sexta-feira, 21 de outubro de 2016

LIVRO - O ORFANATO DA SRTA. PEREGRINE PARA CRIANÇAS PECULIARES + FILME TIM BURTOM

Como já contei a vocês, estive na Bienal em setembro para assistir à palestra da minha amada Lucinda Riley. Vou confessar que, apesar amar livros e ser uma leitora assídua, fazia muito tempo que eu não ia a uma Bienal e eu me lembrei do porquê! Aquilo é insuportavelmente lotado e você simplesmente não consegue entrar nos estandes, olhar os livros com calma, pesquisar preços... é um verdadeiro salve-se quem puder!

E no meio desse furacão, eu só consegui comprar um único livro, que é justamente o do post de hoje. Apesar de ele ser um livro meio de modinha, porque estava sendo anunciado em todas as lojas, eu me apaixonei pela capa dele e vocês sabem que eu não resisto a uma boa capa. E aaaaaamo imagens e fotos antigas. Tudo me encantou e, aliado ao fato de estar custando R$ 19,90, contra os R$ 40,00 de outras livrarias, trouxe comigo.

Como sempre, sequer sabia do que se tratava, apenas sabia que fazia parte de uma trilogia – preciso urgentemente adquirir os outros 2 volumes – e que tinha várias dessas fotos bizarras e maravilhosas em seu interior. Devorei o bonito em cerca de 1 semana e devo dizer que foi um dos favoritos dos últimos tempos. Se eu tiver de resumi-lo de forma grosseira, ou melhor dizendo, dar uma visão bem genérica do que se trata, eu diria que ele pode ser um cruzamento do filme Os Outros com o Harry Potter. Envolve monstros, seres fantásticos, história, amizade, família, fendas no tempo, fantasmas, dimensões... esse tipo de coisa que dá aquele mix interessante. Fora que a linguagem é fácil, fluida, tem uma porção de figuras... é muito legal, apenas leiam. Para quem gosta de mais detalhes, lá vai um resumão. Para quem não gosta ou acha que tudo é spam, melhor não prosseguir.

O protagonista é Jacob, um garoto de 16 anos que vive nos EUA com seus pais e seu avô paterno. Jacob é aquele garoto até meio bobão, meio nerd, que não tem muitos amigos e vive em torno da suposta fantasia criada por seu avô, um cara bastante excêntrico. Este, por sua vez, é polonês, sobrevivente de guerra, obcecado por armas e por histórias absolutamente incríveis, as quais, ao que parece, apenas o neto dá atenção.

Um belo dia, o avô morre de uma forma absolutamente forte nos braços de Jacobs, mas não sem antes dar algumas pistas sobre seu passado e pedir ao neto que vá ter com a senhora que dele cuidou no orfanato numa ilha na Grã Bretanha. Como um bom curioso e um neto apaixonado, o garoto obedece e é aí que as coisas começarão a mudar e a história do livro vai ficando mais e mais interessante. Com essa viagem ele não só descobrirá muito mais sobre seu avô, que era uma pessoa absolutamente especial, como dará sentido a muitas outras coisas, incluindo à sua própria existência. 

Daí eu voltei de viagem e me deparei com um anúncio nos cinemas dizendo que o livro havia virado filme e que meu amado Tim Burton, que não poderia ter sido melhor escolhido, era o diretor. Eu estava tão por fora do mundo do cinema, que não fazia ideia desse lançamento. E como havia acabado de ler o livro, fui conferir. Claro que rola aquele pé atrás, porque sabemos que o filme não terá a mesma quantidade de detalhes, que alguns personagens menos importantes serão omitidos e tal. Mas, eu estava com uma boa expectativa por causa da fotografia, maquiagem, efeitos e queria saber como o Tim Burton imaginava aqueles personagens. 


E eu vou dizer que eu gostei. Ele deu uma cara nova à história, deu uma pítada de Tim Burton a ela, o que já era esperado, mas manteve o enredo e o contou de uma forma bastante divertida e com muita aventura. Fiquei um pouco preocupada porque ele mudou alguns personagens e acrescentou cenas que simplesmente não existiam no livro... o final também está bastante diferente. Mas eu gostei e a impressão que me deu quando saí do cinema foi que, mesmo o povo que havia lido o livro e que lançava uns "Oh..." e "Sério??" durante o filme, ficaram bastante satisfeitos com o resultado. 

