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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
LIVRO - LARANJA MECÂNICA
Feriadão aqui em Sampa e eu trabalhando! Mas é um ótimo dia para falarmos de um livro bastante conhecido, bastante pesado e que tem um filme homônimo maravilhoso dirigido pelo mais maravilhoso ainda: Stanley Kubrick. Foi a primeira vez que li um livro após assistir ao filme e não o caminho contrário. E até fiquei um pouco apreensiva porque eu simplesmente sou apaixonada pelo filme e eu fiquei curiosa para saber qual seria a minha reação.
E na verdade, o que eu posso dizer é que ambos são iguais e diferentes. Deu para entender, rs??? A verdade é que eu gostei muito do livro também e acho que é porque eu o enxerguei de uma outra forma. Vejamos.
E na verdade, o que eu posso dizer é que ambos são iguais e diferentes. Deu para entender, rs??? A verdade é que eu gostei muito do livro também e acho que é porque eu o enxerguei de uma outra forma. Vejamos.
Primeiro, vamos falar um pouco sobre o autor e a publicação desta história. Anthony Burgess havia recebido uma sentença de morte de seu médico quando resolveu escrever esse livro. Ele havia sido diagnosticado com um câncer que lhe renderia poucos meses. Só que ele não morreu! Por contra de seu suposto pouco tempo de vida ou não, Burgees resolveu escrever uma história que fosse emblemática, que chocasse os leitores, causasse estranhamento. Veja que Laranja Mecânica foi escrita em 1962, época em que começavam a surgir as gangues lá na Inglaterra, época em que a juventude começava a se "rebelar" e buscar uma identidade.
"(...) Laranja Mecânica tem duas características que tornam a sua narrativa mais rica e complexa: a primeira é que, embora ambientada numa Inglaterra futurista inexistente, seus elementos de extrapolação são mais próximos do mundo real que as visões de Orwell (um mundo inteiramente dominado pelo comunismo totalitário de linha stalinista) e Huxley (uma sociedade perfeitamente mantida à base de manipulação genética e drogas, mas que exclui e condena à miséria quem não se adapta ao sistema). Ao extrapolar elementos específicos da sociedade, como gangues e o sistema penitenciário, em vez de propor uma alteração completa na sociedade, Burgess torna o universo de laranja Mecânica mais reconhecível para o leitor - e mais próximo da realidade. Afinal, a violência está cada vez mais próxima de nós no cotidiano." (Prefácio)
E dentro desse contexto, Anthony Burgees criou um ambiente absolutamente assustador (ou horrorshow como diria o protagonista) em que a sociedade se via absolutamente constrangida por gangues de todos os tipos, absolutamente violentas e terríveis. E as maldades descritas no livro mexeram com o imaginário do período, de modo que o autor conseguiu alcançar o seu objetivo de chocar. Hoje, infelizmente, as atividades ali descritas não chocam tanto, porque a violência é bastante comum no nosso dia a dia. Mas vou falar a vocês que ainda é um livro bem difícil de digerir.
Pois bem, ele é narrado em primeira pessoa pelo Alex, um cara de 16 anos que chefia uma gangue composta por outros 3 membros. O objetivo dos caras é sair na night e, basicamente, roubar, beber e provocar pânico. O pânico vem de diversas formas, sendo simplesmente agressão gratuita, mas do tipo bem séria e pesada, até estupro e morte. Não há limites para os "drugues". E a primeira parte do livro vai descrever todas as empreitadas da trupe e você vai, por vezes, ficar até um pouco enjoado.
Na segunda parte - epa, aqui talvez algumas pessoas queiram parar porque eu vou pincelar os acontecimentos - vamos descobrir como foi a vida do narrador dentro da prisão. Sim, minha gente, porque ele é pego em um determinado momento. E também vamos ver como ele se tornou apto a se tornar cobaia de um experimento tenso chamado Técnica Ludovido, em que o infrator é submetido a sessões de tortura com vistas a sua própria cura.
Por fim, e após, ter sido submetido ao procedimento, Alex é solto e quando se vê novamente nas ruas, percebe que as coisas realmente mudaram, que ele próprio mudou, mas que outras coisas ficam para sempre. E eu quero finalizar esse post muito horrorshow trazendo um trechinho do livro, só para vocês sentirem a linguagem de gangue utilizada pelo narrador, que é incrível e dá todo um toque especial a história:
"Então nós sluchamos as sirenes e percebemos que os miliquinhas estavam chegando com pushkas despontando prontinhas das janelas dos autos de polícia. Sem dúvida aquela devotchka chorona havia contado a eles, porque havia uma caixa para chamar os rozas que não ficava muito longe da Usina de Força do Muni - pega-vos-ei em breve, não temei - eu gritei - bodinho fedorento. Vou arrancar seus yarblis lindamente." (pág. 19)
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
FILME ORANGES AND SUNSHINE
Nossa, que filme pesado!!!! Assisti no Netflix - claro! - por uma recomendação de algum site em que indicava bons filmes. É fato verídico e acho que isso sempre dá uma apimentada na película e faz com que os sentimentos se aflorem.
