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domingo, 4 de março de 2018

FILMES DO OSCAR

Muito bem. Hoje a noite teremos a cerimônia do Oscar e, como em todos os anos, fiz a lição de casa e assisti aos principais filmes ou, pelo menos, aqueles que estão concorrendo às principais categorias. Então, vou contar um pouco o que achei de cada um deles e torcer para que o meu favorito se consagre vencedor esta noite. 
 The Post - filme absolutamente estrelado e que, por conta disso, não poderia dar errado! Dirigido por Steven Spielberg e protagonizado por Meryl Streep e Tom Hanks. Precisa dizer mais alguma coisa? Trata-se de uma história baseada em fatos reais, onde no meio da Guerra do Vietnã, lá no início dos anos 70, o NY Times publica uma edição bombástica trazendo a tona o fato de que o governo americano sabia o tempo todo que a guerra era um erro, mas que a alimentava e enganava o povo porque simplesmente não queria ficar por baixo. Os presidentes que eram eleitos não queriam que a bomba da perda recaísse sobre o seu governo, então eles simplesmente empurravam para o próximo e assim sucessivamente. 

Só que o Times não conseguiu prosseguir com a matéria porque o governo o proibiu, numa cristalina censura à imprensa da época. E a bola, digamos assim, foi para as mãos do The Washington Post, que também recebeu o material, mas com uma presidente muito inexperiente e cautelosa no poder (e muito fofa também!!), estava com medo de colocar a cara a bater. E assim vai seguindo o filme até um final bastante incrível e histórico!
- A Forma da ÁguaConfesso que estava com um pouco de preconceito com relação a esse filme. A temática não me interessava e eu simplesmente achava que assistir a um filme onde rolava um romance entre uma humana e um monstro aquático, era simplesmente demais para mim. Mas, a película era encabeçada por Guillermo del Toro, um dos meus diretores favoritos. Então, eu meio que tinha a certeza de que, poderia até não se um filme incrível, mas ele seria visualmente impecável.

E eu estava certa quanto a essa última parte. O visual do filme é simplesmente um trabalho primoroso. Dá para ver em cada cena o cuidado que ele teve com as cores, as roupas, é tudo muito maravilhoso. Mas, estava errada quanto a não gostar do filme, porque simplesmente amei! Achei a história bonita, tocante e, apesar de fantástica, é apenas uma metáfora para as relações entre humanos.
Há um laboratório americano, na época da guerra fria, que mantém um ser aquático híbrido, trazido da Amazônia para estudos. O objetivo não é, porém, científico ou apenas de curiosidade, mas encontrar elementos capazes de lidar com os russos. Só que a faxineira muda desse laboratório se apaixona pela criatura, que é inteligente e demasiadamente humana. E o que acontece é que ela envolverá pessoas incríveis que gravitam ao seu redor para salvar essa criatura. O que vem em seguida é muito bonito. É amor na mais pura afeição da palavra. 

Três anúncios para um crime -  Último filme assistido antes da cerimônia do Oscar e um dos que eu estava mais ansiosa para ver. Eu acho que isso acabou gerando uma expectativa muito grande que acabou sendo quebrada durante o filme. É ruim? Não. Mas a história é muito boa e merecia ter sido contada de um jeito mais sério, menos caricato e banal. E a atuação da Frances McDormand? É excelente. Mas é Frances McDormand sendo Frances McDormand, mesmo papel que lhe rendeu o Oscar em Fargo. Prefiro premiar atrizes mais versáteis, como a incrível Maryl Streep.

Bem, em uma cidade no interior do Missouri (acho que é isso), uma garota é estuprada e assassinada. Sete meses depois, ninguém encontrou o culpado e a coisa meio que esfria. É como se todo mundo tivesse se esquecido. A mãe, então, resolve colocar anúncios em outdoors espalhados pela estrada onde ela morreu, cobrando a atuação da polícia. Só que ela o faz de uma forma bem agressiva. Pelo menos pra mim, não pareceu que ela quisesse encontrar realmente o responsável, mas sim, culpar alguém, não importando quem, simplesmente colocando para fora sua raiva e fazendo com que as pessoas se lembrassem, do que aconteceu.
Poderia ser um filme incrível, mas os policiais são retratados como sendo retardados mentais, como se tivessem saído de uma das versões da Loucademia de Polícia. E a mãe da garota é uma psicopata que só faz merda! É merda atrás de merda e isso faz com que a cidade e os espectadores criem asco dessa mulher ao invés de querer apoiá-la. Ela é bem louca e muito inconsequente. Achei que a abordagem do filme deixou a desejar. 
- Me chame pelo seu nome Que filme bonito! Confesso que estava com um pouco de preconceito porque... não sei a razão, só achava que seria mais um filme de descoberta de homossexualidade e nada demais. Mas a verdade é que eu fiquei absolutamente chocada com a qualidade da atuação do protagonista, um menino! O ator é simplesmente maravilhoso e sua indicação ao Oscar é mais do que merecida! E eu vou dizer que tem uma cena dele com o pai no final que... nossa, se você não quiser ver o filme, assista pelo menos essa cena, porque é muito maravilhosa!

Bem, o cenário é a Itália. Pai, mãe e filho, judeus mezzo italianos, mezzo americanos e mezzo franceses. Todos muito chiques, absurdamente cultos, sensíveis e com uma mentalidade super aberta e moderna. O pai é historiador e nos verões, ele sempre convida alguém brilhante para passar um tempo com a família. Dessa vez, o escolhido foi Oliver, um homossexual muito bonito e sensível e logo rola um match com Elio, o filho do casal. Elio é virgem, está super confuso sobre sua sexualidade e é com esse aluno de seu pai, um cara mais velho, que ele vai viver uma linda história e ver seus sentimentos se aflorando. O filme é apenas lindo demais. 
Lady Bird: é hora de voar -  Vou confessar que não amei esse filme. Não que ele seja ruim, porque não é. Mas é que eu acho que os outros concorrentes são tão espetaculares que esse acaba ficando na sombra e correndo pelas laterais. As atuações são muito boas e a temática é muito delicada, mas acho que não me prendeu a atenção como os demais. Mas sim, rolou uma lagriminha no final!

