segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

FILME - SUITE FRANÇAISE

Que filme bonitinho!!!! Está disponível no Netflix e se passa logo no início da Segunda Grande Guerra, quando a França, já rendida, passa a receber soldados alemães em seu território. O filme, especificamente, se passa em Boisse, interior da França, local super fofinho, bem medieval, com fazendas, casas bonitas e imensas. Num primeiro momento, a gente vê que o pessoal de Paris começa a fugir para o interior do país, rolando um imenso êxodo, com pessoas famintas e sem ter para onde ir. E depois, chegam os tais alemães. 

A protagonista é Lucille (Michelle Williams), uma mocinha recém casada que mora com sua sogra (Kristin Scott Thomas) na melhor casa da cidade. Inclusive grande parte das fazendas e casinhas do local são seus inquilinos. O marido foi para a guerra e há muito não se tem notícia dele, a sogra é uma megera e Lucille é submissa e recatada.
Até que eles se vêem na condição de receber o Tenente Bruno von Falk (Matthias Schoenaearts), que apesar de ser um estranho na casa e um oficial inimigo, é um amor de pessoa. Ele tem um coração, ele não é do tipo bruto, violento, nem nada. Lucille vê nesse oficial alguém que ela poderia ter facilmente se apaixonado em outras condições e até mesmo ter se casado. E sim, eles se apaixonam.


A questão, porém, é que a guerra está na porta das casas dessas pessoas e o que acontece é que Lucille terá de fazer coisas em defesa de seu povo e Bruno terá de fazer o mesmo por ordens de seus comandantes, de modo que suas vidas e o amor que sentem um pelo outro sempre estarão em conflito. O filme é lindo e eu não vou contar mais nada por aqui, para não trazer spoillers. 

sábado, 7 de janeiro de 2017

LIVRO - ASSOMBRAÇÃO NA CASA DA COLINA

Livro rapidinho de ser lido por várias razões: a primeira delas é porque ele é realmente curto e a segunda, porque ele é envolvente e você não consegue parar de lê-lo. Eu o devorei em apenas dois dias e devo dizer que gostei muito. Ele é sim um livro de terror, como o próprio nome sugere, mas não é terror de monstros ou de coisas absurdas e fantásticas. De certa forma, ele é sutil, delicado e sugestionável. É daqueles livros que você nunca tem certeza absoluta sobre o que aconteceu exatamente no lugar e eu acho que é justamente isso que confere um charme especial à trama. 

A história é muito simples e bastante usual em filmes do gênero ou em livros. Há uma casa antiga, muito grande, muito bonita e muito isolada. E essa casa guarda uma história, que se resume em proprietários excêntricos, brigas judiciais, crianças tristes e um apego muito grande por parte dos moradores. Por conta disso, ela é uma casa “doente”, esquisita, com relatos de fenômenos sobrenaturais e até mesmo possessão das pessoas e manipulação de suas mentes. 

Nesse contexto ótimo, claro que ninguém em sã consciência quer morar naquele lugar, mas o Dr. Montaguer, um estudioso de fenômenos psíquicos, resolve estudá-lo. E para tanto, convida um grupo de pessoas a passar um tempo no local. Dentre eles estão Eleanor, uma menina extremamente esquisita e problemática, que me dá mais medo do que a própria casa, rs!!!; Lucki, o herdeiro do local e Theodora, uma mocinha igualmente esquisita, porque ora parece uma pessoal legal e bacana, ora parece terrível e egoísta. A governanta é um caso à parte porque é a senhora mais estranha e aterrorizante do mundo e ao mesmo tempo engraçada!!! Após alguns dias, juntam-se ao grupo a esposa do Dr. Montaguer, que é uma senhora horrorosa e seu guarda costas Arthur, que é um boçal. Um grupo e tanto!


E durante a trama, vamos nos envolvendo com os personagens, cujas relações vão se estreitando e se tornando muito complicadas com o passar do tempo. Daí não temos certeza se suas próprias personalidades estão se revelando ou se a casa está fazendo isso com eles. E coisas muito estranhas vão acontecendo no local, principalmente à noite, com banhos de sangue nos quartos, batidas sinistras nas portas, pessoas andando pelos corredores, aparições no jardim, etc. Vou dizer que o livro dá medo e é muito legal. Mas o que eu mais gostei foi que ele de fato me transportou para dentro daquela casa e fez com que eu me relacionasse com os seus hóspedes, sabe??? Me envolvi de verdade com a história!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

BIODERMA SÉBIUM PORE REFINER - REVIEW

Esse é um dos produtos que me foi recomendado pela dermatologista. Para quem não sabe, eu estive na dermato no mês passado - post aqui - e ela me passou uma lista cheia de produtinhos para melhorar o aspecto da minha pele, mas como são todos muito caros, estou tentando comprar um pouco por vez. 

