sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

PROJETO MATE A BECKY BLOOM QUE EXISTE EM VOCÊ - MÊS 2

"Viver do seu próprio armário durante um ano é o maior ato de desprendimento do mundo capitalista que uma mulher pode praticar." - Anônimo

Acho que com o advento do projeto, eu me tornei uma pessoa menos impulsiva. Creio que esse seja o meu maior ganho com essa “abstinência consumística”. Mas, ao mesmo tempo, eu começo a me perguntar se vou conseguir ficar 12 meses inteiros sem fazer compra alguma e eu já sei qual é a resposta: não. Digo isso porque eu consigo visualizar algumas necessidades que tenho/terei nos próximos meses e que eu não consigo encontrar qualquer tipo de substituto ou meio de driblar essa questão dentro do meu armário. Como exemplo prático, ano passado eu passei o inverno todo sem algo para vestir nos pés para usar com meia calça e saia. Eu praticamente ignorei a existência de saia durante a estação, deixando de lado alguns itens de lãzinha, bem invernais e somente por conta da ausência desse item.

E não comprei por duas razões: porque não tinha dinheiro e porque eu não achei nada que me satisfizesse. Acho que se a gente vai gastar com algo, tem que ser maravilhoso, divino e não deixar qualquer rastro de dúvida. Daí que tenho certeza de que nos próximos meses, deverei procurar alguma coisa para esse fim. 

Por outro lado, eu estou sentindo menos controle esse mês em relação ao mês passado. Estou com mais “vontades”, mais necessidades que, na verdade, são falsas necessidades... estou me vendo numa situação em que tenho de resistir mais, pensar mais e fazer um esforço muito maior do que aquele que eu estava fazendo no início do projeto. Estou com medo que isso venha piorar nos próximos meses, afinal, a coisa está só começando. Mas devo dizer que, na mesma proporção, acho que estou tenho uma satisfação muito grande em ver que resisti àquela compra e que estou com uma conta-corrente mais saudável. E outra coisa interessante é que eu estou analisando bastante a qualidade da roupa nas lojas e pensando se “vale” o preço cobrado. E posso falar? Muitas vezes a resposta é não.

Por fim, para terminar esse post-desabafo-prestação de contas, que está um pouco randômico e esquizofrênico, quero contar duas coisas interessantes que me aconteceram esses dias. A primeira delas foi o ganho de um bônus do escritório em que eu trabalho. Estou lá há quase 3 anos e isso nunca aconteceu. O engraçado é que havia determinados meses em que eu estive desesperada por din din, porque, claro, tinha gasto mais do que tenho – novidade!!! – e daria tudo para receber um valor a mais... e agora que estou com a coisa controlada e fluindo, recebo esse valor. Eu sou do tipo que acha que nada acontece por acaso e que tudo tem seu tempo e creio que, pensando dessa forma, se eu tivesse recebido essa quantia naqueles momentos, teria gasto tudo com dívidas, ao invés de dar um encaminhamento interessante e produtivo ao din din.

E o segundo episódio é que eu ganhei duas coisinhas esse mês, dois itens de maquiagem. Logo eu que nunca ganhei nada na vida, rs!!!! Mentira, ganhei um sorteio de makes de um blog uma vez. Com a revista Glamour, chegou um kit ótimo da Bare Minerals e, por conta do meu aniversário, ganhei dois mini lápis-batom da Nars. Não sei se quando esse post for ao ar eu já terei feito resenha desses produtos, se não tiver feito, aguardem porque elas virão. 

E, mais uma vez, penso que se eu tivesse ganho essas coisas em outro momento, teria sido mais uma maquiagem no meu organizador, eu não teria dado bola e sei lá. O que eu quero dizer é que certamente não teria surtido o mesmo efeito que surtiu agora, por conta do momento. Justamente porque estou sem “poder” comprar nada, qualquer presente é uma ocasião especial e motivo de alegria.

