quarta-feira, 8 de agosto de 2018

LIVRO - A LOBA DA FRANÇA


Mais um livro relido dessa série incrível. Gosto muito da história da França, não importa a fase. Nesse caso, especificamente, o livro foca mais na Isabel, a irmã dos reis mortos, filha do Felipe, o Belo, que casou-se com o Rei Eduardo II e tornou-se rainha da Inglaterra. As coisas pra ela não vão bem, seu marido é gay, não gosta dela e favorece seu amante Hugo Despencer em absolutamente tudo. Claro que Hugo, aproveitando-se dessa situação, não facilita a vida da rainha.




Paralelamente, Rogério Mortimer, um aliado da rainha (precisamente o grande amor de sua vida), está preso nas masmorras e com a ajuda de Isabel, ele consegue evadir-se e fugir para a França. Com o tempo, Isabel faz o mesmo e vai para a França com seu filho, com a desculpa de uma missão diplomática. Lá ela encontra felicidade pela primeira vez, abrindo seu coração abertamente a Rogério Mortimer, vivendo com este último como se fossem verdadeiramente um casal.
Ela tem o apoio de seu primo Roberto D´Artois e outros nobres e consegue livrar-se na França de uma vida infeliz na Inglaterra e da ameaça de morte nas mãos dos Dispenser. Quem está governando a França no momento, ao menos na teoria, é Carlos o Belo, o filho mais novo de Felipe e o mais tonto e incapaz! Quem governa realmente é seu tio, Carlos Valois, irmão do rei, que justamente irá morrer nesse livro.
Bem, como Isabel não pode ficar para sempre na França, com a ajuda dos holandeses ela retorna à Inglaterra, onde consegue o apoio de nobres e destitui o Rei Eduardo II do trono, colocando seu filho de apenas 15 anos no lugar. Ela e Rogério Mortimer irão governar e colocar os Dispenser em seu devido lugar – morte horrível a todos eles. Claro que, depois de um determinado momento, ela também dará ao rei a sua vingança pessoal, que não será bonita de se ver!!

domingo, 5 de agosto de 2018

SOBRE A BIENAL DO LIVRO 2018


Notícias fresquinhas e quase em tempo real, porque estive na Bienal ontem e hoje cá estou para trazer minha opinião sobre o evento. Como vocês podem ver pelas fotos abaixo, trouxe alguns títulos comigo, mas no geral, achei a questão “oferta” e a questão “preço” bem fracos!
Eu fui à Bienal com uma lista de 3 páginas com títulos que eu estou interessada, editoras e preços. Claro que os preços são todos da Amazon porque são imbatíveis. E a minha idéia era ir até cada uma das editoras ou lojas e comparar os preços. Só que, para a minha surpresa, eu só achei 2 livros da wish list com preços melhores e, ainda assim, nem eram tão incríveis assim: Persépolis (Marjane Satrapi)  e As Mulheres do Castelo (Jessica Shattuck). O primeiro está R$ 42,90 na Amazon e eu paguei R$ 39,90 na Cia das Letras e o segundo, paguei R$ 35,00 e está R$ 37,70 na Amazon – aliás, hoje eu chequei e baixou para R$ 28,00 (upnf!!)


O Guia Definitivo dos Mochileiros das Galáxias em capa dura, por exemplo, está R$ 41,90 na Amazon e em todos os locais vistos, estava saindo por R$ 55,99!! Os livros da Dark Side estavam todos com preços superiores. Lolita estava R$ 43,57 na Amazon e R$ 59,90 na Cia das Letras!!! A Editora 34 estava um assalto! Bem, resumindo, não achei que os preços estavam compensando.
Além dos dois livros acima, também trouxe outros 3: A Hora da Estrela (Clarice Lispector), edição especial, que estava na minha wishlist por R$ 23,00 e eu comprei por R$ 29,00 (unpf!!), Labirinto (Kate Mosse) por R$ 5,90, mas é a edição de bolso e Costura Passo a Passo por R$ 20,00.  Bom, eu vou dizer o que eu achei em alguns tópicos:

·           Esse ano, não sei se foi impressão minha, mas eles alargaram os corredores, o que é ótimo. Mas, a maioria dos estandes estava com sessão de autógrafos ou com limite de entrada. Então, as filas ficavam nos corredores, situação que atrapalhava em demasiado e acabava atrapalhando a circulação;
·           Os estandes principais estavam abarrotados de gente, a ponto de não ser possível se mexer. Uma coisa meio Estação da Sé às 18hs! Então, a verdade é que eu não conseguia chegar muito próximo das prateleiras ou acessar um vendedor para perguntar por algum título. Na maioria dos casos, acabei saindo do lugar porque estava me irritando;
·           Com relação aos preços, achei uma complicação. A maioria dos títulos não trazia o preço no livro, você tinha que procurar um daqueles leitores de código de barra para descobrir. Agora, imagine os estandes abarrotados e você tendo que se locomover até um desses totens, que geralmente ficava do outro lado da loja!
·           Ainda sobre os preços, algumas livrarias estavam com promoções, descontos sobre o preço marcado no livro. Só que isso não estava marcado em lugar algum, era o vendedor quem informava para quem ele achava simpático, eu acho;
·       O boom dos livros hoje são os youtubbers e os livros YA. Havia estandes, inclusive, exclusivamente dedicados a esses títulos, deixando de lado alguns livros muito importantes e que eu estava realmente interessada;
·           Outra coisa legal, havia muitos estandes oferecendo pequenos livrinhos, contendo apenas o primeiro capítulo do título, para que a gente pudesse conhecer um pouco da obra antes de comprá-la. E claro, sempre há uma disponibilidade imensa de marcadores de livros;
·             25 minutos de fila para usar o banheiro!!!!
Mas, como nem tudo são reclamações, devo dizer que havia muita opção para comer, o transporte para o metrô foi espetacular e para quem curte geek ou tem criança em casa, o lugar estava ideal. Muita opção, muitas atividades para esse campo.
livros a serem lidos
E a promessa agora é a de não comprar nenhum livro até o final do ano, porque como vocês podem ver, minha prateleira de livros a serem lidos está bombando!!!!

