segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

SALDÃO DE LIVROS DO MÊS - FEVEREIRO

Mais um mês de leituras passou por aqui e eu devo dizer que fiquei muito contente com o resultado. Eu estou mais contente ainda porque, em 2 meses, eu já 3 livros do monte que me propus para 2017 e mais feliz ainda porque amei todos eles! Eu acho que vou dar uma diminuída em tudo isso agora a partir de março porque começaram as minhas aulas de inglês e, como eu já disse a vocês, vou fazer dois módulos em um e vai ser mais puxado. No mais, veremos!
a pilha tá um pouco defasada porque alguns livros do mês eu li online e A Garota no Trem está emprestado
- Orgulho e Preconceito (Jane Austen) – livro da lista de leitura desse ano. Eu amo os livros dela, acho todos muito delicados, retratam lindamente a sociedade da época e o mais legal: têm uma pegada forte de feminismo de vanguarda - no começo do século XIX! E não é só um livro de intrigas e fofocas, ele é bem perspicaz. Livro delicinha!

- Não Comprei na Zara. Gastei na Viagem (Amanda Noventa) – essa autora é blogueira de viagem e colunista do Estadão. Sempre gostei muito dos textos dela e como ela viaja sozinha, eles me ajudam bastante. Esse livro é bem curtinho, mas ele dá aquele incentivo bom para quem está precisando se conter nos gastos para seguir numa nova aventura.

- Feliz Ano Velho (Marcelo Rubens Paiva) – outro livro mais curtinho. Quis ler porque amei “Ainda Estou Aqui”. Esse livro, escrito em primeira pessoa e numa linguagem super descolada, vai nos contar como se deu o acidente que deixou o autor paraplégico e como foram os dias que se passaram e sua adaptação. Mas, vai contar também um pouquinho do período e das “peripércias” do narrador durante sua adolescência e início da fase adulta. Bem gostosa a leitura e rapidinha.

- A Montanha Mágica (Thomas Mann) – esse mês que passou li mais 40 páginas desse livro que, ao menos para mim, é bastante cansativo e arrastado. Mas, estou vendo que seu final se aproxima e isso tá me dando um certo gás!

- O Capote (Nikolai Gógol) - na verdade, não se trata de um livro, mas de um conto com, aproximadamente, 40 páginas escrito por esse autor russo que viveu no século XIX. Me apaixonei loucamente pela história, que é absurda, ao mesmo tempo super realista, ao mesmo tempo engraçada e contemporânea... é muito boa e extremamente bem escrita. Fiquei com muita vontade de ler outras coisas do autor. 

- O Xará (Jhumpa Lahiri) - esse foi o livro da TAG do mês - resenha amanhã - e ao contrário do exemplar do mês passado, esse é maravilhoso! Que leitura deliciosa, que história linda sobre "não pertencer a lugar algum", aquela sensação que um imigrante ou filho de imigrantes que tem um pé em cada canto e não se sentir completamente pertencedor de lugar algum. 

- Alta Fidelidade (Nick Hornby) - eu amo esse filme, com o John Cussack no papel principal. O livro, para ser honesta, é bem mais ou menos, bem despretensioso e acho que, pela primeira vez, gostei mais do filme do que do livro. mas é uma história gostosinha, ótima para dias chuvosos. 

A Garota no Trem (Paula Hawkins) - triller que já tem, inclusive, filme homônimo com a  Emily Blunt no papel principal. Devo dizer que o começo do livro não me entreteve muito, mas depois ficou maravilhoso e eu não consegui largar o bichinho até descobri quem era o criminoso e o que aconteceu com cada um dos personagens. bem legal!

- Hell´s Angel (Ralph Sonny Barger) - livro de biografia dessa "gangue" de motoqueiros tão famosa e tão controvertida. Peguei emprestado do meu irmão, porque estou assistindo (e amando) a série Sons of Anarchy e achei que dar uma aprofundada no tema poderia ser legal. Esses caras eram bem doidões!!!

Ah, como sempre, e só para não perder o costume, eu vou fazer resenha de cada um dos livros – elas aparecerão por aqui no próximo mês. 

domingo, 26 de fevereiro de 2017

FILMES OSCAR 2017

Sim, eu fiz uma maratona de filmes do Oscar nesse último mês e hoje eu vou falar um pouquinho sobre cada um dos filmes assistidos, ok? Vamos lá. 

