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segunda-feira, 20 de maio de 2019

VIAGEM - BANGKOK - DIA 15

Último dia em BKK porque no dia seguinte apenas deu tempo de tomar café da manhã e irmos embora. O dia prometia ser mais leve, porque a gente não tinha tantos compromissos a cumprir, mas ainda assim, por estar MUITO quente, acabou sendo um pouco cansativo. Acordamos um pouco mais tarde e seguimos novamente para o lado metropolitano da cidade, com o objetivo de visitar o “Butantã” local. Trata-se de um serpentário que, além de museus, oferece uma espécie de show de apresentação das cobras. Chegamos lá às 11hs e era exatamente o horário que começaria a apresentação.


Antes de mais nada, quero dizer que o lugar me surpreendeu muito. Ele é enorme, muito legal e muito bem cuidado. E vou falar que bem parecido com o Butantã daqui, tanto a disposição das construções quanto com relação ao espaço externo. A apresentação foi bem legal, me surpreendeu bastante e eu vi espécies de cobra que não temos disponíveis aqui no Brasil. 

Os cuidadores ficam bem pertinho do público e a gente fica conhecendo detalhes sobre cada uma das espécies. Depois seguimos para a parte interna, onde também há algumas cobras, mas também esqueletos, peles, fetos e bastante interatividade.



Saímos de lá bem satisfeitos e felizes com o passeio e seguimos para uma visita ao complexo de shoppings que há nas proximidades. Fomos a pé porque não é longe, mas com o calor que estava fazendo, pareceu que a gente cruzou o Deserto do Saara inteiro. Mas foi interessante porque o caminho acontece numa avenida grande e há muitas passarelas sobre elas, de onde a gente tem uma ótima vista da cidade e consegue tirar boas fotos. Aquela região de BKK é muito moderna e bonita, parece Tóquio, Cingapura ... aquelas cidades modernas orientais que vemos Na TV.

A primeira parada foi o MBK, um shopping imenso que mais parece a 25 de Março gigante. Absolutamente todo tipo de tralha que você pense é vendida por lá, desde roupas até aparelhos eletrônicos, maquiagem, bijuterias... tudo. É uma coisa de louco!!! Claro que em pouco tempo aquilo deu uma irritada e a gente resolveu seguir para o próximo shopping. Mas, antes de entrarmos, e como já passava das 14hs, resolvemos almoçar na Hard Rock e aproveitar para fazer as comprinhas desejadas. 

Vou confessar que não queria comer por lá porque eu sempre passo mal com os sandubas imensos e cheios de molho e porque eu sabia que ia deixar uma mega grana. Mas, estávamos em grupo, não é mesmo?


E adivinha???? Claro que me deu piriri!!! E além do piriri, que me fez entrar que nem um foguete no próximo shopping e conhecer todos os banheiros locais, ficamos todos moles e pesados, o que prejudicou bastante o rolê do resto do dia. Mas, tá bom!!! Passeamos por todos os shoppings do Complexo Sian, que são todos muito lindos, chiques e têm lojas incríveis. Acabamos fazendo umas últimas compras de viagem e no final do dia – já de noite – pegamos um tuk tuk para voltar ao hotel.

Depois de um merecido banho e de arrumarmos as malas, fomos dar um último passeio pela região. Uma pena que o sanduba da Hard Rock não deixou espaço para um último Pad Thay ou um último sorvete de coco – a verdade é que eu ainda estava passando um pouco mal -, mas valeu a experiência. 

sexta-feira, 3 de maio de 2019

VIAGEM - BANGKOK - DIA 14


Acordamos às 5hs da manhã para nos arrumarmos e seguir para o aeroporto de Hanoi. Deu tudo certo, todos tomaram banho, usaram o banheiro, fecharam as malas e, pouco depois das 6hs, já estávamos dentro de um mini carro pedido pelo aplicativo Grab. O carro era tão mini que não couberam todas as malas no porta malas e meu irmão teve que ir no banco da frente. E isso foi até que bom porque o motorista estava sonado e precisava de um incentivo pra manter os olhos abertos.

