terça-feira, 30 de abril de 2019

GASTOS/PROVIDÊNCIAS VIAGEM - 4

Abril não foi um mês de muitas compras para a viagem porque não falta muita coisa e porque o Euro estava BEM caro. Em minhas viagens anteriores à Europa, comprei praticamente a entrada de todas as atrações online, de modo que toda grana que eu levei ficou reservada para comida e coisinhas a serem compradas. Dessa vez não, a maioria dos lugares não têm tickets online.
Então, o que eu estou fazendo para me organizar é uma tabela com todos os lugares que eu gostaria de visitar, com preços e horários. Pelo menos desse jeito eu consigo ter uma previsão de quanto preciso reservar para esse assunto.
Do quadro acima, temos que dos tickets que eu consigo comprar com antecedência, falta só o Palácio Ducal em Veneza. E os que eu já comprei foram os seguintes:
1.    Liubliana – castelo + funicular + audioguide (Ljubljanski grad) – a principal atração dessa cidade é um complexo enorme, uma espécie de fortaleza medieval construída no século XI e reconstruída em XII. Lá tem um castelo bem legal, que inclusive faz parte do brasão da cidade. O ticket custou E 10,80.


2.   
Dubrovnik Card – vou ficar alguns dias nessa cidade linda da Croácia, sendo que em alguns deles eu vou passar o tempo todo em Dubrovnik e em outros, apenas dormir por lá porque vou fazer bate-volta em alguma outra cidade. E tem bastante coisa pra ver. Se os tickets fossem comprados individualmente, ficaria um pouco pesado. Então, achei que estava compensando mais comprar o Dubrovnik Card de 3 dias, que saiu por 225,00 HRK (mais ou menos R$ 131,00), mais barato do que os tickets individuais, e que vai me dar mais liberdade.

3.   Chip - Em abril eu ainda aproveitei para comprar o chip do celular. Na verdade, foi a minha cunhada quem fez a compra, aproveitando a dela, então, eu não faço idéia do nome da empresa ou dos detalhes. Só sei que ele abrangerá todos os países em que estarei e não tem limite de uso. Isso significa que estarei o tempo todo com internet, o que é ótimo. O preço foi US$ 55,00, que dá, mais, ou menos, R$ 215,00. 

Bom, é isso. Falta comprar, como eu disse, o ticket do palácio Ducal em Veneza e o Seguro Viagem... além da troca de moeda. Ah, tem um tour em Sarajevo que eu estou tentando fazer, mas ainda estou esperando conseguir uma vaga!

domingo, 28 de abril de 2019

LEITURAS DO MÊS - ABRIL/2019

Esse mês que passou rolou um recorde de leituras. Li muita coisa boa, mas também algumas coisas bastante esquisitas. 


-A Dama do Cachorrinho e outros Contos - Tchekhov
-As Memórias do Livro - Geraldine Brooks - Kindle
-A Guerra não tem Rosto de Mulher - Svetlana Aleksiévitch
-O Diário de Zlata - Zlata Filipovic
-Filha é Filha - Agatha Christie - Kindle
-Helena - Machado de Assis
-Matadouro 5 - Kurt Vonnegut - Kindle
-O Sonho dos Heróis - Adolfo Bioy Casares
-Os Sete Maridos de Evelyn Hugo - Taylor Jenkins Reid

VIAGEM - HALONG BAY - DIA 13

Todo mundo na viagem havia ficado resfriado em algum momento, menos eu. Estava super orgulhosa de ter passado o ano inteiro incólume, meu sistema imunológico estava dando um show de resistência. Até.... o segundo dia em Halong Bay. Como minha cama ficava bem de frente para o ar condicionado, aconteceu que eu acordei bem resfriada e sem vontade pra nada. Pulei as sugestões da guia de ver o nascer do sol ou fazer tai chi (será que alguém fez??) e fomos direto para o café da manhã.

