sexta-feira, 3 de março de 2017

VIAGEM - PRÓXIMO DESTINO MÊS A MÊS

Mais um mês se passou e eu devo dizer que esse sim foi bastante produtivo para a minha viagem. Faltam 5 meses para a trip e agora eu já estou comprando efetivamente os ingressos para museus, passeios, etc. E o que eu estou achando muito bom, pelo menos por enquanto, é que muitos dos ingressos não têm uma entrada com dia e horário marcados, mas sim, algo mais livre como “3 meses de validade”, “válido para dia XX a qualquer horário” e isso torna a minha vida muito mais fácil e a viagem mais maleável.

Bom, primeiro, devo dizer que já paguei a paulada de R$ 257,25 para renovação do meu passaporte que venceu agora em fevereiro e já estou com essa providência devidamente resolvida, ou ao menos engatilhada. É um gasto chato, mas bastante necessário e essencial à viagem... eu acho que é como o gasto com o seguro saúde, que custa uma grana e eu, pelo menos, nunca tive de usar. No mais, fico feliz em ter tirado esse peso dos meus ombros e já posso partir para outras áreas.
Nesse mês que passou eu consegui dar uma boa ajeitada no meu roteiro, fechei mais alguns dias da viagem, sendo dentro mesmo de Paris ou fora e, com esses dias já devidamente projetados, consegui também comprar entradas/ingressos para alguns eventos. O primeiro deles foi para a casa e jardins do Monet, em Giverny, que é a coisa mais linda desse mundo. Não fica em Paris, mas sim nos arreadores – vou ter que me virar com trem e ônibus -, mas é absolutamente imperdível (E 9,50). Depois, comprei a entrada para o Museu da Moda, que fica em Paris, próximo a Tuileries e eu me apaixonei só de ver as fotos no site!! Acho que vou surtar demais com esse lugar (E 11,00). Por fim, e o mais caro de todos, comprei um tour para a região do Vale do Loire (US$ 173,00).
Eu já tive esse tipo de experiência quando fui para Füssen na Alemanha – quem quiser dar uma olhadinha, tem post aqui. Não sou nem um pouco a favor de excursões, ônibus turísticos e guias. Mas, há algumas situações em que não temos muita escolha e eu acho realmente que a viagem fica mais proveitosa com um tour guiado. Lá em Füssen, por exemplo, eu visitei 1 cidadezinha (Oberammergau) e mais 2 castelos ( Neuchwainstein e Linderhof) e ainda, durante o caminho, fui ouvindo a história sobre a região, construção, reis, etc. Não teria conseguido fazer metade disso se tivesse optado por ir de trem, ônibus, etc. E nos locais, você fica solto, só tendo de se atentar para o local e horário de encontros. Não acho tão ruim, no final das contas.
E voltando para a França, contratei esse tour que vai me levar para o Vale do Loire, me possibilitando visitar 3 castelos num único dia, com as entradas já inclusas no pacote. Não é um tour barato, claro que não, mas não terei de me preocupar com transporte, que é feito por ônibus com ar condicionado, guias que falam português e todas as demais comodidades do passeio. Acho que, para esse caso em específico, vale muito a pena. Pretendo contratar um pacote semelhante também para ir ao Mont Saint Michel, mas ficará mais para frente.
Bom,  essas foram as providências tomadas no mês que passou. Sigo traçando meu roteiro e quanto às atrações, vou comprando aos pouquinhos, porque meu bolso não consegue dar cabo de tudo de uma vez!

DOCUMENTÁRIO - WHAT HAPPENED MISS SIMONE?

Eu nem estava com muita vontade de assistir a esse documentário, mas ele estava disponível para dowload no Netflix e eu preciso de vídeos que possam ser assistidos off-line quando estou na academia. No final das contas, gostei de conhecer a história dessa pessoa tão incrível, mas achei o documentário um pouco chato, cansativo... não sei, acho que o jeito como ele foi feito não empolga muito.

