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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

SÉRIE - OBJETOS CORTANTES

Faz tempo que eu não falo de séries por aqui, mas acho que é porque eu não me apeguei a nada muito incrível nos últimos meses. Sigo acompanhando séries, vendo coisas diferentes, mas não apareceu nada que me fizesse ter vontade de voltar correndo para a frente do Ipad. Daí que, vendo o Globo de Outro do último domingo, anotei alguns nomes e me comprometi a investigá-los. Dentre eles, estava a série "Objetos Cortantes", de autoria de Gillian Flynn, mesma de Garota Exemplar, estrelada pela Amy Adams e que conta com a premiada Patricia Clarkson no elenco. 


Amy Adams é Camille Preaker, uma repórter de um jornal mequetrefe que, desde o início, parece ter uma série de problemas e não ter se dado muito bem na vida. Ela parece ser uma pessoa solitária, uma profissional mediana e bebe muito. Só não sabemos de princípio a razão de tudo isso. E desde o começo, Camille vai tendo uns insights de flash back com sua infãncia numa cidade interiorana. Até que um dia, seu editor lhe chama, dizendo que precisa que ela retorne á sua cidade natal para cobrir uma história sobre assassinatos e sumiços de garotas. Nesse momento, percebemos que tudo o que Camille quer na vida é ficar longe daquele lugar, onde, aparentemente, não foi feliz. 

No local, vamos conhecer os moradores daquela cidade, bem como a família de Camille. E claro, a própria história dos assassinatos das garotas, e nos depararmos com algumas cenas bem fortes. E assim vai se desenvolvendo a trama: ora por meio dos conflitos familiares, ora pelo envolvimento nos crimes. Ficará bem claro que Camille não tem tanto interesse em contar aquela história, mas sim, em resolvê-la e isso trará muitas lembranças à tona. 

quinta-feira, 19 de julho de 2018

SÉRIE TIEMPOS DE GUERRA

Eu fiquei absolutamente obcecada por essa série do Netflix e muito chateada quando ela terminou. Ela é espanhola, conta com os atores e atrizes mais bonitos, simpáticos e carismáticos que eu já vi e a história é incrível. Mas eu acho que o que mais me pegou foi a química entre os personagens, que é incrível.


Bem, em 1921, estava acontecendo no Marrocos a Guerra do Rife. Nela, um grupo de nativos resiste ao domínio espanhol e a Espanha, por sua vez, se desloca até sua colônia com vistas a evitar a perda do território. Essa guerra, pelo que eu pude ler em pesquisas, foi uma das mais sangrentas da história e matou milhares de espanhóis no período. E claro, como toda guerra, há feridos e há hospitais para atendê-los. E é aí que entra a série.

Um grupo de enfermeiras formado por mocinhas inocentes e riquinhas da alta sociedade espanhola, é escalado pela própria rainha para embarcar para o Marrocos, com vistas a abrir um hospital e prestar atendimento aos soldados feridos. As moças partem, então, ao que elas imaginam seja uma aventura. O que elas não contavam era com os horrores que iriam se deparar e com a força que teriam de ter para ajudar os soldados e lidar com a situação. E elas fazem isso bravamente.

E lado a lado com a parte histórica e com a própria guerra – a série é bem sangrenta e não poupa os telespectadores – há muito romance no ar! Enfermeiras com médicos, com soldados, com nativos... luta por poder, corações partidos... a série é muito amorzinho!!!

segunda-feira, 21 de maio de 2018

SÉRIE - O ALIENISTA


Série apaixonante do momento: O Alienista, disponível no Netflix e com vários atores famosos no elenco: Dakota Fanning, Daniel Brühl  e Luke Evans. Assisti aos 9 capítulos durante o feriado e quero muito acreditar que eles farão uma segunda temporada, porque amei! Acho que não só a temática se mostrou muito interessante, como os personagens têm uma excelente química. Tudo funcionou, na minha opinião.

O cenário é Nova York de 1896. E nossa, como aquilo era diferente da cidade que amo hoje em dia. A pobreza, o caos e a corrupção corriam soltos. E no meio disso, um assassino de meninos prostitutos. Só que o cara não é apenas um serial killer, porque ele mata com requintes de crueldade: arranca os genitais, os olhos, dilacera o corpo. E as ciranças sempre são encontradas em lugares altos e inusitados. A polícia, corrupta e interesseira, não se mostra muito interessada, principalmente porque as vítimas são crianças “devassas” e de origem estrangeira e pobre. Ou seja, é basicamente um favor que alguém os esteja matando.

