quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

PRODUTOS ACABADOS DO MÊS - FEVEREIRO


Mais um mês meio fraco para os produtos acabados, mas com alguma variedade. Alguns produtos muito bons foram finalizados este mês, três dos quais são bem recorrentes e figurinhas carimbadas nesse quadro. Vamos dar uma olhada?
- Solução higienizadora para pincéis Marina Smith – já tive váááários desse produto, que não é exatamente barato, custa cerca de R$ 47,00, só vende na Sephora online e está quase sempre em falta. Mas ele limpa bem os pincéis, prorrogando a lavagem com água e sabão, que é o que nos interessa!!! No mais, acabei o substituindo por outro, que já chegou, é mais barato e está fazendo muito bem o serviço.
- Normaderm Vichy deep cleansing – aaaaaaaaamo esse produto, ele é apenas perfeito!!! Trata-se de um sabonete em gel para lavar o rosto. Ele é ótimo porque uma única gota já faz espuma e espalha bem, ele tira toda sujeirinha encrustada e ainda ajuda a remover a maquiagem. Uma embalagem dessa de 400ml dura um ano inteiro!!! Eu trouxe outras duas de Paris e já estou colocando uma delas em uso.
- Nívea Soft creme de mãos – estava no aeroporto de Paris com apenas 3,00 Euros na bolsa. Eu detesto voltar com din din de viagens, ainda mais quando é moeda. Então, o que eu fiz foi torrá-lo com esse hidratante de mãos. Não é nada demais, tem aquele cheirinho gostoso da Nívea, mas está bem longe do melhor hidratante de mãos que já usei na vida.
- Marina Smith demaquilante de argan – faz uns 5 anos que só uso esse demaquilante na vida e ele aparece direto por aqui. Ele é ótimo porque é em forma de creme, então, você espalha nos olhos, utilizando-se das mãos, faz uma melequinha e depois tira com o lencinho demaquilante. Remove tudo, não agride e é super rápido e fácil. Adoro!!
- Jaci – cerinha de cutículas – esse produto também já apareceu por aqui trocentas vezes. É uma cerinha para hidratar cutículas, que vem numa embalagem fofa, super pequenininha e custa apenas R$ 12,00. Não é o melhor hidratante de cutículas da vida, mas eu acho que o custo x benefício é, sem dúvida, um dos melhores.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

SADÃO DE LIVROS DO MÊS - FEVEREIRO


Nesse mês que passou eu li muito pouco (em termos de quantidade de livros). Foi um mês mais curto, mas também foi um mês em que eu me peguei lutando para terminar o livro líder, o qual eu tinha grandes esperanças de que fosse amar e se mostrar um livro incrível, mas a verdade é que eu não curti. E como eu estou no segundo mês intruncado por conta de um livro líder e como o do próximo mês seria Ana Karenina, que também promete ser uma leitura difícil, eu decidi que não haverá livro líder para março. Vou pegar algumas leituras que estão separadas desde janeiro – Harry Potter, As Brumas de Avalon e outras igualmente leves e gostosas – e vou tentar fazer de março um mês com 6 ou 7 leituras.




- O Vermelho e o Negro (Standhal): trata-se de um clássico, mas confesso que não sabia do que se tratava até começar a lê-lo. Imaginava que o enredo tivesse alguma ligação com as guerras napoleônicas – pela capa -, mas estava enganada. O protagonista é Julien, um cara que nasceu pobre, não tem berço, mas tem como missão de vida a ascenção social. Ele é absolutamente obcecado com isso! Só que ele se utiliza de métodos pouco ortodoxos para atingir seus objetivos e se apaixona por duas mulheres que não estão exatamente no seu alcance.
- Persuasão (Jane Austen): mais um livro lindo e amado da minha adorada escritora inglesa. Simplesmente não existe nada que essa mulher escreva que não me encante! O cenário é o mesmo de sempre e sim, há uma mocinha e há um mocinho e encontros e desencontros, e fofocas, e um meio socialmente podre e todo o resto de sempre. Mas, a protagonista não vem de uma família querida como a maioria dos romances da autora e ela tem de lutar sozinha contra as adversidades de seu meio.
- O Alforje (Bahiyyih Nakhjavani): que livro lindo, super diferente e incrível. Sem qualquer sombra de dúvidas, o melhor livro da TAG até hoje e o mais bem feito também. A escritora é iraniana e ela nos leva para o meio do deserto do oriente médio. Nos relata uma situação, que, resumidamente, consiste numa caravana que tem como objetivo levar uma noiva até o seu prometido e no meio do caminho rola um assalto. Mas, cada capítulo contará a mesma história sob o ponto de vista de um membro distinto, seja da caravana, seja dos bandidos. É incrível!!!
- Conversando com Mrs. Dalloway: A Inspiração por Trás dos Grandes Livros de Todos os Tempos (Celia Blue Johnson): o nome é autoexplicativo! Trata-se de um livro que nos remeterá à origem dos livros mais célebres já escritos. Ele nos contará curiosidades sobre clássicos, como foram escritos, o contexto, como foi que seus autores tiveram as inspirações, etc. Confesso que a leitura ficou pela metade, não completei!

