Mostrando postagens com marcador VIAGEM - FRANÇA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador VIAGEM - FRANÇA. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

VIAGEM FRANÇA - DIA 15 - FEIRINHA DE OUEN + VOLTA

aerolook: calça de camelô, alpargata Perky, a blusa de baixo é J. Crew, o moleton é Le Lis Blanc, o cardigã foi comprado por lá e as echarpes são um mix entre a preta comprada em Sintra e a azul comprada em Vernon 
Último dia de viagem, mas não poderia ser desperdiçado, ainda mais porque o avião só sairia as 22:55hs! Por isso, acordei, terminei de arrumar minhas malas, fiz o check out no hotel e deixei a minha mala-chumbo e a mochila por lá. Catei o metrô e segui para o mercado de pulgas de Saint Ouen, sem esperar muito.

Eu tinha ouvido apenas que ele era bem extenso e que precisaria de tempo para percorrê-lo. Ele fica um pouco afastado do centro de Paris, numa região menos turística e bem ruinzinha, mas de metrô tudo se resolve nessa vida. As redondezas de lá - estação Ponte De Clignancourt - não é das melhores, devo alertá-los. Mas há muitos turistas e também muitos moradores... a verdade é que apesar de não estar cercada de segurança, não me senti ameaçada. É como estar em um lugar como o Brás ou a 25 de Março. 

Muito bem. Antes de falar um pouco mais, devo dizer: o Brasil é um país relativamente novo e que não passou por tantas coisas. A França, ao contrário, é uma nação muito antiga e com muuuuuita história. Por isso, enquanto em São Paulo você encontra nos mercados de pulgas objetos das décadas de 50 pra frente - mais ou menos -, na França você encontra nesses mesmos mercados coisas dos séculos XVIII e XIX!!! Não é incrível??? É tanta coisa Art Nouveau e da Bele Époque!! É de surtar!!! Então, como vocês devem imaginar, esse mercado, além de contar com coisas lindas, vai também trazer ao vivo e a cores a história da França.
Em volta do local onde acontecem os mercados - já explico - rola uma muvuca estilo Brás. Uma porção de barraquinhas espalhadas vendendo produtos falsificadas, quinquilharias chinesas, etc. Passe reto porque não vale a pena. A camiseta falsificada do Neymar, por exemplo, você acha no Brasil! Vá direto aos mercados. São 5 ou 6, agora não em lembro, espalhados ao longo de alguns quarteirões. Entre em todos e vá com calma! 

Logo você vai perceber que cada um tem uma característica específica. Tem uns mais chiquetosos, que vendem mobília e objetos muito finos e roupas Dior, Chanel e outras marcas que nossos bolsos não alcançam e aqueles que vendem as mesmas coisas só que em condições de serem compradas! Daí, é como qualquer brechó: vale o garimpo! Devo dizer que o pesado da feira são os objetos e os móveis. Mas tem muito acessório e muitas roupas também. Dá para fuçar e ser feliz!!! É como qualquer brechó, tem coisas em excelente estado e coisas em estado mais difícil. 

E os preços variam muito. Olha só, eu comprei em três diferentes lojas por lá. Primeiro, algumas fivelinhas vintage que simplesmente amo! São todas antiguinhas e todas juntas custaram 20,00 Euros. Também comprei um brinco com perolinha pori 5 Euros. Mas ele não é tão original, passou por algumas modificações. Mas é fofo mesmo assim. Por fim, comprei uma joia praticamente e paguei o preço que certamente ela vale: 30 Euros. Trata-se de um par de brincos originais art nouveau do início do século XX. Uma coisa linda demais, preciosidade! Vou mostrar num post de compras.
Tem banheiro em diversos mercados e pra comer também tem algumas opções. Eu almocei em um restaurante de empanadas argentinas e devo dizer que foi a melhor que eu já comi na vida. Não me lembro agora o nome do restaurante ou da rua, mas é por lá, fora dos mercados. No final das contas, passei muito tempo em Saint Ouen, voltei depois do almoço para o hotel, ainda dei umas boas voltas no entorno, numa espécie de despedida, comprei coisinhas na Sephora, e o que ainda estava faltando.