Chegamos cedo no aeroporto e na hora do Check In pela Air Asia fomos MUITO malandros e brasileirinhos. Como todas as malas estavam obviamente acima do peso permitido, fizemos de conta que carregávamos apenas mochilas. O negócio funcionou, mas como tivemos que fazer esse procedimento meio que um de cada vez pra não perdermos as malas, demorou um pouco. Ainda passamos depois disso por mais uma verificação de bagagens e um raio x que demorou uma eternidade. Impressionada como tudo no Vietnã é tão burocrático! Quando finalmente passamos por todos esses procedimentos, eu estava com tanta fome que mandei ver um sanduiche no BK!

Devidamente embarcados, sem perrengue com as malas, fizemos um voo relativamente tranquilo e o fato de eu estar resfriada e sem a menor disposição pra viver me ajudou bastante, porque acabei dormindo quase que o voo todo.
Em territórios tailandeses, pegamos novamente um carro pelo aplicativo e chegamos no mesmo hotel do começo da viagem. Engraçado porque, pelo menos eu, quando cheguei em BKK pela primeira vez, não morri de amores pela cidade, mas fui curtindo ao longo dos dias e aprendi a gostar. Mas depois quando voltei, não sei se eu estava fazendo a comparação com Hanói, mas eu quase beijei o chão daquele lugar! Eu meio que estava com saudades de tudo e queria comer tudo e ir a todos os lugares... uma loucura!!!!

Pois bem. Nesse segundo momento da viagem, a gente tinha resolvido explorar o outro lado de BKK, o lado mais modernoso, cheio de arranha céus e comércios. Fomos, então, em direção ao Shopping Terminal 21, que prometia ser bem divertido. Cada andar é como se fosse uma cidade, tem S. Francisco, Paris, Toquio... e a decoração e as coisas que são vendidas nesses andares são de acordo com as cidades correspondentes. Por exemplo, em Istambul, há uma espécie de mercado que vende bugigangas. Achei muito divertido e cheio de lojas bem diferentes. A praça de alimentação também é ótima, almoçamos por lá.

Mas, o ponto alto do dia aconteceu às 17hs, quando fomos ao Bangkok Inc. e eu e meu irmão fizemos tatuagens de bambu!!! Já havíamos agendado aqui do Brasil e eu já havia até escolhido o desenho: um elefantinho para simbolizar aquela minha visita àquele país tão legal. O lugar nos surpreendeu, porque era muito bonito e higiênico e as pessoas que lá trabalhavam eram bem legais. Achei muito melhor do que muito estúdio de tatuagens aqui do Brasil. Claro que doeu horrores, mas eu amei o resultado e repetiria a experiência (aliás, já quero!!!).

De volta ao hotel, tomamos um banho, nos arrumamos e saímos para passear na Rambutri. Demos um rolê pela região, fizemos as últimas compras da viagem e comemos naqueles restaurantes ótimos e bem gostoso. Notamos que havia uma quantidade muito maior de turistas do que quando chegamos no país pela primeira vez. 

terça-feira, 30 de abril de 2019

GASTOS/PROVIDÊNCIAS VIAGEM - 4

Abril não foi um mês de muitas compras para a viagem porque não falta muita coisa e porque o Euro estava BEM caro. Em minhas viagens anteriores à Europa, comprei praticamente a entrada de todas as atrações online, de modo que toda grana que eu levei ficou reservada para comida e coisinhas a serem compradas. Dessa vez não, a maioria dos lugares não têm tickets online.
Então, o que eu estou fazendo para me organizar é uma tabela com todos os lugares que eu gostaria de visitar, com preços e horários. Pelo menos desse jeito eu consigo ter uma previsão de quanto preciso reservar para esse assunto.
Do quadro acima, temos que dos tickets que eu consigo comprar com antecedência, falta só o Palácio Ducal em Veneza. E os que eu já comprei foram os seguintes:
1.    Liubliana – castelo + funicular + audioguide (Ljubljanski grad) – a principal atração dessa cidade é um complexo enorme, uma espécie de fortaleza medieval construída no século XI e reconstruída em XII. Lá tem um castelo bem legal, que inclusive faz parte do brasão da cidade. O ticket custou E 10,80.


