domingo, 12 de janeiro de 2020

ALVERDE HYDRO MAKE UP - 20 HAZEL - REVIEW


Eu já estou com a viagem de 2020 tomando forma e ainda estou fazendo posts sobre a trip dos Balcãs. Acho que ainda tenho uns 3 produtos comprados por lá para resenhar e hoje vou falar um pouquinho sobre um deles, a base da marca Alverde. Ela foi consumida em Split, num dia que acordei com vontade de comprar maquiagens – acontece!
Lá nos Balcãs, e na Alemanha também, há uma farmácia muito ótima chamada DM. Já tem post bem antigo dela aqui no blog, inclusive. Ela comercializa marcas diversas, algumas muito boas e a preços bem convidativos. Lá você encontra Maybelline, L´Oreal, Bourjois, Essence e também marcas mais nichos, mais locais, como a Alverde, que é alemã e produz cosméticos e makes naturais desde 1989. Ela é, inclusive, exclusiva da DM.

Quando fui pra Alemanha, acabei trazendo comigo o shampoo da marca – mara, por sinal – e fiquei com muita vontade de conhecer outras coisas. Todos os produtos trazem em sua composição apenas extratos naturais de plantas e vegetais orgânicos. Eles são livres de ingredientes nocivos, como óleos minerais e fragrâncias, corantes sintéticos ou conservantes. Nem todos os produtos são veganos, mas a marca não realiza testes em animais.
Muito bem. Acabei consumindo, dessa vez, duas makes, a base de hoje e um blush incrível que vai ficar para um próximo post. A embalagem está todinha escrita em alemão – o que é bizarro, considerando que ela foi comprada na Croácia -, então, não vou conseguir trazer muitas informações. Mas, eu entrei no site da DM para dar uma checada e tive algumas surpresas, rs! Uma delas é que, aparentemente, essa base é recomendada para quem tem pele seca e a minha, é oleosa.

Mas, há outras coisas interessantes que podem me ajudar. A Alverde diz que esse produto é ótimo para cobrir vermelhidões e manchas, além de promover uma super hidratação na pele.  Ele é formulado com pepino orgânico, que é exatamente o ingrediente que traz a umidade para a pele. E ele ainda conta com pigmentos que refletem a luz, conferindo à cutis um brilho suave. Conta com 3 cores – a minha é a Hazel, a intermediária -, custa em torno de €3,95 e a embalagem tem 30ml de base.
Bem, analisando os fatos, considerando-se que eu já usei essa base trocentas vezes, inclusive na viagem, tenho a dizer, primeiro, que apenas de ser o tom mais escuro disponível, ainda é um pouco claro para a minha pele. Ficou meio inviável usar essa base durante a viagem, porque eu estava mais queimada e, mesmo aqui em casa, branca como estou, ainda preciso dar uma misturada com um pouco da base da Guerlain, que está um pouco escura pra mim. Portanto, a gama de cores é absolutamente fail.

Com relação ao produto em si, não sei se pelo fato dele ser mega hidratante e ter bastante água em sua composição, mas a cobertura dele é bem levinha. É do jeito que eu gosto para o dia a dia e meio que parecida com a consistência da Aqua da Quem disse, Berenice? e da Natura Aquarela. Ambas têm resenha por aqui. Eu gosto desse tipo de textura e bases mais leves para o dia a dia. Mas se eu disser que ela cobre alguma coisa, vou estar mentindo.
Em resumo, a compra valeu pelo teste e não vou dizer que foi dinheiro perdido porque eu paguei bem baratinho. Mas não é a base da minha vida e, no final das contas, acabo nem usando tanto. Já o blush, que como disse ficará para o próximo post, foi muito amor!!!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

EXPOSIÇÃO VESTINDO O TEMPO - 70 ANOS DE MODA ITALIANA

Aproveitei minhas férias do começo do ano para fazer algumas coisas que, por conta dos meus horários malucos, não consigo durante o período em que estou trabalhando. E dentre elas, estava a exposição Vestindo o Tempo – 70 Anos de Moda Italiana, no Instituto Tomie Ohtake. Só para completar, ela é gratuita e acontecerá até o dia 02/02/2020.

