sábado, 25 de março de 2017

LIVRO - ALTA FIDELIDADE

Rob é um cara de 36 anos que está absolutamente perdido na vida. Já viram essa história? Completamente acomodado numa vida que não planejou, ele passa a questionar o que deu errado e a pensar no que poderia fazer para resolver isso. E a maior questão aventada no livro é a parte amorosa. Laura acabou de lhe dar um grande pé na bunda e ele se vê absolutamente sem chão. E o livro começa justamente com ele se lembrando de algumas de suas ex-namoradas/casos, os mais emblemáticos, e é tudo tão clichê, tão patético, que o leitor acaba se divertindo justamente por se identificar com muitas dessas cenas e se lembrar que, assim como Rob, damos muita importância para coisas pequenas.

E ele vai apenas vivendo a sua vidinha monótona enquanto todas essas questões vão atulhando sua cabeça. Ele é dono de uma loja de discos completamente falida, que praticamente não vê clientes e quando vê, eles são afugentados pelos dois vendedores, Barry e Dick, que são duas figuras. Assim como Rob, eles são completamente viciados em música e se o cliente não tem o mesmo gosto que o deles ou está a procura de um disco “ruim”, ele é enxotado da loja. E a parte mais legal do livro é que, o tempo todo, eles fazem listas. Listas das melhores músicas para funerais, das melhores músicas para fossa, e aí vai. Acho super divertido. E tem uns trechos muito bons, que valem a pena serem reproduzidos:
Sabem  qual é a pior coisa  de ser rejeitado? A falta de controle. Se ao menos eu pudesse controlar quando e como seria chutado por alguém, aí não pareceria uma coisa tão ruim. Mas aí, claro, não se trataria de rejeição, certo? O fim seria por consenso mútuo. Por diferenças artísticas. Eu estaria deixando a parceria pra seguir carreira solo. Sei o quanto pressionar, e pressionar por alguma medida de probabilidade é  inacreditável e pateticamente infantil, mas é a única coisa que se pode fazer pra tentar recuperar uma parte do controle que está com ela.
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Não falei que estava feliz com a minha vida. Falei que estava bem, tipo quando a gente quer dizer que não está gripado, nem vivendo em liberdade condicional,  e  que  não  sofreu  nenhum  acidente  de  carro  recentemente,  mas deixa pra lá. 
E sou completamente apaixonada pelo filme homônimo, com John Cussack no papel de Rob, já assisti umas 100 vezes e não me canso. Achei o livro divertidinho, mas pela primeira vez na vida, preferi o filme. O legal da leitura é que a linguagem é super coloquial, é como se o narrador tivesse conversando com a gente. E o que eu acho mais divertido é quando está rolando um diálogo entre Rob e mais alguém e ele fica “pensando” o que queria dizer – frases extremamente engraçadas – e acaba dizendo outra completamente diferente. É um livro gostosinho, mas não espere grandes emoções! 

sexta-feira, 24 de março de 2017

BASE MATTE RUBY ROSE - REVIEW

Demorei para fazer resenha sobre essa base por uma única razão: minha opinião divergiu da opinião da maioria massiva da população! Sim, spoiller logo na primeira frase, comigo é assim! Eu não tenho muito o hábito de usar bases, sou mais do time do BB Cream. Não gosto de pele com aspecto de “passei maquiagem”, dou sempre preferência a produtos que ajudem a uniformizar o tom da pele, disfarcem manchinhas e imperfeições mas, ainda assim, permitam que as pessoas vejam que existe uma pele ali embaixo!

Não ligo se estou com espinhas aparentes, se a olheira não está super bem coberta ou se estão todos vendo o meu bigode de melasma. Não ligo mesmo! E mesmo sabendo que essa base da Ruby Rose é de alta cobertura, bateu aquele misto de curiosidade com jornalismo verdade. Queria mesmo ver qual que era, e como o precito é bacanudo, achei que valeria a pena pagar pra ver. Ah, quero dizer que eu paguei R$ 14,00 pela bonita lá na 25 de Março e que eu cheguei a ver essa base custando mais de R$ 20,00 em algumas lojas. Vale dizer também que as cores mais claras estão em falta, sem previsão de reposição.
Muito bem. A minha cor é a L3, que funciona bem no verão, mas acho que vai ficar escura para o inverno, principalmente porque ela oxida um pouco depois da aplicação. A promessa é de alta cobertura, como já falei, acabamento matte e controle da oleosidade. Ela não traz na composição qualquer benefício à pele ou fator de proteção solar. A embalagem é de bisnaga, conta com 29ml de produto e eu posso afirmar que ele rende bastante. A textura é bem normal de base, nem super grossinha nem muito fluida... achei ela um pouco mais encorpada do que a Colorstay da Revlon.