2.   
Dubrovnik Card – vou ficar alguns dias nessa cidade linda da Croácia, sendo que em alguns deles eu vou passar o tempo todo em Dubrovnik e em outros, apenas dormir por lá porque vou fazer bate-volta em alguma outra cidade. E tem bastante coisa pra ver. Se os tickets fossem comprados individualmente, ficaria um pouco pesado. Então, achei que estava compensando mais comprar o Dubrovnik Card de 3 dias, que saiu por 225,00 HRK (mais ou menos R$ 131,00), mais barato do que os tickets individuais, e que vai me dar mais liberdade.

3.   Chip - Em abril eu ainda aproveitei para comprar o chip do celular. Na verdade, foi a minha cunhada quem fez a compra, aproveitando a dela, então, eu não faço idéia do nome da empresa ou dos detalhes. Só sei que ele abrangerá todos os países em que estarei e não tem limite de uso. Isso significa que estarei o tempo todo com internet, o que é ótimo. O preço foi US$ 55,00, que dá, mais, ou menos, R$ 215,00. 

Bom, é isso. Falta comprar, como eu disse, o ticket do palácio Ducal em Veneza e o Seguro Viagem... além da troca de moeda. Ah, tem um tour em Sarajevo que eu estou tentando fazer, mas ainda estou esperando conseguir uma vaga!

domingo, 28 de abril de 2019

VIAGEM - HALONG BAY - DIA 13

Todo mundo na viagem havia ficado resfriado em algum momento, menos eu. Estava super orgulhosa de ter passado o ano inteiro incólume, meu sistema imunológico estava dando um show de resistência. Até.... o segundo dia em Halong Bay. Como minha cama ficava bem de frente para o ar condicionado, aconteceu que eu acordei bem resfriada e sem vontade pra nada. Pulei as sugestões da guia de ver o nascer do sol ou fazer tai chi (será que alguém fez??) e fomos direto para o café da manhã.

De lá, seguimos para o que seria o último evento do dia: uma caverna no alto de um rochedo. Bom, resfriado + claustrofobia, claro que o programa não me animou, preferia ter feito um snorkeling ou ido nadar em algum pedaço do mar. No mais, fiquei na praia curtindo a vista enquanto minha cunhada ia com a câmera explorar o local. Troquei uma idéia com um casal de brasileiros, fui fotógrafa de várias famílias... foi ótimo.


De volta para o barco, fomos instruídos a arrumar as coisas e deixar o quarto, pois as atividades seguintes, que como sempre envolviam comida, seriam realizadas ali na parte coletiva. O primeiro “evento” foi fazer rolinhos primavera, que obviamente ficaram horríveis, mas comíveis. Depois, vimos um profissional cortar frutas de forma artística, o que foi bem boring. Por fim, nos despedimos de Halong Bay com mais uma orgia gastronômica, com uma porção de pratos e em grande quantidade.
Já de volta à estrada, fizemos mais uma parada naquele mesmo posto ótimo da ida e chegamos ao hotel em torno de 17:30hs. Ficamos contentes em saber que meu irmão estava vivo e, aparentemente, um pouco melhor. Nos arrumamos e saímos para jantar naquele restaurante ótimo e super bonitinho da rua do hotel, que servia um maravilhoso macarrão aos frutos do mar. E o dia foi só isso. Fomos dormir cedo porque no dia seguinte madrugaríamos para voltar à BKK. 

quinta-feira, 18 de abril de 2019

VIAGEM - HALONG BAY - DIA 12


Nesse dia, acordamos num dilema. Meu irmão estava muito mal, havia passado a noite em claro e não conseguiria passar as próximas 4 horas dentro de uma van com destino a Halong Bay. Então, depois de MUITA discussão e um drama sem fim, acabou ficando combinado que ele ficaria no hotel e eu seguiria viagem com a minha cunhada. Foi uma decisão difícil porque ele estava bastante doente e na viagem, a gente não só estaria longe, como não teríamos sinal de internet para nos assegurarmos de que tudo estava bem.

Pois bem. A Linda – nossa guia fofa – passou no hotel para nos pegar lá pelas 8:30hs e entramos num micro ônibus com destino ao paraíso. Na prática, Halong Bay é uma baía formada por 2.000 ilhas de calcário datadas de milhares de anos – é quase que o cenário de um filme qualquer da sequência de Jurassic Park ou King Kong. E todas essas ilhas são cobertas por mata tropical e banhadas por um mar com águas claras. Bem, e pra completar, é Patrimônio Mundial da Unesco.