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

LÁPIS BOURJOIS CONTOUR CLUBBING - REVIEW




Eu tenho uma certa precaução com relação a gastos no Duty Free no embarque para a viagem. Quando fui a Buenos Aires não foi diferente. Vi várias coisas bacanas, diferentes, algumas com preços até que okay, outras nem tanto, mas eu evito me deixar levar porque, afinal de contas, ainda tem uma viagem inteira pela frente e não se sabe o que vai acontecer. Dito isso, temos que a única coisa que realmente me chama atenção no Duty Free da ida são os kits exclusivos dos aeroportos, que trazem produtos bons a preços melhores ainda.
Os lápis da foto da esquerda estão na mesma ordem do swatch da direita: 1. Bourjois Purple Night, 2. Bourjois Dark Purple, 3. NYX Purple, 4. Wynie Paris - Deep Violet, 5. Sephora Purple Glitter, 6. Avon Berinjela

E foi dentro dessa situação que eu me deparei com esse kit maravilhoso do post de hoje. Primeiro, quero pedir desculpas pelo estado da embalagem e pelo uso dos lápis, mas é que eu não sou do tipo que resiste ao uso de um produtinho novo e eu já fui usando na viagem. 

A marca é Bourjois, uma das minhas favoritas quando o assunto é lápis de olho, porque eles são muito pigmentados, cremosos e simplesmente grudam nos olhos. São o meu tipo favorito de lápis de olho e eu acho que há poucas marcas no mercado, a preços singelos, que oferecem todas essas características – poderia citar a Quem disse, Berenice?
Disco Ball
swatch
E esses lápis maravilhosos não me decepcionaram, eles têm a exata qualidade que eu esperava e que me animou quando coloquei meus olhos nesse kit. No total, paguei $42,00 pelo kitpor todos os lápis, que na conversão feita no Duty Free, deu R$ 142,80 – câmbio a 3,40. Isso significa que cada um dos lápis saiu por apenas R$ 23,80. A primeira vista o preço assusta, mas depois, quando dividimos o valor total pela quantidade de lápis, fica nítido que o valor mais do que compensa. E foi por isso que eu levei o kit comigo. E depois, apenas para ilustrar, vi esses mesmos lápis sendo vendidos por R$ 43,90 cada na Drogaria Iguatemi!
O swatch está na mesma ordem dos lápis da esquerda: 1. Bourjois Loving Green, 2. Palladio Teal, 3. Sephora Emerald
O swatch está na mesma ordem dos lápis da esquerda: 1. Bourjois Bleu Neon, 2. Maybelline KJal Navy Night, 3. Essence Blue Lagoon, 4. Sephora Blue Jean, 5. Quem disse Berenice Azuluxo
Ao todo, são 6 lápis MUITO pigmentados e super macios, todos metalizados e maravilhosos. Há dois pretos, um normal (Black Party) e um com microbrilhinhos prateados (Atomic Black), um prateado maravilhoso (Disco Ball), que fica bem ótimo na linha d´água para sair à noite, um roxo (Purple Nights), um verde (Loving Green) e um azul  (Bleau Neon). 

Se eu tivesse que fazer uma crítica ou mudar alguma coisa, eu gostaria que tivesse vindo um marrom no lugar de um dos pretos. Mas eu amei demais esse kit e mesmo que já tenha lápis roxo, verde e azul, por exemplo, nenhum deles é no mesmo tom dos da Bourjois. Fiz diversos swatches para vocês verem a comparação, por isso esse post demorou para sair. No mais, eu fiz um swatch “ao vivo” em vídeo, diretamente do hotel em Buenos Aires e mostrei nesse post aqui. 
O swatch está na mesma ordem dos lápis da esquerda: 1. Bourjois Black Party, 2. Bourjois Atomic Black, 3. Maybelline Smocky Black, 4. Maybelline Kajal Onyx Rush, 5. Urban Decay Zero, 6. Sephora Black, 7. Océane Duo sem nome 

terça-feira, 18 de outubro de 2016

PROJETO MATE A BECKY BLOOM QUE EXISTE EM VOCÊ MESES 9 E 10

O que falar desse projeto??? Acho que me resta dizer que ele foi completamente abandonado nos meses de agosto e setembro. Em parte, acho que porque estava ansiosa pelo casamento do meu irmão, e também porque tinha gastos para esse fim que não tinha como protelar (sapato, sutiã especial, vestido, cabelo, maquiagem, etc.), e também, em razão da minha viagem a Buenos Aires. Tudo virou uma grande bagunça e eu me descontrolei. A verdade é que eu simplesmente parei de contar os gastos e segui adiante. Acho que foi basicamente isso.

