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terça-feira, 29 de novembro de 2016

BUENOS AIRES - DIA 05 - SAN TELMO

O último dia foi mais tranquilo do que os demais porque eu possuía apenas um objetivo de passeio, não havia nenhum visita guiada nem nada que me comprometesse com o tempo. Por isso, saí do hotel as 10hs e segui em direção a Plaza de Mayo, onde começa a Calle Defensa. O objetivo era chegar até a feirinha de San Telmo. Só que as barraquinha começam já no início da Calle Defensa e as 10hs, elas já estão praticamente montadas. Recomendo chegar nesse horário porque depois lota num grau, que eu quase gritei para saírem da minha frente. 
suéter lindo comprado em Palermo, calça Fórum e bota Timberland. Café da manhã, mote con Huesillos e um alfajorzinho porque eu mereço!
empanadas maravilhosas!!!
Dai que devo esclarecer uma coisa, eu não fazia ideia do tamanho dessa feira e não sabia o que esperar. Eu achava que ia me sobrar muito tempo livre e que teria de arranjar alguma coisa para fazer a tarde. Acontece, minha gente, que são 12 quarteirões inteiros de barraquinha e não é só. As ruas perpendiculares também tem barraquinhas e há galerias e lojinhas no meio do caminho que você também vai querer entrar. Isso significa que eu cheguei no lugar as 10hs e sai às 15:30hs!!!! E foi um dos momentos que eu agradeci por viajar sozinha, porque o lugar é a perdição para as mulheres e um tormento para maridos e filhos!
essa é a Calle defensa logo cedo. 
A maioria das barracas, principalmente as que ficam mais distantes da Praça Dorego, que é o nosso destino final, já chego lá, é de artesanato local. Lá você encontra prataria, material trabalhado no bronze, coisas de lã, brinquedinhos, bolsas... Muita variedade. Mas o que eu achei é que os artigos não são tão maravilhosos e selecionados quanto na feira da Recoleta, que mostrei no último post, e tem muita bugiganga tipo 25 de Março. Dá para garimpar coisas lindas e boas, mas a abundância não é tanta. 
igrejinha e casa Mínima
No meio do caminho há comidinhas, como empanadas, sucos e até linguiças, então, garanto que não dá para morrer de fome! Há também algumas igrejas muito bonitas, que rendem fotos e também um tiquinho de descanso merecido. Tem a San Francisco, Santo Domingo e a própria San Pedro Telmo. Recomendo porque é cultura, enriquece, traz conhecimento e enobrece a alma, rs!!! 

No meio do caminho você também vai se deparar com a casa mínima, que é a casa mais estreita de Buenos Aires. Ela tem 2,5m de largura e 13 de profundidade e não se sabe muito sobre ela, a não ser que era parte de uma construção maior. No meio do caminho, há também esse banco gracinha com a turma da Mafalda. Prepare-se para perder alguns longos minutos na fila, mas a foto clichê vale a pena!
galeria
mais um pouco
Continuando pela Calle Defensa, como eu disse, há várias lojinhas e galerias pelo caminho e... O Mercado Municipal, que não vende comida. Quer dizer, até tem umas barraquinhas de fruta, açougues e alguns restaurantes - até almocei em um deles e comi duas empanadas ótimas por 50,00 (preços do post estão em pesos) -, mas o forte de lá são as lojas de antiguidades. 

