sábado, 29 de abril de 2017

PRODUTOS ACABADOS DO MÊS - ABRIL

Abril foi um dos meses mais fracos que já tive com relação a produtos acabados. Foram muito poucos o que, não vou mentir, vem sendo um alívio pra mim, porque não estou podendo gastar muito. E como vocês podem ver pela foto abaixo, foram apenas 2 produtos full size, sendo o restante, de amostrinhas. Ah, desculpe pela foto meio ruim, mas é que o tempo aqui em São Paulo anda muito nublado e a luz natural não está ajudando. 

1. The Body Shop Tea Tree Cool & Creamy Wash - eu vou dizer que esse produto foi comprado quando fui para a Argentina ano passado, usado até o fim e, para ser honesta, até agora eu não sei direito para que serve e como usá-lo. No início, eu havia ignorado a palavra "wash" da embalagem e o usava como hidratante, depois vi que era um sabonete, mas ele não faz espuma e tem uma textura muito pesada... Não sei. Simplesmente não curti.

2. Aveeno Positively Radiant - amostrinha vinda na revista Allure de Abril. Trata-se de um sabonete esfoliante com micro partículas, bem suavezinho e bem gostosinho de usar. O cheiro é gostoso também. Mas, eu uso os produtos recomendados pela minha dermato, de modo que não pretendo comprá-lo. 

3. Chanel Blue Serum - mais um produto vindo na revista do mês. Produto chique e que a gente torce pra ser ruim porque sabe que não vai ter grana para comprá-lo depois, rs!!! Mas eu devo dizer que de todos os produtos da marca que eu experimentei até hoje - todos amostra, claro -, esse foi o que eu menos curti. Não compraria o full size nem que fosse rycah!

4. Greenland Body Butter Mint-Lavender - pensa num hidratante delicioso e com o melhor cheiro do mundo. Sim, é ele! Eu conheci essa marca quando fui para Portugal, ela é holandesa, comprei algumas coisas e quase surtei com a qualidade. Fora que a lata é uma graça. Esses produtos são vendidos na Sephora americana e nas Sephoras européias. Vale muito a pena!

5. Clinique Repairwear laser focus - amostrinha vinda num resgate feito na Sephora. Gostei bastante desse produto, que é para ser usado na área dos olhos. Apesar de a embalagem contar com apenas 5ml, rendeu muito e eu acho que uma full size vai durar a vida toda!

TAG LITERÁRIA - ABRIL/2017 - OS IRMÃOS SISTER

O livro de abril até que chegou rapidinho, mas deixei para lê-lo no final do mês porque estava com outras leituras na frente. Eu estava achando, na verdade, que seria um livro pesado, passado no Velho Oeste, principalmente depois que li que envolvia uma dupla de irmãos cuja profissão era nada menos do que assassinos de aluguel. Mas, logo nas primeiras páginas eu percebi que era exatamente o oposto, o livro é super leve, divertido e você até consegue visualizar um filme de comédia baseado na história.
“O livro indicado por Daniel Galera nos transporta para o faroeste americano na metade do século XIX. Uma dupla é contratada para assassinar um garimpeiro em plena corrida do ouro no oeste americano: um deles, o narrador da história, é ingênuo e cheio de compaixão; o outro, um executor pragmático e brutal. Em meio ao humor negro e à violência, brotam emoções intensas e reflexões profundas sobre honra, amizade, amor, misericórdia, família. A obra venceu dois dos mais importantes prêmios do Canadá, além de ter concorrido ao Booker Prize.”
O narrador é o irmão mais novo, mais tranquilo e mais “cabeça no lugar” do que o irmão mais velho. Eli Sister é um amor, super carinhoso, amigo dos animais, sempre ponderando se deve ajudar as pessoas – ou simplesmente matá-las, rs – ao passo que Charlie Sister é um beberrão e leva sua profissão muito a sério. E os dois se dão super bem, cada um dentro de sua personalidade, vivem aventuras incríveis, se deparam com ótimos personagens e, o melhor, nos levam àquela época, em que, por exemplo, uma escova de dentes era novidade!
capa mais linda da vida!
E o mais incrível é que o livro enviado pela TAG conta com a capa original, vendida por aí, mas em versão emborrachada, toda estilizada. Um amor. Acho que dos quatro que li esse ano, esse foi o que eu mais gostei. Vamos aguardar a edição de maio que, pelo que ouvi falar por aí, vai ser incrível. 

