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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
domingo, 21 de janeiro de 2018
ANGÉLICA E O REI
Nesse
terceiro volume de Angélica, eu tive a impressão de estar revendo a série
Versailles – post aqui. E foi por essa razão, que eu passei a ter certeza de
que os autores, à exceção de personagens fictícios como a própria
protagonistas, de fato utilizaram-se de personagens da própria história da
França e de fatos ocorridos naquela época. E eu achei muito legal na maneira
como eles inseriram a história de Angélica nesse contexto e como ela se
relacionou com os personagens de verdade.
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Neste volume Angélica está muito bem de
vida, devidamente estabelecida como uma comerciante de sucesso, e casada com
Felipe, seu primo e marechal. Em verdade, a única coisa que falta na vida da
moça é um lugar na corte, situação absolutamente essencial e almejada por todos
aqueles que querem ter “um lugar ao sol” e, como sabemos, o matrimônio de
Angélica se deu com esse intuito.
Claro que, como era de se esperar, e a
exemplo do que foram as núpcias do casal, a vida em conjunto não vai nada bem.
Felipe colocou como principal mote em sua vida não deixar que a esposa seja
feliz e pior, que consiga atingir o seu objetivo, que é exatamente atrair a
atenção do rei.
Mas sabemos que Angélica é, sobretudo,
uma pessoa absolutamente astuta, que já passou por muito nessa vida e que não
deixará que seu esposo atrapalhe qualquer tipo de plano. Como o próprio título
desse terceiro volume já diz, Angélica e o Rei se entenderão muitíssimo bem e
ela conseguirá o seu lugar na corte, independentemente de todas as estratégias
traçadas por Felipe para impedir que isso aconteça. O legal é que a gente vai
acompanhando a troca de favores que se estabelece entre os membros da nobreza.
Absolutamente tudo é negociável e as pessoas não se rogam nas promessas para
obtenção de um cargo com mais prestígio.
E dando um pequeno spoiller,
o rei se apaixona por Angélica, Felipe se apaixona por Angélica... todos se
apaixonam pela nossa protagonista1 O livro é marcado por mortes tristes e
também pela questão do veneno, tão tratado na Série Versailles.
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
LIVRO - HISTÓRIA DA MENINA PERDIDA
Último
volume da Quadrilogia Napolitana da Elena Ferrante. E, a exemplo dos demais,
ele começa exatamente onde o último terminou, no caso, com a protagonista Lenu
abandonando sua família e indo para a França com Nino, o grande amor de sua
vida. Só que como todos os envolvidos são italianos de sangue
quente, essa decisão não vai agradar e vai provocar uma série de consequências
que irão colocar à prova o próprio amor desse casal. E claro que o pivô da
confusão não poderia ser ninguém mais do que Lila! Durante um tempo, esse
romance entre os dois dará certo, e eles viverão numa bolha de amor e sucesso –
pois os livros de Lenu estão estourando. Mas todo o entorno desse casal se
desmorona. As filhas se rebelam contra uma mãe ausente, o marido ficará
enlouquecido, assim como os sogros, que tornam-se hostis e o pessoal de
Nápoles, incluindo sua mãe, ficarão contra a decisão de Lenu.
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Desolada
e confusa, ela vai morar com os sogros e, depois, com a cunhada, em um
apartamento repleto de gente alternativa e drogada. Lá ela conviverá com
Franco, seu ex-namorado, e presenciará seu suicídio, situação que servirá de
estopim para essa vida bagunçada escolhida pela protagonista. Lenu, então,
assume seu relacionamento com Nino e vai morar em Nápoles. Lá, ela acaba
convivendo, mais uma vez, com toda vizinhança napolitana, o que a motiva a
escrever cada vez mais. Em contrapartida, ela terá de lidar com três situações:
a vida dupla de Nino, que não abandonou sua família original e simplesmente
acrescentou mais uma ao currículo, a doença de sua mãe e uma terceira gravidez,
ao lado de Lila.
