sexta-feira, 9 de março de 2018

TAG FEVEREIRO - O ALFORJE


Livro lindíssimo da TAG de fevereiro, talvez o mais belo visualmente e, certamente, um dos mais bonitos e diferentes já lidos. A autora é iraniana o que, por si só, já é bastante diferente no meu mundo e a história usa como pano de fundo o oriente médio, a diversidade de povos, de funções, de credos, costumes e toda aquela cultura linda que temos conhecimento, mas não é tão presente no nosso dia a dia.

O livro nos traz uma história relativamente simples. Há uma caravana, lotada de pessoas das mais variadas, há uma noiva indo em direção ao seu destino, uma escrava, um sacerdote, um indiano que organizou tudo, soldados, um cadáver e muitas outras criaturas das mais diversas que apenas viajam juntas com o objetivo de obter mais segurança no percurso. E, no meio do caminho, acontece um assalto. Um grupo de malfeitores ataca a caravana, mata um monte de gente, rouba a carga valiosa e se vai. E no meio disso tudo, há um alforje recheado de mensagens em persa (ou alguma língua da região), com palavras de amor, ensinamentos, etc.
Essa é a história, basicamente. Mas, cada capítulo irá contá-la sob a perspectiva de um dos ocupantes dessa caravana e também sob a visão do chefe dos ladrões e até mesmo pelo cadáver! E é absolutamente incrível e muito bonito! Vamos ficar sabendo a história de cada um, como veio parar na caravana, qual o objetivo do percurso e, o mais incrível, vamos ter contato com as culturas e religiões dessas pessoas, que são as mais diversas. E cada uma delas vai ter uma relação diferente com o alforje e seu conteúdo. De alguma forma, estão todos interligados e conectados pelo alforje, que tem um significado diferente para cada um dos ocupantes.

quarta-feira, 7 de março de 2018

LIVRO - O VERMELHO E O NEGRO

Esse foi o livro líder de fevereiro e, provavelmente, a razão pela qual eu resolvi que não teria um livro líder em março. Eu me delonguei demais nesse volume, que trouxe uma leitura carregada e muito desinteressante, pelo menos na minha opinião. Ele é um clássico do período pós napoleônico e, talvez por isso, esperava um pouco mais da história, que nada mais é do que um grande conto de amor.

O personagem principal é Julien, um zé ninguém, filho de carpinteiro, maltratado por seu pai e por seus irmãos, que não conseguem entender seu amor pelos livros e pela erudição. Para sua família, homem bom é aquele que se presta aos trabalhos pesados e ajuda em casa. Mas, Julien é um cara absurdamente ambicioso. Ele não quer passar o resto da vida na pobreza, pertencendo a uma classe esquecida. Ao contrário, ele quer ser alguém, quer ser rico e importante. E ele sabe que existem apenas duas maneiras de alcançar tal feito: através do vermelho (uniforme) ou do negro (a batina).
E é esse segundo caminho que ele pretende seguir. E ele é um cara realmente especial, muito inteligente, dotado de uma memória espetacular e muito polido. Ele começará como preceptor na casa do prefeito da cidade, mas o destino o levará a se apaixonar pela esposa de seu chefe. E eles se apaixonam loucamente! É amor verdadeiro que ele e a Sra. Rênal sentem um pelo outro. Mas, como ele sabe que isso atrapalhará seus planos e sua ambição de subir na vida, ele foge para Paris, evitando-se um escândalo.
Em Paris, ele vai dar início aos estudos de padre e, como consequência, ficará “banido” da vida social e do mundo que conhece. Só que ele é realmente um cara diferente e claro, não consegue se adaptar a essa vida. Então, ele irá trabalhar na residência do Marquês de La Molle, um cara da alta nobreza local. E lá, claro, ele passará a frequentar a mais alta sociedade e conhecer pessoas do mais alto nível, que é o seu objetivo. Nessa parte o livro começa a ficar mais interessante e mais fluido. Só que, como a carne é fraca e o nosso Julien é um cara carismático e muito bonito, ele e a Srta. de La Molle – desta vez uma pessoa solteira – se apaixonam perdidamente.
Julien ainda resiste horrores, se faz de difícil, foge, finge que gosta de outra para ver se Mathilde sai do seu pé... mas tudo em vão. O amor bate forte, ela engravida e ele decide assumir. Enfrentam tudo e a todos, inclusive o Marquês, e fogem para viverem juntos em outro local. Mas, uma carta da Sra. Rênal acaba com esse sonho e expõe Julien, prejudicando seus planos. Enraivecido, ele vai atrás da antiga amante e atira duas vezes. Os tiros, todavia, não matam a vítima, mas apenas a ferem. Julien é preso e nessa situação absolutamente vulnerável, ele se descobre novamente apaixonado pela Sra. Rênal. Bom, daí as coisas vão acontecendo e não vou contar o final.