Ele vai nos contar a história de uma garota de 17 anos chamada “Lady Bird”.  Ela está naquela fase de fim de escola e escolha de faculdade e seu único objetivo é mudar de vida, sair daquela cidade de interior onde vive e buscar algo maior para si. Só que sua família é muito pobre e e muito tradicional, o que acaba limitando um pouco a sua rotina e a escolha de seu próprio futuro. E o mote do filme são os conflitos mãe e filha. Ambas têm personalidades muito fortes e antagônicas e elas passarão o filme todo brigando.

- Trama fantasma Assim como a Meryl Streep e o Tom Hanks, eu sou da opinião de que qualquer filme com o Daniel Day-Lewis no elenco, na pior das hipóteses, nos presenteará com uma atuação sublime. É um ator que mergulha no papel, que estuda, que vive aquele personagem, o que é algo maravilhoso de se ver. Outro ponto forte do filme, para quem, assim como eu curte moda, são os vestidos belíssimos desfilados, seu processo de criação e as costureiras colocando as mãos na massa. Mas, foi só... não curti o filme.


Lawrence é um costureiro absurdamente excêntrico. Ele tem um complexo de édipo ensandecido e uma obsessão pela irmã, a quem vê como uma substituta da própria mãe. Você só consegue ficar próximo a ele se conseguir se submete a todos os seus caprichos, hábitos esquisitos e manias insuportáveis. Fora que ele só produz quando está realmente muito concentrado, o que implica na ausência d qualquer tipo de interrupção, nem mesmo se for de sua esposa ou irmã. É um cara chato demais. E, ao longo do filme, vamos acompanhar a insistência doentia de Alma, sua amante-modelo, para ser notada e amada pelo estilista e fazer parte de sua vida, ser alguém realmente importante. Ela irá transformá-lo, after all, mas eu acho que os dois são doidinhos de pedra!

sábado, 27 de maio de 2017

FILME - SETE MINUTOS DEPOIS DA MEIA NOITE

No finde passado, assisti a um filme no Netflix que estava classificado como sendo infantil. O elenco era muito bom (Liam Neeson, Felicity Jones e Sigourney Weaver) e, por alguma razão, a história me chamou atenção e o título me remeteu a algo de terror, que é um gênero de que gosto muito. Só que ele se revelou como um filme incrivelmente bonito, triste e adulto. Sim, não é de maneira alguma um filme de criança. Chorei rios e recomendo para quem curte uma boa fotografia, boas interpretações e para quem gostou de A Vida é Bela (um dos meus filmes favoritos da vida), porque a “pegada” é meio que parecida.

Muito bem. O cenário é a Inglaterra e o protagonista do filme é Connor, um garoto de 12 anos que mora com sua mãe e desenha lindamente bem. Connor é uma criança bastante retraída, bastante apegada à mãe, sem muitos amigos na escola e que sofre buyling dos “bonitões” da turma. E a gente vai entendendo a razão do comportamento do protagonista com o decorrer do filme. Sua mãe (Felicity Jones) está com câncer em estado terminal, o pai, bastante ausente, vive em Los Angeles com a nova família e sua avó (Sigourney Weaver) não é exatamente uma pessoa querida e carinhosa.

E nesse contexto “ótimo”, Connor recebe a visita, todas as noites, às 00:07hs (daí o nome do filme), de um monstro (liam Neeson), que na verdade é o Feixo do cemitério próximo à sua casa, que é assustador, mas muito querido. Essa árvore irá lhe contar algumas histórias nessas visitas – que são retratadas por aquarelas lindas, fazendo alusão aos desenhos do garoto. Connor meio que descarrega toda a sua raiva, a sua indignação para com a doença de sua mãe e sua própria condição nesse percurso à árvore e assim o filme vai se desenrolando.

Daqui para frente, haverá spoillers. A verdade é que essa árvore faz parte dos sonhos do garoto. Assim como no filme A Vida é Bela (e O Labirinto do Fauno também – gente, esse filme é incrível demais!!!), ele tenta escapar da realidade aterradora de sua vida, que se resume na iminente morte de sua mãe, através de um mundo de fantasias criado por ele mesmo. Veja que um garoto de 12 anos está praticamente sozinho, lidando com uma situação muito desgastante física e emocionalmente e isso, de alguma forma, acaba se convertendo num escapismo, que se desenvolve num mundo paralelo criado por ele mesmo. Gente, o filme é lindo demais, mas é muito triste porque nenhum filme cuja mãe do protagonista está morrendo de câncer pode ser animado, certo? Mas vale muito a pena. Ah, e deixem o lencinho ao lado da TV!

quarta-feira, 5 de abril de 2017

FILME LION - UMA JORNADA PARA CASA

Ainda dentro dos filmes do Oscar assistidos depois da cerimônia de entrega dos prêmios, fui com a minha mãe ver Lion... meudeus!!!!! Antes de começar, já vou dizendo que foi um dos filmes mais lindos e mais tocantes que já vi na minha vida. Junto à A espera um milagre, Lado a lado e outros, Lion me fez chorar do início ao fim. Saí de lá com a blusa molhada, os óculos embaçados e uma pergunta: “por que diabos esse filme não levou o Oscar”???????? Sim, Moonlight é muito bonito, mas não chega nem aos pés de Lion. E o que falar de La La Land? Como comparar Lion a ele? É até uma ofensa!!!