Pois bem, Nina Simone nasceu no sul dos EUA e cresceu naquele período ótimo (sqn) de segregação racial. Sua mãe trabalhava na igreja e desde pequena ela foi colocada para tocar piano. Notando que a criança tinha talento, ela foi enviada para aprender música clássica com uma senhora branca e, já adulta, Nina era um sucesso no instrumento. Só que seu sonho de ser a primeira negra a tocar música clássica mostrou-se um pouco longínquo na vida real e ela percebeu que para se sustentar, teria de tocar em clubes e casas de show. E foi nesse momento que ela também tomou conhecimento de que sua função era empolgar o público com músicas modernas, além do fato de que teria também de cantar.

E foi assim que Nina se mostrou uma excelente cantora de jazz e fez muito sucesso com seu piano. Casou-se com o homem que era seu produtor, tinha uma banda incrível, muitos fãs, ganhava din din a rodo e o público a adorava. E isso durou até que ela começou a se engajar muito fortemente nos movimentos a favor da liberdade dos negros. Passou a compor apenas músicas de protestos, a incomodar muita gente e, de certo modo, a incitar as pessoas a favor da violência. Ela acreditava que a violência deveria ser combatida com a própria violência e isso acabou afastando-a dos palcos, porque ninguém queria se comprometer com uma pessoa desse tipo.

Paralelamente, Nina passou a ter problemas em casa, com o marido violento e num momento de loucura e desgaste, ela deixou tudo para trás e foi morar na África. Só que apesar de a vida no local ser ótima, confortável e muito mais aprazível do que aquela que ela tinha nos EUA, lá ela não fazia sucesso e, consequentemente, não ganhava dinheiro. Daí, ela foi à Europa tentar novos shows, só que seu tempo havia passado, suas músicas de protesto já não tinham mais contexto e as pessoas estavam em outra “vibe”. E foi aí que Nina experimentou sua queda. 

quinta-feira, 2 de março de 2017

LIVRO - NÃO COMPREI NA ZARA. GASTEI NA VIAGEM

Para quem não conhece, Amanda Noventa é blogueira de viagem e colunista do Estado de São Paulo. Gosto bastante dos seus textos e das dicas, principalmente porque, assim como eu, ela costuma viajar sozinha. Ano passado eu li seu primeiro livro, Histórias para Viajar – não tem resenha no blog – e agora, eu consumi o Não Comprei na Zara. Gastei na Viagem que, de forma muito bem humorada, pretende concluir que viajar sempre é possível, desde que você esteja disposto a fazer concessões – e não são poucas!

E essa é a basicamente a minha vida neste momento. Eu vou para a França em agosto, estou comprando ingressos, passagem, hotel... e no meio disso tudo, estou me vendo abrir mão de MUITA coisa, principalmente saídas nos finais de semana e compras. Se você, assim como eu, não é milionário, tem que cuidar dos gastos em prol de um objetivo maior.

E o livro vai ter dar dicas de como economizar tanto para a viagem quanto na viagem. E o trocadilho do título remete a um post do no qual ela se deu conta de que uma simples ida ao shopping e uma entrada despretensiosa na Zara pode acarretar num gasto desnecessário que, somado mensalmente, pode se transformar numa passagem, numa estadia, num jantarzinho na viagem. Portanto, são nas pequenas coisas do dia a dia que a gente vai conseguir atingir o objetivo maior que, no caso do livro e no meu, é a viagem, mas pode ser a compra de um carro, de um apartamento, dentre outros. 

quarta-feira, 1 de março de 2017

BLUSH RUBY ROSE B1 - REVIEW

blush Ruby Rose super aparecido! O batom é o Obsession da Payot
Taí a marca que está na boca do povo! Quem diria que uma marca chinesa (me parece que ela é russa, mas fabricada na China) seria tão bem falada pelas blogueiras, youtubers e resenhas em geral aqui no Brasil. Também, pudera, em época de crise e de tanta novidade no mercado, o povo quer alguma coisa que realmente funcione e que não custe um rim, não é mesmo? Daí que, empolgada com a marca - já falei dela em outros posts -, eu consumi o blush desse post, que custou apenas R$ 6,80!