- Até o Último Homem: filme de direção do Mel Gibson, já temos de ir esperando um patriotismo assustador e muita religiosidade, certo? Mas não acho que essas características atrapalham o filme, que é muito bom, bastante emocionante e eu gostei muito. Ele conta a histórica verídica de Desmond Doss, um rapaz muito bom, extremamente religioso e cheio de princípios que vive no estado da Virginia. 

Com o advento da Segunda Guerra e motivado pelo ataque em Pearl Harbour, ele se alista no exército. Só que tem apenas um pequeno detalhe: a condição é que ele nunca tenha de pegar numa arma. Claro que isso é absolutamente estranho e ele vai sofrer represálias dos próprios colegas e os seus superiores tentarão, a todo custo, que ele desista e simplesmente volte para sua casa. Spoillers a partir daqui. Só que ele não desiste e vai até o fim. Doss embarca para o Japão como médico, sem portar qualquer tipo de arma e no meio daquele inferno, ele consegue salvar dezenas de pessoas feridas que haviam sido deixadas para traz. O filme é lindo demais. 

La La Land - Cantando Estações: gente, podem me matar, mas eu não curti esse filme...Achei chato, não via a hora de acabar e a sensação que eu tive é que todos no cinema estavam querendo sair correndo. O que eu achei é que eles quiseram recriar ou fazer uma homenagem aos grandes musicais de antigamente, mas não tiveram êxito. Eu amo os filmes antigos em que os atores eram completos e cantavam e dançavam muitíssimo bem e os cenários eram incríveis, mas achei La Land bem fraco.

Mia (Emma Stone) é uma aspirante a atriz, que faz testes o tempo inteiro e nunca conseguiu nenhum papel. Sebastian (Ryan Gosling) é um pianista apaixonado por Jazz, mas que não consegue trabalhar naquilo que gosta e se vê obrigado a se embrenhar em subempregos com vistas a própria sobrevivência. Os dois se apaixonam e a vida segue. Minha humilde opinião: nenhum dos dois canta bem - aliás, Ryan Gosling é pééééssimo, dá até dó -, as músicas são chatas, o roteiro é fraco e a história traz aquele clichê batido e horroroso de "acredite nos seus sonhos que eles darão certo". Sério, a única coisa que se salva nesse filme é a beleza do Ryan Gosling, rs!!!

- Manchester à Beira Mar: nossa, filme pesado! Esse era um dos que eu mais estava interessada em ver, porque achei o trailer do tipo sombrio, daqueles que não dizem muito sobre o que vem pela frente e te deixam com uma pulga atrás da orelha, sabe? Eu detesto trailers que te contam o filme inteiro, é muito péssimo... Pois bem. Manchester traz Casey Affleck - irmão do Ben Affleck - no papel principal e eu acho que ele está MUITO convincente!!! Não me lembro de ter assistido a outros filmes com ele, mas nesse ele está ótimo.

O filme nos traz Lee Chandler (Casey Affleck), zelador-faz-tudo de um condomínio, que leva uma vida bastante isolada, difícil e repetitiva. Ele não parece ter amigos, namorada ou mesmo uma vida social. É como se ele apenas sobrevivesse enquanto o tempo passa. Até que um dia ele recebe uma ligação com a notícia da morte do irmão, situação que o leva a visitar Manchester, sua cidade natal e, com ela, todos os fantasmas do passado. Lá, além da dor da morte do irmão, ele terá que se deparar com a responsabilidade de lidar com um sobrinho adolescente, com a ex mulher (Michelle Williams), a vizinhança toda e lembranças muito tristes de um passado que ele ainda tenta esquecer.

Monlight, sob a luz do luar: nossa, será que só eu achei os candidatos ao Oscar filmes meio pesadões demais?? Acho que à exceção de Lalaland, todos os demais são difíceis, principalmente Moonlight e Manchester. Pois bem, quero dizer que achei Moonlight um filme muito bonito, muito bem feito, com uma temática bem difícil - envolvendo negros, drogas e homossexualismo -, com uma fotografia belíssima e atores absurdamente bons. Quero dar o Oscar a todos os atores!!! Só que eu não sei explicar, parece que faltou alguma coisa e eu saí do cinema sem ter amado esse filme.

Ele narra a história de Chiron, um menino negro, pobre, que tem uma mãe drogada e sofre um bulluing absurdo na escola. Ele não sabe quem ele é, o que veio fazer no mundo, não tem amigos e sequer interage com as pessoas. É um ser completamente introspectivo e enigmático. Ele cresce e a coisa não muita muito. Ele apenas se vê com uma maior responsabilidade, tendo que cuidar de sua mãe, além da dúvida acerca de sua opção sexual. Por fim, temos Chiron na vida adulta. E aí, será que ele se descobriu? No que ele se transformou? Assistam.