Mas, o Dr. Laszlo Kreizler, um alienista – basicamente psicólogo -, acha que por intermédio da análise da mente do criminoso, se mostra possível chegar ao assassino e resolver o problema. É uma espécie de origem do que seria o que o pessoal do Criminal Mins faz. E ele conta com a ajuda de John Moore, um grande amigo, os gêmeos judeus que são legistas da polícia e Sara Howard, a primeira mulher a trabalhar para a polícia. Esse grupo irá à caça do assassino e, claro, acabará se tornando alvo de suas crueldades.

sábado, 7 de abril de 2018

SÉRIE THIS IS US

Vamos falar sobre uma série maravilhosa que eu estou absolutamente viciada: This is us! Não está disponível no Netflix, eu acabei assistindo à primeira temporada pelo App da Amazon e agora estou desesperada pela segunda temporada, que não está disponível por lá. Me acabei no feriado da Páscoa, chorei muito, me emocionei muito, me apeguei horrores aos personagens e até me identifiquei a algumas situações e recomendo horrores a todo mundo.

A série é cheia de flash backs e a cada episódio temos acesso a uma parte da história da Família Pierson, que pode ser qualquer parte do passado com qualquer parte do presente. Geralmente, eles fazem no episódio um mix sobre algo que aconteceu no passado para justificar o que está acontecendo naquele momento no presente.
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Muito bem. Apresentando primeiro os pais, Rebecca e Jack, que são as pessoas mais fofas do mundo. Eles estão casados há algum tempo, super apaixonados e, em determinado momento, engravidam de trigêmeos. No parto, nasce o casal Kevin e Kate, mas o terceiro morre. Coincidentemente, naquela mesma noite, um bebezinho negro é abandonado no corpo de bombeiros e deixado no mesmo hospital onde as crianças nasceram e, claro, ela é levada para casa e se transforma no terceiro irmão: Randall.

A série começa fazendo esse paralelo com o momento presente, em que os trigêmeos têm 36 anos. Kevin e Kate são absolutamente grudados e incrivelmente problemáticos. Ele é um ator de um seriado famoso, mas muito insatisfeito com sua profissão. Ele quer desafios novos para sua vida, mas é muito inseguro e dependente da opinião dos outros. Kate é uma mulher obesa e, assim como seu irmão, extremamente insegura. Ela é tão insegura que quando alguém lhe faz um elogio, ela acaba sendo grosseira com a pessoa, porque não está acostumada com a situação. Randall, por sua vez, parece o único equilibrado da família. É pai de duas menininhas, possui uma mulher maravilhosa, um emprego incrível e está super bem de vida.

Essas são as características da família, mas as estruturas, obviamente, vão se abalar o tempo todo, seja com o aparecimento de algumas pessoas, como o pai biológico do Randall, seja com o enfrentamento de algumas verdades por parte dos membros da família, mágoas passadas, dentre tantas outras coisas. Preparem os lencinhos porque alguns episódios são punk!!!

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

SÉRIE - BIG LITTLE LIES

Que série incrível!!!!! Tão apaixonante que eu apenas assisti aos 7 episódios de uma só vez! Eu acho que a temática, combinada com personagens tão bons e atores tão incríveis resultou em uma excelente série! Vou tentar contar um pouquinho sobre ela por aqui, tentando não entrar em spoillers.

O cenário é Monterey, Califórnia, num lugar onde as pessoas têm muita grana e casas maravilhosas com vista para o mar. O que todas as mulheres que eu vou mostrar adiante têm em comum é um filho ou uma filha de 6 anos de idade frequentando a mesma sala de uma escola. Essas mães levam uma vida aparentemente perfeita, mas a verdade está muito mais embaixo.
Jane Chapman, vivida por Shailene Woodley é uma mãe solteira recém chegada na cidade. Apesar de parecer uma pessoa doce e sensata, guarda uma raiva reprimida e uma porção de distúrbios psicológicos em razão de um estupro sofrido no passado. Desse ato, de autoria desconhecida, resultou Ziggy, uma criança bem carinhosa. Madeline Martha Mackenzie, vivida por Reese Witherspoon é uma espécie de “prefeita” da cidade. Ela conhece todo mundo, é super bem articulada, mas também não tem papas na língua e compra uma briga como ninguém. Apesar de parecer perfeita e de estar muito bem casada, ela não consegue se esquecer do ex marido e não admite que ele esteja feliz, com uma nova família e casado com uma pessoa bem legal.

