terça-feira, 12 de dezembro de 2017

SÉRIE ATYPICAL

Andei assistindo a algumas séries no Netflix nos últimos tempos e uma delas foi Atypical. Ela tem apenas 8 episódios e a verdade é que eu achei tão incrível que devorei em apenas dois dias! A temática pode parecer pesada, e de fato é, mas o jeito como a história foi contada faz com que ela se torne muito leve e gostosinha de ser vista.

Ela vai nos contar a história de Sam e de sua família. Sam é autista ativo. Ele é muito inteligente, mas se dá muito mal socialmente e também quando as coisas saem do controle e de sua rotina. Ele é absolutamente aficionado por pinguins e pela Antártida, e apesar de seus 18 anos, ele é quase uma criança. Até que um dia, sua terapeuta Julia recomenda que ele comece a conhecer as artes do amor e invista nisso. Claro que a pessoa vai pirar, porque é totalmente fora de seu lugar comum. Mas o mais engraçado é que ele é extremamente literal e sincerão, então ele vai acabar se metendo nas situações mais inusitadas e engraçadas em razão disso e acho que é essa a situação que vai tornar a série mais leve e engraçada.

Sam vive com seus pais e com sua irmã mais nova, Casey. E, na minha opinião, são esses personagens que dão o tom mais pesado à série, porque cada qual lida com a condição de Sam de uma forma diferente. Casey ama o irmão, mas ela se sente colocada de lado pela família, cujas vidas giram em torno do menino. Ela é a estrela do time de atletismo da escola, mas suas ações e a própria vida social são colocadas de lado, situações essas que irão traçar a sua personalidade. O pai é paramédico e tem muita dificuldade não só em admitir que tem um filho autista como em se aproximar de Sam. Por fim, temos a mãe que, para mim, precisa de mais terapia do que o filho, rs! Sua vida gira em torno do menino e quando ele se vê a procura de mais independência, ela fica completamente perdida, como se não tivesse mais função no mundo.


A série é muito legal, dá para dar muitas risadas, mas também traz uma temática séria e umas cenas/situações bastante pesadas. 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

STONNER

Esse livro já foi indicado pela TAG antes de eu ser associada e eu sempre vejo o pessoal falando dele nos grupos de discussão. Em diversos questionamentos realizados sobre qual seria o melhor livro de todos os tempos da TAG, a maioria das respostas aponta para Stonner. Isso tudo para dizer o seguinte: estava com altíssima expectativa e isso talvez tenha influenciado na minha opinião sobre o livro.