Mas o fato é que, na minha opinião, a moral da história é que, não importa as suas ambições ou os planos que você tem para o futuro. É o coração quem sempre irá mandar e ditar o seu destino e você simplesmente não tem a menor condição de controlá-lo.

Se o interior de seu peito fosse inundado de chumbo derretido, ele teria sofrido menos

segunda-feira, 5 de março de 2018

VIAGEM FRANÇA - DIA 11 - ROUEN

mais um dia de conforto, mas com roupa fofa. A blusa é Anthropology, o cardigã é My Basics, a calça foi comprada na José Paulino e a sapatilha é de Óbidos. 

Rouen não era um destino que estava nos meus planos desde o início. Na verdade, eu estava com um dia sobrando na viagem e em pesquisas realizadas internet afora, descobri que Rouen, que é a capital da Normandia, ficava muito próxima à Paris e tinha muitos atrativos. Era uma cidade bonitinha, foi lá que morreu Joana D´Arc e foi lá que Rollo, um dos nobres vikings, se estabeleceu. Ou seja, parecia um lugar com muitas coisas interessantes a serem vistas.

E lá fui eu para a cidade num dia que tinha de tudo para não dar certo. Saí do hotel às 5:20hs da manhã e meu metrô saiu às 5:45hs. Não sei se eu já comentei por aqui, mas sair a noite em Paris é super OK, não me sinto ameaçada. Mas, sair pela manhã já é outra história, porque está escuro, as ruas estão vazias e parece que só tem maluco rondando por aí. Muito bem. Cheguei à estação St Lazare faltando apenas 10 minutos para a partida do trem e eu desemboquei num lugar completamente diferente daquele onde estava quando peguei o trem para Vernon – é o mesmo, by the way.
estação de Rouen
O resultado é que eu fiquei vagando pela estação, fui parar na frente da Galeria Lafayete... foi um caos e é lógico, perdi o trem! O problema é que não tem ninguém para dar informação e você não tem acesso a todos os cantos da estação. É como se um lado não se comunicasse com o outro. O fato é que eu encontrei o local da partida do trem com meia hora de atraso e a minha sorte é que o funcionário falava inglês e me disse que não havia problemas em pegar o próximo, que saía às 6:51hs (plataforma 19) – vai vendo os horários!!!

No final das contas foi ótimo, porque deu tempo de usar o banheiro, tomar café da manhã e ainda chegar num horário mais decente ao meu destino. E o mais engraçado é que no final das contas, eu acabei descobrindo que poderia usar o meu bilhete em qualquer dia e hora até o dia 04/09... não é incrível?! Micos de uma viagem, rsrsrs.

Muito bem. Cheguei em Rouen às 8:00 e pouco da manhã e como eu já estava prevendo, estava tudo fechado e a cidade absolutamente vazia. Estava sem mapa, então, fiquei andando meio que aleatoriamente pela cidade que, para a minha surpresa, se mostrou bastante grande, muito maior do que as outras que havia visitado até então. Tem até metrô na cidade! E outra coisa que eu notei pelas andanças por lá é que há lojas lindas em Rouen, com roupas maravilhosas e bem fora do meu orçamento!

Fui parar no centro de informações turísticas, que fica bem em frente à Notre Dame de Rouen que é, de longe, a igreja mais linda que já vi em toda a minha vida. Eu fiquei absolutamente obcecada com ela, tirei milhões de fotos e cheguei à conclusão de que se eu tivesse ido à França só para visitar aquela igreja, estaria tudo bem! Teria valido a pena. No centro de informações eu peguei um mapa em português e resolvi fazer o roteiro de caminhada ali sugerido, fazendo um tour pelos principais monumentos e locais da cidade. Comecei, é claro, entrando na catedral.
No interior, ela tem aquele estilo bem gótico, bem frio e simples. A parte românica foi construída em 1030, e sua parte gótica em 1145. Foi terminada em 1506, então ela tem essa característica bem “pedra sobre pedra” do período, sem qualquer fru fru. Lá dentro, você encontra duas coisas incríveis: o coração de Ricardo Coração de Leão (naquela época a Normandia era inglesa) e o túmulo do Rollo. Aliás, a cidade toda tem estátuas dele e muita referência viking. Dentro da catedral, ainda há mais de 70 esculturas entre anjos, santas e os apóstolos!!!
Rollo e Ricardo Coração de Leão
Assim como Vernon, a cidade toda é dotada daquelas casinhas de madeira e pedra em estilo normando. E como são muito antigas, todas estão bem tortas e meio que apoiadas umas nas outras. Há também muitas placas sobre os soldados da Segunda Guerra, afinal de contas, foi lá que a libertação começou. Na cidade também destaca-se o Gros Horloge, que é uma torre de relógio muito bonita que contém um relógio astronômico onde as horas são marcadas em um só ponteiro e também da pra identificar as fases da lua.


