terça-feira, 15 de novembro de 2016

UM CONTO POR SEMANA - EDGAR ALLAN POE - O BARRIL DE AMONTILLADO

Eu amo Poe, é um dos meus autores favoritos, daqueles que têm a capacidade de te deixar com o cabelo em pé em um simples conto de pouco mais do que 5 folhas. Como não podia deixar de ser, ele vem inaugurar essa nova série de posts aqui no blog, que faz companhia às resenhas de livros. E como são contos e eles são sempre bem curtos, já aviso que não vou conseguir fazer uma resenha sem spoiller.  No mais, vou tentar ser sucinta.

Esse conto fala sobre vingança, e nos ensina que para que ela surta efeito de fato, devemos ter paciência, planejamento e jamais deixar a pessoa desconfiar que algo está errado. Aqui, o narrador está cansado das injúrias e do nariz empinado de Fortunato, e no anseio de lhe dar uma lição, utiliza-se do próprio ego de seu desafeto. O que ele faz é solicitar que o seu opositor lhe acompanhe a uma cripta onde, supostamente, há um carregamento de vinho Amontillado, com o escopo de analisar a sua autenticidade. E Fortunato vai avançando na cripta, e gabando-se muito de seu conhecimento e de ser o único apto ao trabalho. E não obstante o narrador lhe conceda diversas oportunidades de desistir e voltar, seu orgulho não permite. E ao final, Fortunato acaba "emparedado" na cripta. 

sábado, 12 de novembro de 2016

THE BODY SHOP - MANTEIGA CORPORAL DE KARITÉ - REVIEW

Que post delícia, porque amo os produtos da The Body Shop! Sorte nossa que agora eles são vendidos por aqui, ainda que os preços não sejam tão maravilhosos. A verdade é que nem lá na gringa eles são muito baratos, mas todas as vezes que eu fui para lá, eles estavam fazendo promoções ótimas, do tipo leve 3 e pague 2 e por aí vai. Então, no final, você acaba voltando pra casa com uma sacola maior do que você consegue carregar e com um sorriso lindo no rosto. Ah, adoro!!!

Bem, mas a verdade é que como eu costumo fazer estoque de produtos da marca quando viajo, ainda não comprei nada por aqui. E devo lembrar que um dos meus itens favoritos da TBS é a manteiga corporal, que tem em diversos cheirinhos diferentes e texturas também. A de Argan, por exemplo, é mais grossinha do que a de Moringa. Mas as duas são maravilhosas!!!! Eu já usei várias delas e há algumas resenhas aqui no blog - aqui e aqui. Aqui no Brasil as embalagens de 200ml são vendidas por R$ 68,00 na gringa por $21,00 - deem uma checada nas edições de Natal que estão uma graça!

Pois bem, quando estava no Duty Free de Guarulhos, já voltando de Buenos Aires, e como mostrei nesse post aqui, me deparei com esse pote giga de 400ml de Manteiga de Karité, uma das minhas fragrâncias favoritas, por apenas R$ 60,00! O preço em dólar era de $21,00, o mesmo de uma embalagem tamanho normal da marca e mais barato do que é comercializado aqui. Acreditam??? Nem eu estava acreditando. Claro que trouxe comigo. E esse em particular, tem uma textura mais parecida com a de Argan, mais grossinha e eu acho que por isso, ela acaba rendendo mais. 

O cheirinho é muito delícia e não incomoda pela manhã ou atrapalha se você quiser usar um perfume. Segundo a marca, o produto é excelente para peles secas, tem alto poder de hidratação e pode durar até 24 horas. Eu não acho que ele seja melequento e gosto muito da sensação que ele deixa na pele. Não deixem de experimentar essas manteigas corporais da The Body Shop que, apesar do preço, rendem muito e são ótimas. E se você for viajar, dê uma checada no stand da marca no Duty Free, porque sempre rolam boas promoções. 

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

LIVRO - OLIVER TWIST

Que livro, minha gente!!! Mas antes de começar falando dele e da história, propriamente dita, eu quero situá-los sobre a época em que foi escrito e falar um pouco do grande Charles Dickens (1812-1870). Na época em que o escritor nasceu, a Inglaterra não passava por um bom período e o país estava mergulhado em pobreza e fome. E através de seu grande talento de escrita, sua fama e posição na sociedade, o escritor utilizava-se de sua condição para não só retratar esse cenário como fazer altas criticas. Por isso, Oliver Twist, que foi o único romance que li do Charles Dickens, é bem caricato e tem passagens bem terríveis, porque o objetivo era chamar atenção para os problemas da sociedade e impressionar o leitor - pelo menos com relação a mim, ele conseguiu!
a capa já é tão triste!!!
Oliver Twist tinha seus capítulos publicados em folhetins semanais e retrata a história de um garotinho órfão, que dá nome ao livro, e as suas desventuras para apenas sobreviver. Durante todo o livro, ele sofre e sofre e sofre e você acha que não há mais lugar no mundo para tantas injustiças e maldades. O coitadinho parece se deparar apenas com gente da pior espécie e a cada dia se afundar mais. O livro retrata uma Londres suja em todos os sentidos, com poucos honestos e benfeitores, mas em sua maioria vagabundos, bandidos, oportunistas, pessoas muito cruéis e desumanas. 

