domingo, 31 de dezembro de 2017

PRODUTOS ACABADOS DO MÊS - DEZEMBRO

Esse que passou é um daqueles que deu até vergonha de publicar a foto dos produtos acabados, de tão pouquinho. Mas, por outro lado, melhor assim, pois significa economia! Eu estou com essa vibe para 2018 e espero continuar desse jeito, mesmo quando voltar a trabalhar, quando eu sei que minha cabeça vai estar mais maluca e querendo fazer compras só para satisfação momentânea. No mais, vamos aos acabados.

1.    Miniso Compressed Towel – comprei esse produto para experimentar e a verdade é que eu adorei! Trata-se de um conjunto com 50 toalhinhas de algodão removedoras de maquiagem. O que eu faço é passar nos olhos o demaquilante Marina Smith – que também acabou esse mês  - e depois, umedecer essas toalhinhas e passar no rosto todo, tirando os resíduos do produto dos olhos e também dando uma geral no resto. Ele não agride, é super macio e remove de verdade a make!
2.    Demaquilante creme Marina Smith – esse produto já apareceu por aqui um milhão de vezes e é um dos meus favoritos da vida! Esse demaquilante rende bastante e eu pego um tiquinho de produto, passo nos olhos e a make é completamente removida, mesmo aquela a prova d´água.
3.    Máscara Maybelline Colossal – minha favorita da vida, nem sei quantas já apareceram por aqui, nos acabados. E como eu também já falei várias vezes, a verdade é que não importa quantas máscaras eu teste – no momento estou testando uma da Revlon -, essa Colossal sempre será minha favorita. Estou com duas guardadas no meu armário.
4.    Pantene Ampola Capilar – aaaaaaaaaamo essas ampolas. Meu cabelo é bem oleoso, mas a verdade é que de vezes em quando, eu sinto a necessidade de fazer algo diferente para deixa-lo mais macio e também para dar uma reparada. E esse produto faz esse trabalho sem que eu tenha que ir no cabeleireiro, sem contar que ele não deixa meu cabelo oleoso e é baratinho. 

sábado, 30 de dezembro de 2017

O QUE FOI LIDO EM 2017 E O QUE SERÁ LIDO EM 2018


Esse ano que passou eu li impressionantes 74  livros!!! Eu nunca li tanto na vida. Aliás, acho que li mais em 2017 do que nos últimos 10 anos somados. E claro que a questão é que não é que me sobrou tempo ou que eu estava à toa na vida. O que aconteceu é que eu arranjei momentos em que poderia ler ao invés de estar fazendo qualquer outra coisa, e isso foi bem legal. Vou colocar abaixo a lista de todos os livros lidos em 2017:


- A Montanha Mágica (Thomas Mann)
- Harry Potter e a Ordem da Fênix (J. K. Rowling)
- Angélica e o Rei (Anne e Serge Golon)
- Os Meninos que Enganavam Nazistas (Joseph Joffo)
- História da Menina Perdida (Elena Ferrante)
- A Praça do Diamante (Mercès Rodoreda)
Eu não vou fazer para o ano seguinte como esse ano em que fiz uma lista de livros que queria ou deveria ler para o ano seguinte. Isso não funciona muito, porque a verdade é que as prioridades vão se mudando e, às vezes, um livro que tínhamos vontade de ler em um momento, já não parece tão interessante no momento seguinte. Então, o que eu resolvi foi selecionar 12 obras – algumas eu tenho e outras não – para que sejam lidas mensalmente ao longo de 2018.

Janeiro – Os Irmãos Karamazov
Fevereiro – O Vermelho e o Negro
Março – Ana Karenina
Abril – O Corcunda de Notre Dame
Maio – As Crônicas de Nárnia
Junho – Ressurreição
Julho – It A Coisa
Agosto – o Nome da Rosa
Setembro – Alice no País das Maravilhas e Alice Através do Espelho
Outubro – A morte de Ivan Ilitch e Senhores e Servos 
Novembro – Cem Anos de Solidão
Dezembro – não sei ainda

E pretendo, claro, terminar as coleções do Harry Potter e dOs Reis Malditos, reler As Brumas de Avalon, que já foi comprada, ver se consigo comprar mais livros da série Angélica e lê-los também e também quero ler a série de 4 livros do Zafón. No mais, vamos seguindo lendo e ver no que dá!

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

SALDÃO DE LIVROS - DEZEMBRO 2017

Dezembro foi um mês um pouco lento para as minhas leituras. É sempre um mês complicado porque, pelo menos esse ano, houve um excesso de trabalho, prova no inglês, show, saída com amigos e tantas outras atividades que atrapalharam um pouco a leitura do dia a dia. Mas teve outro motivo para que eu não tivesse lido tanto: todas as leituras, ou a maioria delas, foram de livros mais gordinhos e que, portanto, demandavam mais tempo e atenção. No mais, fechei o ano com 74 livros, 33 a mais do que no ano passado!!