O outro grande atrativo da cidade são as referências à Joana D´arc. Logo no começo do passeio, ainda próximo à estação, nos deparamos com a Torre onde ela permaneceu encarcerada nos seus últimos dias de vida. Essa torre, fazia parte do castelo construído por Felipe Augusto em 1204. Ela pode ser visitada, mas estava fechada.

Mais perto da Notre Dame, lá no centrão da cidade, há a Praça do Vieux-Marché – coisa mais linda desse mundo e muito semelhante à Hommer de Frankfurt, impossível não perceber a Igreja Santa Joana D’Arc, que é modernosa e tem um estilo super diferente. Ela foi construída no século XX e tem o formato do capacete da jovem. Eu achei incrível, mas eu sei que ela é meio que fonte de discórdia na região. Ela foi construída, apenas a título de curiosidade, bem em frente ao local onde Joana D´Arc foi queimada.
 

Lá perto, a título de informação útil aos turistas, tem um ótimo banheiro de graça e um lugar que vende água por, pasmem, 0,20 Euros!!! A cidade, no geral, é muito bonita e tem muita coisa para ser vista. O problema é que estava fazendo um calor daqueles de fritar ovos no chão – foi o último dia de calor, aliás, da minha viagem, porque depois só esfriou – e tinha muita coisa fechada. Não havia museus abertos e apesar da presença maciça dos turistas, eu só consegui ter acesso à fachada da maioria dos edifícios e igrejas. Isso significa que, no meio da tarde, eu já não tinha mais o que fazer!

Acabei voltando mais cedo do que o planejado a Paris, peguei o trem das 14:55hs. No trem, um baita perrengue de um dia que parecia não estar dando certo desde o início. Um cara estava aos berros no andar de baixo, esmurrando a porta... uma coisa de maluco e as pessoas pareciam não conseguir acalmá-lo. Cheguei em Paris lá pelas 16hs e já passei em algumas lojinhas da St Lazare para fazer algumas comprinhas de final de viagem.

De lá, segui meio perdida, porque não conhecias muito bem a região, mas cheguei à Chapelle Expiatoire, que é perto, mas não muito. Consegui chegar graças à ajuda de um local super gente boa. A capela em si é super escondida e se parece um pouco com um mini panteão. É singela, mas bonitinha e a entrada custa 6,00 Euros. É fofo porque é uma espécie de pedido de desculpas do povo francês, uma homenagem à Luís XVI e Maria Antonieta. O casal está sepultado em St Denis, mas ganhou uma cripta na Chapelle Expiatoire. Ao redor, há túmulos de soldados que defenderam o casal na noite do ataque às Tulherias e em baixo, alguns nomes importantes da revolução.

E esse foi o meu dia. No próximo, Versalhes!

domingo, 4 de março de 2018

FILMES DO OSCAR

Muito bem. Hoje a noite teremos a cerimônia do Oscar e, como em todos os anos, fiz a lição de casa e assisti aos principais filmes ou, pelo menos, aqueles que estão concorrendo às principais categorias. Então, vou contar um pouco o que achei de cada um deles e torcer para que o meu favorito se consagre vencedor esta noite. 
 The Post - filme absolutamente estrelado e que, por conta disso, não poderia dar errado! Dirigido por Steven Spielberg e protagonizado por Meryl Streep e Tom Hanks. Precisa dizer mais alguma coisa? Trata-se de uma história baseada em fatos reais, onde no meio da Guerra do Vietnã, lá no início dos anos 70, o NY Times publica uma edição bombástica trazendo a tona o fato de que o governo americano sabia o tempo todo que a guerra era um erro, mas que a alimentava e enganava o povo porque simplesmente não queria ficar por baixo. Os presidentes que eram eleitos não queriam que a bomba da perda recaísse sobre o seu governo, então eles simplesmente empurravam para o próximo e assim sucessivamente. 