Renata Klein, vivida por Laura Dern é presidente de uma empresa e muito poderosa. É daquelas pessoas que quando atravessam a rua, simplesmente deixamos passar, porque ficamos intimidados apenas com a sua presença. E claro, ela vai usar esse poder todo e a influência que possui na cidade para atingir todos os seus objetivos. Por fim, temos Celeste Wright, vivida por Nicole Kidman, que é uma espécie de mote da série. Ela é uma mulher linda, que vive numa casa maravilhosa com um marido aparentemente perfeito. Ela tem um daqueles relacionamentos que a cidade inteira inveja. Só que o que ninguém sabe é que ele é absolutamente abusivo e ela apanha horrores desse cara.

Personagens apresentados, vamos à história. Na verdade, a série gira em torno de duas temáticas. Na primeira delas, aconteceu um crime – coisa que ficamos sabendo logo no primeiro episódio -, mas não sabemos quem morreu ou quem o cometeu. Depois, logo no primeiro dia de aula, a filha de Renata Klein aparece com um hematoma no pescoço e acusa Ziggy, o filho de Jane de tê-la machucado. O garoto nega, mas ele está lidando, como já disse, com a filha de uma mulher muito poderosa, que não vai medir esforços até acabar com o menino. E aí, será que foi ele quem cometeu a agressão?

Sério, vale muito a pena assistir porque a temática é forte e a série é babado. Foi confirmada uma segunda temporada, mas eu confesso que acho que essa terminou exatamente do jeito que deveria ter terminado!

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

SÉRIE - THE RANCH

Série politicamente incorreta do Netflix, que é super engraçada e ao mesmo tempo séria e emotiva. Dá para rir e chorar num único capítulo! E isso eu atribuo aos personagens, que são mais do que ótimos. A começar com o elenco, encabeçado por Ashton Kutcher e que ainda conta com uma porção de ex integrantes do That´s 70´s Show e Two and a Half Man, séries que alavancaram a carreira do ator e que contam com muitos atores ótimos.

O próprio Ashton Kutcher é um ex jogador de futebol americano que tinha tudo para dar certo, não fossem os excessos de álcool, bebida e uma vida completamente indisciplinada, que culminaram com o fim premeditado de sua carreira. Sem saída, ele retorna ao rancho de sua família na cidade natal no interior do Colorado. Lá ele viverá com seu irmão, Jameson “Rooster” (Danny Masterson), e seu pai, Beau (Sam Elliott) que é a pessoa mais ranzinza e engraçada da série, melhor personagem! A relação entre os três é hilária e é o que vai dar o tom da história.

O pai é a pessoa mais republicana e patriota que existe no mundo, então haverão piadas políticas, haverão também piadas envolvendo outras séries e, o que eu acho mais engraçado é que ela é politicamente incorreta. As pessoas bebem e usam drogas o tempo todo, falsificam documentos, são super machistas e taradas, mas ainda assim, é muito engraçada, juro! Vale a pena assistir. Os episódios são curtos e ela está disponível no Netflix.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

SÉRIE - THE HANDMAID´S TALE

Assistir à cerimônia do Globo de Ouro me deixou com vontade de acompanhar uma porção de séries que não estão disponíveis no Netflix, dentre elas, The Handmaid´s Tale, baseado no livro homônimo (O Conto da Aia), da Margareth Atwood. Eu li o livro – post aqui -, mas confesso que gostei muito mais da série que, além de mais “aflitiva”, é mais clara ao expectador.

A série se passa nos Estados Unidos de hoje, mas com um cenário meio complicado: os abusos do homem – poluição, desmatamento, consumo excessivo, dentre outros -, deixaram o ambiente muito ruim e como consequência, a população está ficando infértil. Cada vez menos crianças nascem e quando nascem, apresentam algum tipo de problema. Então, no meio a esse cenário, um grupo de extremistas religiosos assume o comando – de forma absolutamente agressiva, através de guerra e mortes -, impondo um regime insano.