terça-feira, 31 de julho de 2018

PRODUTOS ACABADOS DO MÊS - JULHO


O mês de julho foi bem contido com relação aos produtos acabados. Mas, em compensação, foi um mês de gastos, ainda que de coisas necessárias. Aproveitei a viagem dos meus pais para pedir alguns dermocosméticos que foram receitados pela dermato, comprei roupas para a academia – que finalmente tomei vergonha na cara para começar – e também comprei alguns soutiãs, porque está dando até vergonha de usar os meus, que estão rasgados. Essas coisas acontecem mesmo, têm meses que a gente acaba tendo mais gastos do que outros...

No mais, vamos dar uma olhada no que acabou por aqui.
1. Moroccanoil – nossa, esse produto foi uma febre há uns anos atrás e eu trouxe o meu, salvo engano, da primeira vez que fui à NY. Obviamente já devia estar vencido quando acabou, mas o cheiro e a consistência permaneciam os mesmos, de modo que não havia qualquer razão para que não o usasse. E é um produto tão maravilhoso!! O cabelo fica incrivelmente gostoso e bonito quando o uso.
2. Vichy Ideal Body – esse é um produto que foi recomendado pela minha dermato. Ele serve para combater os efeitos da idade nas regiões do pescoço, colo e mãos. É um tratamento que, na verdade, todo mundo deveria fazer, porque essas regiões são esquecidas pelas pessoas e são as primeiras a envelhecerem quando a idade chega. Já estou fazendo uso de outro.
3. La Roche Posay Anthelios fps 70 – como dá para ver pela foto, trata-se de uma miniatura, mas é um bom produto. De todos os que eu já experimentei, esse é o que deixa a minha pele mais sequinha, mas ele é mais caro, de modo que eu prefiro fazer uso do produto da Heliocare.
4. Creme Nívea – um clássico que eu não consigo mais não ter. Ele é o produto que mais hidrata a minha mão, sem deixa-la melequenta. E um potinho desses rende o mês inteiro, porque basta um tiquinho de produto para conseguir a hidratação. Esse está escrito em alemão, mas foi comprado em Rouen na França.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

SALDÃO DE LIVROS DO MÊS - JULHO


Esse mês que passou teve uma certa peculiaridade: meus pais viajaram durante 15 dias e eu tive que me utilizar de transporte público em todos esses dias. isso significa que tive mais tempo para ler. No final das contas, acabei lendo praticamente 1 livro por semana, além de conseguir concluir a leitura do escritório – Sapiens - e de avançar algumas páginas da leitura de casa – It. No final das contas, portanto, foi um mês bastante produtivo para as leituras. Como de costume, vou falar apenas das leituras concluídas. 


