quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

LIVRO - OS IRMÃOS KARAMÁZOV


O livro líder de janeiro foi os Irmãos Karamazov de Dostoiévski com 900 e tantas páginas e uma linguagem pra lá de difícil. É daqueles livros que a gente tem que ler em silêncio, num lugar tranquilo, sem distrações, porque, às vezes, uma olhadela de lado nos faz perder algum detalhe importante. Se eu gostei? Não muito. Eu apenas amei Crime e Castigo, considero um dos livros favoritos da minha vida, mas não tive esse mesmo amor pelOs Irmãos Karamázov.


Estamos na Rússia da primeira metade do século XIX. Existe um fulano que casou-se em duas oportunidades, sendo que na primeira delas teve Dimitri como filho e, na segunda, Alexei e Ivan. O pai nunca criou os filhos, quem o fez foi Grigori, o fiel criado. Fiódor – o pai – bebe muito, só que saber de dinheiro, engana os filhos e não é exatamente uma pessoa querida na cidade.
O filho mais novo, Alexei, é uma espécie de equilíbrio no livro, ele tem inclinações a ser padre, é uma pessoa esclarecida, boa e que se coloca à disposição de todos os personagens, primários ou secundários, a mediar uma discussão, buscar ajuda e coisas do tipo. Ivan é o do meio e, apesar de ser um cara bastante perturbado e de difícil diálogo, é uma espécie de peso morto para a história central. Dimitri, por sua vez, é o irmão causador! Ele não só briga com o pai o tempo todo, acusando-o de tê-lo roubado, como ambos disputam o amor de Grushenka que, por sua vez, não dá bola para nenhum dos dois.
E a primeira parte do livro passa-se nessa situação, com discussões, situações externas, personagens secundários, etc. Na segunda parte do livro, Fiódor é assassinado e roubado. O primeiro suspeito, claro, é Dimitri, seu filho mais velho e maior desafeto. Mas, um novo personagem entra na jogada: Smerdiakov, um criado que, reza a lenda, é também o seu filho bastardo. E a gente vai acompanhar, a partir desse momento, a trama que envolveu o assassinato, as investigações, o julgamento, etc. Claro que não vou dizer quem é o assassino!
A história é até que boa, os personagens são bem complexos e assustadoramente dramáticos, rs!!! Nunca vi um povo mais dramático que o russo, e olha que eu achava que ninguém vencia os italianos!!! Só que o que me incomodou é que em alguns momentos, há páginas, páginas e mais páginas de divagações filosóficas, discussões sobre a moral e os bons costumes, sobre a existência ou não de Deus... eu sei que isso tudo serve para caracterizar os personagens, mas é extremamente cansativo e por vezes eu decidi largar o livro porque me cansava. Eu acho que o estilo de escrita da época é enfadonho. Se esse livro se atentasse apenas aos fatos, ele poderia ter umas 500 páginas – no máximo - e seria muito mais interessante.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

VIAGEM FRANÇA - DIA 10 - MONT SAINT MICHEL


blusa Loja Prosa, cardigã H&M, short Emanuelle Junqueira e o colar foi comprado no dia anterior numa feira no Marais
No meu décimo dia de viagem, tinha como objetivo a visita ao monumental Mont Saint Michel na Normandia. Para tanto, acordei super cedo e fui em direção à Estação Pyramides do metrô, encontrar a empresa de turismo Paris Vision, a mesma que me levou ao Vale do Loire. Como já estava muito bem localizada na região,  mesmo tendo saído do hotel tão cedo e com as ruas ainda escuras, me virei bem e consegui chegar bem fácil no ponto de encontro. Comprei um croissant, um folheado de chocolate e um café (ai, que saudades!!!) porque seriam 5 horas de viagem até o destino, com apenas 1 parada, e vocês sabem que eu tenho pavor de passar fome!!

Na empresa, ganhamos um guia interativo, daqueles que você vai clicando com uma caneta de laser (eu não sei como funcionam essas tecnologias) e durante o caminho, já tinha me inteirado bastante sobre o local. Então, antes de qualquer coisa, vou falar um pouquinho sobre o Mont Saint Michel. A começar com a sua localização: trata-se de um vilarejo medieval francês localizado a 350km de Paris, na fronteira entre a Normandia e a Bretanha. Inclusive, dá para ver que de um lado é a Normandia e o outro a Bretanha, são paisagens bem diferentes.
No caminho já nas proximidades do Mont, a gente encontra vilarejos, hotéis e um lugar extremamente charmoso como, aliás, qualquer cantinho na França, especialmente na região da Normandia. O Mont, propriamente dito, fica cercado pelo mar e o acesso é feito através de uma ponte. Você pode chegar por lá a pé, de shuttle, de bike... só não dá para ir de carro. E lá naquela montanha linda que vocês estão vendo nas fotos, há uma vila medieval (charmosíssima), um mosteiro e uma abadia, que dá nome ao Monte. Na verdade, a entrada do Mont é gratuita, você paga apenas para entrar na abadia.

