quarta-feira, 15 de março de 2017

FILME - ESTRELAS ALÉM DO TEMPO

Esse filme concorreu ao Oscar 2017, mas não entrou nesse post aqui porque foi visto depois. E eu vou dizer que de todos os filmes que eu assisti até então, esse é o único gostosinho de ver, super animado, bem feito, com uma mensagem ótima e ainda narra um fato verídico que, pra mim, é sempre um plus.

Muito bem, através desse filme, ambientado na década de 1960, vamos conhecer três mulheres negras que estavam, como o título já diz, muito a frente de seu tempo. As três eram grandes amigas e trabalhavam na Nasa, cada uma em um setor. Katherine Johnson (Taraji P. Henson) era uma espécie de calculadora ambulante. A mulher, provavelmente, tinha um QI absurdo e entendia tudo de física, matemática, cálculos, tinha um raciocínio super rápido e era brilhante. Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) era uma líder nata, cheia de atitude, ela sabia como direcionar os seus trabalhos em busca do avanço e era muito boa no que fazia. Por fim, e não menos importante, Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) (ótimo, não sei o nome da personagem!) era praticamente uma engenheira espacial, mas tinha que se contentar com um papel de coadjuvante no programa, já que era mulher e negra. 

Mas a questão toda é: será que essas mulheres incríveis se contentaram com a posição que a sociedade lhes impôs e permaneceram em papéis secundários enquanto os homens brancos ganhavam os créditos? Claro que não! Além de inteligentíssimas e brilhantes, elas se mostraram também grandes guerreiras e cavaram um espaço onde ele não existia. E foi com a ajuda dessas mulheres que o programa espacial americano decolou naquele período. 

terça-feira, 14 de março de 2017

LIVRO - O CAPOTE

Junto com o livro da TAG do mês de fevereiro, veio esse livrinho de bolso chamado Capote. Na verdade, consiste num conto, de aproximadamente 40 páginas, que são suficientes para você querer ler qualquer coisa que esse homem possa ter escrito. Nikolai Gógol era um homem bastante peculiar. Apesar de, na minha humilde opinião, ser um gênio literário, a exemplo de tantos outros russos maravilhosos – estou lendo Dostoiévski! -, ele era bastante solitário, recluso, nunca se relacionou com ninguém, era extremamente depressivo e morreu de fome! Mas não porque estava pobre, mas porque estava deprimido. Ah, e reza a lenda que ele morreu virgem, aos 43 anos, na metade do século XIX.

E o que é mais curioso é que esse texto, o Capote, é extremamente contemporâneo, poderia ter sido escrito hoje! E o autor descreve as cenas de uma forma que te transporta para o local, sem ser descritivo ao extremo ou cansativo, mas apenas se utilizando das palavras certas. Ele nos apresenta a Akáki Akakiévitch, um funcionário público viciado em trabalho, o qual, curiosamente, é mecânico e repetitivo. Ele vive para o trabalho, sente um prazer imenso em sua função e não consegue enxergar nada além disso. Mora sozinho, não se relaciona com ninguém, não se diverte... nada. É como se a sua existência não importasse a ninguém.

Até que, um belo dia, em pleno inverno russo, ele nota que seu capote (casaco) está extremamente desgastado e que ele não conseguirá se abrigar do frio. Então, o protagonista se dirige ao alfaiate da cidade, Petrovitch, que é uma figura bem peculiar, e solicita alguns remendos. O alfaiate, todavia, vai dizer que o casaco não tem conserto e que ele precisará fazer um novo. Akáki fica desesperado porque não tem dinheiro para tanto, mas faz um esforço e o novo capote é confeccionado. E o curioso no conto é o momento que o protagonista se depara com esse capote. É como se fosse um objeto divino, uma relíquia! E ele vai, no dia seguinte, trabalhar com o casaco novo, se sentindo, de repente, como alguém de grande importância. E os colegas de trabalho, que antes tiravam troça dele, passam imediatamente a respeitá-lo. Ele se torna uma pessoa completamente diferente, apenas em razão da presença desse capote.

Só que, por um infortúnio, essa situação dura pouco, porque o casaco é roubado... e aí???? Não vou contar o resto para não estragar o conto. É uma história bem engraçada em alguns pontos, muito gostosa de ser lida, mas ao mesmo tempo, é de reflexão. Veja que, de um “Zé ninguém”, Akáki se transforma em algum com importância com a simples aquisição de um casaco novo. É como se fosse necessária essa “extravagância’ para que ele fosse aceito na sociedade, da qual era marginalizado até então. É um mundo de aparências, sem dúvida.