Cheguei no hotel lá pelas 17hs, fiquei um tempo no lobby esperando pelo transfer contratado que chegou exatamente às 18:20hs, horário marcado. De lá, seguimos para o aeroporto, onde passei pela imigração com tranquilidade e fiquei umas boas horas esperando pelo meu voo. E foi isso!!!! Nos próximos posts eu já vou começar a falar sobre a viagem de 2018, que já está praticamente planejada e devidamente comprada!!

quarta-feira, 25 de julho de 2018

VIAGEM FRANÇA - DIA 14 - FONTANEBLEAU E PETIT PALAIS

blusa Banana Republic, jaqueta Ralph Lauren de brechó e calça que era da minha mãe. A echarpe também é da minha mãe!

Quase no finzinho da viagem, fiz mais um bate volta de trem pela região. Claro que, como sempre, pegar trem foi um completo caos. E, para completar, o outono parecia ter chegado de vez na França e eu não estava preparada para o frio que me esperava. Cheguei na Estação Gare de Lyon por volta das 7:15hs da manhã e, como sempre, não havia um ser humano para me dar informações.

Acabei encontrando um guichê da empresa de trens e eles me indicaram um setor. Ocorre que era o setor de embarque e não de compra de bilhetes! Tentei comprar pela maquininha, mas não consegui. Depois de um tempão, me disseram que o lugar para compra era exatamente o primeiro, onde eu havia pedido por informações.... Que inferno! Para completar meu dia, que não ia muito bem, perdi o trem porque estava na plataforma errada. Acabei tendo que pegar o próximo, o que me atrasou muito. 


De Paris a Fontainebleau há diversas paradas, mas no final, tudo deu certo, cheguei a estação Gare de Fontainebleau-Avon e de lá, peguei um ônibus para o chateau – aliás, chamar aquilo de chateau é piada, porque o palácio é imenso! Bem pertinho estava rolando uma feira e, claro, resolvi dar uma checada, mesmo estando atrasada e mesmo temendo perder o áudio guide que havia reservado. Acabei comprando na feira um cardigã cinza, o que foi bastante providencial para o frio que eu estava sendo – frio real!!

O áudio guide também deu certo e, para a minha surpresa e extrema felicidade, fiz a visita em um palácio quase vazio, sem aquele monte de turistas e chineses que invadem o palácio de Versalhes. E isso me possibilitou ver tudo com mais calma, parar em cada um dos cômodos, ouvir o áudio guide, tirar fotos, etc. Foi uma experiência completamente nova, visto que Fontainebleau é bem parecido com Versailhes, exceto pelos jardins imensos deste último, mas o fato de não estar lotado torna a experiência muito diferente.

O palácio é bem extenso, o local está absolutamente conservado e guarda muito mais móveis e ornamentos do que Versalhes. E, pelo que entendi, é o único palácio na França que abrigou todos os reis e rainhas, sem exceção, inclusive o próprio Napoleão que abdicou e se despediu de seus guardas lá mesmo em Fontainebleau. No local há uma capela lindíssima, onde foram batizados Napoleão III e casou-se Luis XIII (talvez tenha sido Luis XV... não peguei direito essa parte!). E a capela linda foi feita por ordem de ninguém menos que S. Luis.

A cidade até parecia bem bonitinha de se explorar, mas eu preferi voltar para Paris após a minha experiência incrível no palácio. Queria ir até o Petit Palais, onde eu ainda não tinha tido a oportunidade de ir, é de graça e me falaram que é deslumbrante. E sim, é verdade!! O Petit Palais é uma gracinha e realmente imperdível. A própria arquitetura do local já vale a pena, mas as obras também são bem legais. Para quem foi ao Louvre e outros museus locais, não há nada demais, mas ainda assim, vi muita coisa incrível.  Tomei um café no jardim e fui andando até o hotel para fazer as malas.




sexta-feira, 27 de abril de 2018

VIAGEM FRANÇA - DIA 13 - LOUVRE

vestido usado como túnica Marc Jacobs de brechó, cardigã comprado na viagem e legging My Basics. 