Através desse regime, as pessoas deixam de ser quem eram e deixam de possuir as vidas e as relações pessoais/familiares que tinham antes. A começar, os direitos de todas as mulheres são suprimidos. Se elas forem férteis, elas passam a ser Aias, ou seja, pessoas cuja missão é apenas e tão somente procriar. Elas são levadas a um centro onde se submeterão a uma espécie de lavagem cerebral – provocada pelo medo – e de lá, partirão para viver com uma família onde, mensalmente, serão estupradas pelo patrão, com o objetivo de engravidarem. Essas moças levarão uma vida de escravidão, maus tratos e muita disciplina.

O restante da população se dividirá entre aqueles que não servem para nada, os quais são enviados a colônias – lugares tidos como muito ruins -, virarão empregados, olhos, dentre outras nomenclaturas, todas com muitas regras, com espaço limitado de atuação, tendo de se policiarem o tempo todo com vistas a evitar punições e desagrados. Resumindo, a sociedade passa a ser de exclusão. É o darwinismo sendo aplicado de forma forçada.  

E nesse contexto, a personagem principal é June, que antes de toda essa situação possuía um marido (Luke), uma filha (Hannah) e uma melhor amiga (Moira). Ela se transformou numa Aia e durante a série vamos acompanhando suas aflições, as situações a que é submetida, suas relações com as outras Aias e pessoas que a cercam e a luta por não esquecer de sua vida anterior, além da esperança em rever seus entes queridos. A série é bastante aflitiva, com ótimos atores e personagens e o que dá mais desespero é que, se formos pensar muito bem, não é algo tão distante ou impossível de que um dia realmente possa acontecer. 

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

SÉRIE DARK

Que série incrível!!! Alemã, original do Netflix e com um “Q” de Stranger Things. Na verdade, eu diria que é uma espécie de Stranger Things de gente grande! Vamos lá. Há uma cidadezinha na Alemanha, que é meio que cortada por uma floresta com uma grande caverna no centro. A cidade é bem sinistra e todo mundo se conhece, todo mundo trai todo mundo, é uma podridão horrível. Esse é o contexto.

A história se passa em 2019 e há 33 anos atrás, um garoto desapareceu sem deixar vestígios. Agora, passado todo esse tempo, a história parece voltar a se repetir, com o que seria o sobrinho do primeiro desaparecido, também sumindo do mapa. E o pior, outros dois garotos também desaparecem e um quarto não identificado surge morto na floresta, aumentando o mistério. Chove o tempo todo, está sempre escuro e coisas sinistras começam a acontecer, como pássaros mortos caindo do céu e a energia da cidade falhando em determinados momentos.

Bem, talvez daqui para frente rolem uns spoillers. O que a gente vai acabar percebendo, é que essa caverna sinistra, que na verdade fica muito próxima à usina nuclear da cidade, guarda uma fenda no tempo. Nela, a cada 33 anos, que é quando o sol e os planetas estão exatamente na posição correta, você consegue passar para “outro tempo”. Então, desse momento em diante, a série começa a ser passada em 2019, 1986 e 1953. Vemos todos os personagens em todas as idades e notamos que alguns deles, na verdade, apenas viajaram no tempo.

Mas, a coisa não é tão simples quanto parece. Existe um cara esquisitão que é quem está sequestrando as crianças para a realização de testes, tem a coisa da ”mudança do tempo”, do querer mudar os fatos para um futuro melhor e as consequências que podem advir dessas ações, e muitas outras coisas. A série é bem legal, bem sinistra e a segunda temporada já foi confirmada. 

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

SÉRIE - GODLESS

Assisti em meados de dezembro a uma série realmente boa no Netflix: Godless. São poucos capítulos, uma única temporada e um grande elenco, que conta com Michelle Dockery (a Lady Mary de Dowtown Abbey), Jeff Daniels, Thomas Sangster (de Game of Thrones), Kim Coates (o Tiggy de Sons of Anarchy), Sam Waterson (de Frank and Jane), dentre outros. A história é clássica de bang bang e a produção é apenas incrível!

No velho oeste do final do século XIX há uma imensidão desértica e uma porção de pessoas lutando pela própria sobrevivência, o que por si só já é algo bem complicado. As cidades vivem da exploração de minas, dos bordéis... e a verdade é que não há muito o que se fazer a não ser torcer para que não haja algum tipo de ataque indígena de uma tribo mais hostil ou um ataque de um bando sanguinário. Essas situações, infelizmente, são frequentes e devem ser evitadas.