Claro que não dá para dizer que isso é exatamente bom. Não é, de jeito nenhum. Provocou um pequeno (enorme!) rombo nas minhas contas e nos próximos meses terei de penar para dar conta. Mas a verdade é que, de certa forma, não havia como evitar e eu acho que o jeito é prosseguir e pensar daqui para frente, certo? O lado bom dessa história é que os gastos com o casório acabaram e eu agora posso concentrar minhas energias com a minha viagem do ano que vem, que deverá ser para a França, se tudo der certo. Eu sei que abandonei os posts sobre essa viagem, mas é que eu estava com muita coisa na frente para resolver. Vamos ver se no mês que vem eu consigo retomar esse assunto.

A boa notícia é que das 4 dívidas que eu tinha (não me julguem, fiz besteira no passado e agora estou pagando por ela), eu já quitei 2! Não é uma boa notícia? Claro que é!!! E a outra novidade é que eu tenho um novo plano de gasto para os próximos meses e eu o achei bem razoável, veremos como vou me sair. Nesse plano, eu estabeleci que, mensalmente, terei a seguinte cota: R$ 30,00 para livros, R$ 100,00 para roupas e acessórios e R$ 100,00 para cosméticos e coisas de farmácia em geral. Eu vou tentar prestar contas sobre esses gastos por aqui, nesses posts do projeto. Será que vai funcionar? Não sei, quem sabe??? São os meus gastos aleatórios e é o ponto que posso reduzir para conseguir economizar e guardar din din para a minha viagem. Caso contrário, vou me endividar de novo e nunca vou sair desse buraco.

Em dezembro/janeiro, terei férias, recesso forense e, provavelmente, ficarei uns 15 dias em casa. Não tenho planos para viajar durante esse período, apenas descansar. E pretendo usá-lo para refletir, namorar meu armário, minhas coisas e me convencer de que não preciso de nada novo. Ou apenas verificar que eu preciso, mas fazer um inventário dessas coisas em com a meta de R$ 100,00, comprá-las. Ah, tanta coisa, minha cabeça fica só girando e girando...hahah

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

KORRES - SABONETE LÍQUIDO MANJERICÃO E LIMÃO - REVIEW

Essa semana está recheada de resenhas de produtos que comprei mês passado e que já tive a oportunidade de testar bem e tecer minha opinião. A Korres, antes de mais nada, é uma marca que amo de paixão e que fico muito feliz em saber que está indo muito bem em terras brasileiras. Ela já veio para cá no passado, mas foi embora porque não deu certo, espero que dessa vez ela fique de vez. E eu até acho que está fluindo porque vem sendo vendida nas Sephoras, em livrinhos e até em algumas farmácias, além de sites de lojas e o site da própria marca. 

Bem, depois dessa rasgação de seda, não preciso dizer que eu amei o sabonete líquido desse post e que eu só posso falar coisas boas dele. Eu uso sabonetes líquidos todos os dias a noite no lugar do hidratante, que uso durante o dia. Por isso, o que eu espero desse tipo de produto, além de um cheirinho delicioso, é que ele deixe minha pele bem hidratada e que faça bastante espuma, porque acho que faz parte do ritual. E esse sabonete não me decepcionou em nenhum desses quesitos. 

O produto tem cheirinho BEM suave de manjericão e limão, duas fragrâncias que adoro e são super fresquinhas, é enriquecido com aloe vera e tem, objetivo de energizar o corpo. Ele é dermatologicamente testado, recomendado para todos os tipos de pele e a embalagem conta com 250 ml de produto. Ele é quase integralmente natural e tem uma validade incrível - março/2018. O difícil é escolher a fragrância, porque há várias: cítrico, vinhas de Santorini, jasmim, baunilha, baunilha e canela, manga, leite de coco, figo, chá de menta, raiz de capim-vetiver, rosa japonesa e maçã!  O preço normal é R$ 28,00, mas se você correr, o site tá com promoção e os sabonetes estão saindo por R$ 22,00!