E tem de tudo, bolsas, acessórios, louças, roupas, todo tipo de quinquilharia. Dá para fazer um bom garimpo, mas eu achei que a maioria das coisas estava em estado meio ruim, não tinha tanto valor e mesmo assim, os preços cobrados não eram condizentes. Me apaixonei por um brinco anos 80 de madrepérola, que estava até com uma pontinha quebrada. Mas queriam me cobrar quase R$ 200 por ele - achei que não valia.
mercado
Por fim, o final da rua vai dar na Plaza Dorrego ou na popularmente conhecida Feirinha de San Telmo. Lá sim você só vai encontrar coisas vintage. É como se fosse a Praça Benedito Calixto em São Paulo, só que maior. Eu estava atrás de um bracelete para usar no casamento do meu irmão e consegui um perfeito por uma pechincha (100,00). Só que há muitos vendedores sem noção, querendo cobrar caro por artigos de plástico ou sem valor, e há também artigos de material mais sofisticado. Havia muitos acessórios de marfim, âmbar e jade, por exemplo, que são mais caros, naturalmente. 
outra galeria
Digo que se eu tivesse ido na feirinha logo que cheguei na cidade, acho que não teria sobrado din din pros outros dias, rs!!! Voltei pela mesma rua em direção ao ponto de partida, a Plaza de Mayo e por lá, me deparei com uma espécie de festa chilena. Fiquei sabendo que a cada ano, nessa data, Buenos Aires elege um país e faz uma espécie de homenagem. Ano passado foi a Ucrânia e esse ano foi o Chile. Havia muitas barraquinhas com comida, um palco com show e... Claro que tomei meu amado Mote com Huesillos que, se pudesse, tomava todo dia (25,00).
Mafaldita!!!
E foi isso tudo. Fiz umas últimas comprinhas, como algumas guloseimas para levar pra casa e foi só. Devo dizer que dessa vez, eu fiz uma viagem maravilhosa a Buenos Aires, porque fiquei o tempo necessário, porque foi bem planejada e porque eu usufrui de todos os locais que a cidade oferece. Fiz tudo a pé, pouco andei de metrô, não andei nenhuma vez de taxi e aproveitei meus dias na rua até meus pés pedirem arrego. Senti dor no joelho, nas costas, fiquei com uma bolha horrível nos pés, me deu dor de cabeça, fiquei enjoada, todas as coisas que acontece com um viajante e que a gente esquece, porque só se lembra das coisas boas. Mas nada disso me impediu de fazer tudo o que me havia proposto e até mais. 
festa chilena
Foi uma viagem deliciosa. A minha Buenos Aires que foge um pouco do climão turístico e explora cada cantinho. Foi muito bom e foram dias ótimos para descansar, aproveitar, guardar momentos, histórias e também, porque não, fazer algumas comprinhas. Não vou fazer post do sexto dia porque eu apenas dei uma voltinha no entorno do hotel, peguei o metrô até a empresa de ônibus Tienda Leon e fui para o aeroporto.
look aeroporto: calça de brechó, bota Timberland, camisa de loja chilena e suéter de feira de Malhas. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

BUENOS AIRES - DIA 04 - CASA ROSADA + RECOLETA + MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES

Hum, chegamos ao quarto dia e o meu favorito! O dia ficou frio o tempo todo e sequer tive a chance de tirar o casaco. Mas foi melhor porque meus ombros estavam castigados pela mochila e eu acho que o casaco protege. Logo pela manhã, como comentei no post anterior, possuía uma visita guiada agendada na Casa Rosada. Sim, tem que agendar previamente pela internet, não dá para pegar o ticket na hora. E é gratuito. O tour tem, aproximadamente, 1:10hs de duração e foi mais ou menos isso que durou.
look: bota Timberland, Calça de Brechó, camisa Me Move, suéter Emme, casaco Keneth Cole
salada deliciosa!
Pois bem, primeiramente a pergunta que não quer calar: por que a casa presidencial é dessa cor? Porque antigamente sangue de boi era bom para evitar infiltração e foi exatamente isso que usaram para passar nas paredes. Assim, mesmo que o lugar não conte mais com sangue de boi, mantiveram a cor original. Por dentro, me surpreendeu um pouco porque o exterior está tão judiado que não achei que fosse encontrar um lugar tão pomposo. Não vou dizer que não está precisando de uma restauração, porque está sim. Acho até que eles poderiam cobrar um valor simbólico dos turistas para ajudar nessa parte.
vista incrível e páteo lindo
detalhes
Mas o que eu achei curioso é que eles quiseram "imitar" estilos europeus no interior do edifício e eu acho que a coisa toda acabou ficando pomposa, mas ao mesmo tempo esquizofrênica, porque cada ala tem um estilo e não parece delicado e pensado como os palácios da Europa, eu achei um pouco grosseiro. Não sei. Mas vocês podem ver pelas fotos que é lindo e vale muito a pena. Me surpreendeu positivamente e achei o guia muito bom.
teto
páteo
Peguei um Metrosão e segui para a Avenida del Libertador. Já estava meio tarde e por isso, decidi almoçar no Shopping Pátio Bulrich, que não tem muita opção de comida, mas rendeu essa saladona bonita que vocês estão vendo no post e por um preço Mara - AR 95,00 - lembrando que os valores aqui estão em pesos. Abastecida, continuei seguindo pela avenida com o intuito de visitar o museu, o cemitério da Recoleta, a Floralis genérica e todas as outras coisinhas nos arredores. Só que antes que eu conseguisse chegar em qualquer lugar, me deparei com uma feirinha de artesanatos maravilhosa! E vocês sabem que eu não resisto!!!
salas européias
mais um pouco da Casa Rosada
A feirinha, só para que vocês tenham uma ideia, acontece nos finais de semana, das 11-20hs, na frente do cemitério e conta com mais de 100 barraquinha de artesãos locais. Tem prataria, artigos de decoração, tricots, bolsas, sapatos, roupas, muita coisa. E eu vou dizer que não achei os preços caros, principalmente se comparados aos shoppings e lojas de roupas meia boca do centro. Comentei sobre isso no post das compras. Acabei consumindo uma bolsa (490,00), um brinco de prata (120,00) e um bracelete também de prata (40,00). Ótimas compras, estou completamente apaixonada por todas elas.
igrejinha fofa
por dentro
Depois de ter passado mal na feirinha, dei uma entrada na igreja del Pilar, que é pequenininha e fofa e depois, fui para o cemitério. Quem não conhece, deve achar que eu sou doida de visitar cemitérios, mas esse é especial, é super turístico. Ele data do início do século XIX, é super antigo e você ainda encontra túmulos de famílias dessa época. Como o bairro é chiquérrimo, os túmulos acompanham a ostentação de seus donos e muitos deles são verdadeiras obras de arte. Infelizmente, muitas famílias perderam suas fortunas e não puderam manter os túmulos, de modo que alguns estão em situação precária. Mas acho que isso ajuda bastante no charme.
Cemitério da Recoleta
e mais
O que eu acho curioso é que os argentinos não enterram seus mortos. Os túmulos ficam dentro dos mausoléus e podem ser vistos por qualquer um. No local, há túmulos de celebridades, militares e ex presidentes. Evita Peron está por lá e você também encontrará túmulos de pessoas que dão nomes às ruas da cidade. Vale a pena e o tempo que você passará lá dentro dependerá do que você estiver disposto. A visita é gratuita e o cemitério fecha as 18hs. Ao lado, há um shopping de design bem interessante e a Hard Rock Café, caso interesse.
mais do cemitério
túmulos fotogênicos
Terminei o dia no Museu Nacional de Belas Artes que é maravilhoso e absolutamente imperdível. Fiquei chocada com o tanto de obra importante que tem lá dentro. Ele é gratuito e a entrada é meio várzea... Você pode entrar de mochila, tem gritaria, gente correndo... Achei meio bizarro. No mais, o museu conta com 34 salas e mais de 12.000 obras. Dentre elas, preparem-se: Degas, Renoir, Manet, Goya, Velazques, Monet, Tolouse Lautrec, Gauguin, Rodin... e muito mais. Aliás, há uma versão da famosa escultura O Beijo - Rodin fez várias menores além da grandiosa que está em Paris - e é absolutamente hipnotizantes.
obras de arte maravilhosas
O Beijo de Rodin
Bem, o dia foi cheio, mas não foi super cansativo ou doido. Tudo o que eu fiz era relativamente perto e deu tudo certo. Próximo e último post, San Telmo
floralis

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

BUENOS AIRES - DIA 03 - TEATRO COLÓN + CENTRO + PUERTO MADERO

Terceiro dia de viagem, até gravei um videozinho de compras que, btw, não estou conseguindo colocar no ar, mas tenho fé!!! Pois bem, na madrugada de quinta para sexta ventou muito, fez muito frio e a temperatura caiu demais. Quando acordei nesse dia, estava fazendo 9 graus, mas a sensação térmica estava muito menor do que isso. De verdade, não me lembro de um dia na minha vida em que eu tenha sentido um vento tão gelado. Sabe quando corta o rosto e as lágrimas começam a cair o tempo todo? Horrível. Estava bem agasalhada e apesar de o look estar meio masculino e sem glamour, o importante é que eu estava quente.
lukito: camisa Isabela Giobi para C&A, suéter MNG, calça H&M e bota Timberland. Comidinhas do dia
Pois bem, a primeira parada foi o Teatro Cólon, que fica muito próximo ao hotel. O prédio foi inaugurado em 1908 e desde então, vem sendo palco de óperas, balés e orquestras. O projeto foi desenvolvido por três diferentes arquitetos, sendo dois deles italianos e o interior é a coisa mais impressionante que já vi na vida. É lindo demais, é tudo original da época, com pouquíssimas mudanças, apenas para fins de segurança. A inspiração foi nos teatros de Paris e Milão e o Cólon é todinho feito em diferentes tipos de mármore, as pastilhas do chão foram instaladas uma a uma artesanalmente e são inglesas, os vitrais franceses e por aí vai.
prédios lindos no meio do caminho
a arquitetura de BsAs é muito bonita
A acústica é considerada uma das mais perfeitas do mundo e muita gente famosa já se apresentou por lá. A visita guiada, apesar de um pouco salgada (250,00 - todos os valores do post estão em pesos), vale cada centavo porque o lugar é incrível e a guia foi ótima. A visita tem em média 50 minutos de duração, mas o nosso grupo era perguntador e acabou rendendo 1:30hs! Recomendo com amor e vejam se dá para comprar pela internet antes ou chegar bem cedo porque as visitas são concorridas e costumam lotar.