De lá, seguimos para o que seria o último evento do dia: uma caverna no alto de um rochedo. Bom, resfriado + claustrofobia, claro que o programa não me animou, preferia ter feito um snorkeling ou ido nadar em algum pedaço do mar. No mais, fiquei na praia curtindo a vista enquanto minha cunhada ia com a câmera explorar o local. Troquei uma idéia com um casal de brasileiros, fui fotógrafa de várias famílias... foi ótimo.


De volta para o barco, fomos instruídos a arrumar as coisas e deixar o quarto, pois as atividades seguintes, que como sempre envolviam comida, seriam realizadas ali na parte coletiva. O primeiro “evento” foi fazer rolinhos primavera, que obviamente ficaram horríveis, mas comíveis. Depois, vimos um profissional cortar frutas de forma artística, o que foi bem boring. Por fim, nos despedimos de Halong Bay com mais uma orgia gastronômica, com uma porção de pratos e em grande quantidade.
Já de volta à estrada, fizemos mais uma parada naquele mesmo posto ótimo da ida e chegamos ao hotel em torno de 17:30hs. Ficamos contentes em saber que meu irmão estava vivo e, aparentemente, um pouco melhor. Nos arrumamos e saímos para jantar naquele restaurante ótimo e super bonitinho da rua do hotel, que servia um maravilhoso macarrão aos frutos do mar. E o dia foi só isso. Fomos dormir cedo porque no dia seguinte madrugaríamos para voltar à BKK. 

domingo, 21 de abril de 2019

ROTINA FACIAL DO MOMENTO


Segura que esse post vai ficou imenso!
Eu sou uma frequentadora assídua da dermatologista. Uma pessoa normal vai... sei lá... 2 vezes ao ano? Eu vou a cada 2 meses e, às vezes, até mais. E tudo isso porque eu tenho melasmas, que são manchas escuras no rosto provocadas por uma combinação do mal: sol + hormônios. Elas começaram a aparecer quando eu fiz 30 anos (que ironia!) e daí em diante, nunca mais pararam. Então, o que eu faço na dermato é um controle/prevenção para impedir o aparecimento de outras manchas e também o uso de produtos para clarear as que já existem.
Muito bem. Devo dizer que a maior prevenção que uma pessoa pode fazer é usar MUITO protetor solar, o tempo todo. Reaplicar com muita frequência e usar inclusive dentro de casa, porque celular, Ipad, computador e até a própria luz são bem nocivas para quem tem melasma. Então, vou apresentar meus dois amigos: Bioré  e Bioderma.

O primeiro é incolor e mais sequinho, por isso eu curto usar de manhã, antes de aplicar a maquiagem. Como eu passo muito produto logo cedo – já vou mostrar -, sinto a necessidade de algo menos melequento. Mas o segundo tem essa característica mais peguenta. O que eu gosto dele é a cobertura: não tenho nem base com cobertura tão boa e uma cor tão perfeita na minha pele! Então, costumo usá-lo para reaplicações durante o dia ou para levar em viagens, substituindo a base. Daí é só passar um pó matificante por cima e está tudo certo.
O protetor está na minha rotina diária, mas não é por ele que eu começo os meus tratamentos. Vou agora falar um pouco da parte da manhã e, depois, da noite, pra seguir uma ordem e não fazer bagunça.
Dentro do banho, eu uso o sabonete Normaderm da Vichy que, pra mim, é o produto mais incrível já inventado. Compro essas embalagens imensas, de 400ml e elas duram muito, cerca de 6 meses. Essa da foto, inclusive, foi trazida de Paris, há quase 2 anos atrás, como parte de um estoque-contrabando de viagem!! Saindo do banho, já com o rosto seco, eu aplico um tônico da Skincelticals com a ajuda de um algodão (gente, tenho nojinho de disquinhos de crochê, me perdoem!!). Esse tônico é um pouco agressivo, na minha opinião, do tipo mega adstringente. Mas, pela manhã, é meio que esse tipo de coisa que eu preciso. Não sei se ele será usado no inverno, mas no verão tem sido ótimo. E, por fim, dou uma borrifadas de água termal.

