domingo, 31 de maio de 2020

LEITURAS DO MÊS - MAIO /2020

Devo dizer que o mês de maio foi um dos melhores até agora. Claro que o fator “quarentena” ajudou bastante e o fator “livros muito interessantes” também. De todas as leituras do mês, não teve um livro sequer que eu não tenha curtido e são todos TÃO variados! 

- O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel - J.R.R. Tolkien (releitura)
- O Senhor dos Anéis - As Duas Torres (releitura)
- Don Casmurro - Machado de Assis (releitura)
- A Batalha das Rainhas - Jean Plaidy
- As Espiãs do Dia D - Ken Follett
- A Terceira Vida de Grange Copeland - Alice Walker
- Cleópatra - Uma Biografia - Stacy Schiff (Kindle)
- Aguapés - Jhumpa Lahiri
Reli dois volumes Do Senhor dos Anéis e foi uma delícia reviver esta que é uma das minhas histórias favoritas. De um livro de fantasia, passei para a Índia pós independência, através de uma família bastante complicada em Aguapés, meu terceiro romance da escritora Jhumpa Lahiri, que nunca decepciona.
Em A Terceira Vida de Grande Copeland, primeiro romance da premiada Alice Walker, voltei para os EUA da época pós escravidão e conheci as agruras de ser negro naquela época. Don Casmurro encerrou o terceiro livro do segundo volume da minha coleção, volume este que, frise-se, conta só com histórias picantes de traição. Em a Batalha das Rainhas, meu 5º volume da saga Plantageneta, conheci duas mulheres dominadoras e com uma vaidade impressionante. 
E mostrando como as leituras foram, de fato, absurdamente diversas, ainda li As Espiãs do Dia D, do meu amado Ken Follett, que me levou à França da Segunda Guerra e me apresentou a bravas mulheres que, juntas, fizeram história! E história também fez Cleópatra, um mulherão da porra, que dobrou dois imperadores romanos, falava 9 línguas, acabou com a fome de seu país e foi grande incentivadora da cultura e da educação, num período em que o mundo estava de cabeça pra baixo.
Ao que tudo indica, junho será mais um mês de quarentena (sério???). Então, mês que vem a gente se encontra pra dar uma olhada nos livros concluídos.  

quinta-feira, 28 de maio de 2020

GASTOS/PROVIDÊNCIAS VIAGEM - 5

Muito bem... com a proximidade da viagem, ou melhor, com ela supostamente em seu curso caso não tivesse saído cancelada, conseguimos minimizar outros prejuízos.

Os hotéis, a passagem São Paulo/Miami/São Paulo e a casa em que ficaríamos em Orlando já estavam resolvidos. Todos eles cobraram uma taxa de cancelamento/reagendamento, sendo que a Latam ainda vai nos dizer qual será o valor a maior que vamos ter que pagar com vistas ao reagendamento.
O problema estava nas passagens aéreas dos trechos que faríamos entre EUA e México e dentro do México. As empresas estavam absolutamente irredutíveis e nos informaram quem teríamos de arcar com a perda total do valor das passagens.
Nesse mês de maio, todavia, e para a nossa felicidade, a American Airlines e a Viva Aerobus (esta depois de muuuuuuuuuuuuuuuuuuuita dificuldade) mudaram suas políticas e nós conseguimos um procedimento parecido com aquele apresentado pela Latam. Sendo assim, nossos dois trechos (Cancum-Miami e Orlando-Cidade do México) foram cancelados e ficamos com um crédito para recompra de uma passagem para o ano que vem, sem pagamento de taxa, mas com o pagamento da diferença no valor da passagem.
E tal qual na Latam, a gente só vai conseguir comprar as passagens em julho/2020, que é quando abrirá data para maio/2021. E é apenas em julho, portanto, que saberemos o valor da diferença na passagem.
Bem, com isso, a real é que a gente teve um mínimo de prejuízo. Ainda não sabemos qual será o rombo orçamentário dos reagendamentos, considerando a alta (altíssima) do dólar, mas dentro da previsão inicial, nos demos muito bem! Quando tiver recomprado as passagens, voltarei aqui para falar sobre valores. Por enquanto, bora passar para a contagem regressiva: faltam 343 dias!