Aí, eu acabei aplicando a base de algumas maneiras. Na primeira delas, foi com o pincel e eu achei que ele deixou marcas de risquinhos na pele. Eu vi muita gente usando a esponja para resolver essa situação, mas eu usei as mãos mesmo. Depois, eu usei só as mãos e, por fim, numa terceira vez, eu misturei a base com um pouco de hidratante, para ela não ficar tão pesada, ocasião na qual tive de assentar o produto com um pouco de pó, porque a pele ficou mais brilhosa.

O que eu percebi, depois de alguns dias de uso é que ela realmente tem uma boa cobertura, mas deixa a pele com muita cara de “passei base”. Qualquer pessoa vê que a sua pele está debaixo de uma camada bem espessa de produto e, honestamente, esse visual não me agrada. Mas, para a noite ela pode servir bem! Lembrando que misturada a um hidratante ela fica mais leve, mas perde bastante o efeito matificante, que também é mara. Até aí, tudo ótimo, promessas cumpridas! O meu problema aconteceu ao longo do dia.
Eu tenho a pele bastante oleosa e lá pela metade do dia, horário do almoço, eu percebi que a base havia acumulado bastante nas linhas da testa e em volta do nariz. E mais! Eu já conseguia enxergar bem os meus melasmas e a pele em geral já estava tendendo para uma oleosidade. Ou seja, o que era bom durou bem pouco! Achei a durabilidade dessa base muito ruim!

Mas, a conclusão que eu tirei ao final é que é um bom produto para ser usado a noite, por conta da cobertura e porque a noite a gente fica menos tempo fora de casa e a temperatura é sempre mais fresquinha, o que – espero – prolongue o efeito da base. No mais, para o dia a dia eu vou continuar usando o meu BB Cream e ponto final!! Vale o teste porque ela é relativamente barata e tem o prazo de validade bastante estendido. 

quinta-feira, 23 de março de 2017

LIVRO - HELL´S ANGEL

Esse livro não estava na programação do mês de fevereiro. Mas, eu estou assistindo à Série Sons of Anarchy e ele estava dando sopa na casa do meu irmão, então achei que poderia casar como complemento à série e “intervalo” de leitura entre os meses. Ele é bem fininho e tem uma linguagem bastante simples – incluindo palavrões e frases como “enfia no rabo”, rs! É bem literal, bem real e, em suma, retrata a criação e nos traz algumas histórias emblemáticas do famoso “clube” de motociclistas Hell´s Angels. E o narrador e autor do livro é ninguém menos que Sonny Barger, a lenda viva que durante muitos anos foi o presidente do clube e que vivenciou a maioria das histórias.

E através do livro, ele vai nos contar que, assim como ele, a maioria dos membros do Hell´s Angels é formada por ex combatentes de guerra, pessoas com problemas na vida, ex presidiários e toda espécie de gente que, de alguma forma, não se enquadra muito bem na sociedade e dentro das regras impostas. Essas pessoas se juntaram e, de início, formaram uma família de amantes de Harleys. Só que elas precisavam sobreviver e o clube também, daí que os membros começaram a se embrenhar em atividades criminosas, envolvendo armas e o uso/venda de drogas pesadas. Durante os anos, os Hell´s Angels foram presos, perseguidos, traídos e toda sorte de situações negativas foram experimentadas. Mas, por outro lado, viraram tema de filme, de série, de livro, têm adeptos no mundo inteiro e se transformaram em lendas.
Se você quiser saber um pouco mais sobre o grupo ou simplesmente ter uma vaga idéia da quantidade de acusações que o nosso amigo Sonny tem/teve nas costas, vale a pena dar uma lida. Como eu disse no início, o livro é curto e você consegue dar cabo em poucos dias. 

