sábado, 13 de junho de 2020

VIAJAR...

Dia desses eu recebi um e-mail que achei muito interessante. Era sobre viagem e ele só trazia verdades. No meu caso, e acho que é o caso de muito amante de trips, eu passo o ano todo planejando e economizando para juntar dinheiro e conseguir fazer uma única viagem. São 20 dias por ano que me trazem uma satisfação imensa, mas é inegável que é um sacrifício enorme por tão pouco tempo.

E esse e-mail falava que toda viagem é uma extravagância, você tendo ou não condições financeiras. Isso porque, durante aquele período, você vive numa condição que vai muito além de suas posses. O que se paga por um hotel, por exemplo, não poderia ser pago na vida real por um aluguel. O que se gasta em refeições nas viagens, daria para fazer uma série de supermercados no dia a dia. E o preço das passagens aéreas então... eles sugerem calcular o valor/hora que passamos dentro de um avião e se segurar para não tomar um tombo!!!

E o e-mail termina com a frase: “E ainda assim, viajamos!”. E é verdade!!! Li esse e-mail diversas vezes, sei que é verdade, ainda mais nos dias de hoje diante de tanta incerteza e com o Dólar e o Euro nas alturas. Mas viajar me proporciona um prazer tão grande...!!! É uma fuga à realidade que eu proporciono a mim mesma uma vez por ano – esse ano não deu! – e é maravilhoso.

“Tanto sacrifício tem uma recompensa garantida: pouco a pouco você vai se tornando uma pessoa mais 'viajada'. E não existe nenhum adjetivo mas charmoso, nenhuma qualidade tão sem contra-idicações quanto ser 'viajado'. Ser viajado é mais simpático do que ser 'culto', mais interessante do que ser 'inteligente' e quase tão bacana quanto ser 'rico'." (Ricardo Freire, "Viaje na Viagem - Auto-ajuda para turistas")

Quando eu era pequena, minha família ia para a Disney quase todo ano e todo ano meus pais falavam “ano que vem a gente não vai viajar, vamos reformar a casa.” Isso nunca aconteceu, e quando chegamos ao ponto de que a casa estava caindo aos pedaços, vendemos e fomos para outro lugar, rs!!!


quinta-feira, 11 de junho de 2020

REVLON PHOTOREADY BB CREAM - 030 MEDIUM - REVIEW


Certo dia estava na farmácia e me deparei com um corner cheio de produtos da Revlon com 50% de desconto. A razão era aquela de sempre: próximo ao vencimento. O que eu acho curioso é que as empresas só resolvem desovar esse tipo de produto quando ele vai vencer dali a 1, no máximo 2 meses e é absolutamente impossível dar cabo de uma base ou mesmo de um batom nesse curto período de tempo. Mas, como a minha vontade de testar esse BB Cream era grande e ele estava saindo por R$ 24,90, trouxe para casa comigo.

A embalagem conta com 30ml de produto e vencimento para março/2020. A verdade é que pretendo continuar usando o BB Cream até que a textura ou o cheiro mudem, como sempre faço. A marca promete suavidade, hidratação e cobertura como de uma base. Diz que é capaz de disfarçar imperfeições e a Tecnologia Photoready traz pigmentos fotocromáticos que deixam a pele radiante. Indicado para todos os tipos de pele, ainda conta com FPS 30.

Está disponível em apenas 3 cores: Light, Light Medium e Medium. A minha, muito provavelmente, seria a intermediária, mas a verdade é que a janelinha do produto não possibilita ver exatamente qual a sua cor e eu acabei trazendo para casa a cor Medium, que é a mais escura – e era a única disponível. Não vou ficar aqui discutindo sobre o absurdo de uma marca lançar apenas 3 cores de produto para a pele e de a mais escura ser ultra clara... isso é discussão antiga e eu não tenho muita esperança de que se resolva.
No mais, devo dizer que, obviamente, a cor do produto acabou influenciando na minha opinião. Isso porque, como ficou bem escuro para mim, tenho de misturá-lo com uma base ou um BB Cream mais claros, para chegar na cor correta. Do produto em si, achei que ele tem uma consistência bem aquosa e esquisita. É como se ele fosse feito de óleo e toda vez que eu vou usá-lo, tenho que ficar chacoalhando para que os ingredientes se fundam. Sabe esmalte quando fica muito tempo parado e acaba decantando? Mesma coisa.

Não sei se curti essa parte. A cobertura dele é BEM leve. Eu não gosto de produto com muita cobertura para o dia a dia, portanto, não me incomodou. Mas, uma vez que a Revlon diz que se assemelha a uma base, acho que tinha que entregar esse acabamento. E não entrega.
Outra coisa que eu notei e não curti é que ele contribui horrores para o aumento da oleosidade na minha pele. Claro que ele não promete ser matte nem nada, mas a marca diz que é indicado para todos os tipos de pele. Discordo. Nem tenho a pele tão oleosa assim e no final do dia, ela fica um óleo só. Não dá para usar esse produto no verão, apesar de que essa era a idéia, justamente porque ele vencerá logo mais e porque estarei com o corpo mais queimado.

