quinta-feira, 21 de junho de 2018

LIVRO - O JARDIM SECRETO


Dia desses li o livro mais bonitinho dos últimos tempos. Um livro com personagens puros, pessoas queridas e, claro, com uma mensagem muito bonita. O Jardim Secreto é um livro infantil, mas acho que todos os adultos também deveriam lê-lo, exatamente por causa das mensagens bonitas e também, porque é uma delicinha!

Mary é uma garotinha de 10 anos que vive com seus pais na Índia. Mas, em verdade, ela é uma criaturinha esquecida por todos, rodeada por empregados que atendem à todas as suas vontades, o que a torna uma menininha intragável, rude, mandona e sem qualquer amigos ou amor no coração. Só que essa vida dura pouco, porque seus pais morrem num surto de cólera e a garota é enviada a Yorkshire, para viver com um tio que, até então, desconhecia. E o pior de tudo é que os relatos remontam a um homem tirano, corcunda e que promete ser muito terrível com a menina.
Em sua nova residência, Mary percebe que a vida não será como era na Índia. Ela não terá a sua disposição empregados o tempo todo fazendo suas vontades e seu mau humor e jeito rude de lidar com todos ao seu redor não irão ajudá-la a se adaptar no novo local. Ela acaba se afeiçoando à Martha, uma das empregadas da casa, ouvindo histórias, conhecendo pessoas simples e se apaixonando pelo espaço livre do local. E tudo se torna ainda mais espetacular quando ela descobre que ali existe um jardim secreto, no qual ninguém poderá entrar.
O Sr. Craven, dono do local e tio da garota, era casado com uma moça muito boa e muito bonita. Ela tinha um jardim particular – o tal jardim secreto -, do qual se orgulhava muito e cuidava com muito carinho. Quando a esposa morreu de parto, o Sr. Craven ficou tão desolado, que fechou o local, escondeu a chave e proibiu qualquer um de adentrá-lo. Essa é a história do jardim.
E Mary, como é uma garotinha teimosa e curiosa, acaba, com a ajuda de um pintarroxo, encontrar a chave do jardim e a entrada do local. E, secretamente, e com a ajuda de seu novo amigo, Dickon, o irmãozinho da Martha, passa a frequentar o local e a cuidar da terra e das plantas. O jardim se torna um refúgio, um motivo para viver e Mary, gradativamente, vai se modificando, tornando-se uma garotinha bonita, meiga, bondosa e muito amada por todos.
E assim as coisas vão indo, até que Mary acaba descobrindo uma criança dentro de casa, Colin, o filho do Sr. Craven. A criança é perturbada demais, é quase uma versão antiga da garota, mas piorada. Todos na residência têm pavor do garoto, porque ele é rude, histérico e vez ou outra, tem ataques e surtos, onde chora e grita como louco. E isso tudo porque colocaram em sua cabeça que ele é doente e inválido e que morrerá logo. Ele não sai da cama, jamais deixa seu quarto, é magro, assustadoramente pálido e não conhece ninguém além dos empregados por ele judiados.
E Mary acaba dando um jeito no garoto! Ela lhe convence de que ele não é doente e de que tudo o que precisa, é tomar ar fresco e brincar como outras crianças normais. E com vistas a alimentar essas ideias em Colin, a garota lhe conta sobre o jardim secreto de sua mãe. Claro que, depois disso, os três passarão o tempo todo dentro do jardim, curtindo a vida como deve ser. As crianças acabam engordando, tornando-se bons amigos e Colin, que supostamente seria inválido, se mostra uma criança absolutamente normal e feliz.
Spoiller alert! E como não deveria deixar de ser, o Sr. Craven, quando volta de uma longa viagem e vê as crianças saudáveis e brincando e seu filho correndo na mais absoluta normalidade, acaba se desfazendo em felicidade. Seu coração amolece e ele começa a enxergar o mundo de outra forma, mostrar-se uma pessoa carinhosa e afável. O livro é lindo demais!

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