. Depósito do Museu do Louvre.
Maria de Anjou deu à luz 14 filhos, entre eles o futuro Luís XI. Frequentemente
apresentada como uma rainha discreta, ela exerceu, no entanto, certo poder, e a
importância de seu mecenato foi posteriormente reconhecida. A rainha é
representada com um véu de luto, pois seu esposo havia falecido dois anos
antes. Apenas a cabeça da efígie da rainha sobreviveu após 1793; ela foi
amplamente restaurada e transformada em busto em 1799 no Museu dos Monumentos
Franceses.
- Carlos VII - 1403 – 1461 - Rei
da França de 1422 a 1461 - Anônimo, 1463–1465, mármore com complementos em
gesso. Depósito do Museu do Louvre. Associado ao destino de Joana d’Arc, Carlos VII,
coroado em Reims em 1429, consegue reconquistar seu reino dos ingleses e pôr
fim à Guerra dos Cem Anos em 1453. Da efígie jacente realizada para a capela
Saint-Jean-Baptiste, resta hoje apenas uma parte: a cabeça. Após as mutilações
da Revolução, a cabeça de Carlos VII foi amplamente restaurada e transformada
em busto por volta de 1799 para o Museu dos Monumentos Franceses.
- Isabel da Baviera - c. 1370 –
1435 - Rainha da França de 1385 a 1422 - Pierre de Thoiry, por volta de 1429,
mármore. Isabel da Baviera recebeu um
apelido depreciativo, Isabeau, dado por um cronista em 1406. Uma imagem
negativa da rainha se consolidou por séculos, pois ela foi acusada, entre
outras coisas, de ter “entregado” a França aos ingleses no Tratado de Troyes. Ela
teve participação ativa na política do reino, fragilizado pela loucura de seu
marido, Carlos VI. A efígie, que a representa. O manto da rainha deixa ver o
sobreveste que cai até os pés. Abaixo, percebe-se o vestido e o cinto, usado
bem baixo.
- Carlos VI, dito o Louco - 1368
– 1422 - Rei da França de 1380 a 1422 - Pierre de Thoiry, por volta de 1429,
mármore. Coroado aos 12 anos, Carlos VI
morre após mais de quarenta anos de um reinado marcado por crises de loucura
que enfraquecem a monarquia. Parte do território é então ocupada pelos
ingleses. Sua efígie jacente, assim como a de sua esposa, permite observar a
complexidade das vestimentas reais e a presença dos símbolos do poder. O rei
usa uma coroa com quatro florões, um cetro e uma “mão de justiça”, três dos
objetos simbólicos da monarquia.
- O coração de Luís XVII - Luís
XVII, preso na prisão do Templo, morre de tuberculose em 1795, aos 10 anos.
Durante a autópsia, seu coração é retirado pelo cirurgião Pelletan. Em 1975, o
suposto coração do jovem príncipe é encontrado e depositado em Saint-Denis em
uma urna de cristal. Em 2000, uma análise de DNA confirmou essa identificação.
Em 2004, o coração foi instalado sob um baixo-relevo que representa o rei.
- Por lá também vi a Capela dos
Príncipes - Aqui repousam os corpos de
Vitória (†1799) e Adelaide da França (†1800), filhas de Luís XV; Carlos
Ferdinando d’Artois, duque de Berry (†1820), e seus filhos Luísa-Isabel (†1817)
e Luís (†1818); Luís V José de Bourbon-Condé (†1818) e Luís VI Henrique de Bourbon-Condé
(†1830).
Ao fundo da capela, as urnas
contêm os corações de Luís XIII (†1643), Luís XIV (†1715), Luís XVIII (†1824) e
Carlos Ferdinando d’Artois (†1820); as vísceras de Luísa-Isabel d’Artois
(†1817) e de Luís XVIII; e partes dos corpos de Henrique IV (†1610) e de Luís
XIV.
- A Capela dos Bourbon - De
1840 a 1843, o arquiteto François Debret mandou construir nesta capela vários
monumentos comemorativos compostos, ou seja, feitos a partir de fragmentos de
diferentes origens. Eles são destinados aos Bourbon, já que estes originalmente
não possuíam sepulturas esculpidas em Saint-Denis. Tratava-se de completar a
apresentação das efígies jacentes medievais da basílica, organizadas
cronologicamente nas capelas da cripta, como em um museu entre aproximadamente
1820 e 1860. As efígies jacentes
medievais, que retornaram do Museu dos Monumentos Franceses, onde foram
exibidas de 1795 a 1816, foram colocadas nas capelas da cripta até cerca de
1860.