Como vocês podem ver pelas fotos, a exposição conta com uma série de vestidos lindíssimos e antigos (décadas de 1950-2000) de estilistas italianos renomados, como Emilio Pucci, Gucci, Versace, Roberto Cavalli, Armani, dentre outros. E a coleção está dividida por épocas. É curioso que, mesmo não tendo plaquinhas de identificação debaixo de cada um dos manequins – o que eu achei péssimo -, mas apenas no início de cada setor, é impressionante como cada estilista tem uma identidade própria e, portanto, a gente consegue saber direitinho o autor de cada um dos modelos exibidos.




A mostra nos conta que até a década de 1950, a moda italiana não tinha uma identidade própria, ela era, ao contrário, completamente ditada/influenciada pelos estilistas franceses. Entre 1950/1960, houve o nascimento oficial da moda na Itália, “quando o marquês Giovanni Battista Giorgini promoveu um desfile em Florença, especialmente para compradores norte-americanos.” A partir desse momento, personalidades como Dior, Pucci, Capucci, dentre outros, no cenário do pós guerra, trouxeram à Itália uma nova geração de gênios da moda.

Entre as décadas de 1970 e 1980, outros elementos passaram a trazer grande influência ao cenário da moda mundial, num cenário macro, mas especificamente à italiana, já que a exposição é focada nessa região. Nesse período, estilistas como Fendi, Armani, Ferré, Moschino e Versace surgem no cenário com conceitos de roupas de alta moda, mas mais comerciáveis. Visualmente, os looks tinham uma influência mais inglesa e as produções tornaram-se mais accessíveis ao público de um modo geral.


Por fim, da década de 1990 até os dias de hoje, fica mais nítido o luxo e um certo exagero em estamparia e cores, características bem presentes em marcas como Dolce & Gabbana , Versace, Puglisi e Cavalli. A busca por novos materiais e tecnologias marcam essa época e, cada vez mais, as casas tornam-se mais accessíveis ao público.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

VIAGEM - DIA 11 - 2º DIA EM SPLIT

Tenho que correr com os posts da última viagem porque já estou com a deste ano planejadíssima e, inclusive, com algumas coisas providenciadas!
Muito bem, o segundo dia em Split foi o dia real de conhecer a cidade, apesar de que no dia anterior eu já havia feito algumas coisas. Saí do hotel por volta das 8:30hs achando que o Palácio Dioclesiano – que, conforme mencionei no último post, em verdade é uma cidade antiga dentro de Split – estaria mais vazio e eu conseguiria tirar várias fotos e ver tudo com calma. Ledo engano! Já estava cheio, apinhado de excursões e, principalmente, de chineses, que sempre andam em bando e acordam muito cedo. No mais, parti para a exploração de lugares novos e também para dar uma olhadinha a mais em locais onde já havia estado.

Primeiro, devo dizer que as únicas coisas pagas na cidade toda são o complexo da igreja, que envolve a catedral, a sala dos tesouros, a cripta, a torre dos sinos e o baptistério, que antigamente era o Templo de Jupter, além dos subterrâneos do palácio, que compõem um ingresso a parte. Você compra tudo na hora, sem filas e sem qualquer perrengue e cada uma dessas atrações dá para ser feita num curto espaço de tempo. Portanto, apesar de estar tudo muito cheio, é até que tranquilo.
Comecei pelo complexo religioso, cujo ingresso custa 45Kunas (cerca de R$ 27,00). Seguindo as orientações do local, a primeira parada foi a Sala dos Tesouros. Devo dizer que, mesmo não sendo uma pessoa religiosa, fiquei realmente impressionada com tamanha riqueza. Vou ficar devendo fotos porque era proibido e tinha uma moça meio que me seguindo lá dentro. Mas, dando uma palhinha, por lá você encontra relicários, vestimentas, todo tipo de adorno e muita, mas muita riqueza, muitas pedras preciosas e tudo o mais. É muita ostentação. Só acho que eles poderiam tirar pó de vez em quando porque o lugar estava uma sujeira só.

