sábado, 2 de dezembro de 2017

LIVRO - A IRMÃ DA PÉROLA

Bem, não vou começar rasgando seda para a Lucinda Riley, porque todo mundo sabe que eu sou completamente apaixonada por tudo o que ela escreve, em especial pela série das irmãs. E eu estava, obviamente, muito ansiosa pelo lançamento do quarto livro, o qual vai nos levar até o passado da irmã Ceci, o qual nos levará às suas origens. Mas, apesar de eu estar muito animada com a leitura e de ter adorado o livro, ele não me despertou a mesma emoção que os três precedentes, talvez porque a quarta irmã houvesse sido pintada ao público como mandona, prepotente e até mesmo opressora, principalmente com Estrela, uma das minhas irmãs favoritas. Daí que, mesmo que a Lucinda tenha atenuado tais características nesse livro, mostrando o porquê de Ceci ser desse jeito e também nos trazendo um outro lado dessa irmã, muito frágil e inseguro, por sinal, eu acabei não simpatizando tanto por ela.

Muito bem. A nossa história começa na Tailândia, onde Ceci vai fazer uma pausa de alguns dias nas praias paradisíacas, descansando e pensando um pouco em sua vida antes de embarcar para a Austrália, país de sua origem. E em Bangkok ela acaba conhecendo Ace, um cara muito reservado e com um passado misterioso, assim como o dela. Como um precisa do afeto do outro, e como um acaba não questionando a vida do outro, eles acabam passando um tempo juntos e sendo muito felizes na ocasião. Mas, uma coisa acaba levando à outra e Ceci acaba descobrindo que Ace é foragido da justiça, por ter provocado uma grande fraude em um banco inglês. E o pior é que sem querer, os atos da Ceci acabam denunciando Ace, o que faz com que a moça, que já não estava emocionalmente segura, sinta-se ainda pior.
Ela vai, então, para a Austrália, rumo ao desconhecido e é lá que a gente começa a ter contato com o passado da moça, que é lindo demais. Não vou trazer spoillers por aqui, mas basta dizer que ela tem origem aborígene, escocesa, japonesa e até alemã!!! É uma miscelânea só. E a família de onde ela veio foi muito incrível, muito forte e houve, como sempre, um amor avassalador que, por alguma razão foi interrompido/impedido, etc. E claro, uma dose de tragédias e personagens maravilhosos que fazem com que todos os livros da Lucinda sejam sempre muito espetaculares!!!

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

PRODUTOS ACABADOS DO MÊS - NOVEMBRO

Mês recheados de produtos acabados, que vão de maquiagem, coisas para a pele, cabelo e tudo o que vocês quiserem. Alguns produtos já foram devidamente repostos e outros eu não curti tanto assim ou acabei deixando de lado para experimentar outros. Vamos dar uma olhada no que rolou por aqui no mês de novembro.

