segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

VICHY NORMADERM 3 EM 1 EXFOLIANTE + MÁSCARA - REVIEW

Esse é um dos produtos que me foram recomendados pela minha dermato no final do ano passado. E, como eu já disse anteriormente, eu estou comprando aos poucos todas as indicações porque eu não tenho a menor intenção de ir à falência. Esse esfoliante, apenas para adiantar, custa em torno de R$ 70,00. Não é dos mais caros da lista, mas ainda assim, din din ainda não tá dando em penca, não é mesmo? 

Pois bem, vamos primeiro às especificações técnicas. De acordo com a marca, trata-se de uma loção para limpeza e esfoliação, que serve também como máscara para quem tem peles oleosas e/ou acnéicas. Ele age como uma espécie de peeling na pele e tem em sua composição 25% de argila, que é bem ótima no combate à oleosidade, não contém sabão, parabenos, álcool e é não comedogênico. Além da argila que já é bem legal, o produto ainda conta com ácido salicílico e outros ácidos que não conheço, além de água thermal, que ajuda a acalmar a pele. Ou seja, o negócio é tudo de bom, não tem como dar errado!

A embalagem é em bisnaga, conta com 125ml de produto e a validade é apenas março/2019. Eu tenho usado, de acordo com a minha dermato, duas vezes por semana. Em uma delas, eu uso no banho como se fosse um esfoliante normal - passo, esfrego e enxáguo. Na outra - geralmente aos domingos, no meu ritual gostosinho de beleza -, eu passo, deixo secar, como uma máscara mesmo, e 1/2 hora depois eu  enxáguo de forma leve, fazendo também o trabalho da esfoliação. A textura é bem gostosa, não machuca a pele, mas ao mesmo tempo dá para sentir umas "areiazinhas" agindo. 

Eu gosto muito da linha Normaderm da Vichy, acho que para quem tem pele oleosa é um investimento que realmente vale muito a pena. O cheirinho desse produto é uma delícia e eu sinto a minha pele mais feliz depois de sua aplicação. O importante é que ele remove o excesso de oleosidade, mas não deixa a pele com aquele aspecto de esturricada, é como se você tivesse feito um tratamento, apenas isso. Gostei bastante. 

sábado, 18 de fevereiro de 2017

PEGADA SUSTENTÁVEL

Vamos a um post inusitado. Eu não costumo falar muito de roupas por aqui, mas eu falo bastante sobre as minhas finanças e sobre a minha eterna busca por economizar dinheiro sem deixar de fazer comprinhas. Porque, convenhamos, é ótimo viajar, é ótimo empregar o din din em cursos, mas também é ótima a sensação de uma roupa nova no armário. Não sejamos hipócritas! Eu costumo conciliar essas duas atividades (economia e comprinhas) através da ida a brechós – falei disso nesse post aqui. Com essa prática, além de economizar, eu adquiro peças únicas, diferentes e, muitas vezes, de marcas que nem sonharia pisar na loja (sim, tenho itens Chanel, Marc Jacobs, Prada, Serpui Marie, dentre outros e foram todos comprados em brechó!).
Muito bem. O que eu acho que nunca falei muito por aqui é que eu me preocupo bastante com a questão da sustentabilidade e também da coisa da produção consciente. Falei um pouco, talvez, nesse post aqui. Mas Cami, o que isso significa? Significa que de uns tempos pra cá eu comecei a buscar saber de onde vem o produto que eu estou consumindo. Por exemplo, eu sei que é difícil deixar de comprar roupas em fast fashion, mas o sistema de produção deles é tão carente de escrúpulos, que eu simplesmente sinto asco dessas marcas. Não consigo comprar uma roupa na H&M, na Zara, na F21 ou em qualquer outra marca desse tipo, sabendo que por trás da produção de tal blusinha, há uma pessoa em condições precárias de trabalho, sobrevivendo a base de exploração. E não são só as fast fashion que fazem isso, vamos ficar de olho!!!!
Tá, só que não dá para viver só de brechó! Às vezes, queremos uma roupa nova, alguma coisa específica, diferente, que só é comercializada em uma loja. E foi aí que eu me deparei com uma enorme dificuldade em encontrar marcas que praticam o bem em sua linha de produção, que se utilizam de mão de obra adequada e devidamente remunerada, com boas condições de atuação, que se utilizam de matéria prima sustentável e que empregam uma pegada artesanal, com um resultado satisfatório ao consumidor e sem que o produto final custe um rim. Sim, porque as empresas que se utilizam de trabalhos escravos ou análogos à escravidão, obtém daí a viabilidade de vender um produto a custo baixo – gente, não há milagre!!!
E resolvi pesquisar. Queria marcas brasileiras de roupas, sapatos e acessórios que pudessem me fornecer essas condições, que eu pudesse adquirir produtos sem me preocupar em estar agredindo ao meio ambiente, outras pessoas ou a mim mesma. E foi aí que eu descobri algumas lojas e nesse post, compartilharei meus achados com vocês. Vamos dar uma olhada?
- Loja Prosa - marca que amo, da blogueira Carol Burgo. Eu acho a modelagem das peças muito bonitas, mas o que realmente me chama atenção na marca são as estampas, sempre lindas e alegres e desenhadas pela própria própria Carol. Ela se utiliza de mão de obra local, tem um cuidado absurdo com as roupas e com o envio - já comprei e amei. 