Puxando o coro dos bandidos há Frank Griffin (Jeff Daniels), um poderoso e destemido fora da lei que utiliza-se de seu bando sanguinário para aterrorizar essas cidadelas e se apoderar de todas as riquezas disponíveis Claro que tudo isso acontece com uma certa dose de crueldade para com aqueles que cruzam o seu caminho. Mas Griffin não anda muito contente porque Roy Goode, um de seus protegidos, que foi criado como filho, resolve abandonar o grupo. Só que Goode não partiu em carreira solo. Na verdade, Goode e Griffin passam a cassar-se e esse torna-se o mote da série.

Nesse contexto, há uma cidade, La Belle, basicamente habitada por viúvas e crianças. Isso porque os homens morreram todos numa explosão da mina local. Mas, não pense que por conta disso a cidade é frágil ou fácil de se invadir, porque as mulheres são realmente duronas. Num belo dia, aparece por lá Roy Goode, o suposto perigoso e conhecido assassino/bandido, mas as mulheres desconhecem sua história e, como ele se mostra um cara legal e extremamente útil, ele é acolhido.
E aí, quem vai ganhar esse embate?????

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

SÉRIE ALIAS GRACE

Alias Grace é o tipo da série que eu curto: de época, com uma temática interessante e bons atores. Foi baseado num romance da Margareth Atwood (a mesma com Conto da Aia cuja resenha chegará depois de amanhã) que, por sua vez, foi desenvolvido com base em fatos reais. Ou seja, não dá para ser mais interessante! E de fato é, eu terminei a série de, salvo engano 6 episódios, rapidamente e estou até agora meio que pensando sobre essa mulher!

Muito bem. Na primeira metade do século XIX, Grace March chega com sua família ao Canadá, onde iniciarão uma nova vida. No caminho, sua mãe não resiste e morre e ela, com cerca de 14 anos, se vê na condição de cuidar dos irmãos mais novos e, ao mesmo tempo, defender-se de seu pai, um bêbado grosseirão. Um belo dia, ela sai de casa e começa a trabalhar como empregada em uma casa muito chique, onde conhece Mary Whitney, aquela que se tornará sua melhor amiga. Só que a colega acaba não resistindo a hemorragia provocada por um aborto clandestino e Grace se vê novamente desamparada e sozinha no mundo, até que Nancy, governanta de uma residência nas proximidades, a convida para trabalhar junto dela.

A nova residência parece um lugar tranquilo e sem muitos afazeres, mas logo Grace vai perceber que não se trata de um lugar comum. Em verdade, a governanta é amante do patrão e tem uma personalidade bastante bipolar para com o restante dos empregados. E para completar, o “faz tudo” da fazenda é um cara bem broncão, meio violento, o que torna toda atmosfera muito triste e meio sombria. Até que um belo dia, Nancy e o patrão de Grace são assassinados e a moça e o “faz tudo” são presos. Ele é condenado à morte por enforcamento e ela é mantida encarcerada.

Daí, a série gira em torno da seguinte pergunta: Grace Marks matou ou não matou seus patrões? Ela agiu sozinha, ela ajudou o moço... o que aconteceu? Parte da comunidade acredita em sua inocência e parte realmente acha que ela realmenteGrace é a responsável pelos assassinatos. Para tanto, um médico/psicólogo é contratado para entrevistá-la e é assim que os episódios vão se desenrolando. 

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

SÉRIE ATYPICAL

Andei assistindo a algumas séries no Netflix nos últimos tempos e uma delas foi Atypical. Ela tem apenas 8 episódios e a verdade é que eu achei tão incrível que devorei em apenas dois dias! A temática pode parecer pesada, e de fato é, mas o jeito como a história foi contada faz com que ela se torne muito leve e gostosinha de ser vista.

Ela vai nos contar a história de Sam e de sua família. Sam é autista ativo. Ele é muito inteligente, mas se dá muito mal socialmente e também quando as coisas saem do controle e de sua rotina. Ele é absolutamente aficionado por pinguins e pela Antártida, e apesar de seus 18 anos, ele é quase uma criança. Até que um dia, sua terapeuta Julia recomenda que ele comece a conhecer as artes do amor e invista nisso. Claro que a pessoa vai pirar, porque é totalmente fora de seu lugar comum. Mas o mais engraçado é que ele é extremamente literal e sincerão, então ele vai acabar se metendo nas situações mais inusitadas e engraçadas em razão disso e acho que é essa a situação que vai tornar a série mais leve e engraçada.