Muito bem. A começar pelo começo, trata-se de uma história verídica e absolutamente poética ao mesmo tempo, o que confere ao filme uma graça especial. Saroo (interpretado primeiro pela criança mais maravilhosa e fofa desse mundo, Sunny Pawar e, depois pelo charmosíssimo Dev Patel), é um garoto paupérrimo de 5 anos que vive numa favela na Índia com sua mãe e irmãos. Guddu, o irmão mais velho é uma espécie de ídolo e o amor entre os dois, aliás o amor entre os membros da família, não obstante todas as dificuldades, é absolutamente incrível e tocante. 

Um belo dia, os dois irmãos inseparáveis saem juntos e Saroo acaba se perdendo e indo parar dentro de um trem que o leva ao outro lado do país, numa região em que até mesmo a língua falada é diferente. O problema é que Saroo não sabe seu sobrenome, o nome da mãe ou mesmo da região de onde vem. O mais bonitinho é quando perguntam a ele o nome da mãe e ele responde simplesmente “Mãe”, rs!

Nesse momento, ele vai passar por todos os perrengues que se tem ideia, numa busca pela sobrevivência. Até que o destino bate à sua porta e ele é levado à Austrália, onde é adotado por um casal incrível interpretado por Nicole Kidman e David Wenham. Ele é muito bem criado, com muito amor, mas a memória de seu passado na Índia é muito presente e, 20 anos depois, ele resolve sair em busca desse período e saber um pouco sobre quem ele é e como estão seus parentes de sangue. 

Nesse ponto, o filme retrata muito bem o mesmo tema que foi abordado pelo Livro Xará – TAG de fevereiro – que é aquele imigrante que não se sente totalmente indiano nem totalmente australiano. É como se ele estivesse sempre dividido entre os dois mundos e sempre se sentindo incompleto.

leve lencinho porque é pesado!!

quarta-feira, 15 de março de 2017

FILME - ESTRELAS ALÉM DO TEMPO

Esse filme concorreu ao Oscar 2017, mas não entrou nesse post aqui porque foi visto depois. E eu vou dizer que de todos os filmes que eu assisti até então, esse é o único gostosinho de ver, super animado, bem feito, com uma mensagem ótima e ainda narra um fato verídico que, pra mim, é sempre um plus.

Muito bem, através desse filme, ambientado na década de 1960, vamos conhecer três mulheres negras que estavam, como o título já diz, muito a frente de seu tempo. As três eram grandes amigas e trabalhavam na Nasa, cada uma em um setor. Katherine Johnson (Taraji P. Henson) era uma espécie de calculadora ambulante. A mulher, provavelmente, tinha um QI absurdo e entendia tudo de física, matemática, cálculos, tinha um raciocínio super rápido e era brilhante. Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) era uma líder nata, cheia de atitude, ela sabia como direcionar os seus trabalhos em busca do avanço e era muito boa no que fazia. Por fim, e não menos importante, Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) (ótimo, não sei o nome da personagem!) era praticamente uma engenheira espacial, mas tinha que se contentar com um papel de coadjuvante no programa, já que era mulher e negra. 

Mas a questão toda é: será que essas mulheres incríveis se contentaram com a posição que a sociedade lhes impôs e permaneceram em papéis secundários enquanto os homens brancos ganhavam os créditos? Claro que não! Além de inteligentíssimas e brilhantes, elas se mostraram também grandes guerreiras e cavaram um espaço onde ele não existia. E foi com a ajuda dessas mulheres que o programa espacial americano decolou naquele período. 

domingo, 26 de fevereiro de 2017

FILMES OSCAR 2017

Sim, eu fiz uma maratona de filmes do Oscar nesse último mês e hoje eu vou falar um pouquinho sobre cada um dos filmes assistidos, ok? Vamos lá. 

- Até o Último Homem: filme de direção do Mel Gibson, já temos de ir esperando um patriotismo assustador e muita religiosidade, certo? Mas não acho que essas características atrapalham o filme, que é muito bom, bastante emocionante e eu gostei muito. Ele conta a histórica verídica de Desmond Doss, um rapaz muito bom, extremamente religioso e cheio de princípios que vive no estado da Virginia. 

Com o advento da Segunda Guerra e motivado pelo ataque em Pearl Harbour, ele se alista no exército. Só que tem apenas um pequeno detalhe: a condição é que ele nunca tenha de pegar numa arma. Claro que isso é absolutamente estranho e ele vai sofrer represálias dos próprios colegas e os seus superiores tentarão, a todo custo, que ele desista e simplesmente volte para sua casa. Spoillers a partir daqui. Só que ele não desiste e vai até o fim. Doss embarca para o Japão como médico, sem portar qualquer tipo de arma e no meio daquele inferno, ele consegue salvar dezenas de pessoas feridas que haviam sido deixadas para traz. O filme é lindo demais. 

La La Land - Cantando Estações: gente, podem me matar, mas eu não curti esse filme...Achei chato, não via a hora de acabar e a sensação que eu tive é que todos no cinema estavam querendo sair correndo. O que eu achei é que eles quiseram recriar ou fazer uma homenagem aos grandes musicais de antigamente, mas não tiveram êxito. Eu amo os filmes antigos em que os atores eram completos e cantavam e dançavam muitíssimo bem e os cenários eram incríveis, mas achei La Land bem fraco.

Mia (Emma Stone) é uma aspirante a atriz, que faz testes o tempo inteiro e nunca conseguiu nenhum papel. Sebastian (Ryan Gosling) é um pianista apaixonado por Jazz, mas que não consegue trabalhar naquilo que gosta e se vê obrigado a se embrenhar em subempregos com vistas a própria sobrevivência. Os dois se apaixonam e a vida segue. Minha humilde opinião: nenhum dos dois canta bem - aliás, Ryan Gosling é pééééssimo, dá até dó -, as músicas são chatas, o roteiro é fraco e a história traz aquele clichê batido e horroroso de "acredite nos seus sonhos que eles darão certo". Sério, a única coisa que se salva nesse filme é a beleza do Ryan Gosling, rs!!!