Reza a lenda que em uma das trocentas invasões estrangeiras no país, há milhares de anos atrás, os deuses enviaram dragões para proteger o Vietnã. E esses dragões cuspiram pedras preciosas no mar, que, por sua vez, acabaram se transformando nas ilhas. Como o intento se mostrou efetivo a expulsar os navios inimigos, as ilhas ficaram lá para sempre. Que bonitinho!!!

Muito bem. Duas horas depois de entrarmos no micro ônibus, paramos num posto bem bom, onde acabamos comprando alguns souvenires e coisinhas para comer. Outras duas horas depois, chegamos no porto. O caminho todo parece o interior de São Paulo, com estradas meio precárias, de mão dupla e o tempo todo passando por dentro de cidadezinhas. Já no porto, praticamente seguimos direto para o barquinho que nos levaria ao nosso barco.

Confesso que curti a cabine – claro que estava apreensiva!! -, achei bem extensa e confortável. O banheiro, apesar de um pouco confuso, também dava pro gasto e eu fiquei bem contente de ter uma janela bem ao lado da minha cama.
Voltamos para o espaço comum e logo vimos que éramos em 15: nós duas, um casal composto por uma americana e um peruano, uma casal de holandeses com um bebê, um casal de belgas, um de Taiwan e um de alemães e um chinês e um francês sozinhos. O grupo era bem legal e bem simpático. Fomos recepcionados com um almoço muito bom (depois a gente iria perceber que, em verdade, estávamos participando de uma orgia gastronômica, rs). E depois, seguimos para um passeio de caiaque.

Foi engraçadíssimo!!!! Fomos de barquinho até uma espécie de píer-boia e embarcamos em caiaques de duplas. Aff, parecia tãããão mais fácil!!! A verdade é que é absolutamente impossível andar em linha reta, é como se o negócio não quisesse nos obedecer! E estranhamente, todas as outras duplas estavam indo muito bem – à exceção dos taiwaneses que só não foram para casa de caiaque porque eu acho que não tiveram fôlego pra isso, porque era naquela direção que eles estavam indo, rs!! Ainda assim, conseguimos chegar na praia e ficamos muito orgulhosas. Por lá ficamos um tempo, demos um mergulho e tiramos muitas fotos. Uma pena que o dia estava nublado, mas acho que foi uma das praias mais bonitas em que estivemos em toda viagem.

Daí veio a piada: a Linda nos perguntou se queríamos voltar para o barco de barquinho ou se a gente queria arriscar o caiaque novamente. Claro que as duas patas optaram pela segunda alternativa. E claro que não deu certo! Na metade do caminho, era óbvio que estávamos atrasando o grupo e que, se não fôssemos resgatadas, provavelmente iríamos parar no Brasil. Só que nem o resgate a gente estava conseguindo, porque andar em linha reta não parecia uma opção! Foi engraçadíssimo, viramos motivo de chacota geral, mas foi divertido.
De volta ao barco, tomamos um banho e seguimos para um happy hour no deque, com double de cerveja, frutas e snaks gratuitos. Foi uma delícia!!! Rolou uma confraternização e ver a baía a noite, naquela imensidão, só com os barcos acesos, foi muito bonito. Seguimos para mais uma orgia alimentar fomos dormir.


quinta-feira, 11 de abril de 2019

VIAGEM - HANÓI - DIA 11

Hanói parecia que não estava nos trazendo muita sorte. Se no primeiro dia oficial tivemos chuva e um pouco de frio, no segundo dia o tempo já tinha melhorado, mas o meu irmão não passava bem. Acordou com dores de barriga e muito irritado porque não estava curtindo a cidade! Mas, acabamos mantendo a programação do dia e fomos fazer os passeios que havíamos adiado no dia anterior por ocasião do mau tempo. 
A primeira missão era visitar o túmulo do Ho Chi Min, “líder-muso-eterno” dos vietnamitas porque, ainda que de maneira meio torta, conseguiu finalmente conferir a independência ao país, após séculos de colonialismo. Ele é venerado em todo Vietnã – bom, pelo menos em Hanói -, e a visita ao seu mausoléu requer muito respeito e cerimônia. Fomos andando, porque parecia perto do hotel, mas a verdade é que era um pouco mais longe do que imaginávamos. 

