sábado, 10 de junho de 2017

TAG LITERÁRIA - MAIO/2017 - O LEOPARDO

O livro da TAG do mês de maio foi O Leopardo, um clássico italiano de Giuseppe Tomasi di Lampedusa, um nobre que viveu na Itália no início do século passado. Antes de falar sobre o livro propriamente dito e analisá-lo mais a fundo, quero dizer que me estendi um pouco na sua leitura porque a achei muito cansativa, pesada e confesso que um pouco enfadonha. Apesar de um livro muito interessante e com uma temática mais diferenciada, ele não tem uma sequência de atos interessantes, não é um livro onde acontecem muitas coisas, os capítulos terminam com gancho ou algo do tipo. A verdade é que ele foi lido meio que por obrigação – e porque eu não gosto de abandonar minhas leituras. E a prova de que ele é um livro mais pesadão é que o posfácio dele é bastante extenso e ainda depois do posfácio, há uma sequência bem numerosa de apêndices nos posicionando historicamente sobre os fatos e também nos contando um pouco sobre a vida do autor, que mescla bastante com a história do livro.

Pois bem. O personagem principal é D. Fabrizio Salina – ou O Príncipe, simplesmente – que é um nobre, detentor de terras e prestígio no sul da Itália, precisamente na Sicília. O livro tem como cenário, então, nessa região, em meados de 1860, quando Giuseppe Garibaldi estava “causando” por lá, em busca de uma unificação das terras italianas e da formação de uma república. Na ocasião, como em todos os lugares, apesar de possuir terras, classe e muito prestígio, os nobres estavam bastante falidos e quem dominava a cena econômica eram os burgueses que, ao contrário, não tinham títulos ou classe. E a gente vai acompanhar a vida de D. Fabrizio, seus costumes, hábitos, sua família, o papel da Igreja, as festas realizadas, dentre muitos outros aspectos interessantes historicamente falando.
D. Fabrizio tem um sobrinho, Tancredi que, por ser órfão, acabou tornando-se pupilo do tio, a quem chama de “Tiozão”. Trancredi é, sem sombra alguma e disparadamente, o preferido do Príncipe. Ele é um cara bastante visionário e destemido, mas não tem um tostão furado. O que acontece é que esse sobrinho vai se apaixonar por Angélica, a filha do prefeito da cidade que, ao contrário do amado, não tem título nenhum, mas tem muita grana. E é nesse momento que vamos enxergar com todas as letras a questão da fusão ou choque de classes. De um lado, Angélica precisa de Tancredi para uma ascensão social, para ser bem vista, digamos assim; e de outro, Tancredi precisa de Angélica com relação à questão da grana, porque ele tem bastante ambição na vida, mas não tem condições para progredir.
Então, no livro temos, como cenário principal, representado por Tancredi e Angélica, a questão das classes sociais, e com isso, seguirão várias cenas em que, por exemplo, o Príncipe irá fazer uma “tiração de sarro” em relação aos modos ou as roupas utilizadas pelo pai da moça, irá hostilizar, de alguma forma, sua família, não obstante enxergue bastante interesse nessa união. Há cenas, também, em que ele demonstrará poderio, notoriedade e todos os outros aspectos que conferem mais importância à aparência do que à essência em si e tudo para, no íntimo, fazer acreditar – talvez a si mesmo – que ainda é mais importante do que a burguesia.
E o outro aspecto abordado no livro vai ser exatamente essa questão da unificação da Itália. Ele é mais pano de fundo do que a questão da nobreza x burguesia, mas é bastante interessante também. O que está em pauta, na ocasião é se os Salina irão ou não apoiar Garibaldi e a tal unificação dos estados. Fabrizio, a principio, apoia o movimento que, inclusive, conta com ampla ajuda de seu sobrinho, mas no íntimo, ele analisa sua própria posição dentro desse novo cenário político. Afinal, ele é praticamente um senhor feudal, dono de sua região, será que com um soberano controlando tudo, lá do norte do país, essa situação será mantida? Será que seu prestígio perante os “súditos”, sua importância social prevalecerá?