- Manchester à Beira Mar: nossa, filme pesado! Esse era um dos que eu mais estava interessada em ver, porque achei o trailer do tipo sombrio, daqueles que não dizem muito sobre o que vem pela frente e te deixam com uma pulga atrás da orelha, sabe? Eu detesto trailers que te contam o filme inteiro, é muito péssimo... Pois bem. Manchester traz Casey Affleck - irmão do Ben Affleck - no papel principal e eu acho que ele está MUITO convincente!!! Não me lembro de ter assistido a outros filmes com ele, mas nesse ele está ótimo.

O filme nos traz Lee Chandler (Casey Affleck), zelador-faz-tudo de um condomínio, que leva uma vida bastante isolada, difícil e repetitiva. Ele não parece ter amigos, namorada ou mesmo uma vida social. É como se ele apenas sobrevivesse enquanto o tempo passa. Até que um dia ele recebe uma ligação com a notícia da morte do irmão, situação que o leva a visitar Manchester, sua cidade natal e, com ela, todos os fantasmas do passado. Lá, além da dor da morte do irmão, ele terá que se deparar com a responsabilidade de lidar com um sobrinho adolescente, com a ex mulher (Michelle Williams), a vizinhança toda e lembranças muito tristes de um passado que ele ainda tenta esquecer.

Monlight, sob a luz do luar: nossa, será que só eu achei os candidatos ao Oscar filmes meio pesadões demais?? Acho que à exceção de Lalaland, todos os demais são difíceis, principalmente Moonlight e Manchester. Pois bem, quero dizer que achei Moonlight um filme muito bonito, muito bem feito, com uma temática bem difícil - envolvendo negros, drogas e homossexualismo -, com uma fotografia belíssima e atores absurdamente bons. Quero dar o Oscar a todos os atores!!! Só que eu não sei explicar, parece que faltou alguma coisa e eu saí do cinema sem ter amado esse filme.

Ele narra a história de Chiron, um menino negro, pobre, que tem uma mãe drogada e sofre um bulluing absurdo na escola. Ele não sabe quem ele é, o que veio fazer no mundo, não tem amigos e sequer interage com as pessoas. É um ser completamente introspectivo e enigmático. Ele cresce e a coisa não muita muito. Ele apenas se vê com uma maior responsabilidade, tendo que cuidar de sua mãe, além da dúvida acerca de sua opção sexual. Por fim, temos Chiron na vida adulta. E aí, será que ele se descobriu? No que ele se transformou? Assistam.

Eu só consegui assistir a esses quatro filmes, estou louca para ver Lion. O Oscar é hoje e eu não vou conseguir assistir mais nada. Depois, a medida que for assistindo aos filmes, vou fazendo posts individuais, ok? 

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

FILME ORANGES AND SUNSHINE

Nossa, que filme pesado!!!! Assisti no Netflix - claro! - por uma recomendação de algum site em que indicava bons filmes. É fato verídico e acho que isso sempre dá uma apimentada na película e faz com que os sentimentos se aflorem. 

Pois bem, na Inglaterra da década de 80, uma assistente social, que possui um grupo de ajuda para adultos adotados se depara com uma descoberta alarmante: a partir dos anos 40 - e pasmem, até meados da década de 1970 -, crianças órfãs ou não, de idades entre 3 e 10 anos, eram deportadas de navio para a Austrália. A questão, todavia, é muito pior do que parece. Em primeiro lugar, porque essas crianças nem sempre eram órfãs, haviam muitas que estavam por lá enquanto a situação da família não melhorava ou enquanto mães solteiras procuravam uma solução para a sua condição. Segundo porque elas eram enviadas sozinhas, sem autorização, sem ninguém que cuidasse delas, sem explicação, nada. E muitas vezes, irmãos eram separados nesse processo. 

E a terceira e pior parte é que essas crianças não tinham como destino um lar, uma família ou uma situação melhor do que aquela que possuíam nos orfanatos na Inglaterra. Ao contrário, elas eram enviadas a lugares com condições similares a de campos de concentração, com trabalhos forçados e pesados, sem roupas ou alimentação apropriadas e o pior, muitos deles relatam casos de estupro. Ou seja, praticamente ontem o mundo convivia com essa situação e nem sabia, porque foi ocultada de tudo e de todos. Era um acordo realizado entre os governos de ambos os países e com a autorização dos orfanatos religiosos. 

Nesse contexto e absolutamente apavorada com o que via, Margaret Humphreys (Emily Watson), a assistente social, com a ajuda de seu marido, alguns amigos e do próprio sistema assistencial, coloca a boca no trombone, trazendo à tona esse caso assustador, cobrando a responsabilidade dos governos e instituições, ao mesmo tempo que abrindo mão de sua vida em prol de ajudar essas pessoas a conectarem-se com seus passados, descobrirem que realmente são e, em alguns casos, retomarem contato com suas verdadeiras famílias. Filmão!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

FILME - SUITE FRANÇAISE

Que filme bonitinho!!!! Está disponível no Netflix e se passa logo no início da Segunda Grande Guerra, quando a França, já rendida, passa a receber soldados alemães em seu território. O filme, especificamente, se passa em Boisse, interior da França, local super fofinho, bem medieval, com fazendas, casas bonitas e imensas. Num primeiro momento, a gente vê que o pessoal de Paris começa a fugir para o interior do país, rolando um imenso êxodo, com pessoas famintas e sem ter para onde ir. E depois, chegam os tais alemães. 

A protagonista é Lucille (Michelle Williams), uma mocinha recém casada que mora com sua sogra (Kristin Scott Thomas) na melhor casa da cidade. Inclusive grande parte das fazendas e casinhas do local são seus inquilinos. O marido foi para a guerra e há muito não se tem notícia dele, a sogra é uma megera e Lucille é submissa e recatada.
Até que eles se vêem na condição de receber o Tenente Bruno von Falk (Matthias Schoenaearts), que apesar de ser um estranho na casa e um oficial inimigo, é um amor de pessoa. Ele tem um coração, ele não é do tipo bruto, violento, nem nada. Lucille vê nesse oficial alguém que ela poderia ter facilmente se apaixonado em outras condições e até mesmo ter se casado. E sim, eles se apaixonam.