- Henri IV (1553–1610) foi o
primeiro rei da dinastia Bourbon e ficou conhecido por encerrar parte das
guerras religiosas francesas, convertendo-se ao catolicismo e promulgando o
Édito de Nantes, que concedeu certa tolerância aos protestantes. Morreu assassinado
em 1610, em Paris, esfaqueado pelo fanático católico François Ravaillac
enquanto sua carruagem atravessava a cidade.
- Louis XV (1710–1774) governou a
França por quase 59 anos, sendo um dos reinados mais longos da história
francesa. Durante seu governo, a monarquia começou a perder prestígio político
e financeiro, preparando o terreno para a crise que culminaria na Revolução
Francesa. Morreu em 1774, provavelmente em decorrência de varíola, no Palácio
de Versalhes, após dias de intenso sofrimento físico.
- Marie-Thérèse d'Autriche
(1638–1683), conhecida como Maria Teresa da Áustria, foi esposa de Louis XIV e
rainha consorte da França. Filha do rei da Espanha, seu casamento consolidou
alianças políticas entre as coroas francesa e espanhola. Morreu em 1683, provavelmente
em razão de complicações de um abscesso no braço que evoluiu para infecção
generalizada.
![]() |
| “Aqui está o corpo da altíssima, poderosíssima e virtuosa princesa Maria Teresa da Áustria, esposa do rei Luís XIV, falecida no Castelo de Versalhes em 30 de julho de 1683. Descanse em paz.” |
- Marie Antoinette da Áustria - 1755 † 1793 Rainha da França de 1774 até 1791 -Rainha dos Franceses de 1791 até 1792 Lápide funerária, 1975, mármore negro. “Nascida em Viena, Maria Antonieta casou-se com Luís XVI e tornou-se rainha em 1774. Condenada por alta traição pelo Tribunal Revolucionário, foi guilhotinada em 16 de outubro de 1793 e enterrada em uma vala comum do cemitério da Madeleine, em Paris.”
- Louis XVI- 1754 † 1793 Rei da
França de 1774 até 1791 -Rei dos Franceses de 1791 até 1792 - Lápide
funerária, 1975, mármore negro. “Condenado pela Convenção Nacional durante a
Revolução Francesa, Luís XVI foi guilhotinado em 21 de janeiro de 1793. Seu
corpo foi lançado em uma vala comum do cemitério da Madeleine, em Paris. Em
1815, seu irmão Luís XVIII ordenou a exumação de seus restos mortais e sua
transferência para Saint-Denis.”
- León V de Lusignan - 1342 †
1393 - Rei da Armênia de 1373 a 1375 - Final do século XIV, mármore branco e
negro. Igreja dos Celestinos, Paris. Em Saint-Denis desde 1817. “Leão V é o último rei
do reino armênio da Cilícia, ou Pequena Armênia, bastião do cristianismo
oriental. Aliado dos cruzados, Leão VI foi destronado em 1375 pelos mamelucos.
Exilou-se e foi acolhido alguns anos depois pelo rei Carlos VI.”
- Carlos II de Alençon. 1297 †
1346 - Final do século XIV, mármore. Igreja dos Jacobinos, Paris - Em
Saint-Denis desde 1817 - “Irmão do rei Felipe VI de Valois, Carlos morreu no
início da Guerra dos Cem Anos. Morreu durante a Batalha de Crécy, em agosto de
1346, na qual os ingleses esmagaram o exército francês. A efígie funerária o
representa como um cavaleiro ao lado de sua esposa, Maria da Espanha.”
- María de España. 1319 † 1375 - Século
XIV, mármore - Igreja dos Jacobinos, Paris. Em Saint-Denis desde 1817 “Maria de la Cerda y de Lara, conhecida como Maria da
Espanha, é neta do rei de Castela, Afonso X. Viúva aos 17 anos de Carlos de
Évreux, cujo túmulo se encontra na basílica, casou-se três meses depois com
Carlos II de Alençon. No fim de sua vida, quando seu esposo já havia morrido em
combate havia quase 30 anos, ela encomendou um túmulo duplo para o casal
principesco.”
- Há uma “efígie funerária
atribuída, sem certeza, a Blanca de Bretaña, filha de João II, duque da
Bretanha, e mãe de Roberto III de Artois, personagem central do romance Les
Rois maudits (‘Os Reis Malditos’). O estilo e as vestimentas permitem datar
esta escultura do primeiro terço do século XIV.”