terça-feira, 21 de março de 2017

SOMBRA SMART N° 06 - KIKO MILANO - REVIEW

Quando estive na Alemanha em 2015, tive a oportunidade de conhecer pessoalmente a loja da Kiko Milano e, lógico, trazer algumas coisinhas comigo. E o que eu mais achei incrível na marca é que ela combina bons produtos, com qualidade e variedade muito boas, com preços ótimos! Claro que isso é sempre algo que procuramos e que sabemos que é possível de se alcançar. Aqui no Brasil, por exemplo, temos a Quem disse, Berenice? que tem uma proposta bastante parecida e eu acho que tem dado muito certo, afinal, a marca não para de expandir.

Abaixo, os produtos da Kiko que eu já tinha antes da inauguração da loja aqui no Brasil. 

Muito bem, eu fui na loja do Shopping Higienópolis, que já ouvi dizer que é menor do que a do Shopping Paulista, e eu realmente achei o lugar MUITO pequeno. Claro que eu não acho que essa fissura do paulistano pela marca vá durar tanto tempo, à exemplo do que aconteceu com o Burger King e com a F21.

Brasileiro tem essa vibe de amar coisas gringas e depois esquecer quando já não for mais novidade. Mas, enquanto ainda é novidade e as lojas estiverem cheias, vejo problemas à vista. A conclusão era que mal dava pra ver os produtos direito porque não dava para passar pelos corredores. No mais, consegui dar uma olhada geral. 

E, num primeiro momento, o que eu vi é que há bastante coisa, muita variedade, mas não achei que eles trouxeram toda coleção da marca. As sombras em creme, por exemplo, que eu tanto adoro, só estavam disponíveis em cores gritantes, o que é uma pena. Com relação aos preços, claro que a coisa da acessibilidade não foi mantida com relação à Europa. Temos impostos, há a questão da conversão da moeda, dentre outros fatores que sabemos que encarecem os produtos.

No mais, eu acho que se formos comparar com algumas marcas brasileiras, como a Natura - que pra mim perdeu totalmente a noção! -, os preços da Kiko estão ótimos. Bases em torno de R$ 90,00, batons de R$ 25,00 a R$ 40,00, sombras a partir de R$ 19,90, sombras em creme e em sticks R$ 60 e poucos. 

Muito bem, vou falar hoje de um dos itens que eu trouxe comigo que é a sombra n° 06, um marrom bem escuro com discretos brilhos em berinjela. O que ma chamou a atenção nesse produto - além do precito camarada de R$ 19,90 -, foi a pigmentação absurda dele, que aparece só de encostar na sombra. E eram tantas cores lindas!!!

Confesso que havia me apaixonado por outra, a 24, que é um petróleo incrível, mas estava sem estoque. No mais, cheguei a fazer comparativo entre essa sombra e outras na mesma vibe que tenho no meu organizador, mas a n° 06 é diferente de tudo o que eu tenho. Dá para ver que, assim como a da Victoria´s Secrets, ela tem um tom bem escuro com microbrilhos em berinjela, mas ainda assim, são bem diferentes. 

A embalagem é bem bonitinha e super firme, não corre o risco de abrir na bolsa. Conta com 1,8g de produto com validade em julho/2019 - achei bem bom. Ao todo, são 38 cores, todas disponíveis no site da marca - aqui, com acabamentos matte ou metalizados. Fiquei bem contente com a chegada da loja por aqui e espero que os preços sejam mantidos e que eles consigam fazer boas promoções!!!

domingo, 19 de março de 2017

LIVRO - A GAROTA NO TREM

Último livro lido do mês de fevereiro. Esse foi comprado numa promo da Amazon, havia ouvido falar muito bem dele e do filme homônimo que estreou recentemente, mas ainda não foi devidamente assistido. Por isso, hoje vou falar apenas sobre o livro e quando tiver a vontade oportunidade de ver o filme, eu falo sobre ele aqui para vocês.
Na leitura, teremos três diferentes narradoras que, de alguma forma, se interligam e trarão versões/pontos de vista diferentes para fatos similares ou que tenham ocorrido num mesmo dia/lugar. A personagem principal é Rachel, uma mulher de trinta e poucos anos que, se não chegou ao fundo do poço, está bem próxima disso. Há cerca de dois anos atrás, seu marido a trocou por outra mulher e ela jamais superou essa situação. Hoje, Rachel vive de favor na casa de uma amiga, é alcóolatra e não tem o menor controle sobre a própria vida e suas atitudes. A gente chega a ficar com raiva dela, porque na maioria das vezes, ela age exatamente ao contrário do que o esperado e ela vai se afundando cada vez mais e mais nas confusões por ela mesma causadas.