Apesar de o dia estar feio – porém quente -, o passeio rendeu muitas fotos de paisagens, porque não só o monte é lindo demais, como a coisa no entorno é muito magnífica, porque lá ocorre um fenômeno das marés que me lembrou muito do Filme A Mulher de Preto. Isso porque em algumas épocas do ano, todo o entorno do monte fica alagado, ele fica ilhado e o perigo é que tanto a cheia quanto o próprio retorno das águas acontece de forma muito rápida, pegando os desavisados desprevenidos. Há muitos avisos no local e, confesso, tive um pouco de receio de me afastar muito. Como vocês podem ver, a areia é meio argilosa e estava bastante úmida, sinalizando que a água esteve por lá há pouco tempo.

Muito bem. A região é considerada sagrada desde a época dos celtas. E conta a história que lá havia apenas a vila medieval e um mosteiro, quando o bispo Aubert viu três aparições do Arcanjo São Miguel. Todas elas se deram em sonhos e nelas, a divindade ordenava que o Monte Tombe (como era chamado “túmulo ou tumba”) fosse consagrado em sua honra. O bispo não levou a sério nem a primeira nem a segunda aparições do arcanjo e somente levou a cabo a terceira porque São Miguel lhe perfurou o crânio, para que fosse acreditado. E em 708, o bispo convenceu a Igreja a iniciar a construção da abadia, daí o nome. As obras foram terminadas apenas no século XIII.

Daí vêm as histórias. Uns dizem que o Santo Graal ficou escondido no local, outros dizem que lá eram realizadas reuniões dos Templários... enfim, várias são as histórias que tornam o local tão especial e objeto de peregrinação dos crentes. E eu devo dizer que o Mont é realmente impressionante não só pela beleza, mas porque de fato você sente estar em um lugar incrível, meio que “abençoado”. 

O local serviu como adoração e caridade e depois como prisão, o que era bastante lógico, pela sua localização. Hoje, na ilha moram pouco mais de 20 pessoas, incluindo aquelas que cuidam dos hotéis e os próprios religiosos.

De longe, já é possível vê-lo e claro, muitas foram as fotos tiradas até que eu conseguisse adentrá-lo! E logo no começo, nos deparamos com a Grande Rue, que é a avenida principal, se é que podemos chamá-la assim. Trata-se de uma rua super estreita, de piso de pedra e inclinada, uma vez que é através dela que se consegue chegar à abadia, lá no alto – aliás, haja fôlego!! Nessa rua, e nas vielinhas do entorno, há lojinhas e restaurantes para todos os bolsos e gostos.

Como eu sempre fico com um pouco de medo nessas visitas com horário, não perdi muito tempo e segui direto para a abadia (depois eu vi que sobrou tempo e deu para passear bastante tanto no vilarejo quanto no entorno do monte). A abadia, importante dizer, não me impressionou tanto como o restante do passeio. Acho que talvez seja porque no 10º dia de viagem, eu já havia me habituado às paisagens deslumbrantes e à viagem ao passado. Mas devo dizer que ela é imensa e que, portanto, é interessante reservar um bom tempo para ver tudo com calma.

Do lado de fora, além de tomar um delicioso sorvete de salt caramel e comprar alguns souvenires, ainda entrei em cada uma das lojinhas e vielinhas e encontrei essa igrejinha linda de Saint Pierre, que fica bem escondidinha mas que por dentro é a coisa mais linda desse mundo. Na porta, uma estátua da Joana D´arc, o que é de se esperar, lembrando que estamos na Normandia.


Chegamos em Paris em torno de 21hs, no exato momento em que estava anoitecendo e, além dessas paisagens lindas, ainda passamos na frente da Torre Eiffel, que estava iluminada e piscando. 

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

EUDORA ACQUA FIX - SOMBRA RETRÁTIL PARA OLHOS - BRONZE LUMINOSO - REVIEW

Minha mãe tem uma amiga que vende coisinha dO Boticário, da Natura e da Avon com precitos mais bacanas. Eu não sei exatamente o cargo da pessoa ou o que ela faz, mas as vezes ela manda umas mensagens por WhatsApp com as promoções do momento e se tiver algo que interessa, a gente compra e ponto. E dessa vez, minha mãe recebeu uma mensagem com esse produto do post de hoje, por apenas R$ 20,00. Como eu amo lápis sombra e como eu estava querendo um em tom de cobre, comprei – para que se tenha uma idéia, o preço regular desses lápis é R$ 55,00!

Eu sei que são várias cores disponíveis, mas no site da marca estão fazendo promo apenas de dois tons, então eu não sei se se trata apenas de promoção, se esse produto será descontinuado... não sei! A embalagem é muito bonita e a sombra é retrátil, isto é, basta girar a bundinha para que o produto saia. E essa da bundinha também é legal, porque facilita a visualização do produto. A sombra desliza super bem nos olhos, é MUITO pigmentada e o que eu mais gostei é que você consegue esfumá-la muito bem enquanto está molhada, mas depois ela seca e não sai por nada nesse mundo.