Portanto, como vocês podem ver, é um livro deveras interessante. É o novo x as tradições; a nobreza que, apesar de falida e decadente, não quer largar o osso. É D. Fabrizio colocando defeitos o tempo todo na família de Angélica para provar para si próprio que ainda é melhor que os outros, que seu título vale alguma coisa, afinal. É uma luta interna do Príncipe contra aquilo que está por vir, por aceitar as mudanças. Ele se agarra às tradições de um passado que já não vigora mais. Mas, apesar de tudo, é sem dúvida uma narrativa chata!

Pela primeira vez, temos um vencedor do Prêmio Nobel de Literatura como curador! O peruano Mario Vargas Llosa selecionou um clássico para o clube. A obra nos transporta para a Sicília, durante o processo de unificação da Itália que ficou conhecido como Ressurgimento Italiano. Um príncipe que sente o tédio de seu casamento, que não se reconhece nos próprios filhos, que vê o desmantelamento de sua realeza; um príncipe que assiste com resignação e orgulho à impiedosa passagem do tempo. 

sexta-feira, 9 de junho de 2017

BACK TO MAC + BATOM DIVA - REVIEW

Meu terceiro Back to MAC!!! Para quem não sabe, se você conseguir juntar 6 embalagens de produtos da marca, você poderá ir até a loja e trocar por um batom ou uma sombra, ambos da linha regular. Bem legal!!! Eu já aviso que essa sistemática gera descontentamento por parte dos vendedores, que costumam nos tratar com indiferença. 

Não vou fazer a "conciliadora" e dizer que os vendedores da MAC são super educados, porque eu não acho que sejam. NUNCA fui bem atendida por um vendedor da loja e nas 3 oportunidades em que eu fiz o Back to MAC, o tratamento e a atenção despendidos ficaram ainda piores. Essa foi a minha experiência! No mais, a troca é permitida e funciona!

E pela primeira vez, eu troquei 6 produtos que realmente acabaram! Sim, porque nas outras oportunidades, eu meio que depotei sombras e fiz umas mutretas para que o negócio funcionasse, rs! E como vocês podem ver acima, as embalagens trocadas foram dos seguintes produtos: Fix +, Batom Sheen Supreme Bare Again, Batom Hugh Me, Corretivo Prolongwear NW25, Corretivo Studio Sculpt NW20 e a Palette Pro Concel and Correct Medium.

E estava na pegada de um batom mais escuro, de modo que após alguns testes, o escolhido foi o... Diva!!! Nossa, que surpresa, está no título do post, kkk!!! E devo dizer que venho usando MUITO o bonito desde então. Como vocês podem ver pelas fotos, ele tem a bala num tom de vinho puxado mais para o marrom. Eu tenho uma porção de batons vinhos, mas todos eles num sub tom roxo ou avermelhado, de modo que o Diva é bem diferente de tudo o que eu tenho – vejam swatches abaixo.

E vejam que quando aplicado, ele fica mais escuro, num tom bem invernal e meio gótica suave, rs. Gosto desse visual e era exatamente o que eu estava procurando quando entrei na loja. O único defeito dele, na minha opinião, é que tem o acabamento matte, que pra mim é ideal nas cores mais escuras, mas eu acho que os da MAC são secos ao extremo, ao ponto de ficarem desconfortáveis. 

