quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

O CONTO DA AIA

Nossa, que livro terrível, não vejo a hora da série ser lançada no Netflix – parece que será em janeiro. Eu acho que tal qual 1984 e outros livros que tratam de uma visão diferente do mundo em que vivemos, o Conto da Aia assusta um pouco porque nos perguntamos: será que é possível chegar a esse ponto? Será que esse tipo de coisa poderia acontecer? Grupos extremistas poderiam tomar conta de um determinado lugar e criar uma nova sociedade, um novo estilo de vida onde absolutamente tudo é controlado e as mulheres são quase lixo? E será que esse mundo, indiretamente, já não existe em alguns países? Hum... dá pano pra manga!

Muito bem, o livro trata de um lugar nos EUA – não ficou claro se no país todo ou se só em parte -, onde uma seita religiosa maluca tomou o poder e instituiu uma série de regras despóticas e bastante arcaicas. Nesse novo mundo, as mulheres não têm poder algum, o mundo é regido pelos homens, e todos têm um papel específico. As vontades, lazeres e prazeres foram absolutamente abolidos e, dentro de sua função, a pessoa deverá proceder exatamente dentro das regras que lhes foram impostas, sem reclamar, sem sair dos trilhos. A punição para o infrator vai desde a morte até o degredo em colônias. Os “Olhos”, que são autoridades ou pessoas ligadas ao “governo” estão por toda parte, nada é seguro, ninguém é confiável.
E nessa sociedade existem, dentre outros, as aias, que são mulheres reprodutoras, usadas apenas e tão somente para esse fim. É como se a capacidade de gerar uma criança as houvesse poupado de todas as coisas horríveis da vida em nova sociedade. Só que elas não podem se reproduzir com aqueles a quem amam ou ter qualquer prazer nesse ato. Elas são, ao contrário, designadas para as residências de Comandantes, os quais em cerimônias agendadas, copulam com as aias, com vistas a fecundá-las. Daí que o maior desejo dessas aias é ter um filho, caso contrário, elas serão destinadas aos mesmos locais que os velhos, incapazes ou qualquer outra pessoa que não serve para aquela sociedade... e não é um bom lugar.
Essas aias, vejam bem, foram tiradas de suas famílias. A narradora, por exemplo, não sabe do paradeiro de sua filha, de seu marido, de sua mãe, de sua melhor amiga... Tudo lhe foi tirado. Ela passou por uma espécie de lavagem cerebral antes de ser transformada em aia e não está no seu papel julgar ou mesmo lembrar-se do que foi passado. E se ela tiver o tão desejado filho, que é o passaporte para a “felicidade”, ele será imediatamente tirado dela, para que uma família possa cria-lo.

Daí que através do livro nós iremos acompanhar a vida de uma aia, sua rotina, suas relações com aqueles que estão ao seu redor – outras aias, marthas (que são ajudantes de casa), o comandante, a esposa do comandante, dentre outros. Mas ela vai também se lembrar bastante de seu passado, de forma saudosista e temer o futuro. Afinal de contas, e apesar de tudo, ela ainda é um ser humano e isso não pode ser arrancado dela. Vamos ver também que existe uma “resistência”, com pessoas atuando para que isso acabe e as coisas voltem a ser como eram antes. O livro é bem interessante, mas é também bem terrível e sufocante. 

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

SÉRIE ALIAS GRACE

Alias Grace é o tipo da série que eu curto: de época, com uma temática interessante e bons atores. Foi baseado num romance da Margareth Atwood (a mesma com Conto da Aia cuja resenha chegará depois de amanhã) que, por sua vez, foi desenvolvido com base em fatos reais. Ou seja, não dá para ser mais interessante! E de fato é, eu terminei a série de, salvo engano 6 episódios, rapidamente e estou até agora meio que pensando sobre essa mulher!

Muito bem. Na primeira metade do século XIX, Grace March chega com sua família ao Canadá, onde iniciarão uma nova vida. No caminho, sua mãe não resiste e morre e ela, com cerca de 14 anos, se vê na condição de cuidar dos irmãos mais novos e, ao mesmo tempo, defender-se de seu pai, um bêbado grosseirão. Um belo dia, ela sai de casa e começa a trabalhar como empregada em uma casa muito chique, onde conhece Mary Whitney, aquela que se tornará sua melhor amiga. Só que a colega acaba não resistindo a hemorragia provocada por um aborto clandestino e Grace se vê novamente desamparada e sozinha no mundo, até que Nancy, governanta de uma residência nas proximidades, a convida para trabalhar junto dela.