A questão é que gostei demais dele, ele virou uma espécie de favorito no meu dia a dia e hoje vou falar um pouquinho sobre esse produto. A começar com as informações técnicas. O blush é da marca Ruby Rose, fabricado na China, mas importado para o Brasil pela empresa Nelida. Não estou aqui julgando as condições em que ele foi produzido - já fiz post sobre isso -, mas a embalagem diz que ele é cruelty free. Tem validade até o dia 24/07/2021, o que é maravilhoso e conta com 9,4g de produto. 

A embalagem é um caso à parte, porque estou completamente apaixonada. Eu sei que é errado, mas a embalagem conta muitos pontos na hora em que eu escolho um produto e eu achei essa incrível. Ela é super clean, branquinha, sem frufru, sem muita informação, ela fecha muito bem e o que mais me deixou impressionada: é super fininha! Abaixo, eu fiz uma foto comparativa com um blush da MAC para vocês verem a diferença. Ele é super levinho e eu estou querendo comprar uma segunda unidade para deixar no meu necessaire do trabalho - tamanho o amor!!!

Você encontra o bonito em 6 cores diferentes, todas mattes, e essa é a mais clara delas, a B1. Você pode ver tanto pelo swatch abaixo quanto pela foto no início do post que ele é super pigmentado e eu vou dizer que a fixação é excelente! Acho que nunca na vida eu comprei um blush tão barato e tão bom, de verdade! Mas, a real é que, não sei vocês, mas eu sempre fico com um pé atrás com essas makes chinesas...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

PRODUTOS ACABADOS DO MÊS - FEVEREIRO

O mês de fevereiro é mais curto e eu acho que, por alguma razão relacionada a essa situação, eu acabei terminando menos produtos do que de costume. Da foto abaixo, vocês verão que alguns deles foram miniaturas/amostrinhas e acho que isso, no final das contas, não conta tanto, não é mesmo? Mas, como não eu não pretendo fazer posts especificamente para essas amostras, acho que aqui é um bom local para comentar sobre elas. 

1. La Roche Posay Redermic Hyalu C - esse produto é beeeem legal e eu não vou me estender muito nele porque logo mais, ainda no começo de março, haverá uma resenha bacanuda. Comprei a unidade full size porque acredito que esse produtinho tem feito muito bem à minha pele. E devo dizer que é sempre muito bom experimentar amostrinhas antes de comprarmos as unidades grandes, que são sempre bastante caras. 

2. Vichy Idéalia Yeux - essa miniatura foi dada pela minha dermato com a idéia de amenizar as minhas olheiras. Ela durou bastante, cerca de uns 2 meses, mas eu não pretendo comprar a unidade full size porque é cara demais e eu acho que os produtos que eu tenho passado no rosto ultimamente têm melhorado bastante o aspecto da minha pele em geral. 

3. Lee Stafford Poker Straight - se eu tivesse que eleger um único produto na vida que realmente funciona para o meu cabelo, acho que esse seria o eleito. Ele serve, originalmente, para ser usado como protetor térmico na hora da escova ou da chapinha... ele ajuda a "alisar' o cabelo. Só que como o meu já é liso e eu apenas o usava o produto como finalizador, ele deixava uma textura muito boa e uma cara de good hair day sempre. Fora que o cheiro é maravilhoso!

4. Água Thermal Vichy - bem, acho que esse tipo de produto dispensa apresentações, porque todo mundo conhece, ele está disponível em diversas marcas e tamanhos. É uma frescurinha que inseri na minha vida e não consigo me desfazer. Eu apenas queria dizer que comprei essa unidade no Duty Free quando fui para a Argentina em outubro, uso duas vezes por dia e acabou apenas agora!

5. Neutrogena Clear Pore Daily Scrub - sim, esse esfoliante veio comigo de NY e acho que ficou meio que esquecido no meu banheiro. Eu usava e tals, mas acho que não com a frequência necessária para ele acabar antes do vencimento. Ele é ótimo, não me levem a mal. Tem uma consistência gostosinha, daqueles que fazem o trabalho sem machucar e deixa uma sensação geladinha na pele. 