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Pois bem, na Inglaterra da década de 80, uma assistente social, que possui um grupo de ajuda para adultos adotados se depara com uma descoberta alarmante: a partir dos anos 40 - e pasmem, até meados da década de 1970 -, crianças órfãs ou não, de idades entre 3 e 10 anos, eram deportadas de navio para a Austrália. A questão, todavia, é muito pior do que parece. Em primeiro lugar, porque essas crianças nem sempre eram órfãs, haviam muitas que estavam por lá enquanto a situação da família não melhorava ou enquanto mães solteiras procuravam uma solução para a sua condição. Segundo porque elas eram enviadas sozinhas, sem autorização, sem ninguém que cuidasse delas, sem explicação, nada. E muitas vezes, irmãos eram separados nesse processo.
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E a terceira e pior parte é que essas crianças não tinham como destino um lar, uma família ou uma situação melhor do que aquela que possuíam nos orfanatos na Inglaterra. Ao contrário, elas eram enviadas a lugares com condições similares a de campos de concentração, com trabalhos forçados e pesados, sem roupas ou alimentação apropriadas e o pior, muitos deles relatam casos de estupro. Ou seja, praticamente ontem o mundo convivia com essa situação e nem sabia, porque foi ocultada de tudo e de todos. Era um acordo realizado entre os governos de ambos os países e com a autorização dos orfanatos religiosos.
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Nesse contexto e absolutamente apavorada com o que via, Margaret Humphreys (Emily Watson), a assistente social, com a ajuda de seu marido, alguns amigos e do próprio sistema assistencial, coloca a boca no trombone, trazendo à tona esse caso assustador, cobrando a responsabilidade dos governos e instituições, ao mesmo tempo que abrindo mão de sua vida em prol de ajudar essas pessoas a conectarem-se com seus passados, descobrirem que realmente são e, em alguns casos, retomarem contato com suas verdadeiras famílias. Filmão!
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
MAYBELLINE BROW DRAMA EXPRES´SOBRANCELHAS - CASTANHO MÉDIO - REVIEW
Post rápido e com poucas fotos só para falar desse achadinho de farmácia que me tem sido tão querido ultimamente. Sei que não é essa a ideia, mas aqueles corners de maquiagens e cosméticos que encontramos nas farmácias fazem meus olhos brilharem e eu sempre dou uma olhadinha, mesmo que não queira comprar. As vezes não funciona e eu acabo trazendo alguma coisa para casa, rs!! E foi esse o caso.
Só que a ideia inicial não era usar esse lápis de sobrancelha na sobrancelha - sim, parece coisa de gente louca. Eu amei a cor e achei que ele poderia super funcionar como lápis de olho mesmo. Mas estava errada porque esses produtos para sobrancelha têm uma textura mais seca e não servem para os olhos. Daí que, como o plano não funcionou, tive que usar o lápis de sobrancelha na sobrancelha, rs! E posso falar? Amei!
Apesar dele ser mais gordinho, o que dificulta um pouco no quesito precisão, ele tem uma cor muito boa e um traço bem suave, que acaba deixando a sobrancelha bem preenchida, mas com um aspecto bem natural. Se tem uma coisa que eu acho feio é sobrancelha marcada demais e com aquele ar artificial, como as gringas costuma fazer. E esse produto funciona exatamente de forma oposta.
O mais legal é que ele é baratinho, custa entre R$ 20,00 e R$ 30,00, é encontrado em qualquer farmácia e está disponível em três diferentes cores, a minha é a castanho médio. Se eu tivesse que fazer uma única crítica seria sobre a durabilidade, que não é tão incrível.
O mais legal é que ele é baratinho, custa entre R$ 20,00 e R$ 30,00, é encontrado em qualquer farmácia e está disponível em três diferentes cores, a minha é a castanho médio. Se eu tivesse que fazer uma única crítica seria sobre a durabilidade, que não é tão incrível.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
LIVRO - SOCO NA CARA
Mais um livro devorado. Esse não foi consumido na Black
Friday, mas numa banca do Shopping Center 3 na Paulista por R$ 10,00! Eu me
empolgo com os preços e acabo comprando uma porção de coisas. Nunca havia
ouvido falar desse título, nem sabia do que se tratava quando trouxe comigo pra
casa, mas o nome do autor bastava pra mim! Sir Arthur Conan Doyle é apenas o
criador de Sherlock Holmes, o detetive mais famoso de todos os tempos. O autor,
a exemplo de outros grandes da literatura mundial, viveu na segunda metade do
XIX, época tão rica à literatura.
