terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

LIVROS - LITERATURA DE VIAGEM E SÁTIRA POLÍTICA E A CARTEIRA DO MEU TIO

Vou fazer duas resenhas em uma porque esses dois livros estão relacionados e eu comprei o segundo por causa do primeiro.
Literatura de Viagem e Sátira Política - Bem, esse livro foi escrito pela amiga da minha mãe, que é historiadora, e foi a tese de doutorado dela na Unicamp. Ele não é um romance, mas sim, um livro mais didático que vai explorar a política brasileira, traçando um comparativo entre a época do Império e os dias de hoje - veremos que tanto o modo como governar quanto o brasileiro em si não mudaram nada -, com respaldo na chamada literatura de viagem.
Literatura de viagem nada mais é do que aquele diário, relato, manuscrito ou mesmo as cartas, postais que enviamos/escrevemos quando fazemos uma viagem. Hoje poderia ser um diário de viagem, um post num blog ou alguma coisa assim. Esses relatos foram cruciais aos historiadores, que, através deles, tiveram acesso a conhecimentos acerca dos costumes, nomes, características dos lugares e das pessoas; mas ao mesmo tempo interessavam muito a população, especialmente numa época em que as notícias não chegavam com tanta facilidade. Crescia cada vez mais o interesse do povo em descobrir novas culturas e saber mais sobre o que acontecia além do quintal de casa. E claro que uma literatura de viagem é sempre mais gostosa de ler do que um texto mais formal.
No livro, a autora utiliza-se como exemplo de uma literatura de viagem que foi escrita com vistas a criticar a política da época imperial: o livro A Carteira do Meu Tio, de Manuel Joaquim Macedo, o mesmo autor do maçante A Moreninha, um dos meus livros mais odiados do colégio. Nele, a sociedade brasileira é altamente criticada, assim como as classes sociais, os políticos e toda forma de se portar, de fazer governo, mas de uma forma mais divertida e sem apontar dedos. É a coisa da carapuça, se servir a você, então pode ser que o livro esteja te mencionando!
E a verdade é que a autora aborda esse livro do Macedo com tanta paixão, que eu acabei comprando e lendo-o em seguida, por isso estou fazendo esse post em conjunto. Isso porque, apesar de Literatura de Viagem e Sátira Política ter como fito um cunho histórico, eu acho que ele é um excelente livro de apoio ao A Carteira do Meu Tio, principalmente porque nos situa dos acontecimentos e contexto daquela época. É nos auxilia em desvendar o que o autor quis com aquele texto, uma vez que ele é claramente critico.

A Carteira do Meu Tio – como mencionado acima, o livro é uma crítica à política da época do segundo império. Na verdade, é uma crítica aos políticos que, desde aquela época, faziam a chamada Política do Eu, ignoravam a constituição, o povo, suas necessidades e absolutamente qualquer coisa que não fosse interessante apenas para si mesmo. Alguma semelhança com os dias de hoje???
O livro nos traz um Sobrinho (ninguém tem nome), que, recém chegado de Portugal, onde diplomou-se em um curso qualquer na Universidade de Coimbra, vai até seu Tio, um homem rico e influente, em busca de uma profissão. Após muito pensar, ele conclui que ser político é a melhor maneira de se dar bem na vida sem fazer muita coisa. O que ele não esperava era que o Tio não lhe concederia tal cargo de mãos beijadas. A condição era a de que ele viajasse pelo país, observando o povo, conhecendo suas necessidades, as falhas do sistema e, apenas após, pudesse assumir um cargo com aptidão.
Muito a contragosto, o Sobrinho sai por aí, ao lado do Compadre Paciência. Juntos, eles encontram uma sociedade podre, na qual manda quem tem dinheiro e obedece quem não tem, as pessoas são absolutamente volúveis e destituídas de opinião própria, apenas vivendo dentro do curso da maré política do momento, daquela que as convém. E o mais legal é que o livro é absolutamente lotado de passagens ótimas e poderia ter sido escrito nos dias de hoje. Meu exemplar está cheio de marcações, mas vou transcrever algumas delas:
“Com efeito, do mesmo modo que sucede a todos os vadios de certa classe, a primeira ideia que me sorria tinha sido a política” (pg. 16)
“A Constituição do Império devia ser como as asas de um anjo, à cuja sombra se acolhessem sempre a todos os brasileiros; é, porém, como já dizia aqui há anos um dos tais entusiastas, uma espécie de chapéu de chuva, que os ministros trazem aberto ou fechado, conforme o tempo que faz” (pg. 61)
“- Está bem, não irei adiante com o que me dizem; mas quero sempre concluir asseverando-lhe que quem mais sofr4e com todas as cataratas do governo é por um lado o povo, que padece, e por outro lado o tesouro público, que paga as favas; e o que eu peço a Deus é que a paciência dure mais no coração do povo do que o dinheiro nos cofres do tesouro.” (pg. 93)