De lá, segui para o Palácio de Águas Corrientes que é um prédio absurdamente maravilhoso que foi construído no início do século passado para "esconder" a caixa d'água e o saneamento básico da cidade. Basicamente isso!  Foi construído em 1894, quando a cidade estava sofrendo com muitas doenças, como cólera e febre tifoide, então, foi um grande passo. O edifício é visitável, mas a verdade é que as visitas guiadas ocorrem apenas às 11 horas, o que já tinha passado, o interior não é glamuroso como o exterior e já era quase 12:30hs e eu estava morrendo de fome. Por isso, fiquei só com as fotos externas e segui para as Galerias Pacifico.
Ainda o Colón, porque eu não me canso!

Notem que apenas metade do dia havia se passado e eu já havia andado horrores! Segui para as Galerias Pacifico que são um mini shopping, com lojas boas, banheiros, praça de alimentação e uma decoração muito bonita. É um ponto turístico bem conhecido por aqui e você vai ouvir bastante o nosso idioma no local. Almocei por lá, num restaurante chinês chamado Magic Dragon e comi um prato caprichado por 110,00 (os valores estão todos em pesos). Segui para a Calle Florida, que é uma rua comercial do centrão, nada mais. Ela tem bastante fama e está sempre apinhada de turistas. Mas as lojas são ruins, há pessoas em todos os lados te chamando para visitar lojas, casas de câmbio, etc.... Mas acho que vale apenas pela arquitetura porque Buenos Aires inteira é muito linda e os prédios encantam.
Palácio de las Águas Corrientes
A Florida termina na Plaza de Mayo, bem atrás do Cabildo. Ponto turístico obrigatório na cidade. Por lá, temos a Catedral, que é super diferente porque por fora, ela não tem formato de igreja, mas por dentro, é lindíssima. Está num estado bastante desgastado, mas havia restauradores por lá quando visitei. Além de se admirar com toda a beleza, você também visita o túmulo do libertador San Martin, guardado por dois soldados e a bandeira argentina. A catedral foi originalmente construída no século XVI, mas foi reconstruída diversas vezes até chegar nesse modelo que conhecemos hoje, que remonta do século XIX.
Galerias Pacifico

Mais adiante, a praça com seus protestos, pixaçōes e tudo o que um local político pode guardar. E adiante, a famosa casa rosada, cujos detalhes serão melhor fornecidos no próximo post, porque eu fiz uma visita guiada no dia seguinte. No mais, ela é o escritório da presidência da república, é de lá que o Presidente Maurício Macri despacha todos os dias.
Plaza de Mayo
Catedral

Terminei o dia em Puerto Madero, que fica na parte de traz da Casa Rosada. Lá funciona um porto, no Rio da Plata, operante como o porto de Santos, só que numa escala BEM menor. O que eles fizeram foi transformar o lugar, que era bem degradante, como a maioria dos portos, numa espécie de píer dos barzinhos e restaurantes. O lugar ficou muito bonito, é bem badalado e guarda diversos endereços interessantes. Os brasileiros costumam frequentar o local para comer o churrasco argentino abrasileirado. Honestamente, não recomendo, porque acho que temos que experimentar sabores locais. No mais, vale super a visita porque o lugar é lindo.
Puerto Madero

Próximo post, Recoleta!