Só que o Times não conseguiu prosseguir com a matéria porque o governo o proibiu, numa cristalina censura à imprensa da época. E a bola, digamos assim, foi para as mãos do The Washington Post, que também recebeu o material, mas com uma presidente muito inexperiente e cautelosa no poder (e muito fofa também!!), estava com medo de colocar a cara a bater. E assim vai seguindo o filme até um final bastante incrível e histórico!
- A Forma da ÁguaConfesso que estava com um pouco de preconceito com relação a esse filme. A temática não me interessava e eu simplesmente achava que assistir a um filme onde rolava um romance entre uma humana e um monstro aquático, era simplesmente demais para mim. Mas, a película era encabeçada por Guillermo del Toro, um dos meus diretores favoritos. Então, eu meio que tinha a certeza de que, poderia até não se um filme incrível, mas ele seria visualmente impecável.

E eu estava certa quanto a essa última parte. O visual do filme é simplesmente um trabalho primoroso. Dá para ver em cada cena o cuidado que ele teve com as cores, as roupas, é tudo muito maravilhoso. Mas, estava errada quanto a não gostar do filme, porque simplesmente amei! Achei a história bonita, tocante e, apesar de fantástica, é apenas uma metáfora para as relações entre humanos.
Há um laboratório americano, na época da guerra fria, que mantém um ser aquático híbrido, trazido da Amazônia para estudos. O objetivo não é, porém, científico ou apenas de curiosidade, mas encontrar elementos capazes de lidar com os russos. Só que a faxineira muda desse laboratório se apaixona pela criatura, que é inteligente e demasiadamente humana. E o que acontece é que ela envolverá pessoas incríveis que gravitam ao seu redor para salvar essa criatura. O que vem em seguida é muito bonito. É amor na mais pura afeição da palavra. 

Três anúncios para um crime -  Último filme assistido antes da cerimônia do Oscar e um dos que eu estava mais ansiosa para ver. Eu acho que isso acabou gerando uma expectativa muito grande que acabou sendo quebrada durante o filme. É ruim? Não. Mas a história é muito boa e merecia ter sido contada de um jeito mais sério, menos caricato e banal. E a atuação da Frances McDormand? É excelente. Mas é Frances McDormand sendo Frances McDormand, mesmo papel que lhe rendeu o Oscar em Fargo. Prefiro premiar atrizes mais versáteis, como a incrível Maryl Streep.

Bem, em uma cidade no interior do Missouri (acho que é isso), uma garota é estuprada e assassinada. Sete meses depois, ninguém encontrou o culpado e a coisa meio que esfria. É como se todo mundo tivesse se esquecido. A mãe, então, resolve colocar anúncios em outdoors espalhados pela estrada onde ela morreu, cobrando a atuação da polícia. Só que ela o faz de uma forma bem agressiva. Pelo menos pra mim, não pareceu que ela quisesse encontrar realmente o responsável, mas sim, culpar alguém, não importando quem, simplesmente colocando para fora sua raiva e fazendo com que as pessoas se lembrassem, do que aconteceu.
Poderia ser um filme incrível, mas os policiais são retratados como sendo retardados mentais, como se tivessem saído de uma das versões da Loucademia de Polícia. E a mãe da garota é uma psicopata que só faz merda! É merda atrás de merda e isso faz com que a cidade e os espectadores criem asco dessa mulher ao invés de querer apoiá-la. Ela é bem louca e muito inconsequente. Achei que a abordagem do filme deixou a desejar. 
- Me chame pelo seu nome Que filme bonito! Confesso que estava com um pouco de preconceito porque... não sei a razão, só achava que seria mais um filme de descoberta de homossexualidade e nada demais. Mas a verdade é que eu fiquei absolutamente chocada com a qualidade da atuação do protagonista, um menino! O ator é simplesmente maravilhoso e sua indicação ao Oscar é mais do que merecida! E eu vou dizer que tem uma cena dele com o pai no final que... nossa, se você não quiser ver o filme, assista pelo menos essa cena, porque é muito maravilhosa!

Bem, o cenário é a Itália. Pai, mãe e filho, judeus mezzo italianos, mezzo americanos e mezzo franceses. Todos muito chiques, absurdamente cultos, sensíveis e com uma mentalidade super aberta e moderna. O pai é historiador e nos verões, ele sempre convida alguém brilhante para passar um tempo com a família. Dessa vez, o escolhido foi Oliver, um homossexual muito bonito e sensível e logo rola um match com Elio, o filho do casal. Elio é virgem, está super confuso sobre sua sexualidade e é com esse aluno de seu pai, um cara mais velho, que ele vai viver uma linda história e ver seus sentimentos se aflorando. O filme é apenas lindo demais. 
Lady Bird: é hora de voar -  Vou confessar que não amei esse filme. Não que ele seja ruim, porque não é. Mas é que eu acho que os outros concorrentes são tão espetaculares que esse acaba ficando na sombra e correndo pelas laterais. As atuações são muito boas e a temática é muito delicada, mas acho que não me prendeu a atenção como os demais. Mas sim, rolou uma lagriminha no final!