Somente mais 3 posts para o fim da minha viagem!!! E, pasmem, acreditem se quiser, mas eu fui ao Louvre, o museu mais famoso do mundo, apenas no finalzinho da trip. E vou dizer que foi ótimo, porque já estava meio friozinho e eu também já estava um pouco cansada, de modo que passar o dia todo dentro de um museu foi até que bem gostosinho.
Às 8:30hs eu já estava na fila do Louvre, passando frio! Já tinha o ticket comprado com entrada para às 9hs e foi exatamente o horário que eu entrei, sem qualquer crise! Já de posse do mapa – que nem de longe é tão específico e organizado quanto o do MET -, segui para o 2º andar, com o intuito de começar de cima para baixo. Infelizmente, e para a minha grande decepção, grande parte do setor dos holandeses estava fechada, incluindo Vermeer que era o que eu mais ansiava para ver.

Em pouco tempo, já havia visto o andar todo, porque o museu ainda estava bem vazio e acho que as pessoas que estavam lá dentro estavam dando preferência às telas icônicas, como a Monaliza! São 5 andares ao todo e, como eu já pincelei acima, a coisa é meio caótica porque não segue uma regra e o mapa não é nada preciso. Fiquei em dúvida, diversas vezes, se já havia passado ou não em determinado lugar. Mas, temos que pensar que, além do lugar ser imenso, ele não foi projetado para ser um museu. Ele era, ao contrário, um palácio que foi adaptado para expor essas obras maravilhosas.


Bem, o local onde mais fiquei foi a ala dos pintores italianos, que contava com Boticcelli, Tintoretto, da Vinci, Rafael, Caravaggio... tanta gente maravilhosa e tanto quadro incrível e tão antigo, que fica até difícil se movimentar. Eu já havia estado a muitos museus e visto muitas obras icônicas, mas não nesse nível e não tão antigas! E claro, vi a Monaliza, as Bodas de Canã, a Virgem das Rochas, o Naufrágio do Medusa, a Coroação da Imperatriz Josephine... muita coisa!!! Na parte da Monalisa, como já era de se esperar, havia milhões de pessoas e... chineses sendo chineses e tirando zilhões de fotos e empacando a parada toda!


Mas, o que eu acho curioso é que, além das obras de arte, que são o real motivo pelo qual o povo vai ao Louvre, o que ninguém fala é que ali funcionava um palácio e, portanto, a própria arquitetura do lugar é incrível!!! As molduras das portas e janelas, os tetos pintados, as lareiras e tantos outros detalhes que renderam muitas fotos! E tem um setor, que foi um dos meus preferidos, onde você tem acesso ao palácio como era em sua primeira construção, lá na Idade Média. Suas estruturas estão intactas e em exposição.

A parte das esculturas também é bem incrível, com destaque para a Vênus de Milo, que é linda e icônica. Mas, não é a mais bonita, há muitas estátuas lindas por lá. Há, ainda, o setor grego, o romano, o egípcio, que é imenso, está meio que espalhado em vários lugares e conta com uma múmia de verdade, túmulos, esculturas e uma esfinge bastante grandinha. Há o setor com artes da babilônia, Pérsia, do islã, enfim, é coisa demais! Vi o Código de Hamurabi, vi um setor inteiro só de túmulos antigos, que achei bastante legal... e nossa, fiquei dentro do museu até fechar, às 18hs!!!



Como mencionei, saí do museu às 18hs, extasiada, e segui andando em direção ao Trocaderò com o objetivo de ver a Torre piscando. Andei horrores, cerca de 1 hora, o que foi bom, no final das contas, porque foi meio que uma despedida da cidade, e quando finalmente cheguei, o tempo estava chuvoso. Como ainda havia tempo até escurecer e começar o espetáculo, me protegi um pouco da chuva e fui comer num local nas proximidades. Depois, segui para o Trocaderò, já sem chuva, e fiquei uns 40 minutos sentada esperando. E quando começou, meu Deus, como fiquei emocionada!!! Valeu muito a pena esperar, foi uma experiência que vou guardar pra sempre!

terça-feira, 17 de abril de 2018

VIAGEM FRANÇA - DIA 12 - VERSALHES

vestido Dedé Bevilacqua, echarpe comprada no Chile e sapatilha de Óbidos.

O meu 12° dia de viagem tinha como objetivo um dos meus maiores desejos da vida: conhecer o local onde viveram as cortes de Luis XIV e Maria Antonieta. Eu sou absolutamente enlouquecida por aquele lugar, sempre fui, sempre assistir a diversos documentários, filmes, séries, li livros a respeito... enfim, estava preparadíssima para tudo aquilo.

