terça-feira, 11 de outubro de 2016

BUENOS AIRES - DIA 01 - VIAGEM + PALÁCIO BAROLO

Bem, meu primeiro dia foi curto porque cheguei na cidade às 14 horas. Até que a parte da imigração e das malas foi rápida porque eu dei uma de louca no aeroporto e meio que corri para chegar na frente de todo mundo e não pegar filas. Eu costumo fazer isso com frequência e apesar de ser meio xingada e das pessoas me olharem feio, sempre compensa! Do próprio aeroporto, peguei um ônibus leito da empresa Tienda Leon por $200,00. (Todos os valores estão em pesos argentinos, lembrando que 100 pesos dá, mais ou menos 35,00 reais).
à esquerda, aeroporto de Sampa, com cara de pamonha porque tenho vergonha. À direita, animação pura dentro do hotel. Alpargata Perky, calça My Basics, Camisa Old Navy e Casaco Keneth Cole
O ônibus demora, aproximadamente, 40 minutos até a garagem, que fica em Puerto Madero. De lá, pelo valor que eu paguei, já estava inclusa uma van que me levaria até a porta do hotel. Achei o serviço bem maravilhoso, barato perto de taxi ou vans contratadas e, tirando o trânsito caótico da cidade, deu tudo super certo. Por volta das 16 horas eu estava fazendo check in no meu hotel - Gran Hotel Argentino, bem próximo ao Obelisco, ao centro e a estações do metrô.
região em torno do hotel. Obelisco 
Mas os elogios ao hotel param por aí porque eu achei o recepcionista bem debochado e pouco interessados em fazer o seu trabalho e achei meu quarto sujo. Vou contar uma coisa nojenta: tinha na saboneteira do box um sabonete usado com vocês imaginam o que dentro. Eu quase cai dura no chão quando vi aquilo. Fui até a recepção, dei piti é uma moça veio dar uma geral. O pior é que você fica pensando o que mais deve ter que você não está enxergando. Peguei nojinho e só não mudei de hotel porque já tinha pago e porque não ia passar por esse perrengue.
mais um pouco da região da Av. Nove de Julho
Bem, prosseguindo, eu tinha visita agendada ao Palácio Barolo as 17 horas, que é bem próximo do hotel em que eu estava. Então, lá fui eu! O palácio é a coisa mais linda e esse post basicamente só vai ter foto dele porque no primeiro dia deu preguiça de fazer muita coisa. Ele foi projetado e construído por dois italianos no começo do século que eram absolutamente apaixonados por Dante e a sua Divina Comédia. Para quem nunca leu e nem sabe da história, o lugar já é lindo. Mas saber um pouquinho mais é sempre muito legal.
fachada do edifício
Eu sei que o palácio inteiro foi projetado com base em inferno, purgatório e céu e cada um dos ambientes é retratado dessa forma, com adornos que remetem a situação, milhões de mensagens subliminares o tempo todo, detalhes e muitos mistérios. Eles também eram maçons, então o palácio tem diversas referências à Maçonaria. Eu não vou ter condições de lembrar de tudo o que a guia falou, porque é muita coisa incrível. O que eu posso dizer é que o local foi projetado dessa forma e para funcionar como uma espécie de templo ao Dante e também como prédio de escritório, que é o que acontece lá hoje, com salas com profissionais das mais diversas áreas. E sei também que o Sr. Barolo não viveu para ver o prédio pronto. Ele morreu de causas suspeitas e bem subitamente.
fotos do hall de entrada. Qualquer um pode passar por essa parte, que é a mais bonita do prédio e é o inferno
Agora, vamos dar um pouco de risada: eu só cheguei até o purgatório, não conheci o céu. E o motivo é bem simples: para chegar ao topo, ao mirante, você tem que subir uma escadaria sem fim e SUPER estreita e lá em cima, pelo que a guia falou, fica todo mundo numa sala mega apertada. Ela não recomendou para quem tem claustrofobia ou vertigem. Como a primeira situação é o meu caso e como a própria escada já me causou um mini pânico, eu fiquei no purgatório. Mas essa não é a parte engraçada. A parte engraçada é que eu pensei: se eu já vi tudo e o tour termina lá em cima, por que diabos ficar aqui esperando a guia e a galera voltar? Vou embora.
hall do elevador
Só que eu simplesmente resolvi isso quando estavam todos lá em cima e eu não avisei a guia, que deve estar me procurando até agora. Eu simplesmente fugi e levei comigo até o crachá do lugar que os turistas do tour ganham para não se perderem do grupo. Que vergonha de mim, rs!!! Quando dei por mim já estava na rua e eu comecei a andar rápido, tipo louca, achando que viria alguém atrás de mim... Sério, tem coisas que só eu consigo fazer.
empanadas deliciosas num restaurante baratex no centro
Na fuga, já eram mais de 18:30hs e eu estava varada de fome porque havia almoçado um maravilhoso sanduíche de presunto e queijo oferecido pela Gol - beijos, Gol! -  e só. Passei o dia todo sem comer nem beber nada. Segui andando na Avenida Nove de Julho, meio sem rumo, só procurando onde comer e notei que as coisas por aqui estão um bocado caras. (não reparem que eu estou falando no presente, é que quando escrevi esse post, para não perder nenhum detalhe, estava no quarto do hotel, no final do primeiro dia).

