sábado, 8 de dezembro de 2018

VIAGEM - BANGKOK - DIA 02


O destino do dia era Ayutthaya, a primeira capital do país – que na época era o reino de Sião -, fundada em 1350 pelo Rei U-Thong. Naquele período, era a maior cidade do mundo!!! Enquanto a gente estava na escola, estudando os grandes feitos de países como França, Inglaterra e Espanha, Sião estava em toda sua glória se consolidando como um dos maiores reinos do planeta! Ele era o principal ponto de comércio de açúcar, seda, sândalo, couros, marfim e produtos artesanais. E a gente não sabia de nada disso!!!

Em 1767, no entanto, Ayutthaya foi invadida pelo exército birmanês (atual Mianmar) e completamente destruída. Hoje, o que temos são as ruínas desse antigo império, que são Patrimônio da Humanidade pela Unesco. O local fica a 70km de Bangkok – cerca de 1h30 - mas , ao contrário do que eu imaginava, lendo posts pela internet ou vídeos no Youtube, Ayutthaya não é um lugar grandão, tipo o complexo do Grand Palace, lotado de templos, ruínas e afins. Na verdade, hoje, a cidade se espalha por vários pontos diferentes e para se chegar de um lugar a outro, não é perto, você precisa de um transporte. Basicamente, você tem duas opções: contratar alguém de forma particular para ficar de babá ou contratar uma excursão saindo de Bangkok.

Eu vi muita gente que foi até a região de transporte público e de lá, alugou uma bike ou resolveu fazer os templos a pé. Gente, é humanamente impossível!!! Primeiro porque entre cada um dos locais – falarei deles adiante – é longe e não é um trecho fácil ou bem sinalizado. Há muitos pedaços onde o asfalto é ruim e há muita terra. E segundo, porque como já disse anteriormente, o calor tailandês é algo inimaginável e você acaba passando mal se ficar muito tempo exposto. Enfim, não dá, não faça o maluco da economia porque é uma contenção besta!!!

Pois bem. Dito isso, nós contratamos uma excursão que saía do nosso hotel e nos levaria conhecer os principais templos e locais da antiga Ayutthaya. O almoço e os tickets para entrar nos templos estavam inclusos no preço contratado e também tínhamos um guia falando em inglês (ou quase isso!). Há diversas agências de turismo espalhadas por Bangkok, mas nós fechamos com uma que ficava dentro do próprio hotel. Ah, importante: apesar de o destino serem ruínas de uma cidade, ali ainda há sinais de templos e imagens de budas, portanto, o decoro nas roupas tem de ser respeitado, senão, você será barrado na entrada.

Tudo pronto, seguimos viagem. A título de curiosidade, eu tive um pequeno acesso de pânico dentro da van porque era muito apertada e fechada e eu sou um pouco (ok, talvez mais do que um pouco) claustrofóbica. Mas eu consegui me acalmar e acho que, no final das contas, o fato de ter ar condicionado dentro do carro me deixou com mais vontade de ficar por lá do que de sair correndo. 

Outra curiosidade, na parada que a van fez no meio do caminho, nos deparamos com um banheiro típico tailandês, daqueles que não têm vasos, mas apenas uma estrutura montada no próprio chão! Confesso que, para um banheiro público, achei esse método bem mais fácil, porque você não corre o risco de encostar na privada.

A primeira parada em Ayutthaya foi, para mim, a mais impressionante. O lugar era imenso e cheio de ruínas, mas havia algumas muito grandes e imponentes e nos deparamos até com um buda reclinado. A atração do local, todavia, é o Wat Yai Chai Mongkol, um lugar que me deixou com uma sensação parecida àquela que eu tive quando vi meu primeiro castelo na Europa. Eu fiquei muito impressionada e sem acreditar que estava diante daquilo. A escadaria é enorme e a vista lá de cima é muito impressionante. E o lugar, apesar de tudo e talvez pelo seu tamanho, está muito bem conservado – 600 anos!!!! Acho que foi o local mais antigo em que já estive na vida.