Em resumo, achei que a compra valeu pela experiência, mas os R$ 24,90 acabaram saindo bem caro!

quarta-feira, 3 de junho de 2020

DIVAGAÇÕES

Estamos vivendo um momento absolutamente desafiador a qualquer pessoa que tenha um mínimo de sensibilidade: pandemia, informações desconexas, manifestações, criminalidade, notícias aterradoras vindas da política e da economia. Para quem não me conhece, sou feminista, antifascista e completamente contrária a qualquer tipo de opressão, seja ela moral ou física. Dito isso, acho que deu para notar que estou com os nervos a flor da pele!!

Mas minha intenção não é vir até aqui escrever algum tipo de manifesto ou um texto em defesa às minhas idéias – isso daria um tratado. Mas sim, compartilhar alguns trechos de livros que estou lendo no momento (os dois são mais do que ótimos, btw) que, de uma forma absurdamente impressionante, corroboram com minhas idéias e poderiam ter sido escritos hoje, após as notícias trazidas na hora do almoço.

O primeiro deles foi extraído do maravilhoso e impagável Festa no Covil de Juan Pablo Villalobos:

“Em “El Rey”, eu gosto daquela parte que diz que não tenho trono, rainha, nem regente, nem ninguém que me sustente, mas continuo sendo o rei. Ela explica muito bem as coisas que você precisa pra ser rei: ter um trono, uma rainha e alguém que te sustente. E se quando você canta a música não tem nada disso, nem sequer dinheiro, mesmo assim você é rei, porque sua palavra é a lei. É que a música na verdade trata de ser macho. Às vezes os machos não têm medo, e por isso são machos. Mas às vezes os machos não têm nada e continuam sendo reis, porque são machos.”

Será que a carapuça serviu a alguém?

E o segundo trecho foi extraído de outro livro maravilhoso que estou tendo a oportunidade de ler nesse mês. Na verdade é uma releitura e o livro é A Sombra do Vento, do espanhol Carlos Ruiz Zafón:

“- Malvadas não – observou Fermín – Imbecis, o que não é a mesma coisa. O mal pressupõe uma determinação moral, intenção e certa inteligência. O imbecil ou selvagem não pára para pensar ou raciocinar. Age por instinto, como besta no estábulo, convencido de que está fazendo o bem, de que sempre tem razão e orgulho de sair fodendo, desculpe, tudo aquilo que lhe parece diferente dele próprio, seja em relação à cor, credo, idioma, nacionalidade ou, como no caso de dom Federico, polos hábitos que tem nos momentos de ócio. O que falta no mundo é mais gente ruim de verdade e menos espertalhões limítrofes.

(...)

- É como a maré, sabe? – dizia, fora de si – Estou falando da barbárie. Ela vai embora e a gente pensa que está a salvo, mas ela volta sempre, sempre... e nos afoga. Eu vejo isso todo dia no instituto. Deus do céu! Macacos, é isso que chega às aulas. Eu lhe garanto que Darwin era um sonhador. Nada de evolução nem de criança morta. Para cada um que raciocina, tenho que lidar com nove orangotangos.”


domingo, 31 de maio de 2020

LEITURAS DO MÊS - MAIO /2020

Devo dizer que o mês de maio foi um dos melhores até agora. Claro que o fator “quarentena” ajudou bastante e o fator “livros muito interessantes” também. De todas as leituras do mês, não teve um livro sequer que eu não tenha curtido e são todos TÃO variados! 

- O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel - J.R.R. Tolkien (releitura)
- O Senhor dos Anéis - As Duas Torres (releitura)
- Don Casmurro - Machado de Assis (releitura)
- A Batalha das Rainhas - Jean Plaidy
- As Espiãs do Dia D - Ken Follett
- A Terceira Vida de Grange Copeland - Alice Walker
- Cleópatra - Uma Biografia - Stacy Schiff (Kindle)
- Aguapés - Jhumpa Lahiri
Reli dois volumes Do Senhor dos Anéis e foi uma delícia reviver esta que é uma das minhas histórias favoritas. De um livro de fantasia, passei para a Índia pós independência, através de uma família bastante complicada em Aguapés, meu terceiro romance da escritora Jhumpa Lahiri, que nunca decepciona.
Em A Terceira Vida de Grande Copeland, primeiro romance da premiada Alice Walker, voltei para os EUA da época pós escravidão e conheci as agruras de ser negro naquela época. Don Casmurro encerrou o terceiro livro do segundo volume da minha coleção, volume este que, frise-se, conta só com histórias picantes de traição. Em a Batalha das Rainhas, meu 5º volume da saga Plantageneta, conheci duas mulheres dominadoras e com uma vaidade impressionante. 
E mostrando como as leituras foram, de fato, absurdamente diversas, ainda li As Espiãs do Dia D, do meu amado Ken Follett, que me levou à França da Segunda Guerra e me apresentou a bravas mulheres que, juntas, fizeram história! E história também fez Cleópatra, um mulherão da porra, que dobrou dois imperadores romanos, falava 9 línguas, acabou com a fome de seu país e foi grande incentivadora da cultura e da educação, num período em que o mundo estava de cabeça pra baixo.
Ao que tudo indica, junho será mais um mês de quarentena (sério???). Então, mês que vem a gente se encontra pra dar uma olhada nos livros concluídos.