A história em
si, confesso, não é lá grande coisa. Não é um livro que eu vou guardar na
prateleira com amor, recomendar aos amigos ou querer reler em outro momento.
Mas, a linguagem de Sir Arthur é muito gostosa. E isso torna a leitura
absolutamente fluida e agradável. E o que também me chamou atenção é que ele
contextualiza muito bem a história do livro e seus personagens - muitos deles
históricos -, os costumes da época e nos traz um panorama de como viviam as
pessoas naquele período. Isso é muito enriquecedor.
"Hoje, 1º de janeiro de 1851, o século XIX chega à metade, e entre nós que fomos jovem como ele, um bom número já recebeu avisos que nos alertam para o fato de termos sido marcados pelo tempo. Nós, os mais velhos, de cabeças grisalhas, nos reunimos para conversar sobre os dias passados; mas, quando é com nossos filhos que falamos, sentimos muita dificuldade em fazer com que nos compreendam. Nós e nossos pais antes de nós vivemos vidas bem parecidas. Nossos filhos, no entanto, com suas locomotivas e barcos a vapor, pertencem a uma época diferente. É verdade que podemos colocar-lhes nas mãos livros de história para que possam ler sobre nossas lutas de 22 anos contra aquele grande vilão. Podem aprender como a liberdade foi expulsa do vasto continente, como Nelson derramou seu sangue, como o pobre Pitt teve o coração partido em seus esforços para impedir que essa mesma Liberdade nos deixasse para se refugiar no outro lado do Atlântico. Nossos filhos podem ler a respeito de tudo isso, sobre a data de determinado tratado ou de uma batalha específica, mas não sei onde encontrarão detalhes sobre nós, onde poderão se informar sobre o tipo de gente que fomos, sobre a vida que tivemos, sobre como o mundo era percebido por nossos olhos quando éramos jovens como eles são agora." (achei tão bonito isso!!!)
O livro é
narrado por Rodney, um rapaz que vive com seus pais no interior da Inglaterra.
Seu pai é um importante oficial da marinha e quase nunca fica em casa e apesar
dos modos simples em que vive com sua mãe, é uma criatura muito esperta e
educada. Seu melhor amigo é Boy Jim, sobrinho do ferreiro e poucos anos mais
velho que o narrador. O ferreiro, por sua vez, é ninguém menos que Champion
Harrison, um dos maiores pugilistas que se tem conhecimento na Inglaterra e
que, no momento, encontra-se aposentado.
Pois bem. Em
Friar´s Oak, local onde mencionados personagens vivem, há uma mansão muito
imponente - Cliffe Royal -, mas que se encontra abandonada e todos acreditam ser assombrada.
Naquele local, numa noite qualquer, quatro amigos nobres, dentre eles o dono da
casa, Lord Avon, e Charles Tregellis, o tio almofadinha do Rodney, jogavam cartas.
Todos perderam tudo, numa maré de azar em todas as jogadas, a não ser o Capitão Barrington que, coincidentemente e misteriosamente, aparece morto na manhã seguinte. O
maior suspeito é seu próprio irmão e dono da casa, Lorde Avon, o qual,
igualmente desaparece, deixando a mansão ao relento.
Daí que,
quando você acha que o livro será sobre esse crime misterioso, você se engana.
Essa história fica reservada e a leitura parte para um outro contexto, no qual
tomaremos conhecimento acerca das práticas de pugilismo na Inglaterra daquele
período, como eram as regras, como os nobres se envolviam, como eram as
apostas, os grandes figurões do momento... Enfim, eu senti como se houvessem
duas histórias completamente diferentes, sendo que a questão do crime na mansão
apenas é apresentada no início e retomada no final. O que existe entre as duas
histórias distintas é apenas e tão somente a coincidência de
personagens. Acho que se o autor houvesse misturado melhor os dois contextos ou
se houvesse escrito dois livros diferentes, daria mais samba!
"Eu a amei quando jovem e eu a amo agora, velhinha; e quando ela se for levará consigo algo que nada no mundo pode substituir. Você que lê esse relato pode ter muitos amigos, você pode se casar mais de uma vez, mas o fato é que sua mãe é a primeira e última amiga. Cuide bem dela enquanto pode, pois chegará o dia em que toda atitude mal pensada e toda palavra descuidada retornarão com seus espinhos para se cravarem no seu coração." (outro trecho lindo!)
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