Enquanto a água termal seca, eu vou me trocando e fazendo outras coisas. Com o rosto já seco, eu aplico o Mineral 89 da Vichy. Ele foi indicado pela minha dermato como um hidratante mais levinho, mas que tem uma porção de componentes super bons para a pele: “15 minerais ricos em água e ácido hialurônico, que ajudam a fortalecer a pele tornando-a mais resistente ao envelhecimento, causado pela poluição, estresse e fadiga.“. Ele é tipo uma aguinha com muitos benefícios e como é leve, não atrapalha o uso de outros produtos.
O que vem em seguida é o Redermic R da La Roche Posay  que é meu produto de rica! Ele é bem caro, mas rende horrores e tem um cheiro delícia. Ele também tem uma consistência bem gostosa e refrescante que meio que acalma a pele. Por ter Retinol na composição, ele ajuda a uniformizar a cutis, atenuar marcas de expressão e manchas. Como Retinol nunca é demais, eu uso também à noite – depois eu mostro. Então, esses são os produtos da manhã. Eu passo o protetor solar da Bioré depois de tudo isso.
Adicionar legenda
Daí eu chego em casa à noite, morta, esturricada e querendo morrer... Mas, não sem antes remover tudo isso!!! Vou falar um pouco sobre remoção porque eu acho que a limpeza é o principal ponto para uma pele boa. Claro que o uso de produtos ajuda muito, mas passar protetor e manter o rosto sempre limpo já são duas vitórias!!!
O primeiro passo da remoção da maquiagem é a aplicação do óleo de limpeza Softymo White Cleansing Oil. Eu dou uma “pampada” e o produto que sai é suficiente pro rosto todo. Eu dou umas massageadas na pele e uma atenção especial para os olhos, porque eu uso make a prova d´agua. O produto meio que vai derreter tudo o que tem na minha cara e eu gosto de remover os resíduos com lencinhos demaquilantes. Daí eu entro no banho e uso o sabonete Normaderm da Vichy novamente.

De volta pra pia, eu aplico água micelar com a ajuda de um algodão, porque eu acho que, se ficou algum resíduo de make ou sujeirinha, ela vai tirar! Eu estou usando a da Bioderma, que também ainda é remanescente do meu estoque vindo da França. E finalizo com água thermal.
Já estão cansados? Calma! Não é à toa que a minha dermato diz que eu sou uma paciente exemplar!!
Finalizada a remoção da make, vamos para os creminhos noturnos. Aqui, eu tenho variado entre 3 procedimentos, e a verdade é que tudo depende de como eu estou sentindo a pele naquele dia. Se ela está de buenas, eu uso um ácido, que serve para clarear as minhas manchas. Ele é um pouco forte, por isso não posso usá-lo todos os dias e nem por um período prolongado. Se a pele está bem, mas um pouco sensível, eu uso o Sérum Multi-Corrector Skincelticals – Discoloration Defense. Ele é um oleozinho bem leve que também serve para clarear as manchas. A princípio, a pele fica bem melequenta, mas depois some. Eu não posso tomar sol depois de usar esses dois produtos, por isso eles são aplicados a noite.