quinta-feira, 27 de abril de 2017

SALDÃO DE LIVROS DO MÊS - ABRIL

Mais um mês acabado e mais algumas leituras finalizadas. Nesse mês que passou, tirando Maria Antonieta, não teve livrão calhamaço, daqueles que a gente tem que ler com calma, aos poucos. Não teve Dostoiévski, não teve Melville, Victor Hugo, Charles Dickens ou algum outro escritor antológico. No mais, eu acho que as leituras desse mês foram bastante ricas. Vamos dar uma olhada? 
sim, tem um livro ao contrário, porque eu sou bastante esperta, rs!!
- Maria Antonieta (Stefan Zweig): terminei de ler esse livro maravilhoso começado em março. Ele é imenso e eu levei um tempão para terminá-lo - não está na pilha da foto porque foi lido online. Ele vai nos contar a história dessa rainha tão famosa desde o período em que era uma criança na Áustria até a sua morte na guilhotina. Através do livrão, vamos conhecer alguns "babados" históricos, costumes, personagens e tantas outras curiosidades que não são ditas. Livro incrível, já fiz resenha.
- Os Elefantes não Esquecem (Ágatha Christie): essa foi uma releitura para o meu "desafio" de ler todos os livros da autora até os 40 anos. Esse livro é bem legal, a leitura é fluida, rapidinha e, apesar de tê-lo lido anteriormente, não me lembrava de sua história, mas acabei adivinhando o assassino.
- No País dos Homens (Hishan Matar): livro surpreendentemente bom. Quando comprei, dei uma rápida olhadela na contracapa e sabia apenas que se passava na Líbia do regime do Kadafi, mais nada. Ele nos conta, sob a narrativa de uma criança, os horrores daquele período, os sacrifícios feitos pelas famílias, as torturas em rede nacional, o medo e todas as outras consequências de um regime tão duro.
- A Máquina de Fazer Espanhóis (Valter Hugo Mãe): finalmente li algo desse autor tão premiado e nossa... gostei muito. A história se passa dentro de um asilo, sob o olhar do Sr. Silva, um senhor de 84 anos que perdeu sua esposa, o grande amor de sua vida. E nós vamos saber quais são as suas sensações dessa mudança brusca em sua vida, como é ser velho, suas relações com os outros hóspedes do asilo... só que tudo isso numa linguagem quase poética. Eu nunca usei tantos post it num livro - vários trechos geniais.
- A Montanha Mágica (Thomas Mann): nossa, esse mês que passou foi difícil porque tive que ler a quota de 40 páginas de abril e mais umas 20 de março que tinha deixado para trás. Mas eu consegui e posso ticar mais um trecho desse calhamaço difícil. faltam cerca de 200 páginas agora para terminar esse trem!
- A Amiga Genial (Elena Ferrante): esse livro tem pouco mais de 300 páginas e eu o li em menos de 1 semana. Amei, não conseguia mais largá-lo e não vejo a hora de devorar os outros livros da coleção. A linguagem é deliciosa, fácil de ler, fluida, as personagens são incríveis e a gente simplesmente não consegue largar o livro!
- Os Reis Malditos - O Rei de Ferro (Maurice Druon): esse foi um livro começado esse mês, li cerca de 1/3, mas que só será terminado em maio. É uma releitura de uma série que amo de paixão, estou lendo online e gostaria de tê-lo na minha prateleira. Trata-se de uma outra parte da história da França e mais um pouquinho de conhecimento para levar na minha viagem.
- Os Irmãos Sister (Patrick de Witt): que livro fofo!! Foi o livro enviado pela TAG nesse mês e eu o achei uma gracinha, fora que é a capa mais linda de todos os livros que tenho na minha prateleira. Não traz uma história emocionante, não é uma leitura imperdível, mas é certamente muito prazerosa e foi uma delícia ter recebido.
- Girl Boss (Sophia Amoruso): assisti à série (péssima, btw) e me deu vontade de ler o livro porque o assunto me interessa e porque li por aí que é BEM melhor que a série. E é verdade. Não é um livro incrível, mas conta a história real de uma pessoa que não tinha nada e com uma idéia na cabeça e muita coragem, iniciou um negócio multimilionário. Acho que é uma lição de vida. 

quarta-feira, 26 de abril de 2017

LIVRO - MARIA ANTONIETA

Por ocasião da minha ida à França, resolvi dar uma investida em alguns livros de história para me inteirar melhor sobre os fatos e os locais em que irei visitar. Já li Os Miseráveis, livro amado e querido e agora acabei de ler o calhamação Maria Antonieta. Claro que a história da França é riquíssima e se desenrola por vários séculos e vários personagens e acontecimentos super marcantes, mas acho que a figura dessa rainha tão emblemática é muito mais presente nos dias de hoje.  Muitos dos monumentos em que irei visitar serviram a ela, como o próprio Palácio de Versalhes e a Conciergerie, onde passou seus últimos dias antes de ser decapitada. E eu queria conhecer'um pouco mais da sua história.
O livro vai retratar como era o contexto histórico de meados do século XVIII, no reinado de Luís XV, avô do esposo da Maria Antonieta. Na ocasião, França e Áustria eram países poderosíssimos e que brigavam muito entre si. E, para selar o fim dessa rivalidade e o “cessar fogo”, casaram-se os herdeiros Luís XVI e Maria Antonieta, sendo ele com 16 e ela com 14 anos. Duas crianças se casando, mas a expectativa dos reinos – e do mundo todo – era de um herdeiro o mais breve possível. Todavia, e um fato absolutamente curioso que acabou moldando o caráter dos regentes, é que Luís XVI possuía um grave caso de fimose e, por conta disso, o casamento só foi consumado 7 anos após.