O protagonista, William Stonner, é um garoto comum, quieto, que vive com seus pais numa fazenda no interior dos EUA. Eles são bastante pobres e vivem do que produzem. Certo dia, o pai chega para William e propõe que ele vá estudar agronomia numa universidade para que, quando formado, possa ajudar a família e fazer a fazenda prosperar. Os anos passam, Stonner de fato estuda na tal universidade mas, ele acaba se apaixonando por literatura e, sem que seus pais saibam, ele acaba seguindo esse caminho, desviando-se da agronomia. Para que vocês tenham uma idéia, ele só conta aos pais essa escolha em sua formatura e, como era de se esperar, a notícia acaba com eles.
Só que Stonner fez uma escolha, que foi meio que abandonar os pais e seguir com sua própria vida. Ele se forma e vai trabalhar na própria universidade onde se formou, primeiro como assistente e depois como professor. Ele não tem muitos amigos, apenas David Masters e Gordon Finch, é um cara quieto, reservado e que curte uma rotina. A Primeira Guerra acontece e, ao contrário da escolha de muitos colegas, ele opta por permanecer na universidade. Nesse ponto, não sei se o autor quer demonstrar que Stonner meio que pensa só nele mesmo (a exemplo da escolha que fez na universidade) ou se quer mostrar que ele é incapaz de fazer escolhas difíceis na vida, que mais ou menos vai acontecendo por inércia.
Logo após, ele conhece Edith, uma moça bastante fria e que nunca demonstrou qualquer amor ou mesmo empatia por Stonner, mas eles resolvem se casar mesmo assim. Não sei se eles imaginavam que com a vida de casados as coisas melhorariam, mas o negócio é só ladeira abaixo. A verdade é que Edith é a vilã mais horrível que eu já vi na vida porque ela tem uma personalidade ruim por si só. Ela faz maldades cruéis, como se o objetivo da vida dela fosse trazer a infelicidade para o marido. E ela vai fazendo isso de um jeito tão incrível que você vai querendo entrar o livro e cortar a cabeça dela fora. E o pior é que o Stonner meio que vai deixando isso acontecer.
Vou confessar que eu passei o livro todo achando que ele ia surtar em algum momento, mas isso não acontece! Paralelamente, tem um fulano na faculdade, o Professor Lomax, que é a versão de calças da Edith. O cara é esquisitíssimo e simplesmente colocou como prioridade em sua vida “ferrar com o Stonner” por puro divertimento, uma vez que sua derrota não traria qualquer benefício ao colega. E vou falar que Lomax e Edith não desistirão nunca, eles serão malvados com o pobre Stonner até o final. Mas sabe o que é pior? Eu meio que tive mais raiva do Stonner do que desses dois, simplesmente por ele não fazer nada a respeito!
Daí, quando já estamos num momento avançado da história, finalmente Stonner acorda para a vida e passa a ter um caso amoroso com uma professora, a Katerine. E a coisa é avassaladora, até meio adolescente. Creio que o pobre Stonner tenha descontado todos os anos em que passou ao lado daquele monstro de mulher, no qual não teve qualquer papel de marido e passou a vivê-lo intensamente. Mas a felicidade do moço incomoda e, é claro que alguém vai querer atrapalhar...
Não vou contar o final, mas a questão é que não é que o livro seja ruim, ao contrário, ele é bem bom, muito bem escrito. Mas, a verdade é que ele narra a história de uma pessoa absolutamente comum. Aliás, comum não, uma pessoa absolutamente chata e sem sal, sem vida, sem ânimo... Resumindo, eu gostei do livro, mas eu jamais vou considera-lo como uma leitura incrível ou coloca-lo na minha lista dos melhores da TAG!

sábado, 9 de dezembro de 2017

BASE MAYBELLINE SUPER STAY 24HS - COR CLASSIC IVORY LIGHT - REVIEW

Como contei a vocês, comprei duas bases novas na Sephora durante a Black Friday. Uma foi da Givenchy e a outra foi esta da Maybelline. Confesso que somente a comprei porque foi baratinha e estava custando R$ 30 e poucos, porque a verdade é que eu não sabia muito sobre ela. Li resenhas rápidas que me diziam que é OK para quem tem pele oleosa e acho que isso foi o suficiente para que eu acabasse mejogando. 

Ah, importante esclarecer que eu também não fazia ideia se estava comprando na cor correta. Tudo aconteceu meio que no escuro. E, adivinhem? Por uma sorte incrível, a base se mostrou perfeita para mim.

De acordo com a marca, a base tem tecnologia Microflex, que a torna resistente ao calor, suor e umidade. Ela não mancha, tem FPS 19 e promete longa duração. A recomendação é que ela seja aplicada com esponja ou pincel. Então, em miúdos, parece uma base ótima para o dia a dia porque ela vai ficar no lugar o dia todo. Claro que no mundo real isso não acontece, porque e, pelo menos, passo maquiagem as 7hs da manhã e as 18hs eu estou só o pó! Mas, se houver um produto que mantenha a nossa dignidade pelo menos por um tempinho um pouco maior, acho que já serve.

Ela tem um efeito super natural, com uma cobertura de pequena a média – dá para construir camadas – , espalha super bem e eu acho que deixa um acabamento lindo na pele. Não é oleosa e eu não senti a minha pele mais melequenta por causa dela. Devo dizer que a cor escolhida foi a Classic Ivory Light e ela é apenas perfeita para o meu tom de pele. Tenho aplicado com esponjinha molhada – minha nova mania – e estou absolutamente apaixonada.