Por fim, se a minha pele está muito estragada, eu uso o Skin Food da Welleda, que é um hidratante poderoso e bem consistente, com um cheirinho delícia de ervas e que meio que regenera a pele com muito pouco. A textura dele é tipo de Hipoglós, mas vale a pena a aplicação de vez em quando para dar uma nutrida na pele.
Depois dessa etapa, eu passo na região das olheiras o Pigmentclar da La Roche Posay, que ajuda a dar um ar de descanso; e, por fim, o Ideal Body Pescoço, Colo e Mãos da Vichy, que, como o próprio nome já diz, ele previne o envelhecimento dessas regiões, que são tão desprezadas e precisam de atenção. Ele tem um cheirinho divino!
Daí, por minha conta mesmo – aliás, o Skinfood também é por minha conta, a dermato não sabe, rs – eu tenho aplicado em locais específicos (bigode chinês e região próxima aos olhos), o Retinol – A, que é aquele componente que ajuda a reduzir as linhas de expressão. E posso falar? Eu acho que depois que comecei a usar esse produto, minha pele deu uma esticadinha!



E é isso. Tem também alguns apetrechos, mas que não fazem parte de uma rotina. De vez em quando eu uso esse Clarisonic genérico que comprei na Miniso e máscaras trazidas da viagem. E de domingo eu sempre tenho um momento beautè com o Normaderm 3 em 1 da Vichy - Limpeza Facial, que é uma máscara e depois, quando você vai retirar, ele esfolia a pele, que fica muito mara!!!
Sei que é muita coisa, mas a verdade é que eu acho que se você quer cuidar de verdade da pele, tem que usar todos os produtos indicados pela dermato e direitinho, sem falhas. Claro que às vezes eu chego tarde e tudo o que eu consigo fazer é tirar a make – eu nunca durmo de make! Mas, eu procuro manter uma rotina, mesmo porque esses produtos não são nada baratos e eu não estou para jogar dinheiro fora.

quinta-feira, 18 de abril de 2019

VIAGEM - HALONG BAY - DIA 12


Nesse dia, acordamos num dilema. Meu irmão estava muito mal, havia passado a noite em claro e não conseguiria passar as próximas 4 horas dentro de uma van com destino a Halong Bay. Então, depois de MUITA discussão e um drama sem fim, acabou ficando combinado que ele ficaria no hotel e eu seguiria viagem com a minha cunhada. Foi uma decisão difícil porque ele estava bastante doente e na viagem, a gente não só estaria longe, como não teríamos sinal de internet para nos assegurarmos de que tudo estava bem.

Pois bem. A Linda – nossa guia fofa – passou no hotel para nos pegar lá pelas 8:30hs e entramos num micro ônibus com destino ao paraíso. Na prática, Halong Bay é uma baía formada por 2.000 ilhas de calcário datadas de milhares de anos – é quase que o cenário de um filme qualquer da sequência de Jurassic Park ou King Kong. E todas essas ilhas são cobertas por mata tropical e banhadas por um mar com águas claras. Bem, e pra completar, é Patrimônio Mundial da Unesco.

Reza a lenda que em uma das trocentas invasões estrangeiras no país, há milhares de anos atrás, os deuses enviaram dragões para proteger o Vietnã. E esses dragões cuspiram pedras preciosas no mar, que, por sua vez, acabaram se transformando nas ilhas. Como o intento se mostrou efetivo a expulsar os navios inimigos, as ilhas ficaram lá para sempre. Que bonitinho!!!

Muito bem. Duas horas depois de entrarmos no micro ônibus, paramos num posto bem bom, onde acabamos comprando alguns souvenires e coisinhas para comer. Outras duas horas depois, chegamos no porto. O caminho todo parece o interior de São Paulo, com estradas meio precárias, de mão dupla e o tempo todo passando por dentro de cidadezinhas. Já no porto, praticamente seguimos direto para o barquinho que nos levaria ao nosso barco.

Confesso que curti a cabine – claro que estava apreensiva!! -, achei bem extensa e confortável. O banheiro, apesar de um pouco confuso, também dava pro gasto e eu fiquei bem contente de ter uma janela bem ao lado da minha cama.
Voltamos para o espaço comum e logo vimos que éramos em 15: nós duas, um casal composto por uma americana e um peruano, uma casal de holandeses com um bebê, um casal de belgas, um de Taiwan e um de alemães e um chinês e um francês sozinhos. O grupo era bem legal e bem simpático. Fomos recepcionados com um almoço muito bom (depois a gente iria perceber que, em verdade, estávamos participando de uma orgia gastronômica, rs). E depois, seguimos para um passeio de caiaque.