No local, o esquema é bem militarizado e controlado. As pessoas passam por uma revista minuciosa, depois entram numa fila porque a visita é limitada e, enfim, chegam ao mausoléu, que é refrigerado. Na fila, somos vigiados. Não podemos falar alto, mexer no celular, mascar chiclete ou ter qualquer outra atitude ocidentalizada considerada desrespeitosa. 


Acompanhamos uma cerimônia muito bonita de troca de flores e finalmente entramos no local onde encontra-se o túmulo. Lá dentro, claro, não podemos nem filmar, nem tirar fotos e somos encorajados a andar depressa. Ainda assim, é possível ver o corpo em todo o seu esplendor: intacto, como se houvesse morrido ontem. Confesso que gostei de toda a pompa e achei tudo muito interessante (e sinistro). 

De lá, seguimos para visitar as áreas do complexo, que abrangem a residência oficial do Ho Chi Min, seu local de trabalho, um parque e outras construções que, na minha opinião, são mais interessantes para quem mora por lá. Achei curioso porque, apesar de ser um líder comunista, o cara morava num lugar imenso e incrível!!! É como montar uma mansão dentro de um Parque do Ibirapuera. Tudo muito arborizado, com um lindo lago no meio do caminho, pássaros cantando... uma delícia! E por lá rola também uma estrutura com comidinhas, lojinhas de souvenires... é como um passeio no parque. Aliás, eu acho que tem mais lojinhas de souvenires em Hanói do que na Disney!

Nosso próximo destino foi o Templo da Literatura, que fica mais ou menos nos arredores do mausoléu e dá para ir a pé. Confesso que eu tinha colocado uma expectativa enorme nesse passeio e estava muito animada. O lugar foi construído em 1070 em homenagem ao Filósofo Chinês Confúcio e pouco tempo depois, acabou abrigando a primeira universidade do país (1076-1779). O passeio é interessante e logo de cara dá para notar uma influência chinesa enorme. 

Infelizmente estava bem cheio, mas é um local bem gostosinho de se visitar. Destaque para as estelas de pedra com os nomes e informações sobre alguns alunos brilhantes que se destacaram no local, roupas antigas e placas com os nomes dos antigos reitores. Dentro das construções, encontramos altares com imagens e oferendas e também algumas peças de louça/cerâmica. Mas, vou falar que esperava muito mais daquele lugar! Achei a parte dos jardins e lago muito bonitas e lá eu senti uma paz muito grande. Mas a parte das construções eu achei um pouco fail... acho que estava com a expectativa meio alta.


Paramos para almoçar num restaurante bem gracinha nos arredores do Templo e, a tarde, voltamos para o hotel para descansar um pouco. A verdade é que, àquela altura, a gente já tinha riscado todos os itens da nossa lista de “things to do” e, como eu havia dito no início desse texto, meu irmão não estava passando muito bem. Por conta disso, acabei saindo com minha cunhada para um rolê pelo Old Quarter, com o objetivo de dar uma última volta e fazer as últimas compras da viagem, já que no dia seguinte, embarcaríamos para Halong Bay. 

Terminamos o dia num shopping beeeeeem meia boca e jantamos na Pizza Hutt – normal que nesse momento a gente já estivesse com um pouco de saudades de confort food! 

quinta-feira, 28 de março de 2019

VIAGEM - HANÓI - DIA 10

Nosso primeiro dia em Hanói com uma programação real a ser cumprida, começou um pouco falho, uma vez que estava chovendo. Foi o primeiro dia da viagem que o tempo atrapalhou, mas a gente não estava disposto a deixar de aproveitar a cidade por conta desse detalhe. Então, o que fizemos foi remanejar os passeios, para que visitássemos locais fechados. Nossa primeira parada, portanto, seria o Museu da Guerra, que ficava a apenas algumas quadras – e ruas com trânsitos caóticos - do nosso hotel.

Não sabíamos muito o que esperar daquele museu, porque, honestamente, eu pelo menos, não havia lido muito sobre. Mas logo de cara, se mostrou uma agradável surpresa e me impressionou muito pelo tamanho. Antes mesmo de entrarmos no complexo formado por diversos prédios, nos deparamos com tanques, aviões e algumas tralhas oriundas da Guerra do Vietnã. Já na entrada, no entanto, notamos que a idéia não era a criação de um museu exclusivo desta guerra, mas sim, de todas as que o país havia se envolvido até então.