De lá, segui para a Catedral de São Domnius e, meu Deus!!!!!! Que lugar incrível. Do lado de fora ela já aparenta se realmente impressionante, principalmente por causa da idade, mas a parte interna é muito maravilhosa. Acho que uma das igrejas mais impressionantes em que já estive. Como eu disse no post anterior, ela é o antigo mausoléu do Dioclesiano que, com a chegada de Constantino, transformou-se em igreja.

Na parte interna há belos altares, muitas colunas, e detalhes em todos os cantos. Eu fiquei realmente impressionada com tanta beleza. Bom, as fotos falam por si. E o interessante é que ela nunca passou por uma reforma significativa, ao contrário das igrejas antigas de modo geral. Então, ela pode ser considerada a igreja mais antiga do mundo a guardar sua originalidade.

Por baixo da catedral, há a cripta que, honestamente, pode ser dispensada, porque nada mais é do que um buraco iluminado. Não tem túmulos nem nada de interessante. E, do outro lado da rua, atravessando o pátio principal, chegamos ao baptistério, que na época de Dioclesiano, funcionava como o Templo de Jupter. Dentro, há dois sarcófagos, sendo que num deles encontra-se o Arcebispo de Split Jean de Ravenne (morto no ano 680) e, no outro, Lourenço, que era uma espécie de conselheiro do rei (1059-1099).

Muito bem, em seguida, aconselho a visitar os subterrâneos do palácio. Há uma parte gratuita, que foi transformada em mercado de artesanatos e, nossa.. dá vontade de comprar tudo!! E há uma outra parte que é fechada e você precisa de um ingresso para visitá-la. O preço é o mesmo do complexo religioso: 45 Kunas. Vou falar que é bem legal ver como foi construído o local e saber que tudo aquilo está erigido sobre uma base feita, basicamente, de areia e pedra que foram coladas com clara de ovo! Imagina o poder do ovo!!!
parte das lojinhas
Mas confesso que a infiltração e umidade por lá me assustaram um pouco. Por seu Patrimônio da Unesco, eu imaginava que a situação estivesse um pouco mais bem controlada e houvesse uma certa manutenção. Fiquei preocupada! No mais, eu amei visitar os subterrâneos, mas não há nada além de galerias sem fim e salões enormes, com tetos arqueados.


Bem, essas são as “atrações” pagas da cidade. Mas vale muito flanar por dentro do palácio, que é extenso e tem várias lojinhas, várias ruínas, vielinhas e spots bons para fotos. Dá para passar fácil uma manhã inteira percorrendo a cidade velha – eu já havia visto muita coisa no dia anterior, o que facilitou bastante. Devo dar um destaque também para a muralha e os portões do Palácio, que são lindos e valem muitas fotos.


Agora, Split é a segunda maior cidade da Croácia e a parte externa é moderna e MUITO bonita. Tem todo um setor de restaurantes e lojas, além de igrejas mais modernas (qq coisa é mais moderna do que a São Domnius!) e há uma marina lindíssima a ser contemplada. Dá para flanar eternamente e ainda assim não conseguir ver tudo. É o tipo de lugar que, quando você acha que suas andanças já atingiram todas as ruas, você se depara com todo um setor novo e cheio de coisas interessantes a serem vistas. É uma cidade muito incrível!!


Mas, como Split também é conhecida pelas praias e o calor estava matando, na parte da tarde eu peguei o ônibus nº 12, bem no centro, perto das marinas, e segui para Kasjuni, que é uma praia que fica a uns 10 minutos do centro da cidade. O ônibus estava bem cheio e não contempla ar condicionado, mas tá valendo!!! Recomendo ficar com o Google Maps aberto porque no caminho, o ônibus faz várias paradas em várias praias e você só vai saber que chegou na sua se estiver de olho no mapa.