Esse do post de hoje foi o primeiro adquirido porque eu não possuía nenhum tipo de primer ou algo para melhorar o aspecto dos meus poros. Para ser honesta, apesar de eu ter poros realmente dilatados, não é algo que super me incomoda ou alvo de preocupação. Quando eu me olho no espelho, o que eu vejo é melasma, não poros!!! Mas mesmo assim, eu resolvi me cuidar melhor nesse 2017 que tá chegando agora e esse produto vai me ajudar nesse aspecto.

Ele  é da marca Bioderma e ele é aquele meio termo entre sérum e primer, que promete não só a redução dos poros, como também da oleosidade da pele. Ou seja, ele não é só embelezador, ele também é de tratamento. Abaixo, uma lista obtida no site da marca acerca dos benefícios desse produto:

  • Redução imediata e por até 8 horas do tamanho do poro
  • Controla o excesso de brilho e oleosidade (efeito matificante)
  • Refina e suaviza a textura da pele
  • Previne imperfeições
  • Preserva o brilho natural da pele
  • Textura sérum de rápida absorção
  • Excelente primer - textura aveludada


Como vocês podem ver na foto acima, a textura dele lembra mais a de um hidratante e ele é bem confortável de passar e de usar, seca logo e não deixa a pele nem melequenta nem matificada demais. E eu realmente sinto que ele dá uma disfarçada nos poros e melhora bastante o aspecto da pele. Ele não tem cheiro - se tem eu juro que não notei, é hipoalergênico, não contém parabenos e é não comedogênico. O tubo conta com 30ml, e custa em torno de R$ 75,00. Se vou comprar outro quando esse acabar? provavelmente, mas ainda não pensei no assunto!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

SÉRIE 3%

Assisti à Série 3% disponibilizada pelo Netflix por duas razões: 1. é inteiramente brazuka e eu acho importante prestigiar, 2. um grande amigo está envolvido no projeto. Mas a verdade é que a temática não me atrai muito e eu prefiro me jogar na cama após o trabalho para assistir a algo mais leve, como Gilmore Girls, rs!

Acho um tanto quanto pesado, mas apesar disso, fico contente que algo tão diferente do convencional tenha sido feito por aqui, e algo que não tem cara de novela ou de filme ruim. Antes de contar a história ou dizer o que eu achei sobre a trama em si Já digo desde já que achei a qualidade ótima – apesar de a atuação de algumas pessoas ser algo do tipo “Só Serve para Malhação” – e as provas muito inteligentes.

Pois bem. Num Brasil futurista e apocalítico, existem duas regiões. Uma delas é extremamente pobre, suja e com condições escassas de sobrevivência, bem na vibe do Mad Max, sabe? Todo mundo nasce nesse lugar e lá reside, pelo menos, até os 20 anos. Com essa idade, eles vão passar por uma provação, serão submetidos a realização de diversos exames e provas de força, lógica, integridade e outras situações que vão dizer se eles são ou não aptos a ingressarem na outra região. Maralto é a região perfeita, onde tudo é limpo, abundante, as pessoas são queridas, as oportunidades são infinitas e, claro, é para onde todo mundo quer ir. Tudo numa vibe “Divergente/Convergente/Insurgente meets Jogos Vorazes”.


E nós vamos conhecer nessa primeira temporada as personagens que participam dessas provas. Só que as coisas não são tão tranquilas, porque uma vez que todo mundo quer passar para o outro lado, rola trapaça, agressão e até assassinato e suicídio. É aquela coisa do ‘até onde o ser humano é capaz de ir para conseguir aquilo que almeja.” E eu digo que gostei bastante e estou até ansiosa para a chegada da próxima temporada, que já foi confirmada. As únicas críticas que eu tenho são as mesmas de todo mundo: a série não é original, ela é um mix de vários filmes já conhecidos e bem batidos, sabe? Mas eu fiquei bem orgulhosa e contente com o resultado. 

domingo, 1 de janeiro de 2017

LIVRO - MOBY DICK

sim, eu li os dois!
Contei a vocês nesse post aqui que No Coração do Mar foi um livro divisor de águas pra mim, foi um livro que mexeu demais comigo e eu nem sei ao certo dizer o porquê. Só sei que a leitura foi extremamente prazerosa e que o assunto despertou muito interesse em mim. Quero dizer, antes de mais nada e para que não paire qualquer tipo de dúvida, que eu sou absolutamente contra a caça de baleias e que se pudesse, me jogaria na frente daqueles baleeiros no Japão! Sou muito defensora do meio ambiente e já fui até vegetariana por conta disso. 