Ela vem com 30ml, numa embalagem de vidro. A validade é abril/2019 e se eu tivesse que mudar alguma coisa, seria simplesmente o bocal, que não conta com pump e é bem complicado de manusear. São 8 cores ao todo e o preço médio dela nas lojas é de R$ 71,00. Ela é recomendada para todos os tipos de pele. 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

LOBÃO

Nossa, esse livro meio que demorou uma eternidade inteira para ser lido. Mas isso aconteceu porque eu decidi que fosse assim. Ele é um livro bastante extenso, com mais de 600 páginas, traz uma série de fatos não só sobre o autor, mas também históricos e ele não é exatamente um romance delicinha de ser lido. Então, eu meio que deixava para lê-lo em momentos que “tivesse tempo”.

Trata-se de uma autobiografia do Lobão, com trechos de entrevistas e acontecimentos históricos e ainda alguns dados/recortes da mídia da época. Vamos combinar que ele é um artista bastante controvertido, muito criticado por tudo e por todos, mas ele é uma riquíssima enciclopédia viva e também um cara inteligentíssimo. Portanto, eu achei que o livro poderia ser bastante interessante e estava certa.
Lobão nasceu no Rio de Janeiro e nunca teve uma vida normal. Seu pai era um cara esquisitíssimo, sua mãe era absurdamente depressiva (ambos de mataram, apenas para dar um toque no relato!), e desde pequeno, ele mostrou inclinações para a música e para confusões. Ele é autodidata em bateria e violão, tem um ouvido excelente para tudo e também é um compositor talentosíssimo. Por isso, com 16 anos ele já era baterista da Banda Vímana, que contava com Ritchie e Lulu Santos.
De lá ele seguiu para a Blitz com Evandro Mesquita, tornou-se amigo e compositor de Marina Lima e Cazuza, passou a ser conhecidíssimo no meio como um cara de muito talento. Ele entrava e saia de bandas o tempo todo e estava se dando muito bem. Mas, com essa rápida ascensão, ele também passou a se embrenhar cada vez mais e mais no mundo das drogas. Ele ficava chapado o tempo todo e chegou a ir ao hospital em coma algumas vezes.
Isso deu o tom da personalidade do Lobão. Ele era um cara muito talentoso, mas também era um cara difícil de lidar. Era uma espécie de Tim Mais, rs. Ele conta uns episódios bastante engraçados e divertidos, como se a vida fosse uma eterna festa. Namorou com todo mundo, frequentava casa de traficantes, provocava a polícia e tudo o mais que quiser. Ele brigou com uma porção de produtoras, arranjou confusão com o governo da ditadura e era mais conhecido por esse lado do que pelo lado de músico em si.
Chegou a ficar um tempo preso – quando compôs Vida Bandida – e tornou-se uma espécie de ícone da marginalidade. Mas ele é aquele cara que ou você ama ou você odeia. Ele ajudou muita gente e também foi muito ajudado. Mas, se ele não gostava de você, ele ia falar na sua cara e fazer o possível para que você se ferrasse. E assim é Lobão.
Achei o livro bem verdadeiro e gostei muito de saber um pouco mais sobre Cazuza, Evandro Mesquita, Herbert Viana, Elaza Soares, Marina Lima, Liminha, Ritchie e tantos outros daquela época que foi tão rica para o rock nacional. Eu recomendo bastante o livro como uma espécie de enciclopédia.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

NATURA AQUARELA SOMBRA TINT COR NUDE - REVIEW

Eu não sei se já contei por aqui, mas eu sou alucinada por sombras em creme. Tenho uma porção delas, de marcas e preços variados e também consistências variadas – bisnaga, pastinha, potinho, etc. Elas são extremamente práticas porque podem ser aplicadas com os dados, não requerem acabamento e ainda grudam super na pálpebra, ali permanecendo o dia todo, com a mesma “radiância”.
em bisnaga
E eu acho que pelas texturas ou pela proposta, não sei, elas têm um acabamento que não se iguala às sombras em pó e dão a impressão de make elaborada, que deu um trabalhão para ficarem daquele jeito. E é por isso que eu estou sempre à procura de uma nova marca ou de uma nova sombra para chamar de minha. E numa dessas, estava há tempos de olho na sombra do post de hoje, mas deixava sempre de lado porque achava que era muito cara e eu, em verdade, não estava precisando.