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

COMPRAS EM BUENOS AIRES

Esse post é sempre um dos mais aguardados e, confesso, um dos mais complicados de serem feitos, porque eu preciso me lembrar do preço de tudo! Mas, eu me resguardei e consegui me organizar nessa viagem para mostrar tudo a vocês. No geral, eu achei Buenos Aires impraticável para compras, porque TUDO por lá está carésimo e muito fora de qualquer tipo de parâmetro que eu tenha. Veja que moro em São Paulo, uma das cidades mais caras do mundo e ainda assim, fiquei bem impressionada. Eu realmente achava que, como nosso din din está bem valorizado com relação à moeda local, eu me daria bem. Mas a real é que nunca me senti tão pobre, rs.
Em lojas de shopping, com roupas de marcas locais, você encontra blusinhas em torno de AR 700,00 (R$ 245,00) e calças a AR 1.500,00 (R$ 525,00), por exemplo. E eu vi preços ainda mais caros. Na Falabella, que é uma fast fashion que fica no meio termo entre a Zara e a Forever 21, as blusinhas estavam em torno de AR 600,00 (R$ 210,00) e cheguei a ver camisas por AR 900,00 (315,00). Sério, muito impressionada com todos esses preços e assustada também. Encontrei com um casal de Natal/RN por lá e eles estavam de boca aberta!!! A senhora me contou que havia gostado de um sapato no shopping, que nem era de couro, e que estavam cobrando R$ 700,00 por ele!!! Sim, minha gente, essa é a realidade local.
No mais, eu ainda consegui fazer algumas comprinhas, todas de produtos locais e acho que por isso com um valor um pouco melhor. Vou dizer que absolutamente tudo o que comprei eu amei loucamente. Não comprei nada que não achasse que fosse usar muito ou que estivesse em dúvida. Primeiro, vamos às minhas duas extravagâncias, a primeira delas foi esse suéter. Comprei numa lojinha em Palermo, bem próxima à Praça Júlio Cortázar, que é uma multi marcas de designers locais e, portanto, mais cara do que as demais. Mas eu amei tanto essa peça que não resisti, e estava realmente precisando de algo diferente para sair a noite no inverno. O preço foi AR 580,00 (R$ 203,00), mais ou menos o que eu pagaria por algo semelhante por aqui.
suéter amado
A outra extravagância foi na feira da Recoleta, que é apenas maravilhosa e acontece aos finais de semana em frente ao cemitério. Essa bolsa é de couro, artesanal e o artesão faz na hora, na sua frente. Havia vários modelos, de várias cores, estampas e eu fiquei completamente louca e necessitando de uma para chamar de minha. Fiquei muito em dúvida sobre a cor, até que escolhi essa verde, porque não tenho nada parecido e acho que vai se destacar bastante, principalmente no verão com um vestido. Paguei AR 420,00 (quase certeza) (R$ 147,00). Apesar de ter dito que foi uma extravagância, não achei caro, de verdade.
bracelete de prata, bolsa amada e brincos
Agora, vamos aos acessórios. Na mesma feira da Recoleta, consumi esse bracelete que eu estou completamente apaixonada e por apenas AR 40,00 (R$ 14,00). Ele é de prata e tem essa flor super diferente e bonita em destaque, aliás, ele é super delicadinho. Em outra barraca, e também de prata, comprei um brinco bem simples, mas que estou usando horrores, porque ele dá muita vista. Por ser de prata chapada, ele brilha bastante e chama atenção. Ele saiu por AR 120,00 (R$ 42,00).

Por fim, e no meu penúltimo dia, comprei um bracelete vintage na Feira de San Telmo para usar no casamento do meu irmão. Eu fui à feira já com essa missão e eu queria dizer que me saí muito bem porque o bracelete é exatamente da cor do vestido com detalhes na cor do sapato! Ele saiu por AR 100,00 (35,00), mas eu devo dizer que as coisas por lá estavam bem mais caras do que isso, de modo que considero essa minha compra um achado! 
bracelete e caneca
No Duty Free da ida, eu consumi um kit com 6 lápis Bourjois maravilhosos que venho usando horrores e estou amando loucamente. Como eu estou fazendo esses posts meio randômicos, não sei se quando esse post for ao ar as resenhas dos cosméticos e makes já terão sido feitas, mas se não forem tiverem, aguardem porque serão! No mais, a caixinha saiu por R$ 142,80, o que dá R$ 23,80 por lápis. Bom, heim???
Lápis Bourjois
No Duty Free da volta rolou um estrago e só não foi pior porque eu estava com pressa para ir embora e meio que fui catando as coisas pelo caminho. O foco era apenas comprar uma base da Revlon, que estava por $20,00 (mais ou menos 57,00, o que é bem bom). Mas, eu também acabei me apegando a outras coisas, como já disse. Consumi o maior pote do mundo de Manteiga de Karité da The Body Shop, por $21,00 (R$ 60,00) e um hidratante facial de Tea Tree da mesma marca por $9,00 (R$ 25,71). Uma pena que não tinha mais nada interessante deles por lá, porque os preços estavam compensando de verdade.