A questão, porém, é que a guerra está na porta das casas dessas pessoas e o que acontece é que Lucille terá de fazer coisas em defesa de seu povo e Bruno terá de fazer o mesmo por ordens de seus comandantes, de modo que suas vidas e o amor que sentem um pelo outro sempre estarão em conflito. O filme é lindo e eu não vou contar mais nada por aqui, para não trazer spoillers. 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

FILME - SULLY - O HERÓI DO RIO HUDSON

Essa semana fui ao cinema assistir ao filme Sully - O Herói do Rio Hudson. Fazia tempo que não ia ao cinema e esse filme me interessou por causa da temática e também porque eu acho que não dá para dar errado o combo “Tom Hanks + Clint Eastwood”. E eu estava certa! Gostei muito. Ao contrário do que eu imaginava não é um filme só de aventura, ou que explora a coisa da desgraça e do sofrimento como costumam ser as películas do gênero. 

Histórias desse tipo geralmente são contadas do ponto de vista das pessoas que estavam a bordo, mas Clint Eastwood resolveu contar a história do ponto de vista do piloto Sully e mostrar ao expectador como se deu a repercussão do caso tanto com relação ao povo quanto com relação ao pessoal da aviação e como o acidente mudou a vida do piloto.

Pois bem. Em 15 de janeiro de 2009 (meu niver!!!), o voo doméstico 1549 que estava indo de NY (aeroporto La Guardia) para Charlotte, com 155 pessoas a bordo, foi abalroado por uma revoada de pássaros quando ainda estava a uma altitude muito baixa. A situação concorreu simplesmente para a quebra dos dois motores da aeronave, que simplesmente parou de funcionar. 

Diante dessa situação, Sully (Tom Hanks), o piloto super experiente e seu copiloto (Aaron Eckhart) mantiveram a mais perfeita calma e entraram dentro do plano de emergência exigido para a situação. Com a impossibilidade de prosseguimento ainda assim, decidiram retornar para La Guardia e após, tentar New Jersey. Mas, nenhuma das possibilidades se mostrou plausível e o que aconteceu é que o piloto pousou no Rio Hudson.

Com isso, ele não só evitou uma colisão do avião em Manhattan, como salvou a vida de todos os passageiros e tripulação. O frio estava terrível, mas o salvamento chegou muito rápido e em cerca de 24 minutos, todos estavam sãos e salvos. Pois bem. A repercussão foi imensa e Sully foi considerado herói pela população, aclamado e reverenciado por todos. 

Mas, a Air Bus, fabricante da aeronave, não ficou contente com a perda do avião e não estava disposta a arcar com prejuízos. Foi aí que se iniciou uma série de investigações, maracutaias e o julgamento do piloto e copiloto do voo 1549 e um grande pesadelo em suas vidas. O filme alterna essa questão das entrevistas, julgamento, relacionamento do piloto com a família e todas as situações que se deram após o acidente com o voo em si. É bem legal e muito interessante. Recomendo!

domingo, 18 de dezembro de 2016

FILME NO CORAÇÃO DO MAR

Eu sei que disse que não iria assistir ao filme depois de ter lido e amado o livro No Coração do Mar – post aqui. Para quem não se lembra da resenha, foi um dos livros mais incríveis que já li na vida e eu tinha muito medo de que o filme meio que estragasse essa emoção que o livro me proporcionou. Digo isso porque eu custo a gostar de um filme inspirado em livros, e o problema nem está na ausência de informações importantes ou no corte de cenas, porque já são coisas esperadas, em razão da própria fluidez da película, mas sim, pela adaptação e escolha de atores, que acabam fugindo da essência da história. 

Só que depois de ter lido No Coração do Mar e de ter lido duas edições diferentes de Moby Dick – post em breve – eu acabei ficando com saudades da história, rs! Fiquei carente do pessoal de Nantucket e achei que ver o Thor (a.k.a Chris Hemsworth), não me faria mal, rs!! Foi então que num domingo à noite, eu me rendi ao filme que tem 2 horas de duração, imagens muito bonitas, maquiagem impecável e, porque não... é divertido!!! Não vou dizer que amei ou que foi o melhor filme da minha vida, mas ele não decepcionou e não apagou a linda imagem que eu tenho do livro dentro de mim, que está absolutamente imaculada! 
Na primeira hora do filme, somos apresentados aos personagens principais, que são basicamente três: o primeiro imediato Owen Chase (Chris Hemsworth), meu personagem favorito do livro e protagonista do filme. Assim como no livro, ele é retratado como um cara forte, muito experiente e que tem a plena confiança de toda tripulação. George Pollard (Benjamin Walker) é o capitão, com personalidade absolutamente distinta daquela que nos é apresentada no livro e com relacionamento igualmente diferente para com a tripulação. No filme, ele é um cara prepotente, inexperiente e é praticamente por sua culpa que o navio afunda. Por fim, Thomas Nickerson (Tom Holland e Brendan Gleeson), que é o narrador da história e possuía apenas 14 anos quando do episódio que culminou com o naufrágio do Essex. 

Já na metade do filme, quem surge para dar o ar da graça é a baleia cachalote maluca. E o que eu achei muito legal é que o filme planta no expectador a mesma dúvida colocada no livro: a baleia era de fato muito inteligente e atacou o navio num ato de vingança/proteção ou as marteladas de Chase para reparos do barco chamaram a atenção do animal e passaram uma mensagem diversa da pretendida? Gostei muito dessa cena! 