Anna é a outra narradora, mãe, esposa, vive numa casinha que pertencia ao atual marido e sua ex-mulher (advinhem!!! Sim, Rachel). Anna é uma pessoa bem frágil e tem como principal foco defender sua família, seja lá do que for. Mas, aparentemente, ela também não está completamente feliz com a vida escolhida e pretende algumas mudanças. Por fim, temos Megan, uma dona de casa, que leva uma vida supostamente perfeita, com um marido maravilhoso, bonito, carinhoso e uma situação financeira estável. Mas, por trás dessa carcaça, se esconde uma moça cheia de segredos e absolutamente insatisfeita com sua vidinha monótona.
No meio desse contexto todo, com essas três moças doidas e absolutamente instáveis, acontece um crime, o sumiço de uma pessoa e, de alguma forma, essa três personagens estão envolvidas nessa situação, seja porque presenciaram o crime ou porque moram próximas a cena. E Rachel, nossa protagonista, ao que parece – não vou falar!!! - presenciou a cena, ou tem informações importantes a prestar, mas ela estava muito alcoolizada na ocasião para se lembrar. E isso é o que faz o livro ficar tão interessante!
Confesso que a história demora um pouco a engrenar e durante várias páginas, a gente apenas vai conhecendo as narradoras e descobrindo seus “podres”. O começo do livro é bastante chato e cansativo. Mas lá pela página 80, a coisa começa a esquentar e você não consegue largar o bichinho!!! Fica muito incrível e a gente quer ler correndo para descobrir o que aconteceu. É um triller bem interessante e eu devo dizer que foi uma ótima leitura de final de mês.

sábado, 18 de março de 2017

LÁPIS DE OLHO LUISANCE DARK BROWN - REVIEW

Comprei esse lápis de olho na 25 de Março - falei sobre isso aqui - e devo dizer que achei o bonito muito digno!!!! Já comecei o post com spoillers! Eu não sei qual a razão que esse lápis não apareceu naquele post, devo ter me esquecido! Mas a compra se deu na mesma oportunidade e eu vou falar que, desde então, tenho usado o produto quase que diariamente, porque ele é bem prático. 

Não vou dizer que eu me lembro quanto ele custou, mas não foi mais do que R$ 4,00, disso eu tenho absoluta certeza. Na hora, eu tinha à minha disposição para escolha a versão marrom e a preta e acabei optando pela primeira porque uso muito mais marrom e porque eu tenho trocentos lápis pretos.

Eu não tive a oportunidade de fazer swatch na hora porque não havia uma amostrinha de tester, então foi na fé mesmo!!!! E eu achava que ele poderia ser um grande aliado na minha make do dia a dia porque ele é gordinho, do jeito que eu gosto e se desse para esfumar, minha alegria seria completa. 

O único medo era exatamente esse, que ele fosse um lápis meio seco e que ficasse complicado esfumá-lo. Mas, devo dizer que ele é ótimo!!!! A pigmentação dele é incrível e ele é bem macio. A única dificuldade é com relação à durabilidade, porque ele tende a sumir ao longo do dia. Mas, se aplicar uma sombra por cima, na mesma cor do produto, ele vai durar o dia todo, firme e forte nos olhos. E, convenhamos, por esse preço, não dava para exigir tanto!

Ele conta com 3,6g de produto, uma tampa bem ruinzinha, que fica saindo toda hora, tem uma excelente validade: até agosto/2020 - se bem que eu tenho certeza de que o meu vai acabar bem antes disso - e ele é made in China. A parte mais engraçada é a que diz na embalagem "Advertências: vide invólucro". Só tem um problema, o produto não veio com nada escrito no invólucro, rs!!!! Mas tá bom, deixa quieto!!!