E foi muito fácil chegar a Versalhes. Saí do hotel, fui até a estação Invalides, paguei € 3,65 e comprei uma passagem de trem RER C direto para a Estação Versalhes River Gauche. Alguns quarteirões depois e eu estava à beira dos portões imponentes do palácio e de cara com uma big estátua do idealizador daquela maravilha: Luis XIV. Tudo parecia ótimo e fácil, não havia filas – eu já havia comprado o bilhete previamente pela internet -, mas a impressão que eu tive a princípio, foi de que o local era menor do que eu imaginava.

Resolvi começar a explorar pelo palácio em si, para depois seguir para os jardins e, por fim, ao Trianon, nos domínios da minha querida Maria Antonieta. Pois bem, entrei no palácio, peguei um áudio guide em português, que já estava incluído no ticket e, portanto, não paguei nada a mais por ele, e segui explorando o local. E claro, a minha primeira impressão foi: é tudo muito bonito. Mas, vou dizer que eu tive duas decepções.


Veja que não foi meu primeiro palácio, já havia visitado alguns na própria França e também em Portugal e na Alemanha, de modo que eu sabia exatamente o que esperar quando entrei. Só que, para o meu desgosto, verifiquei que muitas das salas não contavam mais com a sua característica original, e elas haviam sido transformadas em “locais para serem visitados por turistas”. Isso foi uma pequena decepção que eu tive com o começo do passeio. Obs: depois vim a saber que, como o palácio foi invadido durante a Revolução Francesa, muita coisa foi destruída.

A segunda decepção foi: é tanta, mas tanta gente lá dentro, que se forma uma fila e você não consegue se locomover de um cômodo ao outro sem que aquele mar de gente ande. Eu juro que me deu até um pouco de claustrofobia ficar por ali e teve uma hora que eu simplesmente desisti e passei para o próximo local. São turistas de todos os lugares, mas a quantidade de chineses que estava por lá era uma coisa absolutamente insana! E como eles gostam de tirar fotos em todos os lugares (milhões de fotos), a coisa empaca e ninguém se mexe!


Saindo do palácio, que não é muito grande porque não podemos visitar todas as alas, segui para os jardins, que são imensos e hiper bem cuidados. É nesse momento, de lá de cima, que você olha no horizonte e vê aquela imensidão de terras e não consegue enxergar até onde vai aquele palácio... Eu fico imaginando o quão impactante aquilo deveria ser para um nobre estrangeiro ou para o próprio povo. Eu deveria ter alugado uma bicicleta para percorrer todo aquele lugar, porque é imenso, cheio de bosques e coisas lindas escondidas, mas, para a minha sorte, estava chovendo, e bastante.

Mas, claro que o palácio tem seus encantos, e não são poucos. O que eu mais gostei foi do domínio das princesas. Fiquei sabendo que muitas mulheres reais ficavam sozinhas porque não havia príncipes católicos suficientes como pretendentes. Daí, elas ficavam por lá, em Versalhes e tinham seus próprios mini apartamentos. E claro, a sala dos espelhos é algo de outro planeta!!! Esses corredores imensos que eram feitos nos palácios – no Residenz em Munique tem um lindíssimo e em Fontainebleau também – são algo de outro universo! Mas acho que dá para ver pelas fotos que a quantidade de gente por lá estraga um pouco a paisagem.

E eu vou dizer que do palácio até o Grand e o Petit Trianon é longe pra caramba!!! Dá para ir de carro, porque é realmente muito longe!!! Mas, eu fui andando e debaixo de chuva, feliz porque os chineses se contentaram com a primeira parte do passeio e não se dispuseram a seguir em frente. O Grand Trianon, meu primeiro destino, foi a residência de verão de muitos reis franceses. Ele tem o interior muito mais bem conservado do que o do próprio palácio principal. São muitas coisas e muitos detalhes para serem vistos e eu passei um tempão lá dentro porque, além da chuva, estava fazendo frio e eu estava de vestido!