Eu só consegui assistir a esses quatro filmes, estou louca para ver Lion. O Oscar é hoje e eu não vou conseguir assistir mais nada. Depois, a medida que for assistindo aos filmes, vou fazendo posts individuais, ok? 

sábado, 25 de fevereiro de 2017

MIGA, SEJOGA PORQUE É CARNAVAL!!!!



SOMBRA ALICE SALAZAR - REVIEW

Vou começar esse post do começo, rs!! Existe uma blogueira/maquiadora chamada Alice Salazar. Ela é bastante famosa, seus vídeos no Youtube bombam, mas eu, particularmente, não curto seu estilo de maquiar. Acho forte, pesado, carregado e não faz o meu gosto. No mais, e não obstante essa questão, ela tem uma linha de maquiagem e uma sombra à qual ela deu seu próprio nome: Salazar. A sombra é linda, um marrom avermelhado, e a sua criadora a usa para absolutamente tudo, desde esfumado no côncavo até base para qualquer outra sombra que ela for usar por cima. E desde sempre, sou louca por esse produto!!!

E eu só fui comprar agora, após vários meses namorando essa sombra, porque eu acho que os R$ 38,00 + frete cobrados são bastante acima do que eu gostaria de pagar e porque eu sempre acho que tenho produtos demais e que deve ter algo semelhante no meu organizador. Nunca encontrei! E em janeiro, dominada por uma força consumidora/compulsiva, acabei me rendendo e encomendando a bonita de uma loja online cujo nome já me esqueci – sorry!!!! E aí, será que ela é realmente tudo isso???
Em primeiro lugar, vou dizer qual era a minha principal expectativa baseado em tudo o que eu vi por aí: que ela fosse assustadoramente pigmentada, do tipo que você tem que tomar MUITO cuidado para aplicar, correndo o risco de manchar tudo e fazer a maior caca. Realidade: ela é realmente bem pigmentada, mas é muito fácil de esfumar e ela literalmente desaparece se você se empolgar muito com a esfumação. Na verdade, isso é bom, mas também não é. Eu tenho zilhões de sombras marrons e, apesar dessa ser mais quente e ter uma cor diferente, eu gostaria que ela ficasse mais aparecida na pálpebra do que as outras que já tenho.

Com relação à embalagem, eu gostei bastante, porque ela não abre fácil na bolsa. Ao contrário, é até meio difícil conseguir levantar a tampinha. A sombra é grande, vem com 2,5g de produto e o vencimento expira apenas em 2019. Muito bom!!! Ela não acompanha esponjinha ou pincelzinho e eu realmente não vejo problema nenhum nisso, porque eu nem uso esses apetrechos que vêm com as sombras individuais.
Como vocês podem ver pelas fotos, eu fiz um swatch comparativo com a sombra Marrone da Quem Disse, Berenice? Na verdade, não é uma sombra, mas sim um bronzer que eu uso como sombra, porque ele é absurdamente forte e pigmentado. E a razão de eu estar fazendo o comparativo da Salazar com a Marrone é porque ambas são as sombras mais pigmentadas que eu tenho no meu organizador, com a exceção de que a da QDB fica mais forte, mais grudada na pele, justamente o que eu esperava da Salazar. Mas, como vocês podem ver, com relação a cor, a primeira é mais quente e a segunda, mais fria.

No final das contas, digo que gostei da minha compra, não estou arrependida, mas essa sombra não me trouxe o retorno esperado. Eu realmente gostaria de algo mais pigmentado, que fizesse uma “vista” no make sem muito esforço.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