Quando a marca diz que é a prova d´água, não está brincando! A validade é abril/2018 – por isso estava em promoção -, mas vocês sabem que eu apenas jogo um produto fora quando vejo que mudou a consistência ou o cheiro. Não faço idéia da quantidade de produto que vem na embalagem, porque não está escrito. Eu fiz um swatch comparativo com o lápis sombra retrátil Golden Chocolate da Kiko e com a sombra em creme Nude da Natura Aquarela. Como vocês podem ver, todas elas são bem diferentes. A da Eudora é bem bronze com uns brilhinhos dourados. Estou gostando muito de usá-la num traço bem gordo rente aos cílios com a sombra da Natura na pálpebra toda.  

domingo, 4 de fevereiro de 2018

SÉRIE - THE HANDMAID´S TALE

Assistir à cerimônia do Globo de Ouro me deixou com vontade de acompanhar uma porção de séries que não estão disponíveis no Netflix, dentre elas, The Handmaid´s Tale, baseado no livro homônimo (O Conto da Aia), da Margareth Atwood. Eu li o livro – post aqui -, mas confesso que gostei muito mais da série que, além de mais “aflitiva”, é mais clara ao expectador.

A série se passa nos Estados Unidos de hoje, mas com um cenário meio complicado: os abusos do homem – poluição, desmatamento, consumo excessivo, dentre outros -, deixaram o ambiente muito ruim e como consequência, a população está ficando infértil. Cada vez menos crianças nascem e quando nascem, apresentam algum tipo de problema. Então, no meio a esse cenário, um grupo de extremistas religiosos assume o comando – de forma absolutamente agressiva, através de guerra e mortes -, impondo um regime insano.

Através desse regime, as pessoas deixam de ser quem eram e deixam de possuir as vidas e as relações pessoais/familiares que tinham antes. A começar, os direitos de todas as mulheres são suprimidos. Se elas forem férteis, elas passam a ser Aias, ou seja, pessoas cuja missão é apenas e tão somente procriar. Elas são levadas a um centro onde se submeterão a uma espécie de lavagem cerebral – provocada pelo medo – e de lá, partirão para viver com uma família onde, mensalmente, serão estupradas pelo patrão, com o objetivo de engravidarem. Essas moças levarão uma vida de escravidão, maus tratos e muita disciplina.

O restante da população se dividirá entre aqueles que não servem para nada, os quais são enviados a colônias – lugares tidos como muito ruins -, virarão empregados, olhos, dentre outras nomenclaturas, todas com muitas regras, com espaço limitado de atuação, tendo de se policiarem o tempo todo com vistas a evitar punições e desagrados. Resumindo, a sociedade passa a ser de exclusão. É o darwinismo sendo aplicado de forma forçada.  

E nesse contexto, a personagem principal é June, que antes de toda essa situação possuía um marido (Luke), uma filha (Hannah) e uma melhor amiga (Moira). Ela se transformou numa Aia e durante a série vamos acompanhando suas aflições, as situações a que é submetida, suas relações com as outras Aias e pessoas que a cercam e a luta por não esquecer de sua vida anterior, além da esperança em rever seus entes queridos. A série é bastante aflitiva, com ótimos atores e personagens e o que dá mais desespero é que, se formos pensar muito bem, não é algo tão distante ou impossível de que um dia realmente possa acontecer. 

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

KIKO CREAM CRUSH N° 01 (PEARLY VINTAGE ROSE) - REVIEW


Nossa, que post mais atrasado! Eu trouxe essa sombra comigo de Paris e até hoje não fiz resenha! Mas, a verdade é que eu já tinha duas sombras dessas, trazidas da Alemanha, e já temos resenha no blog, de modo que será um pouco de “mais do mesmo” no final das contas. 

Como disse no primeiro post – esse aqui -, as Cream Crush são sombras em creme, mas com uma textura um pouco diferente daquelas que eu tenho no meu organizador. Na verdade, todas elas são bem diferentes entre si! Essas da Kiko têm um apegada meio arenosa, talvez pela questão dos brilhos, e que em contato com a pele, praticamente se transformam em pó, mas com a aderência de uma sombra em creme.

São muito boas, mas como eu disse, você tem que gostar bastante de glitter/brilho para ter uma no seu organizador. Eu já tinha as cores 06 (Pearly Chocolate) e 09 (Pearly Gold) e acabei comprando na França a cor 01 (Pearly Vintage Rose). A idéia, na verdade, era que essa sombra, de alguma forma, substituísse a minha amada H8 da Shiseido, que foi descontinuada, está acabando e é a minha sombra favorita da vida! Infelizmente, como vocês podem ver, apesar de ela ter o mesmo tonzinho rosado, elas são muito diferentes. Enquanto a da Shiseido puxa mais para o salmão e é brilhosa sem ter glitter na composição, a da Kiko é mais prateada, mais clarinha e é praticamente uma explosão de glitter!

No mais, apesar de não ter conseguido a tão querida substituição, gostei muito da minha aquisição e sigo amando cada vez mais as coisas da Kiko e querendo que os preços aqui no Brasil se igualem àqueles da Europa ou dos EUA. Porque já temos a marca por aqui, agora eu creio que só falte mesmo melhorar os preços!