E há passagens do livro que são extremamente chocantes, mas ao mesmo tempos extremamente bem escritas e eu tomei a liberdade de trazê-las para esse post. Acho que nunca vi alguém descrever tão bem e de forma tão delicada a pobreza. Lembrando que o livro é muito bem escrito, mas ao mesmo tempo tem uma linguagem fácil e flui bem porque há muitos capítulos.

"Era uma dessas noites sombrias, em que a gente que tem de seu vai colocar-se à roda de um bom fogo e dá graças Deus não estar fora;  em  que  os desgraçados sem abrigo e sem pão adormecem para nunca mais acordar; em que mais de um pária das nossas cidades, magros de fome, fecham os olhos na calçada da rua para só os abrir em um mundo que não lhes pode ser  pior,  quaisquer que sejam os crimes que cometeram  neste."

"quando vinham as longas e tristes horas da noite, punha as mãozinhas diante dos olhos para não ver a escuridão. "

"achou logo seu lugar; filho da paróquia, órfão do asilo de mendigos, vítima da fome, destinado aos maus-tratos, ao desprezo de todos, à piedade  de ninguém".

E quero dizer que não pretendo ver o filme porque acho que o livro já me trouxe tristeza e sofrimentos demais por uma vida inteira!!1

terça-feira, 8 de novembro de 2016

SÉRIE LAND GIRLS

Eu gosto muito de filmes, livros, séries, enfim... histórias antigas, principalmente quando ambientadas na primeira metade do século XX. Leio muito sobre o assunto, especialmente sobre a Segunda Guerra Mundial. Mas, nunca tinha ouvido falar das Land Girls, que eram garotas em idade militar que eram recrutadas pelas fazendas no interior da Inglaterra para trabalhar na terra. Enquanto os homens iam efetivamente para a frente de batalha, essas mulheres trabalhavam na lavoura, cuidavam dos animais, ajudavam com o racionamento de comida, enfim, faziam a coisa toda funcionar para que o país não morresse de fome. 

E essa série da BBC retrata exatamente isso, com uma pitada de romance, de drama, intrigas, etc. Ela mostra direitinho como era a vida dessas pessoas, muitas delas com os próprios maridos na guerra, sem nada a perder, porque tiveram suas casas destruídas. E mostra também um pouco sobre como até mesmo a vida dos mais abastados foi afetada, uma vez que tiveram que ceder espaço de suas terras e até de suas próprias casas para os soldados. A série é de 2009 e foi exibida para comemorar os 70 anos do final da Segunda Guerra.
foto de land girls da vida real
A parte boa dessa série disponível no Netflix - em 3 temporadas de apenas 5 episódios cada - é que ela é super gostosinha, a gente se apega aos personagens, torce para alguns deles e eu amo saber mais sobre essa parte da história e ver as roupas. O ponto negativo é que eu acho que todos os assuntos ali abordados, tanto a parte da própria guerra e de como as pessoas ali viviam como até mesmo as próprias relações entre as personagens são muito rasas. Acho que tudo poderia ser melhor abordado e explorado. Por exemplo, se um casal briga em determinado episódio, logo depois eles retornam juntos, como se nada houvesse acontecido e você simplesmente deve imaginar que rolou um perdão e está tudo certo, rs!!! No mais, a série é ótima. Assistam!

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

AGATHA CHRISTIE – LIVRO – O DETETIVE PARKER PYNE

É o seguinte, por influência absoluta da minha mãe, eu sempre fui muito fã da musa dos romances policiais do século XX, nossa amada Agatha Christie. Já li incontáveis livros escritos por ela e a grande maioria é bem legal, sendo curtinhos, facinhos de ler e impossíveis de serem desvendados antes do grande final!

E como eu gosto muito e como sou uma grande viciada em livros, eu tenho um projeto: ler todos os livros dela até os 40 anos. Hahah, a louca!!! Mas é essa a idéia e é isso o que eu pretendo. Como já faz muito tempo que li alguns de seus livros, pretendo relê-los, aproveitando que há uma porção lá em casa. E o que eu vou fazer em todos os posts dela é colocar o resumo trazido na contracapa e, depois, colocar minhas considerações, ok?

Pois bem, o primeiro será O Detetive Parker Pyne, que é uma releitura desse modelito vintage da minha mãe, porque a edição amarelada é de 1987. O original é de 1934. Vamos ao resumo da contracapa: “Especialista em estatística, dono de uma mente muito viva e um grande conhecedor da natureza humana, Parker Pyne utiliza estas qualidades para ser uma espécie de vendedor de felicidade. Mas o bondoso e aparentemente inofensivo detetive não se limita a solucionar os problemas de mulheres ciumentas, maridos fracassados ou militares da reserva: também cabe a ele enfrentar ladrões, seqüestradores e assassinos. Para eles, Pyne prepara as armadilhas mais engenhosas, demonstrando que uma mentira oportuna pode ajudar a descobrir a verdade. Estas doze histórias variadas e divertidas sobre o curioso personagem mostram o inigualável senso de humor que tornou Agatha Christie famosa em todo o mundo.”

Pois bem, nesse livrinho de quase 200 páginas você não vai encontrar a famosa Miss Marple ou o famoso Hercule Poirot, mas o simpático Parker Pyne. E não se trata de uma história completa, mas de um compilado de contos envolvendo esse detetive que embarca em casos muito perigosos ou simplesmente em situações mais corriqueiras, com vistas a recobrar a felicidade das pessoas. Não é o meu favorito da Agatha (íntimas!), mas é uma leitura gostosa que me acompanhou na volta da viagem à Buenos Aires!