E foram muitas! Por estar num lugar bem estratégico, ao longo dos séculos o Vietnã sofreu diversas invasões. Mas logo de cara, notamos que a intenção do governo hoje é enaltecer a soberania do país, de modo que, sendo verdade ou não, nós turistas descobrimos que a nação foi vitoriosa em todos os conflitos em que se envolveu. Há maquetes, quadros e muita instrução sobre a história vietnamita, o que eu achei bem interessante.

Mas a verdade é que, tirando o histórico de campanhas de guerras do Vietnã trazido nesse primeiro prédio, todos os outros são dedicados à guerra mais famosa, talvez por ser tão recente, ter sido tão sangrenta e também pela quantidade de material disponível. Nós, ocidentais, temos que foi uma guerra dos EUA contra o Vietnã do norte, no intuito de combater a expansão comunista na área. Mas lá no local, a gente verificou que a guerra no país começou muito antes, com a tentativa de expulsão dos franceses do território e, apenas após, ela passou a ser investida contra os EUA. Portanto, o Vietnã ficou em guerra por muitas décadas!

Desse museu incrível, onde permanecemos por muitas horas, seguimos para a região do French Quarter, mais perto do Lago Hoan Kiem – onde nos perdemos novamente! -, e fomos parar na St. Joseph Catedral para algumas fotos diurnas, já que na primeira vez que a vimos, estava de noite. Depois de algumas fotos e comprinhas de cerâmicas em lojas nos arredores, seguimos para o segundo destino fechado, uma vez que ainda chovia: Prisão Hòa Lo.

E fomos submetidos a mais um pouco de história! Aquele lugar, hoje bem pequeno e localizado praticamente no meio da cidade, era uma vila de camponeses, que foi destruída pelos franceses no final do século XIX (sempre muito fofos!) e transformada em prisão. De início, ela abrigava insurgentes contra o regime, pessoas que simplesmente não se conformavam com a ocupação francesa no país – homens e mulheres. Mais tarde, ela passou a receber comunistas.

E o lugar era terrível e tem uma energia muito pesada. As celas são muito pequenas, as pessoas eram presas por meio de grilhões e, muitas vezes, submetidas a torturas e até mortas. Há uma guilhotina imensa no meio de uma das salas, bem como fotos mostrando como eram tratados os prisioneiros naquele lugar.
Saindo de lá, passamos numa farmácia horrorosa para comprar remédio de gripe para a minha cunhada – onde passamos por uma experiência em ”mimiquês“ maravilhosa -, e seguimos para procurar um lugar para almoçar, porque já passava das 14hs. Acabamos entrando num lugar bonitinho do lado oposto do Lago Hoan Kiem, na própria avenida, onde comemos spring rolls e pho. Estava péssimo, mas o lugar era quentinho, estava nos protegendo do frio, e naquela hora do dia, eu só precisava me alimentar!

Por fim, como ainda tínhamos um tempinho disponível e a chuva estava mais fraca, acabamos atravessando a cidade toda, de volta à região do Museu da Guerra, e fomos parar na Cidadela Imperial de Thang Long, que foi construída no século XI, na dinastia Ly. A construção foi inspirada na Cidade Proibida de Pequim e eu simplesmente achei o lugar incrível!!!! Fiquei muito triste em saber que tínhamos apenas 1 hora para explorar aquele lugar imenso antes que fechasse. Gostaria que a gente tivesse passado uma manhã inteira por ali, porque é muito bonito e há muito o que ser visto.

As construções fechadas abrigam material garimpado de escavações arqueológicas - que estão a pleno vapor -, e contam muito da história antiga da cidade e do próprio país. O espaço aberto também é muito bonito, abrigando jardins, passagens, lagos e muita arte.

Já muito cansados, com frio e molhados, voltamos para a região do hotel, onde relaxamos – se é que é possível relaxar em Hanói -, comendo Banh Mi e tomando uma cervejinha no mesmo lugar do dia anterior. Foi interessante, porque naquele momento, tivemos a oportunidade de observar um pouco os costumes locais.