Por fim, e quando já estava no caixa, me deparei com um kit Vichy contendo duas águas termais de 300ml cada por apenas R$ 70,00. Claro que comprei!!! A conta no final ficou um pouco salgada, mas acho que todas as compras, sem exceção, foram incríveis e compensaram muito. Ufa, foi isso!!! 

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

BUENOS AIRES - DIA 02 - JARDINS DE PALERMO + MALBA + PALERMO SOHO

Estão preparados para uma maratona? Eu dei uma de louca nesse dia, meio que quis fazer a viagem toda de uma vez só, sabe? Esse dia me fez lembrar nitidamente de uma coisa: quando voltamos de viagem, nós só nos lembramos das coisas boas, não é mesmo? É engraçado que as coisas ruins a gente acaba deixando para traz e esquecendo e quando chega a próxima viagem, a gente pensa "puts, é mesmo".

Ninguém fala que você vai andar até ficar com todos os dedos machucados e bolhas nos pés, que seus ombros vão doer horrores por causa da mochila, que você vai ficar com dor de estômago e desregulada porque está comendo comida estranha e, por fim, no meu caso, que meu joelho poderá atrapalhar os planos, porque afinal, eu ainda não o operei!
Foto tosca no espelho do corredor do hotel. Alpargata Perky, calça My Basics, camiseta Zara e casaco H&M. De cima para baixo, o café-da-manhã do hotel, almoço giga e baratíssimo no shopping e sorvetinho no Freddo.
E eu senti tudo isso nesse segundo dia que, para completar, estava quente que nem o Diabo! O plano era pegar o metrô em direção à estação Plaza Itália, o que eu achei que fosse ser simples. Só que você só pode pegar metro sem o cartão deles que, adivinha!!!!???? Não é vendido no metrô. Hahah, comédia demais! E adivinha de novo!! Eu tive que andar uns 2 km até achar um lugar onde vendesse o cartão, porque estava em falta! É o fim dos tempos! Bem, depois de uma baldeação e um metrô meio cheio, deu tudo certo e eu desci na estação desejada, rumo aos jardins.
ônibus vintage e região
E nossa, que escolha maravilhosa. Nunca havia estado naquela região da cidade e achei a coisa mais linda. São muitos jardins, você anda horrores, mas é tudo tão lindo que você quase nem sente. Comecei pelo Rosedal, que é gratuito, mas é cercado. Nunca vi um parque tão bem cuidado. E ele tem vários ambientes e você quer tirar zilhões de fotos... É incrível!

Pena que a primavera estava apenas começando e as rosas e outras flores ainda não tinham desabrochado, porque deve ficar maravilhoso. O lugar, além de cultivar lindas plantas, possui uma coleção de bustos de poetas, um lago gigantes, muitas pérgolas e o meu favorito, um pátio típico da região de Andaluzia, que rendeu muitas fotos, claro!
não é lindo?
muito bem cuidado. paisagens maravilhosas
na Pérgola e no píer
De lá, fui andando por dentro de outros parques até o meu próximo destino que era o Jardim Japonês. Passei pelo planetário, pessoas fazendo exercícios, passeadores de cachorro e cheguei ao local. Paguei 70,00 para entrar (todos os preços aqui estão em pesos) e devo dizer que o parque estava dominado por brasileiros. Me senti em casa, rs!! Mais uma vez, lindo demais, super bem cuidado. Ele foi criado por japoneses que vivem em Buenos Aires e representa um parque típico do Japão, com pontes vermelhas, lagos com carpas, cachoeiras, é um lugar delicioso para relaxar. Lá tem um restaurante típico e banheiro bom!
apaixonada pelos bancos do Pátio Andaluzia no Rosedal
Pátio Andaluzia
essa foi pro Insta, rs!
Seguindo, eu fui para o Shopping Alcorta apenas com o objetivo de almoçar. Mas se a sua ideia é fazer compras, eu indico porque o lugar é bem bonito é tem lojas ótimas. Aliás, deixe fazer um parênteses: mesmo que você não goste de shopping ou não queira comprar nada, shoppings em viagens são sempre lugares a serem procurados. Isso porque eles oferecem banheiro, comida, Wi-Fi, ar condicionado e lugar para sentar. Sim, são coisas que os viajantes estão sempre procurando! Portanto, não desvie de um shopping.
acho que dispensa legenda
não parece de mentira?
muito florido
mais um pouquinho
Acabei almoçando num lugar chamado Ave Caesar, que é uma rede que só faz comida com frango. Entenderam o nome?? Hahah, genial. Bem, comi um frango empanado imenso com molho, queijo e presunto, batatas fritas e refrigerante por $146,00. Dica: dá para dividir, porque eu não consegui comer inteiro.