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

SÉRIE - BIG LITTLE LIES

Que série incrível!!!!! Tão apaixonante que eu apenas assisti aos 7 episódios de uma só vez! Eu acho que a temática, combinada com personagens tão bons e atores tão incríveis resultou em uma excelente série! Vou tentar contar um pouquinho sobre ela por aqui, tentando não entrar em spoillers.

O cenário é Monterey, Califórnia, num lugar onde as pessoas têm muita grana e casas maravilhosas com vista para o mar. O que todas as mulheres que eu vou mostrar adiante têm em comum é um filho ou uma filha de 6 anos de idade frequentando a mesma sala de uma escola. Essas mães levam uma vida aparentemente perfeita, mas a verdade está muito mais embaixo.
Jane Chapman, vivida por Shailene Woodley é uma mãe solteira recém chegada na cidade. Apesar de parecer uma pessoa doce e sensata, guarda uma raiva reprimida e uma porção de distúrbios psicológicos em razão de um estupro sofrido no passado. Desse ato, de autoria desconhecida, resultou Ziggy, uma criança bem carinhosa. Madeline Martha Mackenzie, vivida por Reese Witherspoon é uma espécie de “prefeita” da cidade. Ela conhece todo mundo, é super bem articulada, mas também não tem papas na língua e compra uma briga como ninguém. Apesar de parecer perfeita e de estar muito bem casada, ela não consegue se esquecer do ex marido e não admite que ele esteja feliz, com uma nova família e casado com uma pessoa bem legal.

Renata Klein, vivida por Laura Dern é presidente de uma empresa e muito poderosa. É daquelas pessoas que quando atravessam a rua, simplesmente deixamos passar, porque ficamos intimidados apenas com a sua presença. E claro, ela vai usar esse poder todo e a influência que possui na cidade para atingir todos os seus objetivos. Por fim, temos Celeste Wright, vivida por Nicole Kidman, que é uma espécie de mote da série. Ela é uma mulher linda, que vive numa casa maravilhosa com um marido aparentemente perfeito. Ela tem um daqueles relacionamentos que a cidade inteira inveja. Só que o que ninguém sabe é que ele é absolutamente abusivo e ela apanha horrores desse cara.

Personagens apresentados, vamos à história. Na verdade, a série gira em torno de duas temáticas. Na primeira delas, aconteceu um crime – coisa que ficamos sabendo logo no primeiro episódio -, mas não sabemos quem morreu ou quem o cometeu. Depois, logo no primeiro dia de aula, a filha de Renata Klein aparece com um hematoma no pescoço e acusa Ziggy, o filho de Jane de tê-la machucado. O garoto nega, mas ele está lidando, como já disse, com a filha de uma mulher muito poderosa, que não vai medir esforços até acabar com o menino. E aí, será que foi ele quem cometeu a agressão?

Sério, vale muito a pena assistir porque a temática é forte e a série é babado. Foi confirmada uma segunda temporada, mas eu confesso que acho que essa terminou exatamente do jeito que deveria ter terminado!

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

CAUDALIE KIT - SEPHORA BEAUTY CLUB - BIRTHDAY - REVIEW

Não sei se vocês sabem, mas quem faz parte do Beauty Club da Sephora – aquele em que a gente se cadastra na loja e cada vez que compra algo vai juntando pontos que podem ser trocados por produtos, sabe? – ganha um kit no mês de aniversário. E, apesar de serem miniaturas, costumam ser bons kits com produtos que provavelmente não compraríamos normalmente. E foi o caso do meu kit de aniversário que chegou no final de janeiro.