1.   Granado Condicionador Castanha do Brasil – eu comprei essa miniatura para levar para paris, porque não queria carregar um produto full size na mala. Mas a verdade é que eu já tive esse condicionador tamanho grande e gostei bastante. O cheirinho é uma delícia e, apensar dele ter uma textura mais encorpada, não pesa no cabelo. Gosto muito.
2.   Lee Stafford Dry Shampoo – outra miniatura comprada para a viagem, uma pena que seja tão pequeno e tenha acabado tão rápido. O que eu mais amo nos produtos da marca é o cheirinho, que é bom demais. Mas, verdade seja dita, não dá para comparar esse shampoo seco com o da Batiste, por exemplo. O do Lee Stafford é mais fraco, não tem um poder de deixar volumão ou de resolver a oleosidade. Não compraria a versão full.
3.   BB Cream Garnier – eu comprei esse produto há milênios acho que na segunda vez em que estive no Chile. A verdade é que durante um tempo eu gostei tanto desse produto que queria fazer estoque dele. Mas depois, eu meio que acabei mudando de opinião e hoje eu não o curto tanto assim. Ele tem uma textura muito líquida e acho que isso atrapalha um pouco com a coisa da oleosidade. E vou falar que hoje eu ando misturando alguns produtos para o rosto, então esse BB Cream não ajuda muito.
4.   Tresemmè Spray Perfeitamente Desarrumadosgostei muito desse produto e vou dizer que só não reponho o estoque porque eu tenho muitos produtos similares ainda em uso. Ele é usado para dar aquele aspecto de cabelo bagunçado, beach spray que eu tanto gosto. Mas o legal dele é que ele é bem levinho e deixa o cabelo com uma textura gostosa e com condições de mexer. Só não gosto muito do cheiro frutado dele.
5.   Lee Stafford Condicionador – esse veio no mesmo kit do shampoo seco que eu comprei para levar para Paris. É um produto bem legal, tem aquele cheirinho característico da marca, mas ele não é o melhor condicionador que já vi na vida. Ele é meio que o oposto do da Granado, é líquido demais e parece não condicionar muito os cabelos.
6.   Pantene Condicionador Liso Extremo – eu amo os produtos da marca. Quando ia para os EUA, costumávamos comprar aqueles produtos gigantes, para a família toda usar e me lembro que amava o cheirinho. Esse condicionador não tem um cheirinho super gostoso, ele é meio frutado, o que eu não curto muito, mas todos os condicionadores da marca têm uma textura e uma hidratação sem igual, que nunca vi em lugar algum. Gosto muito.
7.   Vichy Capital Soleil com cor – eu venho usando esse produto há meses para me proteger de novos melasmas. Esse já é o segundo ou terceiro tubinho e eu acho que ele é bem legal e bem sequinho. Mas, existia uma coisa que me incomodava muito nele, que é o tom, excessivamente alaranjado para a minha pele. Costumava misturá-lo a outros produtos para não ficar parecendo com o Trump! Agora eu mudei para o da ROC e estou gostando bastante.
8.   Bioderma Photoderm eu estava louca para comprar esse produto e a sorte foi que a minha dermato me deu essa amostrinha. Eu nunca vi algo tão melequento e oleoso! O protetor é quase líquido, tem uma textura bem fluida e o pior é que ela não seca por nada nesse mundo. Senti minha pele ficando cada vez mais e mais oleosa com ela. Terror!
9.   La Roche Posay Redermic Hialu C – esse produto foi recomendado pela dermato para usar diariamente, uma vez que ele contém vitamina C que, dentre outros, ajuda a combater o envelhecimento. É um produto extremamente caro, custa em torno de R$ 190,00, mas a parte boa é que ele rende demais. Eu havia comprado essa unidade em janeiro, salvo engano, e mesmo usando todos os dias, ela acabou apenas agora.
10. Rimel Kiko – eu não sei dizer que tipo de rímel é esse porque eu o trouxe da Alemanha a e a embalagem está quase apagada. E a verdade é que eu estava há meses o usando mais para pentear os cílios entre camadas, porque ele estava seco. Ele tem um problema que eu não curto muito, que é a cerda mole e eu confesso que não ajudou a levantar ou a dar volume nas minhas pestanas.
11. Creme de Mãos Natura Ekos pra mim, o melhor creme de mãos que existe. Eu compro e reponho sempre. O cheiro desse produto é maravilhoso e eu acho que ele hidrata na medida, sem deixar as mãos melequentas. Já comprei outro, aproveitando a Black Friday!
12. Jaci Hidratante de Cutículas Menta e Cacau – aaaamo esse produto, principalmente porque ele custa apenas R$ 12,00! Ele é um balm natural de cacau e menta, pode ser usado nos lábios ou nas cutículas, tem uma embalagem toda simples e biodegradável e faz exatamente o serviço/efeito esperado. 

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

SALDÃO DE LIVROS - NOVEMBRO 2017

Mês de muitas leituras, algumas descobertas e algumas decepções. Li Stonner que todo mundo fala que é maravilhoso e eu achei um saco, li Amber House que é apenas incrível, terminei Lobão finalmente, li Só Garotos da Patti Smith, que estava há meses na minha wishlist e achei bem mais ou menos, li Rachel de Queiroz que é sempre uma delícia e algumas outras coisas também. Vamos dar uma olhada.