segunda-feira, 25 de maio de 2020

LIVRO - QUEDA DE GIGANTES

Esse livro foi consumido num sebo por apenas R$ 9,00. Há tempos estava de olho nessa coleção e aproveitei a oportunidade. O Autor, Ken Follet escreveu Os Pilares da Terra, que virou mini série estrelada por Eddie Redmayne. Naquele livro, a história se passa na Inglaterra do século XII e nos traz um panorama bem abrangente de como funcionavam as coisas na época, como a vida nos vilarejos, guerras, sucessão de tronos, conflitos religiosos, dentre outros.
A Queda de Gigantes, do mesmo autor, é o primeiro volume da Trilogia O Século e, tal qual Os Pilares da Terra, vai levar o leitor a algum momento histórico. O primeiro volume trata da Primeira Guerra Mundial, o segundo da Segunda Guerra Mundial e, por fim, o terceiro tratará da Guerra Fria. Confesso que não botei fé nesse calhamaço e até fiz plano de leitura pra não abandonar o livro pela metade.
Só que ele se mostrou uma grata surpresa. A escrita do autor é uma delícia e os personagens – apesar de muitos! -, extremamente cativantes. Daí que eu não conseguia parar de ler e devorei as mais de 900 páginas em apenas 1 mês e com outras leituras em andamento!



Muito bem. A primeira parte do livro começa com as apresentações de personagens e as intrigas. Na Inglaterra, temos o núcleo pobre, composto pela família Williams. Billy, o filho caçula trabalha numa mina de carvão e sua irmã Ethel é governanta de uma família abastada. O núcleo rico é formado pela família Fitzherbert, que é exatamente para quem Ethel trabalha. O conde Fitz é o patriarca, casado com Bea, uma princesa russa, e a parte mais divertida fica por conta de sua irmã, Maud Fitzherbert, que é ultra moderna e feminista.
Na parte russa, temos Grigori e Lev Pershkov, dois irmãos pobres que trabalham nas fábricas locais e lutam diariamente pela sobrevivência. Na parte norte americana, o personagem é Gus, funcionário do governo e quem nos fornece o olhar do presidente Wilson para a situação. E por fim, há o lado alemão, mas o personagem principal é Walter von Ulrich, que vive um romance com Maud Fitzherbert.
Esses são os personagens que, de uma forma ou de outra, acabam se entrelaçando e se encontrando ao longo do livro. Mas na segunda parte, temos o início da Primeira Guerra Mundial. E nesse momento é bem interessante porque o autor nos apresenta os fatos que deram ensejo ao conflito. Eu já estava bastante antenada com o caso porque acabei de ler A Primeira Guerra Mundial do Martin Gilbert, mas ainda assim, achei interessante como Ken Follet nos situa naquele diagrama, de forma suscinta, mas bastante rica.
E daí em diante, temos a mudança completa na vida dos personagens, porque a Primeira Guerra modificou por completo o cenário mundial, a vida como era conhecida e ninguém nunca mais foi o mesmo. Vamos nos deparar com a guerra em si e o papel de cada um dos personagens nela, a Revolução Russa e a luta pelo sufrágio feminino, tudo no mesmo livro. É como se cada um dos personagens estivesse numa frente diferente com vistas a mostrar ao leitor como foi aquele período.
Algumas questões, especificamente, são bastante interessantes. Por exemplo, ficamos sabendo que o voto feminino foi aprovado porque o partido trabalhista na Grã Bretanha precisava de votos e as mulheres nas fábricas eram seu maior eleitorado. E vocês sabiam que a Alemanha não só facilitou o retorno de Lênin para a Rússia como financiou sua propaganda massiva? Essas e outras informações são verídicas e o livro as traz implícitas na história, com um mix entre personagens fictícios e verídicos.
“- Antes da guerra, nosso governo gastava cerca de meio milhão de libras por dia com tudo: Exército, tribunais e prisões, educação, benefícios, administração das colônias, tudo. (...) Adivinhe quanto nós gastamos agora.
- O dobro? Um milhão por dia? Parece impossível!
- Você não chegou nem perto. A guerra custa cinco milhões de libras por dia. Isso é dez vezes o custo normal de governar o país.
Ethel ficou chocada.
- De onde vem esse dinheiro?
- É esse o problema. Nós tomamos emprestado.
(...)
- E como vamos conseguir pagar isso?
- Nós nunca conseguiremos pagar. Qualquer governo que tentasse cobrar essa quantidade de impostos necessária para quitar essa dívida causaria uma revolução.
- Mas então, o que vai acontecer?
- Se nós perdermos a guerra, nossos credores, que são quase todos americanos, irão à falência. E se ganharmos, vamos obrigar os alemães a pagar. O termo que eles usam é “reparação”.
- E como eles vão conseguir esse dinheiro?
- Passando fome. Mas ninguém liga para o que acontece com os perdedores. Além do mais, os alemães fizeram a mesma coisa com os franceses em 1871 -  está vendo por que não podemos fazer um acordo de paz com os alemães? Quem iria pagar a conta?
Enfim, recomendo demais esse livro e não vejo a hora de ler o próximo, Inverno do Mundo.