domingo, 18 de fevereiro de 2018

KIKO LÁPIS SMART N° 14 - REVIEW

Acreditem ou não, mas eu ainda tenho produtos trazidos da França a resenhar! Não são muitos e, para ser honesta, nem quero falar sobre todos, mas esse, em específico, eu quis trazer aqui para o blog para criticar. Sim, eu amo os produtos da Kiko, sou completamente apaixonada por todos que já usei até hoje, à exceção desse lápis. 

Trata-se do lápis de olho da linha Smart, a mesma das sombras unitárias baratinhas, sabem? Ele custou cerca de 2 Euros, o que foi um excelente negócio, e eu queria uma espécie de substituto para o lápis bronze da Catrice que trouxe da Alemanha e já está cotoquinho. Como vocês podem ver, as cores não são sequer parecidas, então, a proposta já não ia funcionar de qualquer jeito. Enquanto o da Catrice é mais quente e puxa para o bronze, o n° 14 da Kiko puxa para o cáqui. 

No swatch que vocês estão vendo acima, a impressão é de que o produto é realmente muito bom, bastante pigmentado. Mas, a verdade é que eu tive que forçar muito para a cor ficar desse jeito, assim aparecida. Ele é bastante duro, não é um lápis cremoso, macio como os da Quem Disse, Berenice? ou da Urban Decay, por exemplo. Ele não pigmenta muito bem e fica super discreto e clarinho nos olhos. Ou seja, os 2 Euros saíram caros para esse lápis, que está apenas ocupando espaço no meu armário, uma vez que não vem sendo utilizado. 

sábado, 17 de fevereiro de 2018

LIVRO - SOMBRAS DE LONGBOURN


Livro favorito do mês de janeiro, sem sombra de dúvida. É o tipo de livro delicinha de ler, com personagens muito legais, que parecem fazer parte da nossa família. E esse livro é muito interessante porque a escritora está viva, é super jovem e ela é muito fã de Orgulho e Preconceito da Jane Austen – um dos meus favoritos também. Então, o que ela fez foi pegar a história daquele livro, os personagens, os locais e criar a história dos criados que viviam alil. Então, teremos os empregados dos Bennet e também dos Bingley e outras famílias que visitam o local ou moram por perto. O que eu achei absolutamente genial e muito divertido.


Muito bem. Na casa dos Bennet temos o Sr. e a Sra. Hill, que são o mordomo e a governanta da residência. Só que a Sra. Hill tem um segredinho, ela foi amante do Sr. Bennet quando mais nova e desse romance sobreveio um filho, James Smith, que foi criado por um terceiro e, mais tarde, acabou incorporando o corpo dos criados da família. Também temos Polly, uma menininha e Sarah, que é a mocinha e protagonista da nossa história. O legal é que a autora vai mostrar que todos os criados eram muito bem tratados pela família e, apesar do trabalho árduo e extenuante de limpeza sem fim, eles eram muito felizes.
O que eu mais gostei foi que a autora realmente pesquisou os costumes da época, como era feita a limpeza, como eram arrumadas as patroas, etc. Eu adorei saber como eram feitos os sabonetes, como as moças “tomavam banho”, como era difícil o acesso ao açúcar, etc. E eu também curti muito saber um pouco mais sobre as guerras napoleônicas, a campanha da Inglaterra na Espanha e em Portugal, como eram tratados os soldados, a vida que levavam, etc. Achei tudo muito incrível e gostaria que a autora fizesse o mesmo com todos os livros da Jane Austen, rs!!