Acabei caindo num lugar até que bonitinho, no centro, onde havia uma promoção ótima de 2 empanadas + refri de garrafa por 65,00 (mais ou menos R$ 18,00). Tava bem gostoso, mas a verdade é que empanada é um negócio meio maçudo e eu fiquei conversando com o jantar durante um tempo. Terminei o dia num supermercado, para adquirir água e sabonete, porque estava com nojinho de tudo o que havia sido fornecido pelo hotel, rs.

Próxima parada, Palermo!

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

SPECTRABAN BASEPROTETOR - REVIEW

Mês passado eu dei uma passadinha padrão na farmácia perto do escritório para comprar produtos triviais e eis que me deparei com uma prateleira com produtos em promoção. Fiquei sabendo que eram produtos próximos ao vencimento com, no máximo, 2 meses até expirar o prazo de validade. E alguns desses produtos eram do tipo que eu uso muito no meu dia a dia e alguns deles, inclusive, estavam acabando. Daí, aliado aos preços que estavam bem convidativos, trouxe comigo os produtos da foto abaixo:

Dentre eles, o do post de hoje, que é um protetor solar-base, dessa marca Spectraban que é bem conhecida, mas nunca havia experimentado. Ele vai na mesma vibe de outros produtos no mesmo estilo que uso muito e adoro, como o da La Roche Posay e o da Vichy, ambos com resenha aqui no blog. Se for comparar o Spectraban a esses dois produtos, devo começar pelo preço que, mesmo fora dessa promo ótima que eu peguei, custa R$ 69,00, contra R$ 75-80,00 dos irmãos. Outra diferença significativa que eu senti foi com relação à textura, porque o Spectraban é BEM mais fluido. 

E eu acho que essa questão da textura influencia também na cobertura. Porque os outros dois protetores com cor dão uma cobertura muito boa para a minha pele. Aos finais de semana ou mesmo em viagens, eu costumo só levar o protetor e deixar base ou BB Cream em casa. Isso já não daria para fazer com o Spectraban. Terceira característica bem diferente que eu notei é que este último deixa a pele mais brilhosinha, ele não é tão matte como os outros dois. 

A embalagem contém 60g de produto, tem FPS 30, ação hidratante, é hipoalergênico e não é testado em animais. Tenho usado no dia a dia, a tarde, por cima da base/BB Cream que já derreteram um pouco a essa altura. Tenho gostado do resultado, mas não sei se compraria novamente, por todas as questões que coloquei nesse post. Ah, minha cor é o bege médio. 

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

LIVRO - A LETRA ESCARLATE

Hum, grande clássico da literatura, considerado um dos livros mais bem escritos até hoje. Eu comprei essa versão pequena, mas ela contém texto completo, um compilado sobre quem foi o autor, Nathaniel Hawthorne e, no final, um resumo da história em linguagem mais acessível. Para ser honesta, eu achei que eu fosse encontrar um livro interessante, porém enfadonho, pesado, como a grande e eterna pedra no meu sapato: A Montanha Mágica de Thomas Mann. Mas na verdade, eu tive uma grata surpresa, a leitura é bastante gostosinha.

Antes de mais nada, quero situá-los do seguinte: o autor viveu na primeira metade do século XIX e a história do livro se passa no século anterior, na cidade de Salem, colonizada por britânicos puritanos e cheios de dogmas arcaicos. Nathaniel é neto (bisneto?) de um dos juízes que condenou as bruxas em seu período e, ao contrário de seu antepassado, acredita na redenção, acredita que os pecados possam ser esquecidos e que as pessoas possam ser perdoadas. Por isso a personagem principal do livro, a pecadora, é vista com um certo carinho e o autor considera as circunstâncias em que ela vive e as pessoas ao seu redor antes de colocá-la sob julgamento. 