- Svetlana - outra loja que curto muito e que oferece peças super diferentes. Já é uma loja maior do que a Prosa e a dona fez estágio com vááários designs incríveis, incluindo Stella McCartney. E, provavelmente por causa dela, a marca Svetlana possui uma pegada vegana e não se utiliza de nenhum material proveniente de animais. Ela também usa a técnica de aproveitamento de tudo, sem desperdício.


- Insecta - loja que vende os sapatos mais lindinhos do planeta. As estampas são apenas incríveis e a modelagem idem. A produção é inteiramente vegana, artesanal e sustentável - todas as peças são feitas com tecidos de roupas antigas reaproveitados.  


- Studio Drê Magalhães - ela faz os acessórios mais lindos da vida!!!! Cintos, colares e pulseiras feitos a partir de corda, todos muito elaborados e que dão aquela super vista no look. O trabalho é inteirinho manual e sustentável. 


- Benta Studio - loja com roupas bem fresquinhas e estampas muito vivas e diferentonas. São eles mesmos quem produzem as roupas, produção 100% brazuka e sem agredir o meio ambiente.


- Comas - tá a fim de uma roupa mais clean, mas com um design super diferente? Achou. Eles fazem uso de matéria prima orgânica e não poluente, além do reaproveitamento de tecidos e roupas que teriam outras funções (uma camisa vira saia, por exemplo). "Produz suas peças através da técnica de “upcycling”, processo pelo qual produtos descartados são recuperados, transformados e recolocados no mercado."


- Molett - como o próprio nome já diz (mais ou menos, rs), a marca usa muito o moletom em suas produções. As roupas são bem confortáveis e a qualidade promete ser excelente. Eles têm a preocupação de produzir uma roupa que vai durar por muitos anos, evitando que você consuma o tempo todo, e também em não desperdiçar nenhum tecido.


- Ada - eles trabalham com os vestidos mais bonitinhos e confortáveis do planeta, além de acessórios e alguns itens de decoração. O conceito da marca é não agredir o planeta. Eles se utilizam apenas de material vegano. "Acreditamos na produção em pequena escala, no processo artesanal, nos produtos exclusivos e no preço justo. Por isso gostaríamos de compartilhar que não terceirizamos a confecção e nós mesmas confeccionamos os produtos que levam um tempo médio de sete horas para ficarem prontos! Questionem as marcas que vocês compram: quem faz as minhas roupas?"


A Fine Mess - amo o nome dessa loja!!! De todas que eu apresentei até agora, ela é a mais baratinha e que tem ótimas opções para o dia a dia e para viagens. A produção é inteirinha nacional. "Nossas peças possuem processos manuais de serigrafia com estampas exclusivas. Pensamos em cada etapa desde a criação, produção até a embalagem. Acreditamos que dessa forma as peças vão agregando valores tornando-se únicas e especiais."


- Flávia Aranha - essa já é uma loja bem mais cara, mas a pegada é de uma roupa classuda, daquelas que você vai continuar usando daqui há muitos anos. A dona da marca é uma estilista de renome e ela costuma fazer diversas parcerias com artesãos brazukas, comunidades e famílias que produzem a própria matéria prima utilizada. Gosto muito das roupas dela e nas liquis os preços costumam ficar bacanudos. 