Sam vive com seus pais e com sua irmã mais nova, Casey. E, na minha opinião, são esses personagens que dão o tom mais pesado à série, porque cada qual lida com a condição de Sam de uma forma diferente. Casey ama o irmão, mas ela se sente colocada de lado pela família, cujas vidas giram em torno do menino. Ela é a estrela do time de atletismo da escola, mas suas ações e a própria vida social são colocadas de lado, situações essas que irão traçar a sua personalidade. O pai é paramédico e tem muita dificuldade não só em admitir que tem um filho autista como em se aproximar de Sam. Por fim, temos a mãe que, para mim, precisa de mais terapia do que o filho, rs! Sua vida gira em torno do menino e quando ele se vê a procura de mais independência, ela fica completamente perdida, como se não tivesse mais função no mundo.


A série é muito legal, dá para dar muitas risadas, mas também traz uma temática séria e umas cenas/situações bastante pesadas. 

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

THE SINNER

Eu assisti a uma porção de séries nos últimos tempos. Acho que o Netflix estava com algum tipo de lapso de coisas boas e, de repente, começou a pipocar algumas séries mais interessantes que me fizeram grudar no Ipad. E uma delas foi The Sinner que é apenas incrível e conta com Jessica Biel no papel principal.

A princípio, ela surge como uma pessoa absolutamente normal, casada, com um filho pequeno, vivendo numa cidade americana e levando uma vida absolutamente ordinária. Ela é um pouco estranha, na minha opinião, meio retraída, mas nada que leve a qualquer tipo de desconfiança. Até que, um belo dia, ela vai a praia com sua família, vê uma cena em que um homem e uma mulher estão se beijando ao som de uma determinada música e ela apenas surta. Ela pega a faca em que estava cortando a pêra para o filho e esfaqueia o homem até a morte.

Claro que ela vai presa! E como a cidade é pequena e geralmente nada acontece, o fato deixa os cidadãos em alvoroço. Todas as atenções se viram para esse fato e a verdade é que a polícia quer que aquilo termine logo e que a responsável seja presa e condenada. Só que O Detetive Ambrose, vivido por Bill Pullman, não está satisfeito com tal situação e quer ir um pouco mais a fundo na história, entender o motivo pelo qual o homicídio aconteceu. Isso porque, aparentemente, Cora não conhecida o rapaz e, portanto, não havia qualquer motivo para o ato.


E os episódios vão se desenrolando nesse mote, com o detetive se aprofundando cada vez mais na vida da protagonista, entrando em sua mente e, aos poucos, entendendo o que a levou a tal ato. A gente vai tomando conhecimento do passado dela, do que ela viveu, da infância duríssima com uma mãe extremamente religiosa, com uma irmã doente e dominadora/chantagista e toda uma situação que concorreu para aquele ato. A série é incrível!

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

SÉRIE VERSALHES

Me deparei com essa série na volta da viagem, quando pretendia começar a próxima temporada de Narcos. Claro que, como havia acabado de conhecer Versalhes, estava absolutamente interessada em qualquer coisa que contasse um pouco mais da história do local e comecei a ver essa série que conta com apenas 1 temporada no Netflix – mas já tem outra disponível nos meios ilícitos!

Amei, amei, amei!!! Primeiro, me apaixonei muito pelos atores, acho que todos são incrivelmente bons e eles me transportaram para aquele período. Depois, do que eu sei da história da França daquele período, a série é bastante fiel, trazendo a indumentária, os cenários – para quem acabou de voltar de lá, é muito incrível ver as salas em que a corte viveu naquele período -, e mesmo a personalidade de cada um. Na série estão Luís XIV e sua esposa espanhola, seu irmão Filipe de Orleáns, Colbert, as favoritas, Henriqueta da Inglaterra e tantos outros personagens que conhecemos apenas através de livros.