Com isso, diante do fato de que o caso era de conhecimento público, o rei se tornou um cara tímido e de pulso fraco, ao passo que sua esposa, no intuito de evitar a cama do marido a noite a vergonha que lhe esperava, inventava festas e eventos que se estendiam até tarde. É de se lembrar também que, sendo uma moça muito nova à ocasião do matrimônio, não possuía pensamentos e atitudes de uma rainha adulta, que era o que se esperava. Então, esse combo acabou culminando com aquela imagem da Maria Antonieta que temos hoje, de uma pessoa que pródiga e fútil que, de fato foi, mas não totalmente por sua culpa. 
Ela não estava ali não para governar, mas para se divertir da melhor forma possível. Fazia uso de sua beleza, de sua posição e da apatia do esposo – com quem se dava muito bem -, para “causar geral”. Não era, em absoluto, seu interesse ser uma grande rainha, a exemplo de sua mãe, Maria Tereza, de Catarina a Grande da Rússia ou da Rainha Elizabeth da Inglaterra. Ela só queria se divertir! E o mundo, principalmente sua família, começaram a se preocupar bastante com essa postura. Veja carta de José II à irmã Maria Antonieta:
“Mandas demitir ministros, ordenas outro ao exílio em suas terras. Crias novos cargos dispendiosos na corte! Já te perguntaste alguma vez com que direito te intrometes nos assuntos  da corte e da Monarquia francesa? Que tipo de conhecimentos adquiriste  para ousar intrometer-te e imaginar que tua opinião poderia ter alguma importância, principalmente nos assuntos de Estado,  que  exigem  conhecimentos  especialmente profundos? Tu, uma pessoa jovem e amável, que não pensa o dia inteiro em nada que  não sejam  frivolidades, vestidos e  divertimentos, que  nada lê, não produz nem ouve ao menos um quarto de hora por mês uma conversa sensata, que não reflete, que não leva um pensamento até o fim e nunca, e disso tenho certeza, pensa nas consequências do que diz ou faz…” 
Aquela rainha despreparada, que durante anos evitou o marido – que não podia satisfazê-la – e que nunca viu limites, porque o rei era “pamonha” demais para contrariar sua esposa, acabou por exagerar em seus caprichos e levar a França à bancarrota. Claro que a culpa não era exclusivamente sua, porque uma rainha pródiga deve ser freada por seus ministros e pelo próprio marido. Mas, o povo exigia um culpado, um bode expiatório. E essa rainha, que dava festas e comprava mimos caríssimos para si, passou a ser odiada pelo povo, que passava fome e cujos ideais liberais cresciam a cada dia, com uma burguesia insurgente e pró ativa. Fofocas passaram a circular em Paris, incluindo inúmeros amantes que teriam se deitado com a rainha, incluindo intrigas e toda sorte de situações que eram maldizidas à Maria Antonieta.
A verdade é que ela passou anos dentro de uma bolha, só se divertindo, gastando dinheiro e beneficiando ninguém menos do que a si própria. Ela não fazia idéia de como viviam as pessoas que estavam abaixo de si, como era o dia a dia da população a quem governava e também nunca se interessou por isso. Da mesma forma, nunca se interessou por história ou política e nunca deu ouvido a conselhos que lhe seriam muito úteis mais tarde. Em outras palavras, talvez por simples omissão ou por acreditar estar plenamente segura dentro de sua casca, Maria Antonieta cavou sua própria sepultura. 

O livro é interessantíssimo. Leiam!!!

segunda-feira, 24 de abril de 2017

BATOM FACE IT COR FIRST TIME - REVIEW

Antes de começar o post, quero pedir desculpa pelas fotos que não ficaram ótimas, mas o tempo por aqui anda nublado e eu conto com a luz natural, já que não tenho um estúdio fotográfico ou equipamentos apropriados.