Aí vocês vão e falar: “Mas Cami, os preços praticados por lojas são altos.” Foi o meu pensamento no início. R$ 200,00 e poucos num moletom não é barato, R$ 100 e tanto numa saia também não, e assim vai. Só que, logo após esse meu raciocínio, eu comecei a reparar que nas fast fashion acima mencionadas – dentre outras lojas do mesmo tipo -, não pagamos valores muito diferentes desses, lembrando que a qualidade do produto disponível é MUITO inferior. Uma camisa de poliéster, com a costura mais mal feita do mundo é comercializada na F21 por mais de R$ 100,00. Um vestido na Zara não sai por menos de R$ 250,00. E assim vai...
Daí que, eu prefiro me virar nos brechós, como sempre fiz – compro muito no Enjoei, no Repassa e também em brechós físicos, que têm coisas excelentes, como já mostrei a vocês – e, de repente, juntar um pouco mais de din din para adquirir alguma coisa mais legalzuda ou mais especial em um desses sites sustentáveis que eu mostrei a vocês nesse post. Entre gastar R$ 150,00 numa saia na Zara e gastar o mesmo numa saia maravilhosa que eu sei que foi produzida com carinho e sem agressão ao ambiente, eu vou, sem a menor dúvida, optar pelo último.
Quero deixar claro que esse post não é uma crítica a pessoas que compram em fast fashion ou que compram em lojas cuja produção é, de certa forma, duvidosa. Veja bem, cada um faz o que quer!!!! Quem sou eu para julgar as pessoas??? Ninguém, absolutamente! Eu mesma já comprei muito em fast fashion. Estou apenas dizendo como eu faço, como eu funciono e deixando à disposição, para quem quiser e estiver interessado, o link de algumas lojas online das quais eu gosto muito e que têm uma pegada consciente. 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

LÁPIS DE OLHO YUSA - COR MAHOGANY - REVIEW

No mês passado estive na região do centro aqui de São Paulo com alguns objetivos específicos em mente: mandar arrumar algumas coisas de prata, comprar produtos japoneses e orgânicos na Liberdade, comprar algumas coisas no atacadão, dentre outros. Só que por lá há várias dessas lojinhas que vendem milhões de cacarecos e maquiagens de marcas que nunca ouvimos falar. A maioria é chinesa e eu nem me arrisco porque morro de medo de alergia. Mas, em uma dessas lojas eu me deparei com o lápis de olho do post de hoje por apenas R$ 3,00!

Eram várias as cores, vários tons de marrom, cinza, azul, verde, preto e também vermelho, rosa, laranja para os lábios. Aliás, na embalagem do produto está escrito que trata-se de um lápis retrátil que pode ser usado tanto nos olhos quanto nos lábios. Pois bem, eu achei que por esse preço, se fosse uma porcaria eu não teria perdido nada e se fosse bom, eu teria feito um achadinho e tanto. Como vocês podem ver, ele é visualmente bem bonitinho, num design cestavado, com a bundinha indicando a cor, a composição do produto e todas as outras informações necessárias. 

Agora vamos ao que eu achei: ele é bem fácil e confortável de usar, desliza bem e é esfumável. A cor é muito bonita, um marrom com fundo vinho, bem diferente dos outros lápis que tenho por aqui. Ele é também bastante pigmentado e fica ótimo usado tanto como lápis de olho quanto de boca. Eu aponto um único defeito nele, que não sei se poderá melhorar no inverno, quando a temperatura começar a se normalizar: ele tem uma duração bem ruim e eu tenho sentido a necessidade de reaplicar o produto na hora do almoço. 

Obs: eu não consegui nenhuma informação sobre a marca, mas li em dois lugares que esses lápis são regulamentados pela Anvisa!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

LIVRO - CARTAS EXTRAORDINÁRIAS

Que livro!!!!!!! Para começar do começo, Cartas Extraordinárias nada mais é do que um compilado de algo que, infelizmente, não se faz mais uso hoje em dia: cartas. Claro que e-mail é uma mão na roda e simplificou em demasiado a vida de todo mundo, mas com a sua aplicação, perdeu-se muito em termos históricos!!! Fora que é uma delícia ficar esperando a carta de alguém que você gosta, ou mesmo escrever uma, contando as novidades, etc. Eu já fui do tempo da carta e já me correspondi muito com minhas amigas. Era uma delícia.