A nova residência parece um lugar tranquilo e sem muitos afazeres, mas logo Grace vai perceber que não se trata de um lugar comum. Em verdade, a governanta é amante do patrão e tem uma personalidade bastante bipolar para com o restante dos empregados. E para completar, o “faz tudo” da fazenda é um cara bem broncão, meio violento, o que torna toda atmosfera muito triste e meio sombria. Até que um belo dia, Nancy e o patrão de Grace são assassinados e a moça e o “faz tudo” são presos. Ele é condenado à morte por enforcamento e ela é mantida encarcerada.

Daí, a série gira em torno da seguinte pergunta: Grace Marks matou ou não matou seus patrões? Ela agiu sozinha, ela ajudou o moço... o que aconteceu? Parte da comunidade acredita em sua inocência e parte realmente acha que ela realmenteGrace é a responsável pelos assassinatos. Para tanto, um médico/psicólogo é contratado para entrevistá-la e é assim que os episódios vão se desenrolando. 

OS INCONFIDENTES

Livro muito gracinha comprado num daqueles quiosques de shopping por apenas R$ 10,00! Eu falo que não há nenhum livro comprado por esse meio que seja ruim. Todos me surpreenderam positivamente de alguma forma! Esse, como o próprio título já diz, irá nos contar um pouquinho sobre a Inconfidência Mineira, de forma romanceada, mas com a participação das personagens que realmente atuaram naquele episódio na nossa história e devidamente descritos por um historiador.

O casal protagonista do livro é Alvarenga Peixoto e Bárbara Heliodora, ricos fazendeiros, apaixonadíssimos, que estão passando por alguns maus bocados por conta do pagamento de impostos elevados à Coroa portuguesa, sem qualquer retorno. Vocês já viram essa história, pareceu familiar? Pois é!! O cenário no Brasil é esse, então: pessoas mais abastadas, como advogados, juízes, até mesmo padres, fazendeiros, insatisfeitos com os abusos praticados pelo reino, os quais estão literalmente comendo todos os seus rendimentos.
O cenário internacional é: em Portugal, o governo é encabeçado por D. Maria, a Louca! Pelo menos sob o olhar do autor (e sabemos que não só!), ela é tida como incapaz de governar, por absoluta incompetência, mas também por problemas mentais. Soma-se a isso o fato de ter perdido uma porção de filhos e parentes ao longo de poucos anos, situação que piorou a sua condição. Temos, então, a iminência do seu filho, D. João, assumir o trono. Os EUA decretaram a independência e na França, as coisas não andam nada bem para a Coroa: Luis XVI e Maria Antonieta estão presos e o que veio depois já sabemos.
Daí que com esse cenário de revoltas e do sucesso havido pelos países acima narrados, a alta nobreza brasileira vai começar a reunir-se secretamente com vistas a dar uma espécie de golpe que force a Coroa a baixar os impostos, dentre outros benefícios. No meio desses ricos revoltosos, apenas um homem pobre do povo: Joaquim José da Silva Xavier, de alcunha Tiradentes. Por ser o menos abastado, ele compensa sua condição sendo o mais entusiasta do grupo, aquele que mais vai colocar a mão na massa.

Acontece que um dos participantes das reuniões do movimento, Joaquim Silvério dos Reis, vai trair o grupo e o resto a gente já sabe! Todos serão presos e depois degredados para a África e Tiradentes será condenado a forca e depois, terá seu corpo esquartejado e a cabeça espetada a uma lança, como aviso para aqueles que se rebelarem contra o governo português. E, com isso, estamos até hoje nessa situação em que um governo manda e o resto se ferra!

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

LIVRO SÓ GAROTOS

Há tempos eu estava para ler esse livro, me foi extremamente recomendado e eu finalmente consegui colocá-lo entre as leituras do mês. Só que eu vou dizer que eu acho que tenho algum tipo de problema com expectativas, porque tal qual Stonner, que também foi um livro bastante falado por aí, eu acho que esperava um pouco mais de Só Garotos, acreditava que fosse o tipo de livro que eu não ia querer largar, mas não foi o que aconteceu.