Daí para frente, vamos nos deparar com a luta dos náufragos pela sobrevivência. Infelizmente, essa parte não é muito explorada no filme e eu acho que é justamente a mais interessante do livro, porque vai nos apresentando aos estágios da inanição e do desespero pela salvação, o racionamento de comida e água, as decisões tomadas pelos comandantes de cada bote e o mais temido, que é a morte dos companheiros e a consequente ingestão de sua carne, num ato de canibalismo para sobrevivência. 
Numa cristalina influência de Moby Dick, para deixar tudo mais emocionante, temos uma baleia enfurecida que não só derruba o navio, como persegue os náufragos durante o período de resgate e causa muitos outros estragos. Da mesma forma, Owen Chase encarna o Capitão Ahab em alguns momentos e fica obcecado pela baleia, por sua caça e sua relação termina com um certo respeito mútuo. Por fim, Herman Melville, o autor de Moby Dick é um dos personagens do filme, ele está ouvindo a história que está sendo contata por Nickerson, e tomando notas para o seu romance. 


Eu recomendo o filme, mas acho legal ler antes o livro e até mesmo Moby Dick, porque vão lhe ajudar com informações e também com uma melhor visualização dos fatos. O que eu acho que mais divergiu do livro, se eu tiver que dar a minha opinião, é a aflição que eu senti, a tensão de ver aqueles náufragos sofrendo dia após dia durante a leitura do livro, situação que eu acho que poderia ter sido melhor explorada no filme, com o acréscimo de que, quem sabe, uns 30 minutos a mais. 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

FILME - A GRANDE APOSTA

Sim, faz tempo que eu não falo de filmes por aqui, faz tempo que eu ando muito preguiçosa para ficar 2 horas em frente à TV ou Ipad assistindo a alguma coisa contínua. Eu ando pedindo por algo mais dinâmico ultimamente e assistindo a muitas séries. Essa semana mesmo eu falei sobre uma delas a vocês. Pois bem, há pouco tempo assisti ao filme A Grande Aposta, que conta com um elenco super estrelado e bonitão, a saber: Brad Pitt, Ryan Gosling, Steve Carell, Christian Bale e até uma pontinha da Marisa Tomei. Quero dizer que todos estão muito bem, mas o Christian Bale está absolutamente impagável!!!

Apesar do elenco ter me atraído e de ele ter chamado atenção no ano passado quando estreou, confesso que a sinopse não é das mais atrativas para quem, assim como eu, não entende nada de economia e não consegue acompanhar o tempo todo as transações e o raciocínio do pessoal. No mais, pelo fato de se tratar de um caso real e recente, a leitura dos jornais da época rememoraram a minha cabeça. 

O que acontece, em poucas palavras e na visão de um leigo - eu! - é que a economia americana até meados de 2008, era baseada na hipoteca, no mercado imobiliário - não sei dizer se isso mudou. No entendimento dos economistas, a situação do país poderia estar do jeito que fosse, mas as pessoas nunca parariam de pagar as hipotecas porque, afinal, é a própria residência que está em jogo. E esse raciocínio é, na verdade, muito bom, porque não há precedentes em sentido contrário e o mercado imobiliário é muito sólido.

Só que, em meados de 2006, um fulano chamado Michael Burry (Bale), que é um gênio excêntrico e dono de uma empresa de investimentos, baseado em um rápido estudo, percebe que a coisa não vai se manter dessa forma por muito tempo e o povo vai começar a deixar de pagar suas hipotecas, abrindo um enorme rombo na economia. 

Então, ele decide investir uma grana preta em um fundo que aposta na quebra do sistema imobiliário americano. Ninguém acredita nele, nem as pessoas que estão ao seu lado, mas ele consegue os investimentos. Só que há um outro maluco, Jared Vennet (Gosling) do Deutch Bank que percebe uma oportunidade nesse raciocínio e também resolve apostar, só que como ele não tem cacife, a oferece aos seus clientes.

Um dois clientes é Mark Baum (Carell), dono de uma corretora, cara super pessimista, com zilhões de problemas pessoais, e que compra a aposta. Por fim, e na terceira linha de frente, estão dois jovens investidores, super gênios, que estão iniciando agora no mercado, mas têm o experiente Ben Rickert (Pitt) lhes auxiliando. Todos os 3 "malucos" decidem apostar tudo contra a própria economia americana. 

E o filme vai se desenrolando dessa forma, com muita adrenalina e sempre acompanhando o mercado imobiliário que, a exemplo do quanto premeditado por Burry, vai realmente declinando. E aí, será que eles ficarão ricos, será que não, o governo dará um jeito, os dados são confiáveis...? Muito bem, não vou dar spoillers, assistam ao filme, que é bem legal!

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

LIVRO MULHERZINHAS + FILME ADORÁVEIS MULHERES

Esse livro é uma gracinha, bem facinho de ler, fluido e vai na mesma linha dos livros da Jane Austen e das irmãs Brontë. Ele versa sobre a vida cotidiana de uma família no início do século XIX, seus hábitos, costumes, como se divertiam, quais eram as preocupações, rotinas, etc. Mas ele também traz implícito em seus capítulos uma espécie de lição a ser aprendida sobre determinado assunto. Explico: é como se cada capítulo trouxesse um determinado conflito e, com ele, uma linda lição de moral para refletirmos no final. 

Acho isso bem interessante. Há algumas nuances sobre feminismo, desprendimento, dentre outros assuntos que podem ser aplicados aos dias de hoje. No mais, não espere uma leitura profunda, surpresas ou algo extraordinário porque não vai achar.

A história gira em torno da família March, sendo a mãe e quatro filhas, entre 9 e 17 anos. Todas têm personalidades muito fortes que nós vamos destrinchando com a leitura. Amy, a mais nova, de 9 anos, é uma criaturinha bem apegada a bens materiais e muito mimada; Beth, de 13, é a mais boazinha, um exemplo para as demais, super despreendida, boa e trabalhadeira; Jo, de 16 anos é uma espécie de protagonista, porque a autora se espelha nela mesma para compor essa personagem forte, cheia de opiniões, super independente e bastante avant guarde para a época. Por fim, Meg, a mais velha, de 17 anos e descrita como a mais bonita, é também a mais sonhadora. A família é pobre. A Sra. March é uma boa pessoa e tem de se virar para educar as filhas enquanto seu marido está na guerra. Os personagens secundários resumem-se nos vizinhos, na empregada e em alguns amigos da família. 