Deu pra entender o ponto? A visão da coisa depende muito do ponto de vista, mas também do contexto e eu acho que estou vivendo muito isso. Estou tendo que abrir mão de algumas vontades, mas por outro lado, eu estou sentindo muitos ganhos com isso tudo. Está sendo uma experiência um pouco radical (traumática, talvez?? rs), mas sem dúvida, muito enriquecedora. Tenho sempre que ponderar as coisas que poderei fazer se conseguir me controlar com os gastos. Poderei viajar com maior tranquilidade, sem contrair dívidas, fazer cursos, e claro, o mais importante: curtir aquilo que eu já tenho! Esse é um exercício que eu tenho feito diariamente e adorado!

Bem, então é isso. Esse post está absolutamente imenso e nem eu estou me entendendo mais. Estou com um certo problema de tempo para postar, então não sei se já saiu o post da minha viagem ao Chile, se já fiz resenha dessas tais maquiagens mencionadas no post... mas o importante é que tudo que escrevi aqui é sentimento/experimento sincero e que espero que possa ajudar outras pessoas que estão passando pela mesma experiência. Até o próximo post e boa sorte para que, assim como eu, está dentro de algum projeto ou está querendo mudar a relação com o consumo. Força e foco!! 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

L´OREAL LIP GLOSS Nº 300 - ORANGE TEMPO - REVIEW

foto extraída do Google
Foi cavocando meus batons que eu me dei conta que não havia falado dessa belezinha que comprei em NY ano retrasado e - shame on me - quase nunca uso. A razão de não usá-lo com tanta frequência não é tanto o fato de ter uma cor chamativa, mas eu acho que tem mais a ver com a textura. 
detalhes
Apesar de ficar bem aparecido nos lábios, como vocês podem ver no swatch abaixo, ele é líquido e melequento, como um gloss. E eu sou daquele tipo que gosta do meio termo entre coisas muito melequentas e mattes demais. Como passo o dia todo de batom, ele faz parte do look escolhido para o dia, compõe o conjunto, eu preciso me sentir confortável com o produto. E eu bebo muita água e a coisa fica melecando o copo... enfim, acho que já provei o meu ponto. 
bundinha
No mais, não dá para negar que se trata de um produto maravilhoso. Ele é da L´Oreal, marca bem baratinha e com makes excelentes e maravilhosas e eu sei - não vou me lembrar exatamente -, que custou super baratinho. Não encontrei para vender aqui no Brasil, mas já chequei e sei que ele continua à venda na gringa. O único problema é que o preço sugerido é $ 9,99 e com o dólar nas alturas, acaba ficando meio salgado para nós brasileiras. 
aplicador
Disponível em 16 cores, ele tem um aplicadorzinho ótimo, que super ajuda a desenhar o batom nos lábios, daqueles em formato de folha. O produto é bem resistente e fica um tempão nos lábios, se você não for do tipo que fica bebendo água o tempo todo como eu. Com relação à embalagem, ela é bem bonitinha e prática. Isso porque se você é a louca que resolve comprar várias cores do produto, não vai precisar ficar abrindo as embalagens para saber qual é qual. 
swatch 1
e com outra luz

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

SOBRE A EXPERIÊNCIA DE SE HOSPEDAR NUM HOSTEL...

super verdade!!!!
...Pra mim é algo novo, sempre fiquei em hotéis, mas queria passar por isso, sabe? E eu acho que não havia oportunidade melhor, porque eu já conhecia a cidade, ia passar pouco tempo e tem o fator da língua também que ajuda. Acho que para pessoas como eu, que viajam sozinhas, é uma experiência bem legal, porque mesmo que a gente não faça amizades sinceras ou coisas do tipo, entramos em contato com outras culturas e pontos de vista diferentes.
lobby
outro ângulo
Fiquei hospedada no Che Lagarto, uma rede super conhecida e que tem unidades em vários lugares do mundo. O hostel é bem incrível, limpinho, com uma recepção enorme, festa o tempo todo, interação o tempo todo e pisco sour de grátis no terraço depois das 19hs! Tem Wi-Fi grátis, computadores e um café da manhã maravilhoso. Tudo por um preço bem ótimo. A noite sai por $19,00, mas peguei uma promo boa e paguei R$ 215,00 pelas quatro noites! O lugar é bem moderno e cheio de frases de efeito nas paredes. Gostei muito. Ah, se você quiser comprar comida e preparar algo na cozinha, super pode. É tudo na coletividade é muito legal.
meu quarto
a de baixo é a minha cama
E no meu quarto havia 8 camas, que ora estavam cheias, ora estavam vazias... a rotatividade é grande!! No início éramos eu, uma japonesa, uma australiana e a Lorena, uma colombiana que estava looooouca pra bater papo, rs!! E nossa, ficamos horas papeando de pijamas na primeira noite como se nos conhecêssemos há anos! 