Apesar de a própria Patti dizer que o livro é uma espécie de homenagem a Robert Mapplethorpe, espécie de alma gêmea da artista, a verdade é que Só Garotos é mais uma autobiografia da autora do início de sua carreira. Algo como: veja como eu me tornei Patti Smith, a artista. E isso é bastante interessante porque ela experimentou uma vida completamente hippie antes de se tornar a pessoa que conhecemos hoje. Saiu de casa com seus 18 anos, salvo engano, logo após ter dado a luz e ter entregue o bebê para adoção. Foi para NY sem eira nem beira e lá tornou-se mendiga. Sim, ela dormia nas ruas, comia sobras, etc...
Acabou conhecendo algumas pessoas desse jeito, arrumando alguns trabalhos pequenos e temporários, vivendo alguns maus bocados, mas também aprendendo bastante. E numa de suas confusões, foi salva por Robert, de quem nunca mais largou. Eles se identificaram demais logo de cara, se completavam, dependiam um do outro. Era uma relação de parasitagem, deslumbramento, irmandade... uma coisa linda de se ver. Tudo era feito e vivido em conjunto, as alegrias e as tristezas eram literalmente compartilhadas. E juntos, um incentivando o trabalho do outro, Robert tornou-se um grande fotógrafo e Patti uma grande poetisa e cantora.
E o que eu achei mais legal nesse livro é que esse período contado pela Patti se dá entre os anos 1960 e 1980, ou seja, época em que o cenário artista estava literalmente fervendo! Então, ela vai nos contar de encontros com Janis Joplin, Jimmy Hendrix, pessoas morrendo a rodo em razão de drogas, AIDS e tudo o que realmente acontecia naquele meio. É muito incrível porque ela descreve a coisa de uma forma que parece que o povo passou as décadas de 1960 e 1970 em branco porque estavam chapadas demais para prestarem atenção ao que acontecia ao seu redor!

Então, a verdade foi essa: não me apaixonei pelo livro, não achei incrível ou imperdível. Mas, para quem gosta de música – principalmente rock clássico/antigo - , eu acho que é um livro muito enriquecedor e eu fiquei bem contente de tê-lo lido, no final das contas.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

AVEENO DAILY MOISTURIZING LOÇÃO LAVANDA E YLANG-YLANG - REVIEW


Durante a Black Friday eu também comprei na farmácia o hidratante desse post. Não coloquei no post das compras da época porque não foi uma encomenda ou um super achado, mas apenas a vontade de experimentar um produto de uma marca que gosto por um preço mais camarada. Ele custa, normalmente, algo em torno de R$ 28,00 e eu paguei R$ 16,00 o que eu achei bem bom para uma embalagem com 354ml de produto.

Como vocês podem ver, a embalagem é realmente grandinha e conta com pump, que é um detalhe que conta muitos pontos para mim. Segundo a marca, esse hidratante tem qualidades calmantes e relaxantes e mantém o corpo hidratado por até 48horas. Gostaria de saber se o banho interfere nessa informação porque eu acharia realmente esquisitíssimo alguém ficar todo esse tempo sem se lavar... Pois bem, ele é recomendado por dermatologistas e a principal composição, como tudo na marca – daí o nome – é a aveia. Minha dermato ama os produtos da marca, diz que são todos super naturais e ótimos para a pele – já fiz resenha de um produto deles aqui. A marca ainda diz que a fórmula não é oleosa, e não é mesmo, e tem rápida absorção. Ideal, inclusive, para peles secas. E a validade é setembro/2018.

E o que eu achei? Primeiro, sobre a consistência do produto, devo dizer que é excelente. Ele é meio grossinho, meio complicadinho de espalhar, mas parece que deixa uma espécie de película protetora na pele. E ele, de fato, não é oleoso e é absorvido muito rápido. A pele não fica melequenta. Gostei demais do produto. Mas, tem um senão e é algo que me atrapalha demais porque é bem fundamental pra mim: o cheiro. Eu definitivamente não curti, achei forte, enjoativo e ruim. Eu vi que lá na gringa há outras fragrâncias, mas acho que por aqui ainda não.