Depois, segui para o Petit Trianon e os aposentos/terras da Maria Antonieta. Por incrível que pareça, apesar de ser a parte mais simples dos domínios de Versalhes, foi onde eu passei mais tempo e foi a parte que eu mais gostei. O lugar é bem grande e a residência em si é bem pequena e simples. Mas, nos arredores há o belvedere, uma gruta, o teatro, a capela e o mais legal de tudo é a mini cidade e fazendinha construída no entorno. Amei o local, parece uma vila de brinquedos, cheia de bichinhos e hortas e plantações... achei uma delícia!

Tentei abranger o máximo possível e visitar todos os locais, e confesso que no final do dia já estava bastante cansada e também bem de saco cheio da chuva e o frio. Já na saída do palácio, em direção ao trem, quando achava que tudo havia terminado, entrei nos estábulos do castelo, onde estão guardados os coches. A maioria deles pertenceu à família do Napoleão, mas vale muito a visita. Ainda no caminho, passei numa farmácia e no Monoprix, para comprar algumas coisinha faltantes e confesso que esse foi o meu maior erro!!

A chuva que antes estava simplesmente “OK”, piorou muito, a ponto de, mesmo de capa, parecer que eu havia mergulhado num rio! Eu estava simplesmente ensopada. E esse não foi o pior! Eu me perdi e não conseguia encontrar a estação de trem. Acho que a empolgação para chegar ao palácio foi tão grande, que na volta eu não encontrava a estação. Mas, no final deu tudo certo, às 18hs peguei o trem e segui para o hotel.

segunda-feira, 5 de março de 2018

VIAGEM FRANÇA - DIA 11 - ROUEN

mais um dia de conforto, mas com roupa fofa. A blusa é Anthropology, o cardigã é My Basics, a calça foi comprada na José Paulino e a sapatilha é de Óbidos. 

Rouen não era um destino que estava nos meus planos desde o início. Na verdade, eu estava com um dia sobrando na viagem e em pesquisas realizadas internet afora, descobri que Rouen, que é a capital da Normandia, ficava muito próxima à Paris e tinha muitos atrativos. Era uma cidade bonitinha, foi lá que morreu Joana D´Arc e foi lá que Rollo, um dos nobres vikings, se estabeleceu. Ou seja, parecia um lugar com muitas coisas interessantes a serem vistas.

E lá fui eu para a cidade num dia que tinha de tudo para não dar certo. Saí do hotel às 5:20hs da manhã e meu metrô saiu às 5:45hs. Não sei se eu já comentei por aqui, mas sair a noite em Paris é super OK, não me sinto ameaçada. Mas, sair pela manhã já é outra história, porque está escuro, as ruas estão vazias e parece que só tem maluco rondando por aí. Muito bem. Cheguei à estação St Lazare faltando apenas 10 minutos para a partida do trem e eu desemboquei num lugar completamente diferente daquele onde estava quando peguei o trem para Vernon – é o mesmo, by the way.
estação de Rouen
O resultado é que eu fiquei vagando pela estação, fui parar na frente da Galeria Lafayete... foi um caos e é lógico, perdi o trem! O problema é que não tem ninguém para dar informação e você não tem acesso a todos os cantos da estação. É como se um lado não se comunicasse com o outro. O fato é que eu encontrei o local da partida do trem com meia hora de atraso e a minha sorte é que o funcionário falava inglês e me disse que não havia problemas em pegar o próximo, que saía às 6:51hs (plataforma 19) – vai vendo os horários!!!

No final das contas foi ótimo, porque deu tempo de usar o banheiro, tomar café da manhã e ainda chegar num horário mais decente ao meu destino. E o mais engraçado é que no final das contas, eu acabei descobrindo que poderia usar o meu bilhete em qualquer dia e hora até o dia 04/09... não é incrível?! Micos de uma viagem, rsrsrs.

Muito bem. Cheguei em Rouen às 8:00 e pouco da manhã e como eu já estava prevendo, estava tudo fechado e a cidade absolutamente vazia. Estava sem mapa, então, fiquei andando meio que aleatoriamente pela cidade que, para a minha surpresa, se mostrou bastante grande, muito maior do que as outras que havia visitado até então. Tem até metrô na cidade! E outra coisa que eu notei pelas andanças por lá é que há lojas lindas em Rouen, com roupas maravilhosas e bem fora do meu orçamento!