6. Pantene Pro-V Shampoo e Condicionador - Esses vieram de amostrinha na Allure no mês. Eu gosto bastante dessa marca e acho que ela realmente cumpre o que promete. Essa linha, especificamente, é para uma power hidratação e tratamento dos cabelos. Eu usei essas amostrinhas por alguns dias e gostei do resultado. Só que não compraria porque o cheiro é muito frutado e eu detesto produto de cabelo com esse tipo de cheiro. 

7. Lenços de Limpeza Demaquilantes Nívea - eu sei que eu meio que parei de falar sobre esse tipo de produto por aqui porque, na real, eles não têm nada de especial e são meio boring. Mas, esse da Nívea, em específico, é novo pra mim e eu queria dizer que gostei demais dele. O cheirinho é delicioso, ele tem um sistema de abertura muito bom (com um acessório de plástico que está sendo utilizado em outra unidade) e ele realmente ajuda a remover a make. Segundo a marca, ele remove maquiagem a prova d´água (mais ou menos) e ajuda a remover o excesso de oleosidade.

TAG LITERÁRIA - FEVEREIRO/2017 - O XARÁ


Mais uma leitura da TAG concluída e dessa vez, ao contrário do desastre do mês passado, eu gostei bastante do livro escolhido, cuja curadoria foi feita pela querida Martha Medeiros. A começar pela capa que é uma das mais lindas que eu tenho na minha coleção e certamente enfeitará ainda mais a minha prateleira. Vamos ver o que eles falaram sobre O Xará, livro escrito pela indiana Jhumpa Lahiri:

Nascido e criado em solo americano, o protagonista do livro indicado por Martha Medeiros tem problemas para encontrar uma identidade própria. Vive entre costumes herdados dos pais e da comunidade indiana com a qual se relaciona, ao mesmo tempo em que observa a cultura americana ao redor, reproduzida por ele e por seus amigos.
A sensibilidade da autora, vencedora do Prêmio Pulitzer, desperta no leitor imediata empatia pelos personagens, retratados com realismo e delicadeza. A experiência do imigrante é apresentada por meio de uma narrativa fluida, com sutis recortes do cotidiano dos personagens.
Embora seja uma obra ficcional, foi inspirada na vida da própria autora e de pessoas com quem conviveu, retratando a busca por se reconhecer em uma sociedade completamente estranha aos seus pais, suas origens, seu passado.
Nos primeiros capítulos vamos conhecer Ashima e Ashoke Ganguli, um casal indiano que deixa tudo para trás, inclusive a própria família, para viver nos EUA, um lugar absolutamente estranho aos olhos deles, com costumes absurdamente diferentes. E nesse momento, a gente vai percebendo que, mesmo com o passar dos anos, principalmente Ashima, que ao contrário do marido não trabalha fora, se vê numa enorme dificuldade de se encaixar nos padrões ocidentais, não compreendendo muita coisa que está a seu redor e lutando para preservar seus costumes natais, pelo menos dentro de casa. Tem um trecho que eu achei incrível e vou transcrever:

"Pois Ashima está começando a se dar conta de que ser estrangeira é uma espécie de gravidez eterna - uma espera perpétua, um fardo constante, um sentimento contínuo de indisposição. É uma responsabilidade ininterrupta, um parêntese no que antes tinha sido uma vida normal, apenas para descobrir que a vida anterior desapareceu, suplantada por algo mais complicado e exaustivo. Ashima acredita que, assim como a gravidez, ser estrangeira é algo que desperta a mesma curiosidade em estranhos, a mesma combinação de pena e respeito."

Forte, né?? Pois bem, aí, o casal dá a luz a um menino, que recebe o nome de Gógol, em homenagem ao escritor russo de mesmo nome de quem seu pai não só é fã como guarda uma ligação muito especial. E daí em diante, a gente vai acompanhar os acontecimentos sob o olhar desse menino, que vai crescendo dentro de um mundo muito complicado, onde não consegue se encaixar. Ele não se sente indiano, uma vez que nunca conheceu a fundo suas origens, os costumes e tampouco se sente americano, apesar de ter nascido em Boston. É como se o tempo todo ele estivesse no meio do caminho lutando para se encontrar.

E é dessa busca que vai tratar o livro. É muito bonito e vale muito a pena. Uma linguagem fácil, gostosa, fluida... a leitura foi bem rápida e prazerosa.