A série irá nos transportar para um período em que Luís XIV está enfraquecido e resolve transportar a corte a Versalhes. As finanças não andam exatamente bem, mas ele se mostra muito hábil nesse setor, com a conquista de muitos territórios e alianças e a ideia de que “o importante é manter as aparências”. Ele realmente era o centro das atenções, era temido, era adorado... foi revolucionário e importantíssimo para a França. A série mostra, inclusive, a ampliação do palácio e a construção do Invalides, que foi muito bacana.
meu casal favorito!
Também vai nos trazer, claro, as intrigas da corte, os planos, as fofocas, as tentativas – muitas delas de sucesso -, de assassinar os oponentes, a utilização de venenos, dentre outros. Vai também nos trazer um panorama geral do mundo, do rei Carlos da Inglaterra, de Guilherme de Orange na Holanda, dentre outros. Gostei demais e assisti aos 10 episódios em apenas 3 dias!

sexta-feira, 12 de maio de 2017

SÉRIE - LAS CHICAS DEL CABLE

Série nova do Netflix, produção espanhola que assisti num pulo. Não há erro nessa série: ela conta com looks incríveis, uma vez que se passa na década de 1920, e só tem atores e atrizes maravilhosos. Sério, parece que selecionaram só os lindos da Espanha para participarem da série!!! Daí que, mesmo que você não curta o enredo, se concentra nos boys magia e nos looks e vai na fé!!

Mas eu curti bastante a história e mais ainda os personagens. Achei que rolou uma química ótima entre eles e a série deu samba! Pois bem, ela nos traz a história de quatro moças que se tornam amigas por trabalharem juntas em uma companhia telefônica. Cada uma tem os seus problemas e suas características. Lídia tem um passado nebuloso e se infiltrou na companhia com um projeto de roubo; Marga é uma mocinha do interior, super ingênua que acaba se desenvolvendo na cidade grande; Carlota é filha de um general muito rico e está trabalhando sem a aprovação do pai, em busca de emancipação e Angeles é uma típica esposa e mãe de família, que se vê em apuros com um marido machão e conservador.


Então, a história vai se desenrolar em duas frentes. Na primeira delas, vamos conhecer como era a vida na época e os avanços tecnológicos de uma companhia telefônica. Muito interessante acompanhar os avanços, como a primeira ligação intercontinental e a tecnologia chegando, que acabará com a função das telefonistas. E a segunda frente, e mais interessante é o sufrágio feminino acontecendo. Reuniões às escondidas, mulheres fugindo de seus maridos, os direitos que só existiam para os homens, dentre muitas outras situações bem interessantes. 

sábado, 6 de maio de 2017

GIRLBOSS - SÉRIE E LIVRO

Acho que todo mundo viu que no final do mês passado o Netflix noticiou a chegada da primeira temporada da série Girl Boss. Foi meio que febre, todo mundo comentou e com a chegada do feriado, acabei assistindo. Trata-se de uma produção exclusiva Netflix baseada em fatos reais. Conta a história de uma garota norte americana – Sophia Amoruso - que em determinado momento, se viu perdida na vida, sem rumo, sem dinheiro, sem família e, principalmente, sem emprego. Acho que só por esse começo muita gente já se identificou com pelo menos um dos quesitos. Eu mesma já me vi sem rumo em mais de uma oportunidade.

Essa garota tem uma única paixão na vida, uma espécie de dom, que é garimpar peças incríveis em brechós por preços ótimos. Ela tem bons olhos para isso e tem uma boa visão do emprego dessa peça, de sua transformação em algo mais contemporâneo, usável. Então, ela decide fazer disso um negócio e começar a vender suas peças no Ebay. Só que essa atividade se mostra absolutamente lucrativa, ela começa a ganhar dinheiro e expandir seus negócios. Hoje o site Nasty Gal é imenso e a vida de Sophia é um exemplo para todo mundo.

Daí que a história é incrível e eu me interessei demais porque a protagonista faz exatamente aquilo que gosto de fazer, que acho que tenho dom e que gostaria que se tornasse uma atividade e não só um passatempo. Só que a série é RUIM DEMAIS!!!! O roteiro é horrível, a atriz principal é irritante e eu acho que eles perdem demais o foco do negócio com assuntos/problemas que não têm nada a ver. Confesso que só assisti aos 13 capítulos da temporada porque cada um tem pouco mais de 20 minutos e porque eu realmente estava sem muito o que fazer no feriado.

