terça-feira, 19 de dezembro de 2017

SÉRIE ALIAS GRACE

Alias Grace é o tipo da série que eu curto: de época, com uma temática interessante e bons atores. Foi baseado num romance da Margareth Atwood (a mesma com Conto da Aia cuja resenha chegará depois de amanhã) que, por sua vez, foi desenvolvido com base em fatos reais. Ou seja, não dá para ser mais interessante! E de fato é, eu terminei a série de, salvo engano 6 episódios, rapidamente e estou até agora meio que pensando sobre essa mulher!

Muito bem. Na primeira metade do século XIX, Grace March chega com sua família ao Canadá, onde iniciarão uma nova vida. No caminho, sua mãe não resiste e morre e ela, com cerca de 14 anos, se vê na condição de cuidar dos irmãos mais novos e, ao mesmo tempo, defender-se de seu pai, um bêbado grosseirão. Um belo dia, ela sai de casa e começa a trabalhar como empregada em uma casa muito chique, onde conhece Mary Whitney, aquela que se tornará sua melhor amiga. Só que a colega acaba não resistindo a hemorragia provocada por um aborto clandestino e Grace se vê novamente desamparada e sozinha no mundo, até que Nancy, governanta de uma residência nas proximidades, a convida para trabalhar junto dela.

A nova residência parece um lugar tranquilo e sem muitos afazeres, mas logo Grace vai perceber que não se trata de um lugar comum. Em verdade, a governanta é amante do patrão e tem uma personalidade bastante bipolar para com o restante dos empregados. E para completar, o “faz tudo” da fazenda é um cara bem broncão, meio violento, o que torna toda atmosfera muito triste e meio sombria. Até que um belo dia, Nancy e o patrão de Grace são assassinados e a moça e o “faz tudo” são presos. Ele é condenado à morte por enforcamento e ela é mantida encarcerada.

Daí, a série gira em torno da seguinte pergunta: Grace Marks matou ou não matou seus patrões? Ela agiu sozinha, ela ajudou o moço... o que aconteceu? Parte da comunidade acredita em sua inocência e parte realmente acha que ela realmenteGrace é a responsável pelos assassinatos. Para tanto, um médico/psicólogo é contratado para entrevistá-la e é assim que os episódios vão se desenrolando. 

OS INCONFIDENTES

Livro muito gracinha comprado num daqueles quiosques de shopping por apenas R$ 10,00! Eu falo que não há nenhum livro comprado por esse meio que seja ruim. Todos me surpreenderam positivamente de alguma forma! Esse, como o próprio título já diz, irá nos contar um pouquinho sobre a Inconfidência Mineira, de forma romanceada, mas com a participação das personagens que realmente atuaram naquele episódio na nossa história e devidamente descritos por um historiador.

O casal protagonista do livro é Alvarenga Peixoto e Bárbara Heliodora, ricos fazendeiros, apaixonadíssimos, que estão passando por alguns maus bocados por conta do pagamento de impostos elevados à Coroa portuguesa, sem qualquer retorno. Vocês já viram essa história, pareceu familiar? Pois é!! O cenário no Brasil é esse, então: pessoas mais abastadas, como advogados, juízes, até mesmo padres, fazendeiros, insatisfeitos com os abusos praticados pelo reino, os quais estão literalmente comendo todos os seus rendimentos.
O cenário internacional é: em Portugal, o governo é encabeçado por D. Maria, a Louca! Pelo menos sob o olhar do autor (e sabemos que não só!), ela é tida como incapaz de governar, por absoluta incompetência, mas também por problemas mentais. Soma-se a isso o fato de ter perdido uma porção de filhos e parentes ao longo de poucos anos, situação que piorou a sua condição. Temos, então, a iminência do seu filho, D. João, assumir o trono. Os EUA decretaram a independência e na França, as coisas não andam nada bem para a Coroa: Luis XVI e Maria Antonieta estão presos e o que veio depois já sabemos.
Daí que com esse cenário de revoltas e do sucesso havido pelos países acima narrados, a alta nobreza brasileira vai começar a reunir-se secretamente com vistas a dar uma espécie de golpe que force a Coroa a baixar os impostos, dentre outros benefícios. No meio desses ricos revoltosos, apenas um homem pobre do povo: Joaquim José da Silva Xavier, de alcunha Tiradentes. Por ser o menos abastado, ele compensa sua condição sendo o mais entusiasta do grupo, aquele que mais vai colocar a mão na massa.