VIAGEM - PRÓXIMO DESTINO - MÊS A MÊS


Opa, boletim da viagem chegando!! Como eu havia dito no mês passado, o planejamento e a consequente execução dos atos necessários à concretização da minha viagem estão a todo vapor em 2017. Também disse a vocês que, para não ficar pesado na conta, eu estou fazendo uma coisinha por mês, dentro da minha programação e, até agora, estamos indo muito bem, obrigada!
A primeira providência tomada, vocês viram, foi a compra das passagens, no ano passado ainda, que se deu com um baita descontão, porque eu utilizei de milhas como parte do pagamento. No total, eu gastei R$ 1.600,00 em transporte, pela Latam, ida e volta, direto sem escalas. Pechincha, heim??? Ah, as taxas já estavam inclusas nesse valor. Aí, eu passei janeiro inteiro meio que floreando meu roteiro, que já está num passo bastante avançado e estou bem satisfeita com o jeitão que ele está ficando.
Pois bem. Esse mês eu pretendia renovar meu passaporte, mas acabei deixando de lado, protelando um pouco e acabei fazendo outra coisa que também estava nos planos: reservar o hotel! Eu estava um pouco confusa com relação a isso, porque não sabia direito em que região ficar, onde era bom, onde não era... Cheguei a fazer algumas pesquisas, mas no geral, as pessoas dizem que todo canto é bom, só que cada um deles tem as suas características e eu preciso checar qual se enquadra melhor no que eu preciso.
Daí que eu estabeleci algumas preferências e com base nisso, acabei optando pelo hotel mais central que encontrei. As características que não abri mão são: wi-fi, metrô próximo, banheiro no quarto. E quero anunciar que, por R$ 2.500,00, vou ficar hospedada por 14 noites num hotel que, ainda, conta com ar condicionado no quarto, o que é maravilhoso quando pensamos no verão parisiense! A gente acha que é frescura, mas aguentar 35ºC em Munique sem ar condicionado no quarto foi osso!!!
Pronto, estou com duas providencias devidamente “ticadas” do meu planner. Atá agora, portanto, gastei R$ 4.100,00 com a minha viagem e estou mais tranquila, porque esses são os gastos mais pesados. Agora, e nos próximos meses, a meta é terminar o roteiro, ler o meu guia de Paris e se familiar com o mapa. De gastos, tenho pela frente a compra de viagens de trem, passeios, museus e tudo o que eu puder adquirir antes da viagem, com vistas a evitar filas e também, a diluir o din din que eu gastaria durante a viagem. É isso. Até a próxima.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

LIVRO - O SOL É PARA TODOS

Esse livro estava na minha meta de leitura para 2017, foi comprado na Black Friday do ano passado e eu posso dizer seguramente que foi um dos melhores que já li na vida. Aliás, fui premiada em janeiro, porque li essa belezinha e Os Miseráveis, que são apenas incríveis!!!!! Sério, recomendo com muito amor a todo mundo! Foi escrito pela maravilhosa Harper Lee, que ganhou um Pullitzer por ele e depois virou filme que ganhou Oscar por roteiro adaptado. Eu não assisti ao filme, mas o livro foi devorado em 1 semana. 

Alabama, década de 1930. Temos um estado extremamente preconceituoso, onde os negros ainda são tratados de forma descriminada, marginalizados e utilizados para colheita de algodão em trabalho análogo ao escravo. E numa cidade de interior, onde predominam basicamente fazendeiros e famílias tradicionalíssimas que não conseguem cuidar da própria vida sem que a do outro também entre na roda, essa situação fica ainda mais gritante. Esse é o cenário do livro. 

A nossa narradora é uma garotinha de cerca de 8 anos, Scout Finch. Ela tem um irmão mais velho Jem e um melhor amigo Dill. Os três brincam muito o dia todo, aprontam com os vizinhos, vão à escola e fazem coisas normais de criança. Só que Scout é filha de Atticus Finch, o advogado da cidade, um homem amoroso, cheio de princípios, que fez um ótimo trabalho solo de criação dos filhos e que, apensar de ser muito respeitado na cidade, está defendendo um negro no Tribunal. Isso é motivo suficiente para que a cidade se volte contra ele e seus filhos, de um jeito próprio. 
"Se só existe um tipo de gente, por que as pessoas não se entendem? Se são todos iguais, por que se esforçam para desprezar  uns aos outros? Scout, acho que estou começando a entender uma coisa. Acho que estou começando a entender por que Boo Radley ficou trancado em casa durante todo esse tempo... é porque ele quer ficar lá dentro". pág. 283 
E o que nós vamos conhecer através do livro é o olhar de uma criança de 8 anos para com essa situação toda que vem se delineando. Então, haverá momentos em que ela apenas estará brincando, torturando os pobres vizinhos, questionando a professora e os membros da família, e haverá momentos em que ela vai questionar o que está acontecendo com a cidade e com o julgamento do negro. E o olhar de uma criança para com essa desigualdade entre negros e brancos é apenas incrível. E o melhor de tudo é que o livro é delicioso de ser lido e a narradora é uma graça!!!!