- Henri II e Catarina de Médici - formaram um dos casais mais influentes e turbulentos da história francesa do século XVI. Henrique II reinou de 1547 até sua morte acidental em 1559, causada por um ferimento num torneio. Catarina, italiana da poderosa família Médici de Florença, inicialmente teve pouca influência política, mas após a morte do marido tornou-se a grande figura de poder da França, governando nos bastidores durante os reinados de seus filhos Francisco II, Carlos IX e Henrique III. O casal teve dez filhos e viveu em meio às violentas Guerras Religiosas entre católicos e protestantes. Catarina ficou famosa tanto por sua habilidade política quanto pela reputação sombria ligada a intrigas, envenenamentos e ao massacre da Noite de São Bartolomeu, embora muitos aspectos dessa imagem tenham sido exagerados pela propaganda de seus inimigos.
- Louis XVIII (1755–1824) foi irmão mais novo de Louis XVI e um dos personagens centrais da restauração da monarquia francesa após a Revolução Francesa e o período napoleônico. Nascido como Luís Estanislau Xavier, viveu anos no exílio durante a Revolução, enquanto seu irmão Luís XVI e Maria Antonieta eram executados. Após a queda de Napoleon Bonaparte, voltou ao trono em 1814, tornando-se rei da França. Seu reinado tentou equilibrar a antiga monarquia com algumas conquistas da Revolução, mantendo a Carta Constitucional de 1814, mas enfrentou forte tensão entre monarquistas ultraconservadores e liberais. Apesar de ser visto como mais moderado que seu sucessor, Carlos X, governou em um período extremamente instável da história francesa. Está sepultado na Basilique Saint-Denis, necrópole tradicional dos reis da França.
Algumas placas sem túmulo:
- Philippe d'Orléans † 1723. “Cópia do busto de Jean-Louis Lemoyne para Versalhes - É uma cópia em gesso feita em 1841 de um busto do escultor Jean-Louis Lemoyne representando Filipe de Orléans, o regente da França durante a menoridade de Luís XV
- Louis XIV † 1715 - “Cenotáfio - Medalhão segundo François Girardo - “Cenotáfio” significa monumento memorial sem conter necessariamente o corpo. O medalhão foi inspirado numa obra do escultor François Girardon e executado em mármore em 1842
- Marie de' Medici † 1642 - “Epitáfio em versos. 1837, pedra gravada” É um epitáfio poético dedicado a Maria de Médici, rainha da França e mãe de Luís XIII, gravado em pedra em 1837.
- Louise de France † 1787, filha de Luís XV, superiora do convento carmelita de Saint-Denis.
- Élisabeth of France † 1794, irmã de Luís XV
- Adélaïde of France † 1800, filha de Luís XV
- Victoire of France † 1799, filha de Luís XV.
- Charles de Valois-Angoulême † 1650.
- Gaston d'Orléans † 1660
- Dagobert I — fundador da abadia real de Saint-Denis (m. 638)
- Rainha Nanthilde — segunda esposa de Dagoberto (m. 642)
- Clovis II — filho de Dagoberto e Nanthilde (m. 655)
- Clotário III — filho mais velho de Clóvis II (m. 669)
“Landregesile, irmão da rainha Nanthilde, foi a primeira pessoa enterrada na igreja de Saint-Denis por ordem do rei Dagoberto, por volta de 631.”
- Charles Martel — “prefeito do palácio” e príncipe dos francos (m. 741)
- Pepin the Short — Pepino, o Breve (m. 768)
- Berthe — esposa de Pepino
- Ermentrude — primeira esposa de Charles the Bald
- Filhos de Carlos, o Calvo
- Carlos II, o Calvo (m. 877
- Luís III (m. 882)
- Carlomano II (m. 884)
- Eudes, conde de Paris e rei de parte da França ocidental (m. 898)
- Hugo, o Grande, pai de Hugh Capet (m. 956)
Ou seja, a placa funciona quase como uma “linha do tempo” dos primeiros soberanos franceses ligados à necrópole real de Saint-Denis.
“Se o grão de trigo que cai na terra não morre, fica só; mas, se morre, produz muito fruto.” (Evangelho de São João, capítulo 12)
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É uma passagem bíblica muito usada em contextos funerários e memoriais cristãos, simbolizando morte, ressurreição e continuidade espiritual. Essa área da Basilique Saint-Denis guarda ossários e restos mortais ligados à necrópole real francesa. |

















