Pois bem. Hester Prynne é uma moça casada, mas há anos não tem contato nem notícias de seu marido. Ela sequer sabe se ele está vivo ou morto. Só que ela vive em Salem, cidade super puritana, e um belo dia ela simplesmente aparece grávida. Tal situação é o suficiente para que ela seja condenada por adultério e a pena: o desprezo da população e a letra A em escarlate bordada em seu peito. Esse é o símbolo de seu erro, de seu pecado e a prova de que ele nunca será esquecido. Só que a criança cresce, seu marido aparece, bem como o amante e esses personagens vão se relacionando ao longo do livro. 

A história é bem interessante e serve pra gente ter uma idéia de como funcionavam as coisas naquela época. E o mais legal é ver como o próprio autor, que nasceu no século seguinte, achava essa situação toda bastante absurda e arcaica. Mas, o que mais me encantou no livro, escrito por um homem, lembrando, é que a personagem principal, Hester Prynn, é muito forte e ela não se abala com a pena que lhe foi imposta, com o suposto exílio da sociedade e com os olhares alheios, ela apenas vive a sua vida e cuida de sua filha. Já o amante é um serzinho absolutamente fraco e apesar de a população sequer ter noção de que é ele o culpado de tudo, a culpa que o acomete o deixa louco e doente e ele simplesmente não consegue levar a situação adiante. Eu realmente achei essa a parte mais curiosa e interessante do livro. 

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

ILUMINADORES CATHARINE HILL - MOGNO E COBRE - REVIEW

Eu adoro fazer post de maquiagem. Tá certo que eu não tenho comprado muita coisa esse ano, acho que estou meio desencantada com esse mundo, ou simplesmente caiu a ficha que tenho coisas demais e que nada soa como novidade pra mim. No entanto, há uns 15 dias atrás, eu fui à Ludovicus aqui em São Paulo comprar cilios postiços para o casamento do meu irmão - que btw é daqui a 3 dias!!! Essa loja é maravilhosa porque tem muita opção de cílios, mas também alguns apetrecho e maquiagens de marcas mais desconhecidas. 

Daí que, como eu sou uma pessoa absolutamente descontrolada e que simplesmente não tem a menor capacidade de sair de uma loja dessas sem algo de "uso imediato", acabei consumindo dois pigmentos da marca Catharine Hill, que há tempos estava louca para experimentar. Para quem nunca ouviu falar, trata-se de uma marca de maquiagem profissional, que possui desde produtos comuns, para o dia a dia, mas de alta duração - alguns eles são super a prova d´água -, como itens de maquiagem mais artística mesmo. E para quem quiser conhecer um pouquinho mais sobre a marca ou dar uma olhadinha nos produtos, aqui está o site que, para a felicidade geral, conta com loja virtual!

Pois bem, como vocês podem ver pelas embalagens dos pigmentos, cada um deles custou R$ 29,90, o que não é exatamente barato, mas eu realmente fiquei impressionada com a qualidade e variedade de cores. E o mais curioso: no site da própria marca esses pigmentos estão mais caros!!!

Os potinhos têm aquele formato padrão dos pigs, com uma pegada nada prática, principalmente no caso do Mogno, que nem veio aquela parte dos furinhos para controlar a saída do produto. A validade é entre 2018/2019, o que é mais do que maravilhoso e eu estou apenas amando!
Catherine Hill, Sephora e Toque de Natureza
Com relação ao Cobre, como vocês podem ver pela foto acima, eu realmente não tinha nada parecido. Ele é um item absolutamente novo no meu armário. E como ele tem uma textura bem levinha, ele fica mega discreto na pálpebra e pode ser utilizado tranquilamente no dia a dia. Eu tirei essa foto antes mesmo de passar rímel ou terminar a make, apenas para mostrar como ele fica mega usável. Infelizmanete não consegui captar super os brilhos desse pigmento, que são um escândalo de lindos. 
Wet´n´Wild, MAC e Catherine Hill
Já o pigmento Mogno, eu levei pra casa porque sou curiosa. Uma das minhas sombras favoritas da vida é o pigmento Blue Brown da MAC, que é cor meio mosca varejeira, furta cor, mas com uma pegada mais amarronzada. É apenas maravilhoso e as nuances vão se revelando conforme você se mexe. E eu tenho uma sombra muito parecida, só que prensada, nessa palette da Wet´n´Wild, a última do lado direito. Não contente, com medo do fim do mundo e para fazer comparações, eu acabei consumindo a Mogno, que é praticamente igual. 