Até que fiquei sabendo que ela seria descontinuada e que aquela seria minha última chance de adquiri-la e, ainda, por apenas R$ 22,00! Claro que não pensei duas vezes e acabei consumindo a versão “nude”, que na verdade é um tom mais acobreado, mas muito bonito. Ela tem um fundinho metalizado e o legal é que se você passar uma camada super fina, ela fica discretíssima, mas se você caprichar, vira uma sombra mega power aparecida e brilhosa. É aquele tipo de produto que faz uma make inteira sozinha.

A cor é muito bonita e não se parece com nada que eu tenho. Veja que esse Paint da MAC, o Bamboom, foi o mais próximo que encontrei e, mesmo assim, é bem diferente, bem mais escuro. Portanto, foi uma excelente aquisição. Ela gruda bem na pálpebra, não transfere, não sai ao longo do dia, é a prova d´água mesmo. Vem com 8ml, que é bastante, considerando o tamanho das outras sombras desse tipo que eu tenho e, apesar de eu estar usando o tempo todo, acho que vai durar muito.
À esquerda o Bamboom da MAC e à direita a Nude da natura

A validade é jan/2019 e a minha única reclamação é a mesma que eu faço para todas as minhas outras sombras em bisnaga: essa tampa que é um saco de encaixar e faz lambança. No mais, eu acho que essa embalagem de plástico é bem melhor para aproveitar todo o produto do que as da L´Oreal ou mesmo a da MAC, que acabam desperdiçando um pouco. Gostei demais, uma pena mesmo ter sido descontinuada. 

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

THE SINNER

Eu assisti a uma porção de séries nos últimos tempos. Acho que o Netflix estava com algum tipo de lapso de coisas boas e, de repente, começou a pipocar algumas séries mais interessantes que me fizeram grudar no Ipad. E uma delas foi The Sinner que é apenas incrível e conta com Jessica Biel no papel principal.

A princípio, ela surge como uma pessoa absolutamente normal, casada, com um filho pequeno, vivendo numa cidade americana e levando uma vida absolutamente ordinária. Ela é um pouco estranha, na minha opinião, meio retraída, mas nada que leve a qualquer tipo de desconfiança. Até que, um belo dia, ela vai a praia com sua família, vê uma cena em que um homem e uma mulher estão se beijando ao som de uma determinada música e ela apenas surta. Ela pega a faca em que estava cortando a pêra para o filho e esfaqueia o homem até a morte.

Claro que ela vai presa! E como a cidade é pequena e geralmente nada acontece, o fato deixa os cidadãos em alvoroço. Todas as atenções se viram para esse fato e a verdade é que a polícia quer que aquilo termine logo e que a responsável seja presa e condenada. Só que O Detetive Ambrose, vivido por Bill Pullman, não está satisfeito com tal situação e quer ir um pouco mais a fundo na história, entender o motivo pelo qual o homicídio aconteceu. Isso porque, aparentemente, Cora não conhecida o rapaz e, portanto, não havia qualquer motivo para o ato.


E os episódios vão se desenrolando nesse mote, com o detetive se aprofundando cada vez mais na vida da protagonista, entrando em sua mente e, aos poucos, entendendo o que a levou a tal ato. A gente vai tomando conhecimento do passado dela, do que ela viveu, da infância duríssima com uma mãe extremamente religiosa, com uma irmã doente e dominadora/chantagista e toda uma situação que concorreu para aquele ato. A série é incrível!