Acontece que um dos participantes das reuniões do movimento, Joaquim Silvério dos Reis, vai trair o grupo e o resto a gente já sabe! Todos serão presos e depois degredados para a África e Tiradentes será condenado a forca e depois, terá seu corpo esquartejado e a cabeça espetada a uma lança, como aviso para aqueles que se rebelarem contra o governo português. E, com isso, estamos até hoje nessa situação em que um governo manda e o resto se ferra!

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

LIVRO SÓ GAROTOS

Há tempos eu estava para ler esse livro, me foi extremamente recomendado e eu finalmente consegui colocá-lo entre as leituras do mês. Só que eu vou dizer que eu acho que tenho algum tipo de problema com expectativas, porque tal qual Stonner, que também foi um livro bastante falado por aí, eu acho que esperava um pouco mais de Só Garotos, acreditava que fosse o tipo de livro que eu não ia querer largar, mas não foi o que aconteceu.

Apesar de a própria Patti dizer que o livro é uma espécie de homenagem a Robert Mapplethorpe, espécie de alma gêmea da artista, a verdade é que Só Garotos é mais uma autobiografia da autora do início de sua carreira. Algo como: veja como eu me tornei Patti Smith, a artista. E isso é bastante interessante porque ela experimentou uma vida completamente hippie antes de se tornar a pessoa que conhecemos hoje. Saiu de casa com seus 18 anos, salvo engano, logo após ter dado a luz e ter entregue o bebê para adoção. Foi para NY sem eira nem beira e lá tornou-se mendiga. Sim, ela dormia nas ruas, comia sobras, etc...
Acabou conhecendo algumas pessoas desse jeito, arrumando alguns trabalhos pequenos e temporários, vivendo alguns maus bocados, mas também aprendendo bastante. E numa de suas confusões, foi salva por Robert, de quem nunca mais largou. Eles se identificaram demais logo de cara, se completavam, dependiam um do outro. Era uma relação de parasitagem, deslumbramento, irmandade... uma coisa linda de se ver. Tudo era feito e vivido em conjunto, as alegrias e as tristezas eram literalmente compartilhadas. E juntos, um incentivando o trabalho do outro, Robert tornou-se um grande fotógrafo e Patti uma grande poetisa e cantora.
E o que eu achei mais legal nesse livro é que esse período contado pela Patti se dá entre os anos 1960 e 1980, ou seja, época em que o cenário artista estava literalmente fervendo! Então, ela vai nos contar de encontros com Janis Joplin, Jimmy Hendrix, pessoas morrendo a rodo em razão de drogas, AIDS e tudo o que realmente acontecia naquele meio. É muito incrível porque ela descreve a coisa de uma forma que parece que o povo passou as décadas de 1960 e 1970 em branco porque estavam chapadas demais para prestarem atenção ao que acontecia ao seu redor!

Então, a verdade foi essa: não me apaixonei pelo livro, não achei incrível ou imperdível. Mas, para quem gosta de música – principalmente rock clássico/antigo - , eu acho que é um livro muito enriquecedor e eu fiquei bem contente de tê-lo lido, no final das contas.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

AVEENO DAILY MOISTURIZING LOÇÃO LAVANDA E YLANG-YLANG - REVIEW


Durante a Black Friday eu também comprei na farmácia o hidratante desse post. Não coloquei no post das compras da época porque não foi uma encomenda ou um super achado, mas apenas a vontade de experimentar um produto de uma marca que gosto por um preço mais camarada. Ele custa, normalmente, algo em torno de R$ 28,00 e eu paguei R$ 16,00 o que eu achei bem bom para uma embalagem com 354ml de produto.