- Sapiens (Yuval Noah Harari) – trata-se de um livro interessante, porém didático. Não é um romance, não há diálogos e, portanto, não é aquele tipo de livro que não queremos largar. E, para completar, ele é bem grossinho. Mas, ele é muito interessante fiquei bem satisfeita de tê-lo lido. Ele vai nos mostrar como a sociedade se tornou do jeito que está hoje, como os sapiens evoluíram para o que somos hoje, como as pessoas começaram a se reunir, como viviam, etc. É interessante.
- Caminho da Liberdade (Slamovir Rawicz) – sem dúvida, a leitura favorita do mês. Já falei por aqui que amo livros autobiográficos ou não, que retraram fatos verídicos de catástrofes e desafios intensos vividos por seus protagonistas que sobreviveram para contar a história. Nesse romance autobiográfico, Slamovir conta como, junto a outras 7 pessoas, conseguiu escapar de um gulag na Sibéria e chegar à Índia. As provações que o grupo passou no caminho foram terríveis e nem todos sobreviveram.
- A Loba da França (Maurice Druon) – 5ª livro da série Os Reis Malditos e uma releitura. Nesse volume, o foco estará na rainha Isabel, filha de Felipe, o Belo, mas rainha da França. Com a ameça constante de seu marido e do amante do rei, Hugo Despenser, Isabel encontra refúgio na França, onde terá ajuda de seu primo Roberto D´Artois e outros nobres. Enquanto isso, Carlos, o Belo, o filho mais novo de Felipe, governa o país, comandado por seu tio, Carlos Valois.
- As últimas testemunhas (Svetlana Aléksievich) – livro da TAG do mês. Eu amo de paixão essa autora, acho que ela nos trás a verdade nua e crua de acontecimentos que só temos conhecimento através de livros, e só aquilo que os historiadores querem que saibamos. Nesse livro, ela nos traz relatos de pessoas que eram crianças quando eclodiu a Segunda Guerra e que, claro, pelo próprio choque e terror do acontecimento, lembram-se de fatos e situações muito inusitados sobre o período, principalmente relacionados a perda e a fome. Confesso que gostei muito da leitura, mas fiquei muito mais tocada com Vozes de Tchernobyl.
- O outro pé da sereia (Mia Couto) – estava louca para ler algum livro desse aclamado escritor moçambicano e esse foi meu eleito. Ele tem uma linguagem bem poética e personagens bem singulares, me lembrou um pouco Valter Hugo Mãe. Conta a história de um casal, Mwadia e Zero Madzero (melhor nome!) que mora num local bem no meio do nada absoluto e encontra uma imagem de uma santa enterrada – uma coisa meio Nossa Senhora Aparecida. E a história vai girar em torno de relações familiares e misticismo.
- Fique Comigo (Ayòbámi Adébáyò) – livro TAG inéditos do mês e apenas maravilhoso! Essa é a minha terceira autora nigeriana e eu posso dizer que todos os livros lidos desse país são muito bons, muito gostosos de ler e, incrivelmente, parecidos! Todos giram em torno da figura da mulher dentro daquela sociedade machista da cultura ioruba, seu papel de mãe, de batalhadora. E, ainda, de quebra, ficamos por dentro da cultura regional e da política do país.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

VIAGEM FRANÇA - DIA 14 - FONTANEBLEAU E PETIT PALAIS

blusa Banana Republic, jaqueta Ralph Lauren de brechó e calça que era da minha mãe. A echarpe também é da minha mãe!

Quase no finzinho da viagem, fiz mais um bate volta de trem pela região. Claro que, como sempre, pegar trem foi um completo caos. E, para completar, o outono parecia ter chegado de vez na França e eu não estava preparada para o frio que me esperava. Cheguei na Estação Gare de Lyon por volta das 7:15hs da manhã e, como sempre, não havia um ser humano para me dar informações.

Acabei encontrando um guichê da empresa de trens e eles me indicaram um setor. Ocorre que era o setor de embarque e não de compra de bilhetes! Tentei comprar pela maquininha, mas não consegui. Depois de um tempão, me disseram que o lugar para compra era exatamente o primeiro, onde eu havia pedido por informações.... Que inferno! Para completar meu dia, que não ia muito bem, perdi o trem porque estava na plataforma errada. Acabei tendo que pegar o próximo, o que me atrasou muito. 


De Paris a Fontainebleau há diversas paradas, mas no final, tudo deu certo, cheguei a estação Gare de Fontainebleau-Avon e de lá, peguei um ônibus para o chateau – aliás, chamar aquilo de chateau é piada, porque o palácio é imenso! Bem pertinho estava rolando uma feira e, claro, resolvi dar uma checada, mesmo estando atrasada e mesmo temendo perder o áudio guide que havia reservado. Acabei comprando na feira um cardigã cinza, o que foi bastante providencial para o frio que eu estava sendo – frio real!!

O áudio guide também deu certo e, para a minha surpresa e extrema felicidade, fiz a visita em um palácio quase vazio, sem aquele monte de turistas e chineses que invadem o palácio de Versalhes. E isso me possibilitou ver tudo com mais calma, parar em cada um dos cômodos, ouvir o áudio guide, tirar fotos, etc. Foi uma experiência completamente nova, visto que Fontainebleau é bem parecido com Versailhes, exceto pelos jardins imensos deste último, mas o fato de não estar lotado torna a experiência muito diferente.

O palácio é bem extenso, o local está absolutamente conservado e guarda muito mais móveis e ornamentos do que Versalhes. E, pelo que entendi, é o único palácio na França que abrigou todos os reis e rainhas, sem exceção, inclusive o próprio Napoleão que abdicou e se despediu de seus guardas lá mesmo em Fontainebleau. No local há uma capela lindíssima, onde foram batizados Napoleão III e casou-se Luis XIII (talvez tenha sido Luis XV... não peguei direito essa parte!). E a capela linda foi feita por ordem de ninguém menos que S. Luis.

A cidade até parecia bem bonitinha de se explorar, mas eu preferi voltar para Paris após a minha experiência incrível no palácio. Queria ir até o Petit Palais, onde eu ainda não tinha tido a oportunidade de ir, é de graça e me falaram que é deslumbrante. E sim, é verdade!! O Petit Palais é uma gracinha e realmente imperdível. A própria arquitetura do local já vale a pena, mas as obras também são bem legais. Para quem foi ao Louvre e outros museus locais, não há nada demais, mas ainda assim, vi muita coisa incrível.  Tomei um café no jardim e fui andando até o hotel para fazer as malas.