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

THE COSMETICS COMPANY STORE

Dia desses fui ao Outlet Premium no interior de São Paulo – bem na frente do Hopi Hari na Rodovia dos Bandeirantes - e adquiri algumas coisinhas na The Cosmetics Company Store. Para quem não sabe, trata-se de uma mini loja que vende produtos MAC, Clinique e Smashbox, além de perfumes Jo Malone, DKNY e outras marcas (todas do grupo Estée Lauder), com precitos mais convidativos.

E a razão é uma só: a proximidade da data de validade. Por lá, por exemplo, você encontra batons MAC por R$ 45,00 (eu vi dois dos que eu tenho, o Lady Danger e o All Fired Up), refis de sombras por R$ 19,00, kits de fim de ano por R$ 100,00, dentre outros.



Há muita variedade de produto, mas o problema são as cores. Temos que pensar que trata-se de um outlet e, portanto, os produtos ali vendidos são exatamente os que ficaram “encalhados” nas lojas. Em razão disso, as sombras costumam ter cores pouco ortodoxas (no dia em que eu fui havia uma profusão de verde e amarelo), os pós costumam ser apresentados em tons mais escuros e eu vi uma quantidade um tanto quanto assustadora de batons em tons de azuis nas prateleiras. Mas isso não significa que você não vá encontrar nada.

Havia, por exemplo, quase que uma linha completa de lápis retráteis para sobrancelhas da MAC, várias paletas de tons neutros da Clinique (duos por R$ 55,00), os chubby sticks de sombras da Clinique também estavam com a linha quase completa, dentre outros. Ah, havia muito produto de tratamento da Clinique – daqueles que enlouquecemos nos Duty Frees - e basicamente todas as cores de batons (de R$ 89,000 por R$ 59,00) e glosses da Smashbox.

Para citar mais alguns preços que me lembro de cabeça: cílios postiços da MAC de R$ 55,00 por R$ 39,00, batons de coleção da MAC de R$ 89,00 por 55,00, lápis de olho MAC de R$ 70,00 por R$ 45,00, base Oil Control da Clinique de R$ 139,00 por R$ 99,00, o blush de florzinha da Clinique de R$ 99,00 por R$ 69,00, dentre outros. A loja aceita cartão.

Eu acabei saindo de lá com 4 produtinhos, sendo que 2 deles eu caracterizo como “muito útil” e 2 deles como “não precisava”. Vou fazer uma geral aqui, mas depois farei um post para a sombra e outro para o protetor solar. O primeiro que eu peguei foi o corretivo Studio Finish da MAC na cor NW20 que saiu por R$ 39,00. Ele é apenas o refil do produto, mas confesso que não tenho problemas com essas coisas e mejoguei! E também na vibe do refil, comprei a sombra Sketch, que é um vinho beeeeem pigmentado e matte. Confesso que comprei a sombra só porque custava R$ 19,00 e eu estava meio deslumbrada.