domingo, 17 de maio de 2020

OROFLUIDO - ASIA ZEN CONTROL ELIXIR E MÁSCARA HIDRATANTE - REVIEW

Bem, hoje vou falar sobre dois produtos comprados com vistas a suprir uma nova necessidade. Eu sempre tive cabelos bem curtos – saudades! – mas, em razão da minha viagem que deveria ter acontecido em maio e também em razão da quarentena eterna imposta pelo Coronavirus, eu fiquei um bom tempo sem fazer qualquer tipo de manutenção capilar. E aliado ao verão, que me proporcionou pelo menos alguns dias de piscina antes de tudo começar a virar do avesso, eu fiquei com os cabelos bem mau tratados.
Daí, resolvi adquirir dois produtos de uma marca que gosto bastante: Orofluído. A máscara já havia sido resenhada aqui no blog – post aqui -, mas o óleo foi novidade. Vou falar de cada um em separado e dar minhas impressões.
- Orofluido Asia Zen Control Elixir - Óleo Capilar 50ml – eu costumo usar óleos nos meus cabelos 1 vez por semana e a noite. Eu meio que espalho por tudo e durmo com o produto nos cabelos. No dia seguinte eu lavo, geralmente com um shampoo mais potente para tirar todos os resíduos e eu tenho a impressão que com esse processo, eu devolvo vida aos fios. Eles ficam mais macios e o cabelo mais saudável.


Não sei se esse é o intuito de um óleo capilar, mas é assim que eu costumo usar e sempre funcionou. Paguei R$ 74,83 por 50 ml de produto que vai durar para sempre! De acordo com a marca, ele confere brilho instantâneo aos fios e os protege da umidade sem deixar o cabelo pesado. “Com uma fórmula condicionante, Orofluido Asia Zen Control Elixir tem filtro UV que atua contra os danos causados pelo sol e funciona como uma barreira que evita a umidade e o frizz. O cabelo se mantém alinhado e com toque extremamente sedoso, além de intensamente macio e suave.
Em sua composição, ele conta com óleo de camélia, bambu, arroz e pantenol. Eles sugerem que seja aplicado nas mãos e distribuído uniformemente por todo cabelo antes da secagem ou da prancha ou para usar como finalizador. Ou seja, está absolutamente claro que eu uso o elixir de uma forma diferente daquela que é recomendada, de modo que eu não posso dizer se funciona ou não.


Mas, para a função que eu dou para esse tipo de produto, eu posso compará-lo ao óleo clássico da marca – post aqui – que era minha paixão. Aquele óleo, além de ser muito mais espesso do que esse (tinha consistências de óleo mesmo, enquanto que o Asia Zen é mais uma aguinha), tinha um cheiro MUITO mais gostoso. O cheirinho clássico da marca! E, mais uma vez, dentro da função que eu procuro, ele era 1000 vezes mais eficiente. Quando eu o usava, no dia seguinte parecia que eu tinha feito uma hidratação no salão, coisa que não acontece com o Asia Zen.

- Orofluido Mask – Máscara Hidratante 250ml – bem, como já mencionei aqui no post, eu usei esse produto há um tempo atrás, se eu não me engano, trouxe comigo de viagem na última vez em que estive em NY, em 2014. Ao contrário do óleo, eu não deixo meu cabelo embebido nesse produto por muito tempo, ele funciona comigo como uma espécie de condicionador: deixo agindo enquanto me ensaboo, lavo o rosto e tals e depois enxáguo.
Sei que não é essa a recomendação, mas eu acho que já deu para notar que eu confiro aos produtos a função que me vem na cabeça e não me importo muito se está correto ou não, contanto que funcione!


De acordo com a marca, ele é “recomendado para todos os tipos de cabelos, até mesmo coloridos. Confere suavidade, brilho e leveza, hidrata intensamente e repara em profundidade os fios secos e danificados, além de proteger a cor do desbotamento.” Ele é composto por três tipos de óleos naturais e tem uma fragrância de âmbar com um toque de baunilha.
Realmente, esse cheirinho clássico da marca é de matar! É muito gostoso! Mas eu não sinto que o cabelo fica com esse cheiro depois do enxágue, infelizmente. Com relação à ação do produto, devo dizer que esperava mais. Ele não me auxiliou muito com as pontas que estavam ressecadas por ocasião da falta de corte e excesso de piscina e também não achei que deixou meus cabelos mais macios. Ele tem uma consistência bem grossa e é um pouco difícil até de espalhar pelos fios. Não sei, tinha uma lembrança diferente dessa máscara.
E a parte interessante é que, ao contrário do óleo, eu tenho usado a máscara exatamente de acordo com o recomendado: após o enxágue do shampoo e deixando agir por alguns minutos. Ou seja, o negócio simplesmente não rolou! Paguei R$ 62,40, o que eu não acho que é muito por um produto importado e com 250ml.