- Os Meninos que Enganavam Nazistas (Joseph Joffo) – que livro lindo! Eu gosto muito da temática Segunda Guerra Mundial e eu gosto, principalmente, de ter contato com histórias individuais de pessoas que viveram naquele período e tiveram experiências peculiares. Nesse livro de memórias, o narrador irá nos levar ao momento em que, junto do irmão, ambos com menos de 13 anos, teve de separar-se de sua família em busca da sobrevivência.
- Angélica e o Rei (Anne e Serge Golon) – terceiro volume dessa série gigante e lindíssima. Nesse livro, Angélica está bem de vida, casada com Felipe e grávida de seu terceiro filho. O objetivo, portanto, e para esse momento, é um lugar na corte e a conquista das atenções do rei.
- História da Menina Perdida (Elena Ferrante) – último volume da Série Napolitana da Elena Ferrante. Esses livros são muito curiosos porque os personagens são muito reais e muito cheio de defeitos e “normalidades”. A gente sente raiva e torce por todos eles, como se fizessem parte da nossa família. Nesse volume, vamos, mais uma vez, adentrar nos universos de Lila e Lenu e de toda vizinhança napolitana.
- Harry Potter e a Ordem da Fênix (J. K. Rowling) – quinto livro da saga que é meu amor eterno. Faltam somente dois para terminar e eu já estou sentindo uma certa tristeza. Nesse volume, Lord Voldemort está de volta e os Comensais da Morte se uniram em torno de seu mestre. Para lutar contra tal força, os “mocinhos” uniram-se em torno da Ordem da Fênix. Paralelamente, Harry Potter finalmente entende o seu papel nesse contexto: somente ele poderá matar o senhor das trevas!
- A Praça do Diamante (Mercê Rodoreda) – livro da TAG do mês, escrito por uma catalã em período pós guerra civil. Colometa conhece Quimet, um cara bem machista, dominador e insuportável, em um baile na praça. Eles se casam e passam a criar pombos. Só que o rapaz segue para a guerra, deixando-a sozinha com filhos e os pombos. 

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

AMBER HOUSE E O TEMPO QUE NUNCA FOI

Eu comprei Amber House porque estava baratinho no site da Amazon e também porque eu me interessei pela trama. É um livro YA, mas eu confesso que gostei bastante, achei muito interessante e não consegui largá-lo até desvendá-lo. E, como a coisa termina meio que sem terminar, acabei comprando o segundo volume, que é a continuação do primeiro, para destrinchar o mistério de Amber House de uma vez. |ou falar de cada um dos livros individualmente, lembrando que quem não leu o primeiro livro, não recomendo que leia os comentários do segundo, porque haverá spolliers.  

Amber House: O livro começa com Sarah e sua família indo para Maryland para o enterro de sua avó, com quem nunca teve muito contato, uma vez que ela e sua mãe eram brigadas. Por conta disso, e com vistas a providenciar todos o trâmites do velório e a questão do testamento, a família de Sarah vai ficar uns dias hospedados na casa da família, a centenária Amber House. A residência foi construída em meados de 1700 e sempre pertenceu à mesma família. A história da casa é incrível, ela viu muita coisa, muita gente feliz, muitas desgraças, muitos mistérios. A família de Sarah sempre teve mulheres muito fortes ou que viveram situações que lhe exigiram mais do que poderiam aguentar e o que acontece é que, de alguma forma, a casa guardou essas memórias consigo. É como se todo esse povo ainda morasse lá, em dimensões paralelas e, de alguma forma, essas mulheres acabam comunicando-se umas com as outras ao longo dos anos.
No livro, isso é chamado de “eco”. Sarah passa a ouvir e a ver esses ecos de seus antepassados e compreender algumas coisas. Ela vê muito sofrimento naquela casa e, com a ajuda de seu amigo Jackson, ela irá investigar essas questões, com vistas apenas e tão somente a compreender de onde ela veio, quem eram seus antepassados. Eles irão descobrir inúmeras passagens secretas, diários, documentos guardados, casas enterradas e tantas outras coisas estranhas, além, claro, pessoas que já se foram. E o livro vai transcorrendo dessa forma, nesse universo da família de Sarah, até que um acidente acontece e a garota se vê na incumbência de ajudar essa pessoa a ser reanimada. O que acontece é que a pessoa entra em coma porque fica presa dentro de um sonho provocado pela casa e Sarah terá de descobrir junto a seus antepassados como reverter essa situação, acordando a pessoa.
O Tempo que Nunca Foi: bem, Sarah consegue reverter a situação vivida pelo seu irmãozinho no primeiro livro. Ela acorda Sam do sonho e morre, porque foi picada por uma aranha Boa Mãe. Mas, quando ela acordou seu irmão, ela mudou não só o futuro, como também o passado. Ela acordou sua tia Maggie, o que significa que sua mãe e sua avó não estão mais brigadas e a consequência disso, é que Sarah e sua família, nessa nova vida, frequentaram Amber House desde sempre. Só que, apesar de as relações familiares estarem muito melhoradas, o mundo está muito pior. A escravidão ainda existe, os Nazistas meio que dominaram o mundo e a Terceira Guerra Mundial é iminente. O mundo está absolutamente caótico e muito difícil de se viver.
Sarah, então, descobre que na noite em que acordou Sam e Maggie, ela sem querer provocou uma mudança no passado, no qual George Washington, primo de sua antepassada Deirdree, é assassinado dentro de Amber House, situação que mudou significativamente o rumo da história. Então, nesse segundo volume, e novamente com a ajuda de Jackson, Sarah tem de mudar o passado novamente, mediante uma aventura incrível contra os nazistas, dentro do Metropolitan de NY. É mais YA e um pouco mais forçado do que o primeiro livro, mas é legal também.