Foi engraçadíssimo!!!! Fomos de barquinho até uma espécie de píer-boia e embarcamos em caiaques de duplas. Aff, parecia tãããão mais fácil!!! A verdade é que é absolutamente impossível andar em linha reta, é como se o negócio não quisesse nos obedecer! E estranhamente, todas as outras duplas estavam indo muito bem – à exceção dos taiwaneses que só não foram para casa de caiaque porque eu acho que não tiveram fôlego pra isso, porque era naquela direção que eles estavam indo, rs!! Ainda assim, conseguimos chegar na praia e ficamos muito orgulhosas. Por lá ficamos um tempo, demos um mergulho e tiramos muitas fotos. Uma pena que o dia estava nublado, mas acho que foi uma das praias mais bonitas em que estivemos em toda viagem.

Daí veio a piada: a Linda nos perguntou se queríamos voltar para o barco de barquinho ou se a gente queria arriscar o caiaque novamente. Claro que as duas patas optaram pela segunda alternativa. E claro que não deu certo! Na metade do caminho, era óbvio que estávamos atrasando o grupo e que, se não fôssemos resgatadas, provavelmente iríamos parar no Brasil. Só que nem o resgate a gente estava conseguindo, porque andar em linha reta não parecia uma opção! Foi engraçadíssimo, viramos motivo de chacota geral, mas foi divertido.
De volta ao barco, tomamos um banho e seguimos para um happy hour no deque, com double de cerveja, frutas e snaks gratuitos. Foi uma delícia!!! Rolou uma confraternização e ver a baía a noite, naquela imensidão, só com os barcos acesos, foi muito bonito. Seguimos para mais uma orgia alimentar fomos dormir.


sábado, 13 de abril de 2019

BATOM KIKO N° 803 ULTRA GLOSSY STYLO - REVIEW


Sou do tipo que vai comprar presente para os outros e compra algo para si mesma? Claro que sim! É quase um dom! Eu nem preciso pensar para fazer, é praticamente automático! Tem uma outra coisa que eu também sou ótima: nunca consigo comprar uma coisa só. Minha mente entende como desperdício de frete/tempo. Maravilhoso!


Daí que fui na Kiko comprar um presente para uma amiga e saí de lá com o batom do post. Claro! A parte boa é que, apesar de ter sido uma compra obviamente impulsiva, eu venho usando bastante o produto, que é bem coringa. Pra quem gosta de uma “corsinha” e mais nada, é o batom ideal. E na minha defesa, ele estava na promoção, saiu R$ 19,90!

Ele é o nº 803 da Linha Ultra Glossy Stylo e tem mais brilho do que cor. Mas o que eu gostei é que ele não tem textura de gloss, ele não é melequento, ao contrário, é bem confortável. E o cheiro dele é igualzinho aos batons da MAC. Acho importante falar do cheiro porque o troço vai ficar perto do nariz...Se o cheiro for ruim ou forte, não vai rolar de usar.
Outra coisa que eu achei bem legal é que ele tem SPF 15. Segundo a marca: “ele é composto por óleos leves e polímeros inovadores, que proporcionam uma consistência particularmente suave, com retenção e aderência perfeitas.” 