Ela é de Medelin, morava em Bogotá e está simplesmente fugindo da guerrilha. Eu não fazia ideia de que a coisa estava nesse nível por lá. Ela disse que os cartéis e as Farc voltaram com tudo e que não dá nem pra andar na rua, porque há bombas caindo para todos os lados e tiros que não se sabem de onde vêm. E ela, a princípio, foi para a Argentina, mas achou que a coisa lá não estava muito boa, a economia é ruim, não há oportunidades e tal... Aí ela veio pro Chile e pasme, na primeira semana ela conheceu um chileno e eles estão namorando super sério. Hahah.
mesa ótima de café da manhã
hummmm
Depois, conheci a Emília, uma argentina animadíssima, que também ficou um tempão conversando, sentada na minha cama, me contando das coisas, dividindo experiências... Também conheci a Madaleine, uma neo zelandedeza que passou apenas uma noite no quarto porque seu destino final era o deserto do Atacama.
esse é o look do último dia, mas só para mostrar o banheiro, que não saiu em outras fotos
Viram como é bacana ficar em hostel?! Claro que tem seus inconvenientes, como o uso coletivo do banheiro - que estava sempre imundo e cheio - a falta de privacidade, barulho o tempo todo porque as pessoas simplesmente chegam de madrugada e bêbadas... Mas eu acho que faz parte. Claro, desde que você tenha se proposto a isso, desde que seu objetivo na viagem seja outro, como foi o meu. Não aguentaria, por exemplo, ficar num hostel na minha viagem à Alemanha, porque foram 16 dias muito intensos e eu só queria paz e uma banheira quando chegasse no hotel!
essa é a frase do meu andar
cada andar tinha a sua frase ou trecho de música
mais uma 
No mais, vale a pena. E mesmo que você decida que não curtiu e que não é pra você, pelo menos você passou por isso é certamente você acumulou experiências no seu currículo!

domingo, 14 de fevereiro de 2016

DOCUMENTÁRIO THE WOLFPACK

Esse foi, provavelmente, o documentário mais surreal que já assisti. É muito curioso imaginar que existem pessoas num mundo tão globalizado como o de hoje, vivendo em bolhas. Não é difícil pensar quando elas vivem em comunidades afastadas ou em locais inóspitos. Mas no meio de Nova York? Surreal!!

Bem, os Angulo são uma família bem diferente do convencional. Susana, uma americana do interior, conheceu Oscar numa expedição pela América do Sul e se apaixonou pelo jeito desprendido do rapaz. Vontade de mudar o mundo, desapego total ao mundo material... Já viram isso em algum lugar? Sim, o homem era tipo um hippie.

Só que ao contrário dos hippies, que apenas evoluíram quando o auge do movimento passou, Oscar acredita que esse tipo de vida dá para acontecer. Só que ao invés de escolher uma fazenda para a criação de sua fama ou algo mais aberto, mais espaçoso, ele opta por um apartamento no çentro de Nova York. E lá, Oscar e Susana têm 7 filhos, sendo 6 homens e a caçula, uma menina. Dai vem a parte louca. Ele cria os filhos isolados do mundo, sem qualquer contato com a sociedade, a qual ele julga perigosa e interesseira. As crianças, algumas já adultas, nunca frequentaram uma escola, nunca sequer conversaram com pessoas.