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

VIAGEM - BUENOS AIRES - PLANEJAMENTO

O primeiro post da viagem não vai trazer o diário do primeiro dia! Mas vai trazer um bocado de informações bastante úteis para quem está pretendendo seguir viagem a algum lugar, principalmente, Buenos Aires. Vou contar um pouquinho a vocês como foi o meu planejamento e o preparo para a trip, que é sempre uma parte fundamental, principalmente se você irá viajar sozinho. Antes de mais nada, esse post não é patrocinado – quem dera! - e eu não ganho nada com as indicações de sites, hotéis e afins, ok? Vamos lá.

Para começo de conversa, e conforme eu contei por alto em outro post, a verdade é que não rolou um planejamento, eu simplesmente consumi uma passagem aérea num ato absolutamente impulsivo e inconsequente, rs!!! Estou sempre checando promoções no site http://www.passagensimperdiveis.com.br/ - que é ótimo e vale a pena acompanhar -, e numa dessas visitas acabei comprando uma passagem a Buenos Aires, que estava num preço OK. 

Sim, minha gente, vou colocar preços por aqui, para aqueles que ficam ansiosos com informações vazias, rs! A passagem saiu R$ 1.035,95 com as taxas incluídas, esses vilões dos preços!! Eu viajei pela Gol, que provavelmente é a pior companhia aérea do mundo, mas como a viagem é curta, eu não ligo.

Com a passagem comprada e os dias escolhidos, o próximo passo foi pensar no hotel. Como eu já havia estado em Buenos Aires anos atrás, eu conheço a cidade e sei quais regiões são bacanas para ficar hospedada. Caso você não esteja familiarizado com a cidade, as dicas que eu costumo dar são: procure um hotel próximo a um metrô, para facilitar o transporte, e faça uma pesquisa sobre fama daquele bairro, se é seguro, se há pontos turísticos próximos, etc. 

Eu fiquei hospedada no Grand Hotel Argentino, um hotel antiguinho, reformado, que fica próximo ao Obelisco, ponto bem central da cidade e próximo a diversos locais e com facilidade de transporte. O preço foi de R$ 526,33 por 5 noites, o que é bem OK. Ah, eu pesquisei hotéis pelo https://www.tripadvisor.com.br/, que é ótimo para buscas do melhor preço.

Passagem comprada, hotel escolhido, tudo certo e tudo pago. Agora, o mais temido dos viajantes solitários: o din din para levar. Com relação a essa situação, você tem que pensar em que tipo de viajante você é. Se você curte uma gastronomia da boa, se você curte um super consumo, se você curte a night... porque esse perfil irá definir o tanto que você irá gastar. Eu, por exemplo, sobrevivo tranquilamente por uns 10 dias a base de sanduba comprado em barraquinhas de rua. Eu realmente não me importo com gastos com comida boa e restaurantes caros numa viagem. 

Claro que vez ou outra eu preciso de algo com mais substância, mas não é o ponto alto de gastos nas minhas viagens. Da mesma forma, sou uma pessoa diurna e não noturna. Só que eu curto fazer visitas guiadas, conhecer museus e eu curto umas comprinhas, principalmente se no lugar, como Buenos Aires, rolarem feirinhas de antiguidade – eu piro!!!

Daí, o que você tem que fazer??? Entrar em blogs, sites, consultar colegas que estiveram na cidade há pouco tempo... e descobrir quanto custa cada um desses passeios que você quer fazer. Sério, você tem que colocar tudo na ponta do lápis porque essa vai ser a base do cálculo da quantidade de din din que você vai levar. É legal ver também se há entradas que podem ser compradas por aqui, como o Teatro Colón, o que poupa o din din a ser levado à viagem. 

Feito isso, o próximo passo é fazer um cálculo, por alto, do valor a ser gasto com transporte. Como em Buenos Aires um passe de metrô custa o equivalente a R$ 1,00 (que delícia!) eu nem me preocupei muito com isso. Mas, na Alemanha, por exemplo, um passe custa, em média, 3,00 Euros, equivalente a quase R$ 12,00! Daí o orçamento pesa se você não fizer um cálculo incluindo esses gastos.