“Ninguém lhe votava qualquer consideração. Longe de se erguerem à sua passagem, os porteiros prestavam menos atenção à sua aproximação do que ao voo de uma mosca. Seus superiores o tratavam com uma frieza despótica (...).”
“Se esta criatura resignada a sofrer com as zombarias de seus colegas, incapaz de empreender qualquer ação notável, tivesse visto subitamente sua triste existência iluminada – um breve instante, próximo ao fim – pela visão radiosa de um capote novo, seria para que a infelicidade se abatesse sobre ele como se abate os poderosos deste mundo!”

segunda-feira, 13 de março de 2017

LIVRO - FELIZ ANO VELHO

Depois que eu li – e amei – Ainda Estou Aqui (post aqui), eu resolvi que queria ler Feliz Ano Velho, também do Marcelo Rubens Paiva. São dois livros autobiográficos de momentos muito importantes na vida do autor, sendo o primeiro sobre o desaparecimento/morte de seu pai durante a ditadura e como a família se virou para lidar com isso e, o segundo, detalhes do acidente que o levou a ficar paraplégico e como se deram os seus desdobramentos.

O livro é bem curtinho e foi lido online. A linguagem é super fluida e muito informal, como se um moleque de 20 anos (idade do autor à época) estivesse contando ao leitor como se deu o acidente, o que sentiu, como ficou, os dias que se passaram no hospital, a visita dos amigos, o desespero, as incertezas e tudo o que você possa imaginar sobre o assunto, do dia do acidente até 1 ano após. E é muito curioso, porque eu acho que nunca paramos para pensar na recuperação dessas pessoas, em como é difícil a readaptação, etc.
Eu achei um livro bem curioso, bem bacana e o mais legal é que ele também conta, sem qualquer pudor, seus casos de adolescente, passagens políticas nos colocando no contexto da época... e para quem é de São Paulo é ainda mais legal, porque é principalmente nessa cidade que é ambientado o texto. Não é um livro sensacional como o Ainda Estou Aqui, mas é um livro bem gostosinho de ler. 

sábado, 11 de março de 2017

LA ROCHE POSAY REDERMIC HYALU C - REVIEW

Hoje vou falar sobre um dos produtos recomendados pela minha dermato que usei amostrinha durante uns 2 meses e agora, comprei a versão full size. Como eu já disse por aqui, eu dei uma enrolada para comprar todos os produtos porque esses dermocosméticos são muito caros e se eu fosse realmente comprar tudo de uma vez, acho que iria facilmente à falência, rs!! para vocês terem uma ideia, essa belezinha de hoje custou em torno de R$ 180,00! Ouch. 

Pois bem, de acordo com a embalagem, trata-se de um hidratante de rosto próprio para cuidados anti idade e preenchimento de ruguinhas e linhas finas. Eu não tenho esses problemas ainda, mas com a minha idade, a dermato disse que já tenho que ir cuidando, prevenindo. A fórmula conta com vitamina C pura e ácido hyalurônico, que é ótimo para quem tem pele oleosa. Ele promete ajudar na firmeza da pele e uniformizar o tom. 

Tenho aplicado em noites alternadas - revesando com o produto clareador - e não tenho notado qualquer aumento de oleosidade na minha pele. O cheiro dele é bem gostoso e a textura é ótima, ele tem uma excelente absorção. A embalagem é bem ryca, em forma de bisnaga e contra com  40ml de produto que dura bastantão. Creio que essa embalagem, apesar de cara, vai demorar uns 4 meses para acabar, no mínimo. A validade é apenas em agosto/2018. 

Eu sei que tenho usado uma combinação de produtos desde que fui à dermato e o meu maior objetivo era reduzir a oleosidade da pele e também minimizar bastante os meus melasmas. E eu não sei se foi esse produto, se foi outro ou se é apenas uma combinação de tudo isso, mas eu realmente acho que está funcionando, minha pele está reagindo bem a tudo isso. E como a minha proposta quando fui à dermato era cuidar da pele, estou realmente fazendo o tratamento direitinho e gastando um pouquinho mais nisso tudo.