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

LIVRO - A ÁRVORE DA MENTIRA

Mais um livro para resenha. A Árvore da Mentira foi escrito por Frances Hardinge, uma escritora bastante peculiar, ganhou o Costa Book of Year deste ano, tem um título bastante curioso e um enredo mais interessante ainda. Acabei lendo esse livro online mesmo e o achei incrível! Ele foge muito daquela onde de romances/biografias/clássicos que ando lendo e para quem está procurando algo que envolva suspense, mistério, aventura e uma pitada de fantasia, esse deve ser o seu eleito! Ah, o resumo abaixo tem um tiquinho de spoiler, mas nada que vá prejudicar a leitura.

A história se passa no século XIX e gira em torno da família Sunderly. O patriarca é o reverendo Erasmus, muito importante, bastante misterioso e com grande conhecimento em ciências naturais. Ao seu lado, temos a esposa, o cunhado, o filho mais novo e Faith, a nossa protagonista, uma adolescente de 14 anos que se nega a aquiescer às regras da sociedade e nega mais ainda a sua suposta inferioridade aos homens e o fato de que a mulher é o sexo frágil - vamos falar disso mais adiante. A família desembarca na pequena ilha de Vane, onde em pouco tempo, descobre que, por alguma razão, não é nada bem vinda. E a primeira parte do livro se desenrola em torno da família e seus membros e dos mistérios da ilha e de seus moradores. 

A segunda parte, a que se mostra mais aventureira, se dá após a morte misteriosa do reverendo. Quando todos estão crentes de tratar-se de um suicídio, Faith está convicta de que seu pai foi assassinado. E para provar sua teoria, a menina terá de mexer nos manuscritos do pai, que mostrará outra face do patriarca e revelará segredos bastante perigosos. Dentre eles, uma árvore que, supostamente, é alimentada com mentiras e em troca, dá frutos que revelam verdades ocultas. 

O livro é bastante bom, prometo que será uma leitura bastante gratificante. Mas, além de a história ser ótima e a escrita deliciosa, eu achei que o livro tem uma pegada feminista muito forte! Só pelo fato de a protagonista, em pleno século XIX ser uma mulher e ser justamente ela a enfrentar todos os perigos e regras a resvendar o assassinato do pai, já é incrível. Mas, ele traz muitas passagens mais diretas, como a indignação da garota perante a constatação de um dos cientistas de que o cérebro feminino é menor e, portanto, as mulheres são menos inteligentes do que os homens, o fato dela não querer casar-se, mas sim, ter uma profissão e ser reconhecida pelos seus feitos, dentre outros. E tem um trecho muito emblemático, que a faz ficar irada, que é um diálogo entre ela e seu pai, no qual ele a coloca em seu lugar por ser uma mera figura feminina. Eu transcrevi abaixo: 
"Como ousa erguer a voz para mim? Como ousa falar se si mesma com tanto alarde, arrogância? De onde tirou essa vaidade repugnante? É isso que ganho por encorajá-la e permitir que acessasse minha biblioteca, minhas coleções? Por acaso você perdeu a cabeça, ou somente o senso de gratidão? Por acaso acha que merece as roupas que veste o teto que te protege ou a comida que te servem? Não. Não merece. Toda criança começa a vida em dívida para com os pais, que a abrigam, dão roupas e comida. Um filho pode algum dia pagar essa dívida ganhando algum dinheiro no mundo para aumentar as fortunas da família. Como filha, você nunca fará isso. Nunca servirá com honra no exército, nem vai se destacar nas ciências, nem fazer um nome para si na Igreja ou no Parlamento, nem ganhar a vida direito em qualquer profissão. Nunca será nada além de um fardo, e um dreno no meu bolso. Mesmo quando se casar, seu dote fará um rombo nos cofres da família. Você fala com tanto escárnio de Howard. (irmão mais novo)... mas se não se casar, algum dia vai precisar cotejar a caridade dele, ou se encontrará sem cama, sem casa."
Forte, né?