quinta-feira, 11 de abril de 2019

VIAGEM - HANÓI - DIA 11

Hanói parecia que não estava nos trazendo muita sorte. Se no primeiro dia oficial tivemos chuva e um pouco de frio, no segundo dia o tempo já tinha melhorado, mas o meu irmão não passava bem. Acordou com dores de barriga e muito irritado porque não estava curtindo a cidade! Mas, acabamos mantendo a programação do dia e fomos fazer os passeios que havíamos adiado no dia anterior por ocasião do mau tempo. 
A primeira missão era visitar o túmulo do Ho Chi Min, “líder-muso-eterno” dos vietnamitas porque, ainda que de maneira meio torta, conseguiu finalmente conferir a independência ao país, após séculos de colonialismo. Ele é venerado em todo Vietnã – bom, pelo menos em Hanói -, e a visita ao seu mausoléu requer muito respeito e cerimônia. Fomos andando, porque parecia perto do hotel, mas a verdade é que era um pouco mais longe do que imaginávamos. 

No local, o esquema é bem militarizado e controlado. As pessoas passam por uma revista minuciosa, depois entram numa fila porque a visita é limitada e, enfim, chegam ao mausoléu, que é refrigerado. Na fila, somos vigiados. Não podemos falar alto, mexer no celular, mascar chiclete ou ter qualquer outra atitude ocidentalizada considerada desrespeitosa. 


Acompanhamos uma cerimônia muito bonita de troca de flores e finalmente entramos no local onde encontra-se o túmulo. Lá dentro, claro, não podemos nem filmar, nem tirar fotos e somos encorajados a andar depressa. Ainda assim, é possível ver o corpo em todo o seu esplendor: intacto, como se houvesse morrido ontem. Confesso que gostei de toda a pompa e achei tudo muito interessante (e sinistro). 

De lá, seguimos para visitar as áreas do complexo, que abrangem a residência oficial do Ho Chi Min, seu local de trabalho, um parque e outras construções que, na minha opinião, são mais interessantes para quem mora por lá. Achei curioso porque, apesar de ser um líder comunista, o cara morava num lugar imenso e incrível!!! É como montar uma mansão dentro de um Parque do Ibirapuera. Tudo muito arborizado, com um lindo lago no meio do caminho, pássaros cantando... uma delícia! E por lá rola também uma estrutura com comidinhas, lojinhas de souvenires... é como um passeio no parque. Aliás, eu acho que tem mais lojinhas de souvenires em Hanói do que na Disney!

Nosso próximo destino foi o Templo da Literatura, que fica mais ou menos nos arredores do mausoléu e dá para ir a pé. Confesso que eu tinha colocado uma expectativa enorme nesse passeio e estava muito animada. O lugar foi construído em 1070 em homenagem ao Filósofo Chinês Confúcio e pouco tempo depois, acabou abrigando a primeira universidade do país (1076-1779). O passeio é interessante e logo de cara dá para notar uma influência chinesa enorme. 

Infelizmente estava bem cheio, mas é um local bem gostosinho de se visitar. Destaque para as estelas de pedra com os nomes e informações sobre alguns alunos brilhantes que se destacaram no local, roupas antigas e placas com os nomes dos antigos reitores. Dentro das construções, encontramos altares com imagens e oferendas e também algumas peças de louça/cerâmica. Mas, vou falar que esperava muito mais daquele lugar! Achei a parte dos jardins e lago muito bonitas e lá eu senti uma paz muito grande. Mas a parte das construções eu achei um pouco fail... acho que estava com a expectativa meio alta.


Paramos para almoçar num restaurante bem gracinha nos arredores do Templo e, a tarde, voltamos para o hotel para descansar um pouco. A verdade é que, àquela altura, a gente já tinha riscado todos os itens da nossa lista de “things to do” e, como eu havia dito no início desse texto, meu irmão não estava passando muito bem. Por conta disso, acabei saindo com minha cunhada para um rolê pelo Old Quarter, com o objetivo de dar uma última volta e fazer as últimas compras da viagem, já que no dia seguinte, embarcaríamos para Halong Bay. 

Terminamos o dia num shopping beeeeeem meia boca e jantamos na Pizza Hutt – normal que nesse momento a gente já estivesse com um pouco de saudades de confort food!