E o que Shaun Usher vai nos oferecer é a oportunidade de conhecer o conteúdo de 125 cartas, escritas por/para pessoas famosas, anônimos, políticos, artistas, gente de todo tipo e em todas as ocasiões, circunstâncias e períodos. Há cartas mais atuais e há cartas que datam de períodos antes de Cristo. Há aquelas com conteúdo histórico, como o bilhete de suicídio da Virgínia Woolf, a notícia do ataque à Pearl Harbour; muitas situações curiosas, como o envio de uma receita de comida da rainha Elizabeth ao então presidente americano Eisenhower, uma carta de Gandi à Hitler pedindo paz, um pedido de emprego do Leonardo da Vinci.... Há cartas lindas, daquelas que você tem vontade de imprimir e fazer um quadro, há uma letra de música enviada pelo Louis Armstrong a um soldado no Vietnã que eu apenas quero tatuar no meu corpo!!! E há aquelas cartas que meio que se encaixam direitinho no momento que você está vivendo, como esse trecho abaixo:
"E essa é realmente a questão: boiar ao sabor da corrente ou nadar para alcançar um objetivo? Essa é uma escolha que, consciente ou inconscientemente, todos nós temos de fazer alguma vez na vida. Pouca gente entende isso. Pense em qualquer decisão que você tenha tomado e que teve alguma influência no seu futuro: posso estar enganado, mas aposto que só pode ter sido uma escolha, ainda que indireta, entre as duas alternativas que mencionei: boiar ou nadar". (carta 021 de Hunther S. Thompson para Hume Logan - 1958)
Ah, é um livro tão delicinha, tão maravilhoso!!! E ao lado de cada carta há o contexto em que ela foi escrita, ajudando o leitor com essa questão e, em alguns casos, um fac-símiles da carta bem ao lado, em sua versão original. Eu fui lendo aos poucos, para conseguir assimilar todas as coisas maravilhosas que esse livro me proporcionou. Vou dizer que ele não é barato – comprei na Black Friday e consegui um bom desconto -, mas ele vale cada centavo, é quase que um livro obrigatório na prateleira de todo mundo!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

CORRETIVO NAKED RUBY ROSE - REVIEW

Muito bem. Mostrei a vocês – nesse post aqui – que fiz algumas comprinhas de make na 25 de Março. Não vou entrar no mérito sobre custo x benefício ou “moralidade’ nesse post porque isso já foi devidamente abordado e eu não quero ser repetitiva. O que eu quero é apenas e tão somente fazer a resenha desse corretivo da Ruby Rose, como se fosse uma make como outra qualquer, ok? Discussões ficam para o post anterior – vão lá checar.

A verdade é que, como vocês já viram nesse blog, um dos meus corretivos maravis da MAC acabou e o outro – também da MAC – está nos últimos suspiros. Isso significa que eu teria de desembolsar um rim, ir até a MAC e comprar um substituto, certo? Falo isso porque até hoje não encontrei nada tão bom para as minhas pobres olheiras negras e profundas. Até que começou um burburinho na internet sobre esse corretivo de alta cobertura da Ruby Rose. Fiquei intrigada, interessada, passei a ler 1000 resenhas e concluí que, por cerca de R$ 7,50, valia a pena experimentar.
Passei na lojinha, experimentei os testers e comprei a cor L3. A coisa das cores é meio esquisita porque umas são claras ao extremo, outras são mega amareladas e fica muito difícil resolver a vida desse jeito. A cor L3, para ser honesta, é exatamente o tom do meu rosto – talvez um tiquinho mais escuro. Então, eu estou aplicando-a bem no cantinho do olho, onde é mais escuro e depois, eu jogo o L2 por cima. O L2 é bem claro, do tipo iluminador e eu acho que o combo tem funcionado. Ah, não falei aqui, mas eu gostei tanto do produto que voltei na loja para comprar o L2.

O corretivo tem esse formato de gloss e, pasmem, a embalagem é idêntica ao da Urban Decay que, pasmem de novo, chama-se Nacked! Eu não sei qual a necessidade dessas marcas xing ling em tentar enfiar no consumidor essas imitações (vocês já viram que tem um novo produto no mercado chamado Carmed, que tem a exata mesma embalagem do Carmex??? Fiquei boba!!). Eu acho que manter a identidade própria ao invés de imitar os outros seria bem melhor. E as pessoas sabem que é xing ling, ninguém acreditaria que um corretivo da Urban Decay custaria R$ 7,50! No mais, a embalagem é boa e o aplicador é sensacional.

Diz que não é testado em animais, o que eu não acredito muito porque lá na China é um pré requisito para a aprovação junto às autoridades, a validade é apenas em 2021, o que é outro incentivo e e o que eu tenho a dizer é que o produto rende bastante, de modo que a quantidade que vem na embalagem é bem suficiente pra um bom tempo.

E aí, o que eu achei??? Excelente, não deixa nada a dever para um corretivo da MAC. Ele tem uma consistência bem fluida, que é super fácil de espalhar com os dedos ou com um pincel, não craquela, não mancha, não escorre... fica bonitinho no lugar o dia todo! Tenho usado todos os dias e não vi problemas com espinhas, oleosidade, alergia ou qualquer outra situação que a gente imagina que vá acontecer com o uso de um produto xing ling. Ele substituiu com esmero o finado Prolongwear da MAC e com o preço que ele custa, eu consigo comprar pelo menos 30 ao invés de 1 da MAC.