Logo depois que terminei de ler o livro, fui reassistir ao filme, que é de 1994 e conta no elenco com Christian Bale, Winona Ryder, Kirsten Dunst, Susan Sarandon e Claire Danes, apenas!!! O filme não traz em português a mesma tradução do livro e ficou como Adoráveis Mulheres, que é bem bonitinho. O curioso é que ele conta com quase 2 horas de duração e na primeira metade, ele é absolutamente e assustadoramente fiel ao livro. Claro que há omissão de detalhes, porque afinal, se assim não o fosse o filme teria 5 horas de duração. Mas ele retrata a família March igualzinha do jeito que você imagina quando lê o livro, e as cenas, os diálogos, é tudo igual. E o final do livro é também o final da primeira parte. Atenção, spoilers!

Daí, a segunda parte começa 4 anos após, e mostra como ficaram as meninas e os personagens secundários da trama após o livro. Ou seja, nessa segunda parte, rolou uma nova história, escrita livremente pelo roteirista! A Jô vai à Nova York tentar a sorte como escritora e conhece um cara, a Meg se casa, engravida e tem gêmeos, a Amy vira uma mulher sofisticada e se casa com Laurie e a pobre Beth morre!!! Fiquei chocada! Nem me lembrava direito dessa parte do filme. Juro que fiquei caçando na internet informações sobre um segundo livro da Louise May Alcot, uma continuação da saga das meninas, mas não existe. Foi pura invenção para tornar o filme mais interessante, mais assistível ao público moderno, que é mais chegado a um dramalhão...

terça-feira, 20 de setembro de 2016

FILME NOVE RAINHAS

Para entrar no clima, e porque eu gosto muito do cinema argentino - recomendo com amor Medianeras e Relatos Selvagens (que não tem resenha aqui, mas é ÓTIMO!). Já assisti a outros filme argentinos ótimos e Nove Rainhas está, sem dúvida, no top 10. Acabei assistindo novamente e vou contar um pouquinho a vocês.

Esse foi o filme que consagrou Ricardo Darin, que já era conhecido, mas o filme teve tanta notoriedade e fez tanto sucesso que ele acabou virando uma estrela no mundo todo. E a história é espetacular. Marcos é um golpista profissional, conhecedor de diversos truques e ele vive a vida dessa forma, praticando pequenos furtos em restaurantes, lojinhas, com velhinhas, etc e tal. Juan também é um golpista, mas ele não chega nem aos pés de Marcos. Juntos, eles pensam conseguir sobreviver, aperfeiçoar os atos e melhorar os seus números. Só que em determinado momento, uma chance sem igual praticamente cai em suas mãos e eles estão prestes a dar o golpe de suas vidas.

Claro que nada é tão simples e as dificuldades que eles terão de enfrentar serão imensas. E aí, será que vai dar certo? Só digo algumas coisas para evitar spoillers: o filme inteiro se passa praticamente num único dia, Ricardo Darin é um espetáculo e o final é absolutamente surpreendente! É daqueles finais que fazem você querer assistir o filme de novo, para ter uma nova perspectiva da história. 

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

FILME SANGRE DE MI SANGRE - MUSARAÑAS

Nossa, que filme bom! Havia sido indicação de um site, eu nem estava esperando muito, mas fiquei realmente impressionada. Eu gosto muito de filmes estrangeiros, aqueles que fogem um pouco das garras hollywoodyanas e esse não me decepcionou. É um triller de terror/suspense, bem aos moldes de O Iluminado e vou falar: mesmo que você não curta muito esse gênero, o filme vale pela atuação da protagonista (Macarena Gómez), que é um escândalo! O filme é de 2014 e ouvi dizer que, apesar do baixo orçamento, recebeu excelentes críticas e a minha nova atriz favorita, rs, foi indicada a alguns prêmios. Academia, dá um Oscar pra essa mulher!!!!

Pois bem, o filme se passa inteirinho dentro de um apartamento dos anos 50, onde moram duas irmãs. A história é triste: a mãe morreu de parto, a irmã mais velha Montse (Macarena Gómez) passou a fazer o papel de dona de casa, satisfazendo seu pai e cuidando de sua irmã mais nova, etc e tal. E ambas as irmãs convivem relativamente bem, contando que a mais nova é absolutamente normal e a mais velha, além de fanática religiosa e bastante perturbada, é portadora de agorafobia, que a impede de sair de casa. Em resumo, tudo funciona na perfeita paz e harmonia desde que a rotina de vida das duas não se modifique e que a zona de conforto se mantenha intacta.


Só que um belo dia, Carlos (Hugo Silva), vizinho do andar de cima, bate às portas de Montse pedindo ajuda. Ele caiu da escada, quebrou as pernas e precisa de auxílio. E é nesse momento que as coisas começam a mudar, porque Carlos é uma espécie de contato com o mundo exterior que Montse não conhece e, por consequência, ele é tido pela moça como uma espécie de tesouro e mantido trancafiado, ainda que necessite de auxílio médico. Daí em diante, com o desenrolar da trama, Montse vai se mostrando uma pessoa completamente diferente, dominadora, insandecida e capaz de absolutamente tudo para manter o seu tesouro intacto. O filme é macabro, tem muito sangue e dá uma tensão delicinha ao espectador.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

FILME - JOGO DO DINHEIRO

Sério, eu nem sei quanto tempo fazia que eu não assistia a um filme! Como já falei há alguns posts atrás, ando MUITO cansada, trabalhando bastante e tudo o que eu consigo fazer é ler um livro ou assistir a uma série, coisas que não demandam muito tempo, que eu não preciso raciocinar ou que se revelem trabalhosas. Isso é bem terrível e eu não acho que deveria acontecer, mas honestamente, e pelo menos por enquanto, é assim e eu ainda não sei muito bem o que fazer quanto a isso. 