De lá, seguimos para o Wat Mahathat, que é um pouco menos impressionante – veja, começamos pelo mais incrível, nosso nível de exigência estava alto! -, porque não tem nenhuma estrutura que tenha sobrevivido à invasão birmanesa e estava tudo muito destruído. É tudo um emaranhado de ruínas, mas que, ainda assim, é muito incrível e especial. E é lá que está a famosa cabeça de Buda na árvore. Ela é bem menor do que eu imaginava, é meio que a sensação de ver a Monalisa no Louvre e pensar “nossa, mas desse tamanho?”, mas acho que o fato de ela ter sido arrancada e as árvores terem-na abraçado, é muito simbólico!

A terceira parada também foi bem legal, mas não foi para visitarmos um templo ou um complexo de ruínas, mas sim, o Phra Bhuddhasaiyat, que é uma grande imagem de Buda reclinado. Confesso que estava ansiosa por esse momento porque havia planejado uma foto simulando uma luta do Street Fighter, uma vez que o local é cenário do jogo! Voltando ao Buda, ele tem 37m de comprimento e 8m de altura, é um dos maiores do mundo e também me deixou bem impressionada.


A última parada antes do nosso almoço sinistro foi o Wat Phu Khao Thong, que é só um templo onde você pode subir e contemplar a paisagem. Na verdade, ele é lindo demais e muito impressionante. Mas, nós havíamos visitado lugares muito maravilhosos e já estávamos num nível de exigência bastante grande. E além disso, eu não sei quantos graus estava fazendo, mas eu não me lembro de ter sentido tanto calor da vida. Acho que a essas horas, o grupo só queria almoçar e assimilar aquele dia tão incrível.

E o almoço??? Como havia dito no início, estava incluso no pacote da excursão. Fomos levados ao que parecia o quintal de uma casa, BEM rústico e sentamos em mesas coletivas. À nossa frente, já estava disposto um prato de arroz oriental (do tipo grudentinho) e, depois, foram chegando os pratos que a mesa teria de dividir. Havia uma espécie de omelete, legumes feitos de várias formas, frango e frutas. A cara dos gringos estava simplesmente hilária! Todo mundo com o maior nojinho. A minha sorte é que eu havia comido um pouco de manga e o calor estava tão grande que eu não tinha fome.
Viharn Phra Mongkhon Bophit
O passeio terminou na quinta parada, O Viharn Phra Mongkhon Bophit, que pra mim, também foi impressionante. Ele é muito diferente dos lugares que a gente havia visitado antes do almoço, mas eu achei aquilo tudo tão grandioso... aliás, todos os locais na Tailândia que envolvem o governo – seja atual, seja de 1300 -, são muito imponentes! Dentro, fica a maior estátua de Buda de Bronze do país. Originalmente, ela ficava do lado de fora, mas como foi danificada pela invasão, ela foi reformada e transferida para dentro do templo.
Buda de Bronze hoje guardado dentro do templo e fotos de quando ele foi encontrado
Do lado de fora, no entorno, está o Complexo Wat Phra Si Sanphet, que é bem parecido com o primeiro lugar em que estivemos, mas sem as estruturas grandiosas, apenas as ruínas. No Wat Yai Chai Mongkol, há monges morando, mas nesse, os locais são utilizados apenas para cerimônias reais e armazenamento de relíquias. Os chedis - esses lugares pontudinhos - guardam as cinzas dos reis e de pessoas importantes.

De volta à Bangkok, no final do dia – chegamos antes das 16hs -, arrumamos as malas, porque no dia seguinte já partiríamos para o próximo destino – e depois nos arrumamos para ir jantar e dar o nosso famoso rolê pela região. Achamos um restaurante delicioso e tomamos o sorvete de coco. Próximo post, nossa chegada às ilhas!


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