Fui parar no centro de informações turísticas, que fica bem em frente à Notre Dame de Rouen que é, de longe, a igreja mais linda que já vi em toda a minha vida. Eu fiquei absolutamente obcecada com ela, tirei milhões de fotos e cheguei à conclusão de que se eu tivesse ido à França só para visitar aquela igreja, estaria tudo bem! Teria valido a pena. No centro de informações eu peguei um mapa em português e resolvi fazer o roteiro de caminhada ali sugerido, fazendo um tour pelos principais monumentos e locais da cidade. Comecei, é claro, entrando na catedral.
No interior, ela tem aquele estilo bem gótico, bem frio e simples. A parte românica foi construída em 1030, e sua parte gótica em 1145. Foi terminada em 1506, então ela tem essa característica bem “pedra sobre pedra” do período, sem qualquer fru fru. Lá dentro, você encontra duas coisas incríveis: o coração de Ricardo Coração de Leão (naquela época a Normandia era inglesa) e o túmulo do Rollo. Aliás, a cidade toda tem estátuas dele e muita referência viking. Dentro da catedral, ainda há mais de 70 esculturas entre anjos, santas e os apóstolos!!!
Rollo e Ricardo Coração de Leão
Assim como Vernon, a cidade toda é dotada daquelas casinhas de madeira e pedra em estilo normando. E como são muito antigas, todas estão bem tortas e meio que apoiadas umas nas outras. Há também muitas placas sobre os soldados da Segunda Guerra, afinal de contas, foi lá que a libertação começou. Na cidade também destaca-se o Gros Horloge, que é uma torre de relógio muito bonita que contém um relógio astronômico onde as horas são marcadas em um só ponteiro e também da pra identificar as fases da lua.


O outro grande atrativo da cidade são as referências à Joana D´arc. Logo no começo do passeio, ainda próximo à estação, nos deparamos com a Torre onde ela permaneceu encarcerada nos seus últimos dias de vida. Essa torre, fazia parte do castelo construído por Felipe Augusto em 1204. Ela pode ser visitada, mas estava fechada.

Mais perto da Notre Dame, lá no centrão da cidade, há a Praça do Vieux-Marché – coisa mais linda desse mundo e muito semelhante à Hommer de Frankfurt, impossível não perceber a Igreja Santa Joana D’Arc, que é modernosa e tem um estilo super diferente. Ela foi construída no século XX e tem o formato do capacete da jovem. Eu achei incrível, mas eu sei que ela é meio que fonte de discórdia na região. Ela foi construída, apenas a título de curiosidade, bem em frente ao local onde Joana D´Arc foi queimada.
 

Lá perto, a título de informação útil aos turistas, tem um ótimo banheiro de graça e um lugar que vende água por, pasmem, 0,20 Euros!!! A cidade, no geral, é muito bonita e tem muita coisa para ser vista. O problema é que estava fazendo um calor daqueles de fritar ovos no chão – foi o último dia de calor, aliás, da minha viagem, porque depois só esfriou – e tinha muita coisa fechada. Não havia museus abertos e apesar da presença maciça dos turistas, eu só consegui ter acesso à fachada da maioria dos edifícios e igrejas. Isso significa que, no meio da tarde, eu já não tinha mais o que fazer!

Acabei voltando mais cedo do que o planejado a Paris, peguei o trem das 14:55hs. No trem, um baita perrengue de um dia que parecia não estar dando certo desde o início. Um cara estava aos berros no andar de baixo, esmurrando a porta... uma coisa de maluco e as pessoas pareciam não conseguir acalmá-lo. Cheguei em Paris lá pelas 16hs e já passei em algumas lojinhas da St Lazare para fazer algumas comprinhas de final de viagem.

De lá, segui meio perdida, porque não conhecias muito bem a região, mas cheguei à Chapelle Expiatoire, que é perto, mas não muito. Consegui chegar graças à ajuda de um local super gente boa. A capela em si é super escondida e se parece um pouco com um mini panteão. É singela, mas bonitinha e a entrada custa 6,00 Euros. É fofo porque é uma espécie de pedido de desculpas do povo francês, uma homenagem à Luís XVI e Maria Antonieta. O casal está sepultado em St Denis, mas ganhou uma cripta na Chapelle Expiatoire. Ao redor, há túmulos de soldados que defenderam o casal na noite do ataque às Tulherias e em baixo, alguns nomes importantes da revolução.

E esse foi o meu dia. No próximo, Versalhes!