Depois, comprei também o suporte de palette para 9 sombras/corretivos por R$ 15,00 (tinha de vários tamanhos) e um creme com proteção solar para o rosto da Clinique, fator 30, por R$ 39,00. Esse produto eu acabei comprando por impulso quando já estava no caixa, mas devo dizer que, de todos, foi a minha melhor compra, porque é algo que eu uso muito e eu achei a textura dele super sequinha. Como disse acima, farei um post especificamente sobre esse produto, onde contarei melhor as minhas impressões.
Mas, no geral, achei a loja bastante boa e legal para comprarmos aqueles produtos que normalmente não temos condições. Uma pena que eu estava bem sem grana no dia e uma pena que as duas únicas lojas fiquem em outlets nas estradas (a outra é no Catarina Premium)

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

TAG LITERÁRIA - JANEIRO/2018 - RETORNO A BRIDESHEAD


O livro da TAG desse mês que passou foi muito interessante. Eu estava com um pouco de receio de lê-lo porque muita gente no grupo do Facebook manifestou que estava odiando e que era um dos piores livros que já tinham, lido, etc, etc. Mas eu acho que sou mesmo do contra e do tipo que gosta do que ninguém gosta!


Muito bem, trata-se de um romance que se passa no início do século XIX na Inglaterra e vai nos remeter aos costumes da sociedade no período. É uma coisa meio Dowtown Abbey, mas com uma pitada de religião no meio do caminho. Claro que vamos nos deparar com uma família muito tradicional, que possui muita grana, um palacete com um nome próprio e também muitos problemas que, por certo, deverão ser escondidos a todo custo porque viver de aparências é o mote do negócio.
Há uma mãezona que é a matrona da família, muito religiosa e do tipo que aceita ou não as amizades dos filhos e determina o que cada um deverá fazer de suas vidas. Há um filho mais velho, extremamente religioso e bobão, um filho mais novo que, tendo sido muito podado, acabou se transformando num grande alcoólatra, mandado ao exterior para abafar a vergonha da família, há uma filha mais nova, extremamente carola e a filha mais velha, Julia, que balança bastante entre os seus desejos e vontades e a religião da família.
E o nosso narrador protagonista é Charles, filho único, órfão de mãe, que possui um pai que não lhe dá muita atenção e apenas vive bem, sem luxos. Conhecendo Sebastian em Oxford (o filho que acabou virando alcoólatra), ele passa a frequentar Brideshead e a se tornar praticamente um membro daquela família tão problemática. E a vida dele vai se delineando em torno da vida daquele local.
O livro não tem uma histórica incrível, personagens sem igual ou nada do tipo. Mas eu gosto da temática, achei a leitura bem fluida e gostei de conhecer um pouquinho sobre os costumes e a própria família. E eu gostei bastante, particularmente, do final deste livro!

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

SÉRIE - THE RANCH

Série politicamente incorreta do Netflix, que é super engraçada e ao mesmo tempo séria e emotiva. Dá para rir e chorar num único capítulo! E isso eu atribuo aos personagens, que são mais do que ótimos. A começar com o elenco, encabeçado por Ashton Kutcher e que ainda conta com uma porção de ex integrantes do That´s 70´s Show e Two and a Half Man, séries que alavancaram a carreira do ator e que contam com muitos atores ótimos.

O próprio Ashton Kutcher é um ex jogador de futebol americano que tinha tudo para dar certo, não fossem os excessos de álcool, bebida e uma vida completamente indisciplinada, que culminaram com o fim premeditado de sua carreira. Sem saída, ele retorna ao rancho de sua família na cidade natal no interior do Colorado. Lá ele viverá com seu irmão, Jameson “Rooster” (Danny Masterson), e seu pai, Beau (Sam Elliott) que é a pessoa mais ranzinza e engraçada da série, melhor personagem! A relação entre os três é hilária e é o que vai dar o tom da história.

O pai é a pessoa mais republicana e patriota que existe no mundo, então haverão piadas políticas, haverão também piadas envolvendo outras séries e, o que eu acho mais engraçado é que ela é politicamente incorreta. As pessoas bebem e usam drogas o tempo todo, falsificam documentos, são super machistas e taradas, mas ainda assim, é muito engraçada, juro! Vale a pena assistir. Os episódios são curtos e ela está disponível no Netflix.