Acordei sozinha
umas 7:30hs. A noite foi boa, mas o colchão da cama era muito ruim, eu
praticamente dormia na mola, então acordei meio dolorida. Me arrumei bem
devagar porque não tinha pressa nenhuma e umas 9:30hs fiz o check out. Deixei
as malas numa salinha reservada e fui passear.
Eu estava
enganada quando achava que no dia anterior havia visto tudo em Timisoara. A verdade
é que uma das praças principais ainda não havia sido explorada. E eu cheguei
por lá meio que no susto porque não sabia nem que existia aquele local. Por lá,
muitos jardins bonitos, casas coloridas e uma catedral ortodoxa ao fundo.

A igreja era
imensa e lindíssima tanto por dentro quanto por fora. Mas sempre acho as
igrejas ortodoxas muito escuras porque eles não acendem muitas luzes. Também fico
um pouco constrangida de tirar fotos porque o povo vai pra lá para rezar mesmo
e eu fico um pouco acuada. Mas havia uma porção de turistas ali além de mim e o
rolê rendeu boas fotos.

“A catedral é a sede do Arcebispado de Timișoara e
da Metrópole de Banat. É dedicada aos Três Santos Hierarcas: Basílio Magno,
Gregório, o Teólogo, e João Crisóstomo. Construída numa área de 1.542 m²,
possui 11 torres, das quais a central tem 90,5 m de altura, tornando-a a
segunda igreja mais alta da Romênia, depois da Catedral da Salvação do Povo em
Bucareste. Em julho de 1919, parte do Banato foi unida à Romênia. A nova
administração romena tomou uma série de medidas para incentivar a ortodoxia,
negligenciada pela administração austro-húngara anterior, que era favorável
apenas à religião católica. Assim, o Bispado de Timișoara foi criado, elevado à
categoria de arcebispado em 1939, e em 1947 foi estabelecida a Metrópole do
Banato.”

Daí pra frente, eu meio que comecei a flanar pela
cidade, porque já não havia muito o que ser visto. Cheguei ao Bastião de
Thereza, em homenagem à imperatriz austríaca Maria Theresa, que é a
maior peça preservada da muralha defensiva da fortaleza austro-húngara de
Timişoara. Abrange cerca de 1,7 hectares do centro da cidade. Foi construído
entre 1732 e 1734. Mas não tem nada demais, é só uma parede.
Por lá, havia
uma exposição mequetrefe, paga, de trajes e história da região. Entrei porque
não tinha o que fazer, mas meio que me arrependi porque só tinha eu por lá e o
cara que tomava conta meio que ficava seguindo e eu estava com vergonha de ver
tudo correndo porque não tinha interesse algum.
De lá, segui
flanando pela cidade, passei pelos mesmos lugares em que havia estado no dia
anterior, fiz umas comprinhas e depois almocei num restaurante ao lado da
catedral católica. Comi uma salada de roastbeef, com rúcula, gorgonzola,
tomate, nozes, croutons e molho de vinagre balsâmico. Estava divina!
Nas minhas
andanças, ainda encontrei um parque bem grande e bonito e resolvi andar um
pouco por lá e tirar fotos. Mas passado um tempo, chegamos à conclusão de que
realmente não havia mais o que fazer e lá pelas 13hs, comecei o retorno ao
hotel para pegar as minhas malas. Umas 14:30hs eu já estava no aeroporto e
cheguei tão cedo que fiquei um tempão sentada num banco do mini saguão esperando
abrir o check in.
Despachei minha
bagagem – estava incluso – estava com 15,6kg. Depois segui para o raio x,
onde cismaram com as bisnagas de páprica trazidas do país vizinho, mas passei
com elas, para a felicidade da minha mãe. Embarquei no horário marcado e pousei
em Bucareste às 19:25hs num voo tranquilo, curto, num avião velho e sem ninguém
do meu lado.
Aí veio o
perrengue! Pegar as malas foi rápido e tranquilo, o difícil foi pegar o Uber,
que inclusive saiu super caro. Eu tive que cancelar algumas viagens porque ninguém
conseguia entender onde eu estava e eu não conseguia entender onde o motorista
estava... fiquei quase 1 hora nesse rolê. Até que um motorista mais atencioso
conseguiu se esforçar um pouco mais e me achou. Ele arranhava um pouco o inglês
e foi batendo papão comigo o caminho todo. O que ele não conseguia falar,
jogava no Google Tradutor. Ele foi um amor e me contou uma porção de fatos
sobre o país, respondeu a todas as milhões de perguntas que eu sempre tenho...
enfim, foi ótimo.

Aí a chegada ao prédio
foi especial. Primeiro, estava escuro, não tinha ninguém na rua e eu precisava
achar a entrada certa, com a casinha da chave, colocar a senha e entrar no prédio.
Mas o motorista do Uber havia me deixado na rua debaixo e eu não tinha me
atentado. Fiquei um tempão meio desesperada tentando me encontrar, até que fiz
uma chamada de vídeo com o proprietário e tudo se resolveu.
Agora, pausa
para um capítulo de Chaves. O meu apê ficava no 6º andar. Então, como estava com
mala, chamei o elevador. Mas, o elevador não só é daqueles minúsculos, que só
cabem vc e a mala, como é daqueles velhos, que as portas fecham com aquela
grade. Entrei? Óbvio que não! Mas achei que minha mala merecia esse agrado. Então,
deixei ela lá, fiz o procedimento, apertei o andar e subi correndo.
Mas, quando cheguei
lá em cima (esbaforida), percebi que o elevador não tinha saído do térreo. Então,
desci tudo correndo para ver o que tinha acontecido. Mas, quando cheguei lá
embaixo, alguém tinha entrado no elevador e ele parou no 8º andar. Achei ótimo.
Então, esbaforida, suando por dentro e já sem pernas, eu subi correndo até o 8º
andar, com a intenção de catar minha mala e descer dois. E foi o que eu fiz!
Aí, já no sexto
andar e com a mala, eu comecei a procurar o apê 169, que era o número que
estava escrito na chave. Mas era 164... enfim... depois de um momento
emocionante, eu consegui entrar no apê, que não só era muito bom, como também
era extremamente bem localizado. Devido ao horário, tomei um banho e fui
dormir!