Pois bem: passeios (ok), transporte (ok), próximo passo: refeição. Eu selecionei, por aqui mesmo, alguns lugares onde gostaria de comer e para esses lugares, eu fiz uma previsãozinha de gastos. Com relação aos demais, eu fiz uma pesquisa bem meia boca pela internet, sites de confiança, gente como a gente, etc e com base nisso eu calculei mais ou menos o quanto ia precisar. Acho que, no final das contas, você realmente só tem uma base de quanto vai gastar quando chega no local e se depara com restaurantes e afins. Mas, claro que como você precisa fazer um planejamento, não custa consultar os coleguinhas que estiveram por lá há pouco tempo. E esses três quesitos reunidos (comida, transporte e passeios), serão a base do seu planejamento financeiro.

Como eu não gosto de viajar com din din contado e curto fazer comprinhas, separei um din din a mais. Veja que eu não sou daquelas pessoas que compram loucamente, fazem dívidas e trazem coisas muito caras, etc. Eu sou uma pessoa mais contida, que se apega basicamente a achadinhos locais e lembrancinhas e acaba trazendo algo mais interessante só quando compensa mesmo. Mas ainda assim, eu compro, Vocês sabem disso e no meu orçamento, pelo menos, essas possibilidades deverão ser computadas. Em resumo, e de acordo com os meus cálculos, eu estimei algo em torno de 450,00 pesos/dia, que é um cálculo bastante elevado e acima do quanto recomendado pelos sites de viagens. Isso dá 2.700,00 pesos, ao todo ou, R$ 756,00.

E, por fim, quero dizer que eu optei por levar o din din em pesos e em papel moeda. Da primeira vez que fui, levei dólar, peso, real, papel moeda, cartão, VTM... e no final das contas, eu já nem sabia mais quanto estava gastando. Uma loucura! O fato é que eles aceitam basicamente qualquer coisa por lá, a história é se a cotação que será utilizada irá ou não te beneficiar. E pela minha experiência, levar uma moeda só facilita muito a vida. 

Lembrando que transporte público, feirinhas e comidinhas de rua não vão aceitar outra coisa que não peso em espécie. E se você, assim como eu, é do tipo que quer fugir do circuito turístico, alguns lugares menos visitáveis pelos estrangeiros também não aceitarão algo diferente. Fique esperto! Ah, e também quero dizer que, como sou uma pessoa que gosta de se sentir segura, além do din din acima mencionado, levei também cartão de crédito e R$ 150,00, para emergências.

E foi assim que eu me “organizei”! Acho que esse tipo de post ajuda muito porque a gente sempre fica em dúvida sobre valores e quando lemos posts em blogs de viagem, eles nunca nos dizem os valores propriamente ditos que foram gastos. Agora, e para completar esse post, que foi apenas uma introdução, eu aconselho a acompanharem os posts de diário de viagem que virão a seguir, porque neles vocês terão oportunidade de verificar que tipo de viagem eu fiz, onde eu gastei o din din que levei, etc. Vou fazer um pouco diferente das outras viagens, porque pretendo contar onde fiz cada uma das refeições, quanto gastei, se comprei coisas ou não, etc. Vai ser bem completinho e repleto de fotos. Não percam!!! 

sábado, 1 de outubro de 2016

LIVRO - O PEQUENO PRÍNCIPE

Eu ganhei esse livro quando era criança, numa outra edição que não sei onde foi parar. Eu li. Só que não é, em hipótese alguma, um livro de criança. É um livro muito sério, para se ler numa tacada só, fazer anotações e pensar muito, refletir um bocado sobre si mesmo, sobre a humanidade. Antoine de Sanit Exupery era um gênio, na minha opinião, e em poucas páginas e desenhos lindos de aquarela, conseguiu fazer um bocado de gente parar para pensar e entrar em contato com o seu lado criança, seu lado puro, aquele que enxerga a simplicidade das coisas. Porque, no final das contas, é apenas isso o que realmente importa.

O livro é inteirinho escrito através de metáforas maravilhosas, e tem um pouco de fábula, uma vez que grande parte dos personagens são animais falantes, que sempre têm algo importante a ser dito, sob o seu ponto de vista. Afinal, cada um, não importa a cor, raça, credo, nacionalidade, gênero (...) tem a sua opinião e ela deverá ser respeitada, acima de tudo. Ele diz que os adultos sempre têm necessidades de explicações detalhadas e com isso se perde a pureza da coisa, os adultos julgam as pessoas pela aparência e não por sua essência... 

Enfim, muitos são os ensinamentos trazidos através dum livrinho fininho, fácil de ler e que te leva a uma realidade tão palpável e te faze refletir, pensar... E apesar de ter sido escrito no período da Segunda Guerra, e trazer referências sobre os horrores em seu texto, ele é tão atual, tão atemporal... Uma coisa realmente incrível. Todo mundo deveria lê-lo!