Como vocês podem ver, a embalagem é realmente grandinha e conta com pump, que é um detalhe que conta muitos pontos para mim. Segundo a marca, esse hidratante tem qualidades calmantes e relaxantes e mantém o corpo hidratado por até 48horas. Gostaria de saber se o banho interfere nessa informação porque eu acharia realmente esquisitíssimo alguém ficar todo esse tempo sem se lavar... Pois bem, ele é recomendado por dermatologistas e a principal composição, como tudo na marca – daí o nome – é a aveia. Minha dermato ama os produtos da marca, diz que são todos super naturais e ótimos para a pele – já fiz resenha de um produto deles aqui. A marca ainda diz que a fórmula não é oleosa, e não é mesmo, e tem rápida absorção. Ideal, inclusive, para peles secas. E a validade é setembro/2018.

E o que eu achei? Primeiro, sobre a consistência do produto, devo dizer que é excelente. Ele é meio grossinho, meio complicadinho de espalhar, mas parece que deixa uma espécie de película protetora na pele. E ele, de fato, não é oleoso e é absorvido muito rápido. A pele não fica melequenta. Gostei demais do produto. Mas, tem um senão e é algo que me atrapalha demais porque é bem fundamental pra mim: o cheiro. Eu definitivamente não curti, achei forte, enjoativo e ruim. Eu vi que lá na gringa há outras fragrâncias, mas acho que por aqui ainda não. 

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

SÉRIE ATYPICAL

Andei assistindo a algumas séries no Netflix nos últimos tempos e uma delas foi Atypical. Ela tem apenas 8 episódios e a verdade é que eu achei tão incrível que devorei em apenas dois dias! A temática pode parecer pesada, e de fato é, mas o jeito como a história foi contada faz com que ela se torne muito leve e gostosinha de ser vista.

Ela vai nos contar a história de Sam e de sua família. Sam é autista ativo. Ele é muito inteligente, mas se dá muito mal socialmente e também quando as coisas saem do controle e de sua rotina. Ele é absolutamente aficionado por pinguins e pela Antártida, e apesar de seus 18 anos, ele é quase uma criança. Até que um dia, sua terapeuta Julia recomenda que ele comece a conhecer as artes do amor e invista nisso. Claro que a pessoa vai pirar, porque é totalmente fora de seu lugar comum. Mas o mais engraçado é que ele é extremamente literal e sincerão, então ele vai acabar se metendo nas situações mais inusitadas e engraçadas em razão disso e acho que é essa a situação que vai tornar a série mais leve e engraçada.

Sam vive com seus pais e com sua irmã mais nova, Casey. E, na minha opinião, são esses personagens que dão o tom mais pesado à série, porque cada qual lida com a condição de Sam de uma forma diferente. Casey ama o irmão, mas ela se sente colocada de lado pela família, cujas vidas giram em torno do menino. Ela é a estrela do time de atletismo da escola, mas suas ações e a própria vida social são colocadas de lado, situações essas que irão traçar a sua personalidade. O pai é paramédico e tem muita dificuldade não só em admitir que tem um filho autista como em se aproximar de Sam. Por fim, temos a mãe que, para mim, precisa de mais terapia do que o filho, rs! Sua vida gira em torno do menino e quando ele se vê a procura de mais independência, ela fica completamente perdida, como se não tivesse mais função no mundo.


A série é muito legal, dá para dar muitas risadas, mas também traz uma temática séria e umas cenas/situações bastante pesadas. 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

STONNER

Esse livro já foi indicado pela TAG antes de eu ser associada e eu sempre vejo o pessoal falando dele nos grupos de discussão. Em diversos questionamentos realizados sobre qual seria o melhor livro de todos os tempos da TAG, a maioria das respostas aponta para Stonner. Isso tudo para dizer o seguinte: estava com altíssima expectativa e isso talvez tenha influenciado na minha opinião sobre o livro.