Gostei muito mais do primeiro livro. Na verdade, eu li o segundo porque o primeiro terminou com gancho, porque achei “Onde o Passado e o Futuro se Encontram” algo meio Sessão da Tarde e não foi lido com tanta fugacidade quanto o primeiro. 

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

O CONTO DA AIA

Nossa, que livro terrível, não vejo a hora da série ser lançada no Netflix – parece que será em janeiro. Eu acho que tal qual 1984 e outros livros que tratam de uma visão diferente do mundo em que vivemos, o Conto da Aia assusta um pouco porque nos perguntamos: será que é possível chegar a esse ponto? Será que esse tipo de coisa poderia acontecer? Grupos extremistas poderiam tomar conta de um determinado lugar e criar uma nova sociedade, um novo estilo de vida onde absolutamente tudo é controlado e as mulheres são quase lixo? E será que esse mundo, indiretamente, já não existe em alguns países? Hum... dá pano pra manga!

Muito bem, o livro trata de um lugar nos EUA – não ficou claro se no país todo ou se só em parte -, onde uma seita religiosa maluca tomou o poder e instituiu uma série de regras despóticas e bastante arcaicas. Nesse novo mundo, as mulheres não têm poder algum, o mundo é regido pelos homens, e todos têm um papel específico. As vontades, lazeres e prazeres foram absolutamente abolidos e, dentro de sua função, a pessoa deverá proceder exatamente dentro das regras que lhes foram impostas, sem reclamar, sem sair dos trilhos. A punição para o infrator vai desde a morte até o degredo em colônias. Os “Olhos”, que são autoridades ou pessoas ligadas ao “governo” estão por toda parte, nada é seguro, ninguém é confiável.
E nessa sociedade existem, dentre outros, as aias, que são mulheres reprodutoras, usadas apenas e tão somente para esse fim. É como se a capacidade de gerar uma criança as houvesse poupado de todas as coisas horríveis da vida em nova sociedade. Só que elas não podem se reproduzir com aqueles a quem amam ou ter qualquer prazer nesse ato. Elas são, ao contrário, designadas para as residências de Comandantes, os quais em cerimônias agendadas, copulam com as aias, com vistas a fecundá-las. Daí que o maior desejo dessas aias é ter um filho, caso contrário, elas serão destinadas aos mesmos locais que os velhos, incapazes ou qualquer outra pessoa que não serve para aquela sociedade... e não é um bom lugar.
Essas aias, vejam bem, foram tiradas de suas famílias. A narradora, por exemplo, não sabe do paradeiro de sua filha, de seu marido, de sua mãe, de sua melhor amiga... Tudo lhe foi tirado. Ela passou por uma espécie de lavagem cerebral antes de ser transformada em aia e não está no seu papel julgar ou mesmo lembrar-se do que foi passado. E se ela tiver o tão desejado filho, que é o passaporte para a “felicidade”, ele será imediatamente tirado dela, para que uma família possa cria-lo.

Daí que através do livro nós iremos acompanhar a vida de uma aia, sua rotina, suas relações com aqueles que estão ao seu redor – outras aias, marthas (que são ajudantes de casa), o comandante, a esposa do comandante, dentre outros. Mas ela vai também se lembrar bastante de seu passado, de forma saudosista e temer o futuro. Afinal de contas, e apesar de tudo, ela ainda é um ser humano e isso não pode ser arrancado dela. Vamos ver também que existe uma “resistência”, com pessoas atuando para que isso acabe e as coisas voltem a ser como eram antes. O livro é bem interessante, mas é também bem terrível e sufocante.