- Lobão (Lobão e Cláudio Tognolli) – terminei finalmente de ler esse livro e devo dizer que, apesar de a leitura ter se arrastado um pouco, achei bem interessante. Lobão é aquele cara meio controvertido, meio extremista demais, mas ele é também um gênio e uma pessoa de convicções. Através desse livro eu tive a oportunidade de conhecer a vibe do rock das décadas de 70 e 80 e também um pouco mais sobre artistas famosos.
- Só Garotos (Patti Smith) – livro na mesma vibe, só que lá nos EUA nas décadas de 60/70/80. A verdade é que a Patti escreveu esse livro com o intuito de homenagear seu grave amigo/alma gêmea Robert Mapplethorpe, mas ele acaba sendo autobiográfico e nos contando como foi que tudo começou. E tal qual o livro do Lobão, vamos ter contato Com Jim Morrison, Jimmy Hendrix, Janis Joplin, etc.
- Stonner (John Williams) – livro meio deprê! Ele é considerado um clássico, amado por muitos, mas a verdade é que eu meio que empaquei um pouco porque achei o protagonista pamonha demais e alguns dos personagens malvados demais, rs!!! É meio que a história de uma pessoa absolutamente comum, nada mais.
- O Conto da Aia (Margareth Atwood) – eu estava louca para ler esse livro, mas não sabia muito bem qual era a temática. Achei bem intenso, uma coisa meio 1984! Ele nos traz um mundo em que tudo está mudado porque uma espécie de seita religiosa maluca tomou conta de tudo e agora cada uma das pessoas tem o seu papel nessa nova sociedade. A protagonista, por exemplo, tem o papel de parir! É um pouco assustador!
- Amber House e O Tempo que Nunca Foi (Kelly Moore e outras) – dois livros das mesmas autoras porque são uma série. Eu amei o primeiro e gostei bastante do segundo. Amber House é uma casa secular que foi construída e habitada pela mesma família ao longo dos séculos. Ela guarda muitos segredos, muitas emoções e também muitas desgraças. Muitos personagens ilustres passaram por lá e toda essa história ficou guardada lá dentro, viva. E quando Sarah, a herdeira mais jovem começa a frequentar o local, ela passa a ver os “ecos” de seus antepassados.
- As Três Marias (Rachel de Queiroz) – livro da TAG do mês. Livro fofo, para ser bem sincera, e acho que não poderia deixar de ser, sendo a Rachel de Queiroz uma autora tão maravilhosa, a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras. O livro é um pouco autobiográfico, bem curtinho e bem interessante.
- Os Inconfidentes (Carlos Alberto de Carvalho) – mais um livro comprado por R$ 10,00 numa dessas barraquinhas de shopping e mais um livro muito amorzinho! Ele vai nos contar a história de Barbara Heliodora e Alvarenga Peixoto, casal que viveu verdadeiramente na época da Inconfidência Mineira aqui no Brasil e que lutaram juntos pelos direitos contra a coroa portuguesa, que cobrava impostos exorbitantes - tipo hoje, rs!

7 livros e meio!!

terça-feira, 28 de novembro de 2017

MAKE TERROSA



TAG LITERÁRIA - NOVEMBRO DE 2017 - AS TRÊS MARIAS

Livro gracinha trazido pela TAG no mês de novembro. Esse mês eu completei 1 ano de assinatura e ganhei uma medalha, não é fofo? Logo que o escolhido chegou aqui em casa eu já fiquei encantada, porque sou bastante apaixonada pela Rachel de Queiroz que, por muitos, incluindo Mário de Andrade, é considerada a versão de saias do próprio e majestoso Machado de Assis. É também a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras.

O livro é autobiográfico e vai nos levar ao cotidiano de três amigas: Maria da Glória, Maria Augusta e Maria José, as quais retratam a própria autora e suas duas melhores amigas. De início, elas viverão em um colégio de freiras no estado do Ceará, onde terão uma educação rígida e bastante religiosa, estando privadas, portanto, da convivência com o mundo externo e as emoções da vida de uma adolescente. O curioso é que cada uma das meninas do colégio, incluindo as três Marias, são retratadas de acordo com as histórias de suas famílias: “órfã de pai e mãe”, “o pai fugiu e deixou a mãe com 4 filhos pra criar”, “ a mãe morreu de parto e ela passou a viver com o pai e a madrasta”, etc. É sempre uma desgraceira, rs!
E cada família tem uma sina, uma situação bastante característica que será explorada no livro e, basicamente, abrangerá todos os tipos que poderiam existir naquela época. As meninas crescem e cada uma seguirá o seu caminho. Umas casarão, outras seguirão a vida religiosa, outras se perderão. As três Marias continuarão sempre juntas, sendo muito amigas, ainda que escolham caminhos tão diferentes. E o que eu achei mais curioso no livro é que, não sei se propositadamente ou sem querer, a protagonista Guta – que na verdade é a própria Rachel de Queiroz – questiona o tempo todo o seu papel como mulher naquela sociedade, o tédio, a ausência de escolhas, o medo de ser feliz (e não ficar falada), os cuidados que tem de tomar, dentre tantos outros questionamentos.

O livro é curto, mas bem interessante, um dos meus favoritos do ano. 

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

VIAGEM FRANÇA - DIA 06 - MUSEUS - D´ORSAY, ORANGERIE E ARTS DÉCORATIFS

vestido Dedé Bevilaqua e casaquinho Zara
Dia de não 1 nem 2, mas 3 museus!!! O tempo não estava firme, o céu estava bastante nublado, como dá para ver pelas fotos, e o vento bem gelado. Acho que foi o primeiro dia verdadeiramente fresco da viagem e eu sai do hotel com um casaquinho por cima do vestido. Eram 8:15hs, praticamente uma vitória perto dos outros dias, e eu segui em direção à Estação Madaleine. A Igreja, que é imensa e tem esse formato de templo grego estava fechada, mas eu consegui entrar num outro dia – ainda bem, porque ela é maravilhosa – e em breve aparecerá por aqui.
Igreja Madaleine - nem as igrejas escapam das propagandas
De lá, segui para a Place de la Concorde que é onde é possível ter uma visão de praticamente todos os monumentos da cidade. A Champs-Élysées começa ali e termina no Arco do Triunfo. De lá também é possível ver a Torre Eiffel, o Rio Sena... é como se fosse o coração da cidade. E foi lá também que eu tirei uma das fotos mais lindas da viagem, mas vai ficar para um outro post porque não foi nesse dia.