O protagonista, William Stonner, é um garoto comum, quieto, que vive com seus pais numa fazenda no interior dos EUA. Eles são bastante pobres e vivem do que produzem. Certo dia, o pai chega para William e propõe que ele vá estudar agronomia numa universidade para que, quando formado, possa ajudar a família e fazer a fazenda prosperar. Os anos passam, Stonner de fato estuda na tal universidade mas, ele acaba se apaixonando por literatura e, sem que seus pais saibam, ele acaba seguindo esse caminho, desviando-se da agronomia. Para que vocês tenham uma idéia, ele só conta aos pais essa escolha em sua formatura e, como era de se esperar, a notícia acaba com eles.
Só que Stonner fez uma escolha, que foi meio que abandonar os pais e seguir com sua própria vida. Ele se forma e vai trabalhar na própria universidade onde se formou, primeiro como assistente e depois como professor. Ele não tem muitos amigos, apenas David Masters e Gordon Finch, é um cara quieto, reservado e que curte uma rotina. A Primeira Guerra acontece e, ao contrário da escolha de muitos colegas, ele opta por permanecer na universidade. Nesse ponto, não sei se o autor quer demonstrar que Stonner meio que pensa só nele mesmo (a exemplo da escolha que fez na universidade) ou se quer mostrar que ele é incapaz de fazer escolhas difíceis na vida, que mais ou menos vai acontecendo por inércia.
Logo após, ele conhece Edith, uma moça bastante fria e que nunca demonstrou qualquer amor ou mesmo empatia por Stonner, mas eles resolvem se casar mesmo assim. Não sei se eles imaginavam que com a vida de casados as coisas melhorariam, mas o negócio é só ladeira abaixo. A verdade é que Edith é a vilã mais horrível que eu já vi na vida porque ela tem uma personalidade ruim por si só. Ela faz maldades cruéis, como se o objetivo da vida dela fosse trazer a infelicidade para o marido. E ela vai fazendo isso de um jeito tão incrível que você vai querendo entrar o livro e cortar a cabeça dela fora. E o pior é que o Stonner meio que vai deixando isso acontecer.
Vou confessar que eu passei o livro todo achando que ele ia surtar em algum momento, mas isso não acontece! Paralelamente, tem um fulano na faculdade, o Professor Lomax, que é a versão de calças da Edith. O cara é esquisitíssimo e simplesmente colocou como prioridade em sua vida “ferrar com o Stonner” por puro divertimento, uma vez que sua derrota não traria qualquer benefício ao colega. E vou falar que Lomax e Edith não desistirão nunca, eles serão malvados com o pobre Stonner até o final. Mas sabe o que é pior? Eu meio que tive mais raiva do Stonner do que desses dois, simplesmente por ele não fazer nada a respeito!
Daí, quando já estamos num momento avançado da história, finalmente Stonner acorda para a vida e passa a ter um caso amoroso com uma professora, a Katerine. E a coisa é avassaladora, até meio adolescente. Creio que o pobre Stonner tenha descontado todos os anos em que passou ao lado daquele monstro de mulher, no qual não teve qualquer papel de marido e passou a vivê-lo intensamente. Mas a felicidade do moço incomoda e, é claro que alguém vai querer atrapalhar...
Não vou contar o final, mas a questão é que não é que o livro seja ruim, ao contrário, ele é bem bom, muito bem escrito. Mas, a verdade é que ele narra a história de uma pessoa absolutamente comum. Aliás, comum não, uma pessoa absolutamente chata e sem sal, sem vida, sem ânimo... Resumindo, eu gostei do livro, mas eu jamais vou considera-lo como uma leitura incrível ou coloca-lo na minha lista dos melhores da TAG!