Ele vai nos contar a história de uma garota de 17 anos chamada “Lady Bird”.  Ela está naquela fase de fim de escola e escolha de faculdade e seu único objetivo é mudar de vida, sair daquela cidade de interior onde vive e buscar algo maior para si. Só que sua família é muito pobre e e muito tradicional, o que acaba limitando um pouco a sua rotina e a escolha de seu próprio futuro. E o mote do filme são os conflitos mãe e filha. Ambas têm personalidades muito fortes e antagônicas e elas passarão o filme todo brigando.

- Trama fantasma Assim como a Meryl Streep e o Tom Hanks, eu sou da opinião de que qualquer filme com o Daniel Day-Lewis no elenco, na pior das hipóteses, nos presenteará com uma atuação sublime. É um ator que mergulha no papel, que estuda, que vive aquele personagem, o que é algo maravilhoso de se ver. Outro ponto forte do filme, para quem, assim como eu curte moda, são os vestidos belíssimos desfilados, seu processo de criação e as costureiras colocando as mãos na massa. Mas, foi só... não curti o filme.


Lawrence é um costureiro absurdamente excêntrico. Ele tem um complexo de édipo ensandecido e uma obsessão pela irmã, a quem vê como uma substituta da própria mãe. Você só consegue ficar próximo a ele se conseguir se submete a todos os seus caprichos, hábitos esquisitos e manias insuportáveis. Fora que ele só produz quando está realmente muito concentrado, o que implica na ausência d qualquer tipo de interrupção, nem mesmo se for de sua esposa ou irmã. É um cara chato demais. E, ao longo do filme, vamos acompanhar a insistência doentia de Alma, sua amante-modelo, para ser notada e amada pelo estilista e fazer parte de sua vida, ser alguém realmente importante. Ela irá transformá-lo, after all, mas eu acho que os dois são doidinhos de pedra!

quinta-feira, 1 de março de 2018

ILUMINADOR MAHAV - Nº 02 - GOLD - REVIEW

Eu acho que todo mundo na vida tem um momento “necessidade de compras”. São aqueles momentos em que sabemos que comprar um mimo vai transformar nosso dia num momento muito melhor, principalmente dentro de uma semana ruim ou de uma notícia não muito animadora. São as “compensações" para os infortúnios. Eu estou cada vez mais e mais evitando essas questões, me concentrando mais nas minhas despesas e tentando equilibrar minhas finanças, mas a verdade é que nem sempre somos tão fortes.

Dias desses fui fazer uma audiência em Osasco. Como sempre, muito cansativo e um dia que não prometia ser dos melhores. De fato não foi... mas, em compensação, estava louca para conhecer as lojinhas de makes baratex no centro da cidade. Devo dizer que o boom foi muito maior do que o que eu vi por lá. A verdade é que eu vejo sempre esses vídeos de makes baratinhas, tenho vontade de ter várias coisas e quando chego no local, nada me interessa. Mas, consegui trazer algumas coisas pra casa para animar meu dia. Dentre elas, o iluminador do post de hoje.

Na verdade, eu gostaria de ter comprado a cor 1, que é um rosê perolado e não a gold, que é um dourado que deve ficar muito mais bonito em peles morenas ou negras. O subtom da minha pele é quente, mas eu sou tão branca, que esse tipo de produto acaba não funcionando na minha pele. Mas, tirando a questão da cor, que como vocês podem ver, é muito diferente da cor do meu iluminador favorito da vida, o The Balm, ele é um bom produto. É bem compacto, não é do tipo que fica esfarelando e tem um brilho que pode ser considerado discreto. É muito bonito, mas não tem partículas, o que facilita o seu uso no dia a dia.


A embalagem é simples, mas igualmente boa. Não é do tipo que vai abrir na bolsa. Tem 10g de produto, mais do que o da The Balm, a validade é 10/2020 e o produto é nacional. Não vem com espelhinho nem com esponjinhas. Na real, é um produto de boa qualidade, mas não estou conseguindo usá-lo e eu ainda prefiro muuuuuuito mais o meu da The Balm. Gastei cerca de R$ 5,00, mas poderia ter economizado esse dim dim.