A Place de la Concorde é a segunda maior de Paris e ela foi palco de alguns acontecimentos muito importantes da história. Ela foi cenário principal da Revolução Francesa, com a instalação de uma guilhotina. Portanto, foi lá que os revolucionários perderam suas cabeças e foi lá também que o Rei Luis XVI e a Rainha Maria Antonieta foram mortos – há, inclusive, uma placa no chão mencionando essa questão. 

Mas além das questões históricas, a praça em si é lindíssima e tem diversos pontos de destaque. Um deles são as Fontes de Jacques Hittorff, cada uma de um lado do Obelisco, instaladas em meados de 1840. As luminárias também são outro ponto de destaque, bem como o Obelisco de Luxor, de apenas de 3.300 anos, que chegou em Paris em 21 de dezembro de 1833, presenteado pelo vice-rei do Egito, Mehmet Ali.

Muito bem. De lá, segui para as Tulherias, que tem uma parte bem feiosinha ali na Place, com pouco verde, muita pedra no chão, mas que depois, mais perto do Louvre, se transforma num museu a céu aberto, com belas estátuas e um jardim muito bem cuidado. 

Mas o meu objetivo era o Museé Orangerie – ele tem esse nome porque foi construído em 1852, quando era um espaço onde as laranjas do jardim eram estocadas. O museu é bem pequeno, mas que vale muito a pena porque ele guarda uma ampla coleção Les Nymphéas de Monet e no andar de baixo, Picasso, Mondigliani, dentre outros pintores célebres e mais contemporâneos. O museu em si é muito bonito e vale super a visita – o café e a lojinha também são bem legais.
Sena
Depois, atravessei o sena e segui para o Museé D´Orsay, onde permaneci por quase 3 horas! Eu comprei os dois ingressos juntos, btw, e tive desconto. O museu em si é muito bonito e tem uma arquitetura deslumbrante. Ele conta com arte contemporânea, que vai meio que do século XIX até a primeira metade do século XX, e esculturas e quadros de pintores muito famosos – Degas, Monet, Manet, Pissaro, Renoir, Gauguin, Van Gogh... - e outros não tão conhecidos. Há também objetos e móveis, principalmente Art Nouveau, que é meu movimento favorito.

Saí do museu por volta das 13 horas e fui em busca de algo para almoçar. Atravesse novamente a ponte e saí bem de frente para o Louvre. Foi minha primeira visão do museu daquele ângulo e, por isso, tirei uma porção de fotos. Mas, haverá outras ao longo dos posts que virão por aí. Fiquei, na verdade, bastante impressionada não só com a belezura, como também com o tamanho do Louvre. Acabei comprando um sanduíche e comendo no jardim, admirando o calorzinho que fazia naquele momento e a linda paisagem. Adoro essas refeições ao ar livre!

Segui, então, para o último museu do dia, o Museé Les Arts Décoratifs, que fica numa parte separada, mas dentro do Louvre. Lá dentro eu fiquei, acho, por 1 hora inteira só babando na exposição da Dior. Que coisa mais linda e bem executada. O incrível é que não só as roupas da marca são maravilhosas – e havia de todas as épocas, desde a criação da Maison -, como os cenários e o jeito como elas foram expostas era absolutamente incrível. O céu mudava de cor, havia música, filmes explicativo e toda sorte de engenhocas. Creio que foi o din din mais bem empregado da viagem.

E como estava já dentro do museu – lembrando que a minha intenção era exclusivamente visitar a exposição temporária da Dior – segui para o restante do espaço que, como o próprio nome já diz, conta com mobiliário e objetos diversos e de diferentes épocas. É bem interessante, mas confesso que depois de 3 museus, eu já estava bem esgotada. 

Por fim, saí e fui explorar os arredores. Cheguei até os jardins do Palais Royal, que é bem bonito e rendeu uma porção de fotos. Acho o máximo como os locais ficam em volta das fontes, lendo, admirando o dia e simplesmente “levando a vida”. De lá, fui andando em direção ao hotel, onde cheguei em torno de 19hs!

Próxima parada, Torre Eiffel e Museu dos Inválidos, num dia de chuva pura!