Veja que eu amo o tom do Ruby Woo, que é retro matte e, portanto, mais seco ainda, mas aquela secura me deixa irritadíssima. O mesmo acontece com o All Fired Up, por exemplo, que é um fúcsia lindo, mas também me deixa nervosa ao longo do dia. No mais, tenho amado minha nova aquisição.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

LIVRO - NO AR RAREFEITO

Eu leio bastante, vocês sabem disso, e tenho uma lista imensa de livros queridos. Mas, são poucos os livros que realmente mexeram comigo, daqueles que me fizeram ficar pensando depois, remoendo suas passagens, indo atrás de mais informações e ocupando o meu tempo livre. Na verdade, eu consigo me lembrar apenas de dois: No Coração do Mar e No Ar Rarefeito. E, coincidentemente ou não, ambos são relatos verídicos de tragédias ocorridas.

Jon Krakauer é um jornalista apaixonado por alpinismo. Em 1996, ele foi contratado por uma revista para integrar a equipe de alpinismo do grande Rob Hall, com o objetivo de retratar a chegada ao cume do Everest, a montanha mais alta e temida do mundo. Rob Hall, um dos maiores alpinistas da época, encabeçava uma equipe composta por mais alguns especialistas, alguns sherpas e, assim como Jon, clientes pagantes, sendo que nem todos possuíam experiências de escaladas. E, acho que todo mundo sabe que todos os anos muita gente morre ou sofre acidentes tentando chegar no cume da montanha, não é um esporte exatamente seguro. Mas, nesse ano de 1996, particularmente, a investida foi bastante mortal as equipes de alpinismo, dentre elas, a de Hall, em que o autor estava.
Muita gente morreu, foi bem terrível e o filme Everest retrata bem essa história – de forma bastante fiel, até. E o livro é o relato do Jon Krakauer sobre essa tragédia, desde a sua preparação para ir até o Everest, descrição de cada um dos membros das equipes que tentariam a escalada até relatos do antes, durante e depois da escalada. Claro que o livro foi escrito com respaldo nas suas memórias, que possuem muitos lapsos e desencontros, pois além de o autor ter sido submetido a uma situação absolutamente traumática, os fatos se deram em alta altitude, onde a pouca oxigenação, fadiga e outros elementos atrapalham demais o raciocínio e o discernimento.
Mas a riqueza de detalhes do livro é tanta que mesmo eu, que não fazia a menor ideia de como funcionava essa coisa de alpinismo, fiquei intrigadíssima e passei, depois, a acompanhar sites sobre as expedições. Foi um livro que realmente mexeu demais comigo e um dos favoritos do ano. Vou dizer que não é para os fracos, você tem que estar bem disposto a devorá-lo, porque você não vai encontrar uma história fácil de digerir. Agora estou interessada nA Escalada do Anatoli Boukreev, outro integrante da expedição – muito criticado por Jon Krakauer, por sinal -, que certamente nos trará uma outra versão/visão dos mesmos fatos.

sábado, 3 de junho de 2017

JACI LAVANDA E OLIVA MANTEIGA PARA O CORPO, ROSTO E CABELO - REVIEW

No mês passado – talvez tenha sido no outro... – estive num evento ocorrido dentro do Museu da Casa Brasileira. O evento constituía em um emaranhado de expositores que vendiam roupas, acessórios, artesanato e tudo o mais que se possa imaginar. O lugar é lindo (sério, quem nunca foi tem que ir!), as pessoas que estavam lá dentro eram super descoladas, bem vestidas e bonitas, a banda que tocava era boa, havia vários food trucks e o clima era ótimo. Todas as barracas – sem exceção – vendiam coisas lindas e se eu realmente tivesse grana, acho que teria saído de lá com uma grande sacola. No final das contas, acabei saindo apenas com o produto de hoje e com vários cartõezinhos, porque os preços eram bem salgados.

Muito bem. Numa barraquinha de canto, próximo a uma árvore imensa e linda, havia um emaranhado de cosméticos “caseiros” com embalagens bonitinhas e vendedoras extremamente simpáticas. Gente, se o vendedor é atencioso e simpático, eu sou bem capaz de comprar alguma coisa só por conta disso! E o contrário também acontece, eu posso amar algum produto, mas se o cara me atendeu mal, agiu com desdém ou algo do tipo, viro as costas e vou embora. Vocês também são assim? 