Mas como a história me interessou, quando acabou o seriado eu acabei pegando o livro homônimo e a pegada é completamente diferente. Ele é autobiográfico, escrito pela própria Sophia, mas ele é mais focado em como aquela mocinha que não tinha nada fundou um império e hoje é milionária. Então, no final das contas, acaba sendo meio que um livro de auto-ajuda, algo do tipo “você também consegue, basta acreditar” (uma vibe meio Lua de Cristal da Xuxa, rs). Achei o livro muito mais interessante do que a série e ele retrata exatamente como se deu todo o percurso de uma pessoa que sequer terminou o colegial, era completamente indisciplinada, contrária a tudo o que se espera de um empregado e que, seguindo um palpite, se deu bem. Se você se interessou pela história, pegue o livro e deixe a série de lado!

quarta-feira, 8 de março de 2017

SÉRIE - SONS OF ANARCHY

Sim, estou viciada em mais uma série!!! E a parte boa é que essa tem 7 temporadas completas e eu não vou precisar ficar esperando, ansiosa e impaciente, a próxima temporada. Está disponível no Netflix e eu recomendo com amor se você curte boas histórias, personagens durões, muito sangue, amizade e motos!

A série nos leva a Califórnia, numa cidade pequena chamada Charming. Lá, há uma gangue de motoqueiros, os Sons of Anarchy, que, além de uma grande família, onde há união, muito amor e companheirismo, como não poderia deixar de ser, sobrevive de atividades ilícitas. E claro, se você é um morador pacato da cidade ou se você está de acordo com esse pessoal, sua vida seguirá tranquila. Do contrário, prepare-se para morrer, porque eles matam mesmo e não estão de brincadeira. 

E para dar aquele gostinho, claro que há gangues rivais e é aí que a sanguinolência começa!! Tem bastante bang bang e testosterona, minha gente!! Mas a gente se apega aos personagens - muitos deles bonitinhos -, a gente torce pelo bandido, vibra com mortes de mocinhos... e a vida segue, rs!! recomendo porque é bem legal! Ah, esqueci de falar que a série foi baseada na história verídica dos Hell Angels. 

sexta-feira, 3 de março de 2017

DOCUMENTÁRIO - WHAT HAPPENED MISS SIMONE?

Eu nem estava com muita vontade de assistir a esse documentário, mas ele estava disponível para dowload no Netflix e eu preciso de vídeos que possam ser assistidos off-line quando estou na academia. No final das contas, gostei de conhecer a história dessa pessoa tão incrível, mas achei o documentário um pouco chato, cansativo... não sei, acho que o jeito como ele foi feito não empolga muito.

Pois bem, Nina Simone nasceu no sul dos EUA e cresceu naquele período ótimo (sqn) de segregação racial. Sua mãe trabalhava na igreja e desde pequena ela foi colocada para tocar piano. Notando que a criança tinha talento, ela foi enviada para aprender música clássica com uma senhora branca e, já adulta, Nina era um sucesso no instrumento. Só que seu sonho de ser a primeira negra a tocar música clássica mostrou-se um pouco longínquo na vida real e ela percebeu que para se sustentar, teria de tocar em clubes e casas de show. E foi nesse momento que ela também tomou conhecimento de que sua função era empolgar o público com músicas modernas, além do fato de que teria também de cantar.

E foi assim que Nina se mostrou uma excelente cantora de jazz e fez muito sucesso com seu piano. Casou-se com o homem que era seu produtor, tinha uma banda incrível, muitos fãs, ganhava din din a rodo e o público a adorava. E isso durou até que ela começou a se engajar muito fortemente nos movimentos a favor da liberdade dos negros. Passou a compor apenas músicas de protestos, a incomodar muita gente e, de certo modo, a incitar as pessoas a favor da violência. Ela acreditava que a violência deveria ser combatida com a própria violência e isso acabou afastando-a dos palcos, porque ninguém queria se comprometer com uma pessoa desse tipo.

Paralelamente, Nina passou a ter problemas em casa, com o marido violento e num momento de loucura e desgaste, ela deixou tudo para trás e foi morar na África. Só que apesar de a vida no local ser ótima, confortável e muito mais aprazível do que aquela que ela tinha nos EUA, lá ela não fazia sucesso e, consequentemente, não ganhava dinheiro. Daí, ela foi à Europa tentar novos shows, só que seu tempo havia passado, suas músicas de protesto já não tinham mais contexto e as pessoas estavam em outra “vibe”. E foi aí que Nina experimentou sua queda.