Ao lado do shopping, há o Malba. Meu destino seguinte, que é um museu que abriga uma coleção permanente maravilhosa de quadros de pintores latino americanos do século XX. Ele conta apenas com o Abapuru da Nossa Tarsila do Amaral, quadros de Di Cavalcanti, Portinari, Frida Khalo, Diego Rivera, dentre outros. Vale a pena ou não? À entrada custa  $100,00.
fachada e quadros maravilhosos
No andar de cima estava rolando uma exposição da Yoko Ono, uma coisa meio instalação interativa. Tinha bastante coisa interessante, mas no geral, achei bem locona!! A lojinha no térreo vale a visita e, claro, o museu conta com banquinhos para descansar, Wi-Fi e banheiros limpos.
mais um poquinho das outras alas
Já estão cansados? Imagine eu!!! Fui andando até Palermo Soho. Sim, é longe e sim, eu sou louca! Não façam isso, não vale a pena. Peguem um táxi porque é baratinho. A região de Palermo Soho é uma graça, é um mix de Vila Madalena com a região da Rua Augusta em São Paulo. Cheio de barzinhos e restaurantes descolados, casinhas bonitinhas, árvores simpáticas e lojinhas interessantes.

Aviso: achei tudo muito caro. Mas, mesmo que seu din din esteja curto, como o meu estava, vale a pena apenas passear por ali, porque é uma graça. Acabei fazendo uma extravagância e comprando um suéter e um par de fivelinhas. Tudo custou uns R$ 230,00. Mas o suéter é super diferente, me apaixonei demais e eu não tinha nada assim legal para usar nas noites mais frias. Está tudo no post das compras que irá ao ar ainda essa semana, se tudo der certo.
Palermo Soho
Bem, a essa altura, eu estava com calor, suada (eca!), morrendo de cansaço, com muita dor em todos os lugares e precisando desesperadamente fazer xixi. Resolvi ir andando até o Shopping Alto Palermo e de lá pegar um metro para o hotel. Não, o shopping não é perto de onde eu estava! Tomei um Freddo de Dulce de Leche maravilhoso por $50,00, descansei um pouco e, adivinhe?? Resolvi ir andando até a Livraria O Ateneu que fica a umas 12 quadras de lá. Sim, eu sou uma pessoa louca!!!
O Ateneu
Fui andando pela Avenida Santa Fé, que é bem comercial e movimentada. Fui devagarzinho e a essas altura, eu já estava com tanta dor que eu achei que se parasse, ia precisar de um guincho para chegar no hotel. Minha cabeça também doía e acho que estava meio tonta... Hahah, a pessoa não bate bem!!! Mas valeu a pena porque a livraria é maravilhosa. Apenas para situar, no lugar funcionava um teatro e quando ele foi arrendado pela livraria, o dono quis manter todo o design do lugar, apenas colocando prateleiras com os livros. Não vou contar toda história aqui senão esse post não vai acabar nunca. Mas acho que as fotos dizem bastante.
planetário
Por fim, acabei seguindo a pé para o hotel, não sem antes passar num supermercado e comprar algumas guloseimas. Resumindo, eu andei MUITO nesse dia. A coisa foi absurda, desnecessária e apesar de o dia ter sido incrível, não recomendo esse tipo de loucura. Quando cheguei no hotel, só para vocês terem uma ideia, tive que deitar uns 40 minutos em cima da colcha da cama (porque estava sujinha) antes de conseguir me mexer e entrar no melhor banho que já tomei na vida. Doideira!!! Próximo post, centrão!