E vou falar: acho que estava precisando de um banho de mar. Kasjuni estava bem cheia e a parte de praia mesmo é bem estreita, existindo pouco espaço para toalhas e afins. E o maior problema é que lá não tem areia, mas muita pedrinha, o que dificulta bastante. Mas, como vocês podem ver pelas fotos, a praia é linda demais, o mar estava uma delícia e eu confesso que só fui embora porque estava com medo de pegar uma insolação, rs!!! Acabei encontrando brasileiros, conversando bastante, trocando idéias e foi muito, mas muito gostoso!

Na volta, peguei o mesmo ônibus para o centro de Split. Vale dizer que custa 11,00 Kunas cada um dos trechos; ida e volta, portanto, saiu algo em torno de R$ 22,00. Molhada mesmo, com a maquiagem borrada e de vestido de praia, dei mais um rolê pela cidade, jantei um calzone, tomei um sorvete e voltei para o hotel para arrumar as malas, porque no dia seguinte, partiria de ônibus para a incrível Dubrovnik.

sábado, 4 de janeiro de 2020

OCEANE 24 - PALETA DE SOMBRAS - REVIEW

Vocês surtam na Black Friday? Confesso que fico um pouco ansiosa/desesperada com relação àquele monte de e-mails e ofertas a que somos bombardeados no mês de novembro. Mas, eu tento me conter e focar naquilo que realmente quero/preciso e acompanhar os preços. Tem 3 itens que eu costumo aproveitar nessa época de descontos, que são: sapatos, revelação de fotos e livros, e nunca me decepciono.

Dessa vez, foi exatamente isso que eu fiz e me dei muito bem, porque os descontos estavam bem bons. Mas é claro que eu não sou de ferro e acabei consumindo também dois itens de maquiagem, sendo um batom da Revlon, que em algum momento aparecerá por aqui, e a paleta do post de hoje que não estava na promoção, ao contrário, era lançamento, mas eu simplesmente não resisti.

Nunca havia consumido nada da marca Oceane e nem conhecia a qualidade de seus produtos. Mas algumas maquiadoras que sigo no Instagram começaram a mostrar esse lançamento incrível e, na mesma hora, decidi que queria muito. Na verdade, fazia tempos que eu não ficava tão obcecada por um produto! Trata-se de uma paleta de 24 cores de sombras, sendo 13 com acabamentos cintilantes e 11 com opacos, com cores que vão do neutro até as mais acontecidas. Achei versátil e ousada ao mesmo tempo.


A marca promete alta pigmentação, intensidade de cores e boa durabilidade. Paguei R$ 129,00, o que não é uma pechincha, mas se formos comparar com paletas da Urban Decay, por exemplo, acho que saí no lucro.


Quando ela chegou em casa -  comprei na sexta e ela chegou no domingo! – a primeira coisa que chamou a minha atenção foi o tamanho. Acho que nunca tinha visto na minha vida um estojo de sombras tão grande. Geralmente paletas trazem a sombra em si num formato mais reduzido, mas a Oceane não economizou na quantidade de produto. Abaixo eu fiz um comparativo com as paletas grandonas da Nars e, depois, com uma moeda, para que vocês possam realmente ter uma noção.


E a segunda coisa que me chamou atenção foi a qualidade e pigmentação das sombras. Incríveis!!!! Não sei se dá para ter uma idéia, mas eles fizeram uma coisa bem inteligente, que é essa coisas das cores complementares. Veja que quase sempre há duas sombras, ao menos, cujas cores são próximas ou até mesmo idênticas, mas uma é opaca e a outra é cintilante, etc. Eu adoro quando isso acontece porque dá para fazer um olho lindo e simples.


Bem, dito tudo isso, devo dizer que fiquei bem satisfeita com a minha aquisição e pretendo fazer um bom uso dela, testando, inclusive, combinações mais ousadas.