Mas, independentemente dessa atividade horrorosa que era desempenhada por aquelas pessoas no século XIX, que deram vida ao No Coração do Mar, eu acho que o meu foco de interesse ficou por conta da força e da provação a que foram submetidas essas pessoas, sabe? 

Pois bem, tudo isso para dizer que, obviamente, após a leitura desse livro maravilhoso, me interessei pela leitura de Moby Dick, livro inspirado na verdadeira história do naufrágio do Essex. Vejam bem, a palavra ficou grifada porque Moby Dick é um livro de ficção, com personagens inventados e uma história que apenas lembra algumas situações vividas pelos tripulantes do Essex, mas é bem menos profunda e muito mais fantasiosa. Apenas a título de curiosidade, o autor, Herman Melville, conheceu o Capitão Pollack, viveu em Nantucket e até mesmo chegou a fazer uma viagem com um baleeiro. Ou seja, ele tinha conhecimento, tinha uma carga para escrever sobre o tema. 

Outra curiosidade é que Moby Dick não fez o sucesso esperado e o pobre Melville acabou meio que abandonando a atividade, vindo a trabalhar na Alfândega de Boston. E adivinhem quem trabalhava por lá e acabou se tornando seu amigo??? Ninguém menos que Nathaniel Hawthorne, o autor de A Letra Escarlate – post aqui - e considerado um dos maiores escritores de seu tempo. Mobi Dick acabou se tornando um romance conhecido e muito lido apenas no século XX. 
uma das belas ilustrações do livro
rota utilizada - não é a mesma do Essex
Pois bem. O romance vai nos colocar dentro do Pequod, um navio baleeiro que, assim como o Essex e qualquer outro da época, vai ser lançado ao mar em busca de óleo de baleias - espermacete. Só que esse navio guarda algo muito peculiar, que é justamente o seu próprio capitão, Ahab, um senhor muito maluco que perdeu uma das pernas para uma baleia enfurecida nos mares próximos ao Equador. Sim, Moby Dick – nome dado à baleia – foi inteiramente inspirada na cachalote insandecida que derrubou o Essex. O que a tripulação só vai saber mais para frente é que o único objetivo do capitão é matar Moby Dick a qualquer custo, nem que para isso tenha de voltar para casa sem qualquer barril de óleo ou colocar em risco o próprio navio e os baleeiros. 

E o que eu achei mais interessante nem foi a história em si, porque No Coração do Mar é muito mais incrível. Mas as atitudes de Ahab, seus diálogos malucos, sua postura diante de outros navios, a postura dos tripulantes diante desse capitão maluco, a postura dos três imediatos, dos arpoadores, que eram todos pagãos, enfim, as relações que acabam sendo estabelecidas entre os personagens é que são muito interessantes. O livro é bem fluido e a leitura é rápida e gostosa. 

Primeiro, eu li essa versão adaptada da Editora Abril, que tem apenas 239 páginas e muitas figuras lindíssimas em seu interior. A edição ainda conta com um apêndice e com um guia de apoio que conta um pouco mais sobre a atividade baleeira na época e coloca a história, de uma forma geral, dentro do contexto do período. Depois, eu li a versão integral, de 600 e tantas páginas, dessa edição maravilhosa da Cosac Naif. Daí que no final das contas eu acho que, se você apenas estiver interessado em conhecer a história, o primeiro livro é suficiente. Mas, se assim como eu você é obcecado pela super baleia e por todo universo de Nantucket no período, e se você quer algo bonito para enfeitar a sua prateleira, eu recomendo a leitura integral, que é muito mais completa e possui diálogos e capítulos incríveis que não são encontrados na primeira edição. 

Essa edição completa, confesso, é claro que é a mais indicada, mas eu devo dizer que ela conta com uns capítulos meio absurdos, nos quais Melville viajou gostoso e fugiu por completo do contexto e do próprio âmbito da história, contando ao leitor situações e curiosidades que não são nem um pouco fundamentais ao livro ou mesmo interessantes. Por causa disso - e somente por causa disso - acho que o livro poderia ter umas 100 páginas a menos!

"A princípio você se cansa por causa do estilo. Soa como jornalismo. parece falso. Você acha que Melville está querendo fazê-lo acreditar em algo. Não vai dar.
E Melville é realmente um pouco sentencioso; cioso e consciente de si, querendo ele mesmo acreditar em algo. E aí não é fácil entrar no ritmo de uma peça de profundo misticismo quando você só quer acompanhar uma história.” (D.H.Lawrence – fls. 602/603 Moby Dick)

PANTONE 2017