Faz mais de um mês que consumi esse batom – numa ação impulsiva louca – e percebi que ainda não falei dele por aqui. Mas de hoje não escapa! Eu sou uma pessoa muito consciente quando o assunto é roupa sustentável e eu procuro comprar cosméticos que não sejam testados em animais ou que eu sei que não agridem tanto o ambiente. Isso ainda é um pouco difícil na minha vida, porque eu acho que a gente não tem à disposição uma alternativa para, por exemplo, os produtos que a dermato nos recomenda, ou aqueles aos quais estamos acostumados no nosso dia a dia.

E eu sei que, principalmente com relação a maquiagens, eu nunca tive esse cuidado, o que é um contrassenso, concordam? Pois bem. Recentemente, através dos vídeos postados pela Julia Petit na semana de moda aqui de São Paulo, eu acabei conhecendo os batons da marca Face it. Me apaixonei demais pelos que a Julia usou naqueles vídeos e quis imediatamente comprar um para experimentar. Eu tenho essas urgências estúpidas de vez em quando e quando vou ver, já comprei! Não que não tenha gostado do produto, não é isso, mas é que ele custa R$ 74,00 + frete (ouch!).

A marca é brasileira e utiliza em seus produtos elementos sem química e tóxicos e eles não são testados em animais. Ou seja, trata-se de uma alternativa de beleza que não agride o meio ambiente ou nós mesmos. Os batons são certificados pelo PETA e prometem alta aderência e fixação, cobertura aveludada e matte. São livres de PEG, BHT e BHA, chumbo e outros metais pesados, derivados do petróleo ou de qualquer produto de origem animal. Disponível em 6 cores diferente.
meus batons nudes
luzes diferentes. da esquerda para a direita: MAC Warm me up, Kiko 901, MAC A Perfect Day, Maybelline Sozinha Nunca, MAC Hugh Me, MAC Honey Love, Face it

O que eu achei? Tirando o preço que é terror, me surpreendi primeiramente com a belezura da embalagem, que é bem clean, bonita e firme. Conta com a validade na bundinha – situação que ganhou alguns pontos comigo -, e também o nome do batom. A cor escolhida foi a First Time, que é um nude mais puxado para o cinza/marrom, super diferente. 

Não tinha nada parecido no meu organizador e acho que ainda estou me acostumando. Vocês podem ver pelos swatches realizados em todos os meus batons nudes que realmente não há nada parecido.

A fixação é um absurdo de boa e a pigmentação idem. Ele desliza muito bem nos lábios e não incomoda. Apesar de ser matte, não é daquele tipo que te dá sede ao longo do dia, que craquela ou que te deixa irritada – oi Ruby Woo! Ele é bem confortável de usar. Minha única queixa seria com relação ao cheiro, que é bem forte e lembra argila. Falo isso porque tenho algumas máscaras de argila com cheiro bem similares. E como a boca fica logo embaixo do nariz, me incomoda um pouco.  

sábado, 22 de abril de 2017

VICHY NORMADERM DEEP CLEASING - REVIEW

família completa
Vamos falar sobre um produto que eu amo de paixão e que, guardadas as devidas proporções, não custa muito caro. Digo isso porque a noção de caro e barato é bastante relativa pra mim. Às vezes minha dermato me passa um produto que eu acho carésimo, mas depois que compro, ele dura vários meses, de modo que eu acabo mudando de idéia. Esse sabonete, por exemplo, custa em torno de R$ 75,00, mas tem 400ml e rende horrores!

Pois bem, primeiro, importante dizer que essa linha Normaderm da Vichy - tenho vários produtos - é específica para quem tem pele oleosa e recomendada para uso diário. Ou seja, ela cuida da sua pele, controla a oleosidade e é gentil com você, não é daqueles produtos que repuxam a pele, sabe? Esse deep cleansing, por exemplo, é um gel facial e, segundo a marca, ele promove a uma limpeza profunda, controla a oleosidade, controla o brilho, desencrusta os poros, possui ação calmante e antiinflamatória e não resseca a pele. E eu vou dizer que ele cumpre tudo isso. 

Para que vocês tenham uma idéia, eu uso esse produto à noite no banho, depois de passar o dia todo trabalhando, sendo exposta a poluição, impurezas e ainda, com a pele maquiada e cheia de produtos. Quando eu usava um sabonete comum para o rosto, quando chegava na vez do tônico/água micelar, o algodão ficava sujinho, mostrando claramente que o sabonete não tinha servido pra nada. Eu me sentia super desprotegida. Com esse gel é o oposto, você passa o algodão e ele sai limpinho. Por isso que, pra mim, esse produto é amor eterno. Ele faz tudo o que eu espero de um sabonete de rosto para o meu tipo de pele. 

Ele pode estranhar um pouco porque não é cheiroso e não faz muita espuma, mas eu prometo que se você esfregar um pouco, fizer uma massagem com ele, ele vai dar um efeito ótimo na pele e remover todas as impurezas. É mágico!!!