Ele é composto por duas miniaturas de produtos Caudalie, marca que nunca havia usado por motivos óbvios: é cara! Nem na França eu consegui comprar um produtinho para chamar de meu! E para verificar a eficiência dessas miniaturas, eu parei de usar meus produtos convencionais por um tempinho. Então agora, vou falar a vocês sobre cada um dos presentes e depois contar as minhas impressões.

- Vinoperfect Radiance Sérum Complexion Correcting – bem, como o próprio nome já fiz, trata-se de um sérum! A embalagem é de vidrinho, conta com 10ml e o aplicador fofíssimo é em conta gotas. De acordo com a marca, esse produto ilumina, uniformiza, reduz e previne os sinais de envelhecimento. É recomendado para todos os tipos de pele. Além disso, ele reduz e previne o aparecimento de manchas escuras, acne e cicatrizes, revelando uma pele mais radiante e uniforme. Sua fórmula traz concentrado Viniferina, um composto natural encontrado na seiva da videira, conhecido por iluminar, clarear e uniformizar a aparência da pele. Não contém parabenos, sulfato e ftalatos. É livre de óleo, não-comedogênico e não foto-sensibilizante. 
Resumindo, é o produto perfeito para o meu tipo de pele, já que o que não faltam no meu rosto são manchas e, claro, todo mundo quer uma proteção para o envelhecimento. Mas, amiga, tudo isso não é gratuito!!! Você só consegue esse milagre desembolsando uma bagatela de R$ 420,00 no site da Sephora!! E o mais assustador é que essa embalagem caríssima vem com apenas 30ml de produto! Fiquei chocada!!!

Vou fizer que apesar da minha reclamação, esses 10ml da amostrinha renderam bastante. Usei apenas a noite, porque durante o dia eu prefiro usar os meus produtos padrão que, dentre outros benefícios, contam com fator de proteção solar. O aplicador dele é bom, dá para controlar bem a quantidade de produto, que é bem fluído, parece uma aguinha. Ele fica um pouco melecadinho na pele, principalmente nos dias mais quentes, mas nada que atrapalhe.

Daí que, devo dizer que no mesmo período em que comecei a experimentar esse produto – já depois de uns dias – notei que a minha pele estava maravilhosa. As manchas haviam diminuído e parecia que um glow vinha de dentro. Só que, no mesmo período, eu parei com o anticoncepcional, o que, convenhamos, muda tudo na vida! Então, a verdade é que eu não sei se esse produto é milagre em forma de potinho ou se o conjunto todo é que está me fazendo muito bem.
No mais, devo dizer que ele está saindo por R$ 420,00 no site da Sephora e por R$ 369,00 no site da própria Caudalie. Mas eu encontrei uma loja espanhola bem interessante, chamada Carethy, que entrega no Brasil e está comercializando o sérum por R$ 224,00, que não é uma pechincha, mas já ajuda. 
- Vinosource Moisturizing Sorbet – esse já tem um precito um pouco mais comprável: R$ 179,00 na Sephora. Ele é um hidratante com textura gel que hidrata e acalma a pele irritada. Adequado para todos os tipos de pele, principalmente sensíveis. Ele confere hidratação profunda, acalmando e suavizando até mesmo a pele mais sensível. Enriquecido pela água de uva orgânica e polifenóis de semente de uva, também proporciona proteção contra a ação dos radicais livres. Sua fórmula rica em Vino Levure® e camomila fortalece a pele, reduz a sensibilidade e a deixa mais resistente ao longo do tempo. Não contém parabenos, sulfato e ftalatos. É livre de óleo, não-comedogênico e não foto-sensibilizante. 

Tenho usado esse produto com menos frequência do que o sérum. Não o uso para o dia a dia, mas para aqueles dias em que fico em casa e não pretendo passar maquiagem, sabe? Meio que para deixar o produto agir sozinho, sem interferências. Eu gostei da textura, que é levinha e espalha bem, sem deixar rastros ou a pele oleosa. Quanto aos efeitos, não sei dizer o que eu achei. Eu prefiro acreditar que o produto é incrível e que toda linha junta está fazendo maravilhas à minha pele que nunca esteve tão incrível e viçosa. 