Divagações à parte, assisti no finde ao filme Jogo do Dinheiro. Não sabia do que se tratava, apenas que era novo, dirigido por Jodie Foster e estrelado por ninguém menos que Julia Roberts e George Clooney. Puta elenco! Na pior das hipóteses, o George Clooney faria bem ao coração, rs!!! Vou falar que o começo do filme é um pouco cansativo, enfadonho e eu realmente pensei que seria um filme muito chato. Mas não desista dele, eu prometo que depois ele melhora e se mostra bem interessante. 

Lee (George Clooney) é um apresentador de televisão, num programa de economia, onde dá informações sobre ações, investimentos e demais coisas nesse sentido. Ele é um cara bem prepotente, brincalhão e bastante inconsequente. Paty (Julia Roberts) é sua produtora e é ela que meio que coloca ele nos trilhos e faz o programa de fato acontecer. Em determinado momento, durante o programa, que é ao vivo, um Fulano entra armado no estúdio e ameaça matar todo mundo, alegando que, por conta de dicas ruins conferidas por Lee, ele perdeu muito dinheiro. Uma empresa, que havia sido vendida como muito sólida para investimentos, havia sofrido uma abrupta queda e muita gente acabou na mão por conta disso. Mas durante o transcorrer do filme, o espectador vai vendo que o buraco  é mais embaixo e a queda das ações de tal empresa não foi ao acaso. 

O filme é bom!

sexta-feira, 1 de julho de 2016

AMOR E OUTRAS DROGAS

Que filme bonitinho!!  É o tipo do filme que traz uma história bem emocionante e tocante, mas fica leve porque tem uma pitada bem grande de comédia e até de sacanagem e eu amo o Jake Gyllenhaal e Anne Hathaway, acho que eles formam um casal super fofo no filme, rola uma química muito forte entre eles. Está disponível no Netflix, tem menos de 2 horas de duração e é uma ótima pedida para o frio polar que tem feito, com um chocolate quente e uma pipoquinha.


Jamie Randall é um conquistador incorrigível, bonitão, sedutor, boa lábia, bem clichê. E claro, entre uma conquista e outra, ele sofre a pressão de uma família de médicos bem sucedidos, incluindo um irmão bem nerd e rico. Esse irmão, aliás, é quem dá o toque de comédia e sua atuação exagerada rende algumas risadas. Até que um dia ele encontra uma oportunidade de sucesso na área de representação de remédios, uma vida difícil que lhe traz alguns perrengues, mas que também o leva a conhecer Maggie Murdock, uma paciente de 26 anos que sofre de mal de Parkinson precoce. Imediatamente eles se apaixonam, mas além de ter de lidar com a doença, ela tem medo de ser abandonada e sofrer com isso e ele, medo do futuro, se conseguirá segurar essa barra. E aí, será que dará certo, será que eles ficarão juntos??? É ver para descobrir. 

quinta-feira, 26 de maio de 2016

FILME - THE BACHELORETTE

Sabe aqueles domingos que a gente só quer ficar jogado na cama e assistir a um filme despretensioso no Netflix? Tipo uma comédia romântica, daquelas que a gente já sabe o final e não tem que pensar muito? Daí que Bachelorette estava dentro desse propósito e ainda contava com Kirsten Dunst, James Marsden e mais alguns rostinhos conhecidos, como a da mocinha que faz a Becky Bloom. Recomendo porque é um filminho gracinha, mas né... não esperem grandes emoções, aventuras ou algo diferente do que a gente vê sempre. 

Três amigas do colégio, daquelas mega bonitonas, descoladas e do tipo que pratica buyling com os menos favorecidos, reunem-se novamente após um tempo para serem madrinhas de casamento da quarta colega de escola que é... a gordinha e feínha da turma. Ao mesmo tempo que elas estão animadas pela reunião, estão também revoltadíssimas, porque jamais imaginaram que a gordinha do grupo fosse ser a primeira a ser casar, e ainda com um bonitão. E na noite que antecede ao casório, quando rolam as despedidas de solteiro dos noivos, tudo acontece.  

sábado, 23 de abril de 2016

FILME - BROOKLYN

Que filme gracinha!!!! Poderia ficar horas sentada assistindo, sem me cansar! Esse foi um dos que concorreram aos prêmios do Oscar e, na ocasião, não tinha conseguido ver. Mas, antes tarde do que nunca, após zilhões de recomendações dos meus amigos, finalmente consegui dar cabo.

Bem, Ellis Lacey (Saoirse Ronan), é uma mocinha irlandesa que não tem estudo, tem um trabalho capenga de uma vez por semana e conta com a ajuda constante de sua irmã mais velha Rose, por quem guarda um amor profundo. Tentando ajudar, Rose consegue um emprego e residência para sua irmã, através de um padre, em Nova York, precisamente no Brooklyn. E é aí que começa a aventura de Ellis, que nunca nem saiu da Irlanda e agora, se vê na condição de cruzar o Atlântico em busca do desconhecido. No início ela sofre bastante, morre de saudades de sua terra natal, mas aos poucos vai se ajustando, até conhecer Tony (Emory Cohen), um italiano por quem se apaixona.


Todavia, um imprevisto a manda de volta à Irlanda, onde as coisas estão bem mudadas. Por lá, ela arranja um trabalho e conhece um rapaz de futuro bastante promissor. Balançada, será que Ellis ficará na Irlanda e recomeçará sua vida ao lado da mãe e desse novo rapaz, ou será que voltará à NY para os braços de Tony, um encanador pobretão??? Assistam, é fofo demais!!!