Bem, voltando ao foco da questão, além da simpatia e da gracinha das embalagens, todos os produtos dessa barraca tinham amostrinhas para experimentar e os consumidores ficavam super à vontade testando tudo. Descobri que a marca se chama Jaci – tem e-comerce (www.jacinatural.com.br) - e só trabalha com cosméticos veganos e sustentáveis. Todos os produtos da marca são eco-friendly e livres de compostos químicos e qualquer outra substância nociva à saúde.

E eles têm diversos produtos, como balm labial de menta (não tinha no dia, mas estou louca para testar), máscaras faciais, desodorantes, dentre muitos outros. E eu me apaixonei pelo produto do post de hoje que, além de ser multifuncional, que é tipo um atrativo sem fim pra mim, tem cheirinho de lavanda! 

Segundo a marca, “a Manteiga Lavanda e Oliva é multifuncional, podendo ser usada para hidratar a pele do rosto, do corpo e como máscara de umectação capilar. Composta de óleos e manteigas vegetais, promove uma hidratação intensiva para a pele sem deixá-la oleosa. É rica em óleo de oliva e manteiga de karité, que nutrem a pele e os cabelos, mantendo a maciez e o brilho. Ricos em antioxidantes, previnem o envelhecimento precoce. Com óleo essencial de lavanda, que é relaxante e traz uma sensação de paz.”

O pote super gracinha vem com 180g de produto – que é produto que não acaba nunca mais. No começo, fiquei meio sem saber o que fazer com essa manteiga, sem entender muito bem a sua função. Daí, com o uso, eu descobriu várias maneiras de aproveitá-lo e hoje eu posso dizer que não vivo mais sem! Primeiro, como hidratante capilar ou manteiga corporal ele não funcionou muito bem para mim porque é um produto pesado e não é facilmente absorvido pela pele e cabelo. Mas, ele é ótimo como cerinha de cabelo/modelador. O efeito fica muito incrível e você precisa de pouquíssimo produto para conseguir o resultado. 

Mas, a melhor função é para os pés. Eu pego um pouco da manteiga que, com o calor das mãos se transforma num óleo, passo nos meus pés, fazendo uma massagem e coloco a meia. No dia seguinte, os pés estão SUPER hidratados. Para que vocês tenham uma idéia, essa rotina tem espaçado as minhas idas à manicure, uma vez que as cutículas ficam super comportadas.


Taí um produto novo, brazuka, eco-friendly e que não vai te causar qualquer irritação ou alergia, com toda certeza. E o mais legal é que ele custa menos de R$ 50,00 e, pelo menos na quantidade que eu venho usando, ele vai durar fácil uns 6 meses.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

AGATHA CHRISTIE - LIVRO - CAI O PANO

Mais uma releitura de Agatha Christie para o Projeto – aquele em que eu pretendo ler e resenha todos os livros da autora até os 40 anos. Eu estou lendo novidades, conforme já mostrei por aqui, mas também estou relendo alguns que eu tenho aqui em casa, só para fazer resenha e para me lembrar do quão maravilhosa ela é. Esse, particularmente, é um livro bem especial porque ele é extremamente bem costurado e porque é o último caso do famoso detetive Hercule Poirot.

Hercule Poirot encerra o círculo de sua vida na Grã-Bretanha. Sabendo que o fim está próximo, muda-se para Styles, tentando solucionar seu último caso, e o mais difícil, no mesmo lugar onde havia resolvido o primeiro. Um dos hóspedes daquela casa sinistra — na qual se respira o ar maligno de um antigo crime — é um assassino em série, diabolicamente inteligente, que matou cinco pessoas e está disposto a continuar. Transformado num pobre inválido, imóvel numa cadeira de rodas, Poirot parece inferiorizado frente a um astucioso e sutil matador, que precisa ser descoberto e também castigado, porque a justiça oficial nunca o condenaria