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

LIVROS - LITERATURA DE VIAGEM E SÁTIRA POLÍTICA E A CARTEIRA DO MEU TIO

Vou fazer duas resenhas em uma porque esses dois livros estão relacionados e eu comprei o segundo por causa do primeiro.
Literatura de Viagem e Sátira Política - Bem, esse livro foi escrito pela amiga da minha mãe, que é historiadora, e foi a tese de doutorado dela na Unicamp. Ele não é um romance, mas sim, um livro mais didático que vai explorar a política brasileira, traçando um comparativo entre a época do Império e os dias de hoje - veremos que tanto o modo como governar quanto o brasileiro em si não mudaram nada -, com respaldo na chamada literatura de viagem.
Literatura de viagem nada mais é do que aquele diário, relato, manuscrito ou mesmo as cartas, postais que enviamos/escrevemos quando fazemos uma viagem. Hoje poderia ser um diário de viagem, um post num blog ou alguma coisa assim. Esses relatos foram cruciais aos historiadores, que, através deles, tiveram acesso a conhecimentos acerca dos costumes, nomes, características dos lugares e das pessoas; mas ao mesmo tempo interessavam muito a população, especialmente numa época em que as notícias não chegavam com tanta facilidade. Crescia cada vez mais o interesse do povo em descobrir novas culturas e saber mais sobre o que acontecia além do quintal de casa. E claro que uma literatura de viagem é sempre mais gostosa de ler do que um texto mais formal.
No livro, a autora utiliza-se como exemplo de uma literatura de viagem que foi escrita com vistas a criticar a política da época imperial: o livro A Carteira do Meu Tio, de Manuel Joaquim Macedo, o mesmo autor do maçante A Moreninha, um dos meus livros mais odiados do colégio. Nele, a sociedade brasileira é altamente criticada, assim como as classes sociais, os políticos e toda forma de se portar, de fazer governo, mas de uma forma mais divertida e sem apontar dedos. É a coisa da carapuça, se servir a você, então pode ser que o livro esteja te mencionando!
E a verdade é que a autora aborda esse livro do Macedo com tanta paixão, que eu acabei comprando e lendo-o em seguida, por isso estou fazendo esse post em conjunto. Isso porque, apesar de Literatura de Viagem e Sátira Política ter como fito um cunho histórico, eu acho que ele é um excelente livro de apoio ao A Carteira do Meu Tio, principalmente porque nos situa dos acontecimentos e contexto daquela época. É nos auxilia em desvendar o que o autor quis com aquele texto, uma vez que ele é claramente critico.

A Carteira do Meu Tio – como mencionado acima, o livro é uma crítica à política da época do segundo império. Na verdade, é uma crítica aos políticos que, desde aquela época, faziam a chamada Política do Eu, ignoravam a constituição, o povo, suas necessidades e absolutamente qualquer coisa que não fosse interessante apenas para si mesmo. Alguma semelhança com os dias de hoje???
O livro nos traz um Sobrinho (ninguém tem nome), que, recém chegado de Portugal, onde diplomou-se em um curso qualquer na Universidade de Coimbra, vai até seu Tio, um homem rico e influente, em busca de uma profissão. Após muito pensar, ele conclui que ser político é a melhor maneira de se dar bem na vida sem fazer muita coisa. O que ele não esperava era que o Tio não lhe concederia tal cargo de mãos beijadas. A condição era a de que ele viajasse pelo país, observando o povo, conhecendo suas necessidades, as falhas do sistema e, apenas após, pudesse assumir um cargo com aptidão.
Muito a contragosto, o Sobrinho sai por aí, ao lado do Compadre Paciência. Juntos, eles encontram uma sociedade podre, na qual manda quem tem dinheiro e obedece quem não tem, as pessoas são absolutamente volúveis e destituídas de opinião própria, apenas vivendo dentro do curso da maré política do momento, daquela que as convém. E o mais legal é que o livro é absolutamente lotado de passagens ótimas e poderia ter sido escrito nos dias de hoje. Meu exemplar está cheio de marcações, mas vou transcrever algumas delas:
“Com efeito, do mesmo modo que sucede a todos os vadios de certa classe, a primeira ideia que me sorria tinha sido a política” (pg. 16)
“A Constituição do Império devia ser como as asas de um anjo, à cuja sombra se acolhessem sempre a todos os brasileiros; é, porém, como já dizia aqui há anos um dos tais entusiastas, uma espécie de chapéu de chuva, que os ministros trazem aberto ou fechado, conforme o tempo que faz” (pg. 61)
“- Está bem, não irei adiante com o que me dizem; mas quero sempre concluir asseverando-lhe que quem mais sofr4e com todas as cataratas do governo é por um lado o povo, que padece, e por outro lado o tesouro público, que paga as favas; e o que eu peço a Deus é que a paciência dure mais no coração do povo do que o dinheiro nos cofres do tesouro.” (pg. 93)