O escapismos deles acontece mediante filmes. Eles são aficionados por filmes, assistem o tempo todo e o maior passatempo da família é reproduzir esses filmes. É o incrível é que, com as poucas ferramentas que eles dispõem, eles até que são bem bons nisso! É o visual deles é muito engraçado, porque eles são magrelos e têm cabelos bem compridos... São uma espécie de cruzamento de Família Lima com Evo Morales! E eles são todos meio sombrios, meio personagens de filmes dos anos 80, uma coisa meio gângster... É muito interessante.

Dai que o documentário relatado dia a dia dessa família tão diferente e acaba revelando que ninguém, absolutamente ninguém é feliz vivendo desse jeito. Aparentemente nem o próprio pai, que impôs a todos esse estilo de vida que, claro, estava fadado ao fracasso. É um a um, os filhos começam a sair do apartamento e descobrir coisas simples, como árvores, praia... gente. É lindo ver a Susana ligando para a própria mãe e contando que ela é avó de 7 netos! Enfim, o documentário é meio treva, completamente bizarro, incomum, mas muito interessante. 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

JÁ VENHO

Pessoal, voltei de viagem agora e, apesar de ser Carnaval e eu estar em casa, estou precisando colocar muitas coisas no lugar, inclusive organizar posts para o blog, tirar fotos, fazer resenhas de coisas que estão atrasadas, de coisas novas, contar sobre o Chile, continuar a saga dos posts sobre a minha viagem à Alemanha.... ufa!!! Enfim, tudo isso para dizer que eu creio que o blog ficará um pouquinho parado nos próximos dias.

Mas não desistam de mim! Muita coisa legal está para aparecer por aqui, nem que demore um tiquinho. Até mais!

domingo, 7 de fevereiro de 2016

LIVRO - SISI MYTH AND TRUTH

Eu sinto uma certa atração pelo anti-herói. Gosto muito de pessoas revolucionárias, revoltadas, à frente de seu tempo, incompreendidas... enfim, gente interessante, mas que foram necessários anos após suas mortes para que se percebesse isso. E na minha viagem à Alemanha acabei me encantando por dois personagens: o Rei Ludwig I - falei dele aqui -, e a Imperatriz Sisi.

Ainda que ela pertencesse à Áustria, nasceu alemã e é bem fácil encontrar livros contando sua história. Acabei me encantando pelo exemplar da resenha de hoje, que é curtinho, lotado de fotos e figuras e em inglês. É um livro muito bonito e mais interessante do que eu imaginava. Ele conta a real história dessa mulher que se tornou um ícone.

Todo mundo já ouviu falar da Imperatriz Sisi (Elizabeth), mas acho que queria saber o porquê ela é tão especial. E a resposta é simples - e confesso que me identifico um pouco, apesar de não ter nem um milésimo da importância que ela tinha e da figura que ela representava -, ela simplesmente fazia o que queria e não ligava para que os outros pudessem pensar, não ligava para suas obrigações na condição de esposa de um imperador, não ligava para o que estava na moda, não ligava para as jóias do momento ou mesmo se teria de estar presente em algum tipo de recepção real.

Ela era a Sisi, simplesmente uma mulher linda - considerada a mais linda de sua época -, que casou-se com um nobre que a amava loucamente, mas não estava preparada para colocar em prática as regras e obrigações que sua condição impunha.
muito bonita
Ela adorava viajar, e fazia isso sozinha, deixando os filhos para traz - que a odiavam e foram criados por terceiros -, ela era super regrada com a questão da alimentação, da beleza e da saúde. Tinha aparelhos de ginástica em seu quarto, se pesava diariamente, tinha um suntuoso ritual de lavagem e tratamento de seus imensos cabelos.

A população a odiava, é verdade, mas ela viveu sua vida do seu jeito e foi muito feliz assim. Infeliz o Imperador Franz Joseph de ter escolhido, apesar de a mais bonita, a mais rebelde, aquela que jamais poderia estar em sua posição. E em torno dessa figura tão incrível - sério, amo gente revoltada!!!! -, é que formou-se um mistério e um mito. Falando sério, eu acho que a Sisi foi uma grande feminista em seu tempo - final do século XIX - e acabou morrendo assim como John Lennon, assassinada por um fulano qualquer que não a tinha como primeira vítima, mas pela oportunidade e fama, acabou indo até o fim.