O fato
de as amigas estarem grávidas ao mesmo tempo as aproxima. Cuidarão uma da
outra, dos filhos umas das outras e morarão no mesmo prédio. Isso porque Lenu, após
descobrir que Nino tinha várias amantes e não podia controlar esse ímpeto,
resolve abandoná-lo e viver sozinha com as filhas. Sua mãe vai morrer, sua irmã
vai se casar com Marcello Solara e junto de Lila, elas passarão a publicar
artigos e fazer de tudo com vistas a prisão dos irmãos Solara, os camorristas
do bairro. Lila e Lenu viverão uma vida de quase simbiose, de dependência
mútua, onde uma não conseguirá viver sem a outra, ainda que tal relação faça
tão mal a ambas. As meninas das amigas crescerão juntas e as comparações serão
feitas, inevitavelmente.
Até que entendemos o título do livro, com o sumiço de
Tina, a filha de Lila. Com essa fato, ela enlouquece e a vida de todos ao redor
muda completamente, mostrando que, de uma forma ou de outra, todos no bairro
dependiam de Lila para algo, ou apenas a respeitavam de uma forma quase
submissa. E é nesse contexto que o livro vai transcorrer até o final, com o
inevitável sumiço de Lila, que é exatamente quando o primeiro livro começou.
- A Amiga Genial
- História do Novo Sobrenome
- História de Quem Foge e de Quem Fica
segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
SÉRIE DARK
Que série incrível!!! Alemã, original
do Netflix e com um “Q” de Stranger Things. Na verdade, eu diria que é uma
espécie de Stranger Things de gente grande! Vamos lá. Há uma cidadezinha na
Alemanha, que é meio que cortada por uma floresta com uma grande caverna no
centro. A cidade é bem sinistra e todo mundo se conhece, todo mundo trai todo
mundo, é uma podridão horrível. Esse é o contexto.
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A história se passa em 2019 e há 33
anos atrás, um garoto desapareceu sem deixar vestígios. Agora, passado todo
esse tempo, a história parece voltar a se repetir, com o que seria o sobrinho
do primeiro desaparecido, também sumindo do mapa. E o pior, outros dois garotos
também desaparecem e um quarto não identificado surge morto na floresta,
aumentando o mistério. Chove o tempo todo, está sempre escuro e coisas
sinistras começam a acontecer, como pássaros mortos caindo do céu e a energia
da cidade falhando em determinados momentos.
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Bem, talvez daqui para frente rolem
uns spoillers. O que a gente vai acabar percebendo, é que essa
caverna sinistra, que na verdade fica muito próxima à usina nuclear da cidade,
guarda uma fenda no tempo. Nela, a cada 33 anos, que é quando o sol e os
planetas estão exatamente na posição correta, você consegue passar para “outro
tempo”. Então, desse momento em diante, a série começa a ser passada em 2019,
1986 e 1953. Vemos todos os personagens em todas as idades e notamos que alguns
deles, na verdade, apenas viajaram no tempo.
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Mas, a coisa não é tão simples quanto
parece. Existe um cara esquisitão que é quem está sequestrando as crianças para
a realização de testes, tem a coisa da ”mudança do tempo”, do querer mudar os
fatos para um futuro melhor e as consequências que podem advir dessas ações, e
muitas outras coisas. A série é bem legal, bem sinistra e a segunda temporada
já foi confirmada.
sábado, 13 de janeiro de 2018
LIVRO - HARRY POTTER E A ORDEM DA FÊNIX
É realmente impressionante como os livros da saga Harry
Potter são incríveis e delicinhas de serem lidos. Esse quinto volume, em
particular, tem mais de 700 páginas e foi lido por mim em apenas 2 semanas,
considerando-se que estava lendo outros títulos ao mesmo tempo e também
considerando-se a correria do final de ano e os eventos pipocando por toda
parte.
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No final do quarto volume, vimos que
o Voldemort se fortaleceu e agora ele já consegue atuar por conta própria e
possui poderes muito potentes, semelhantes àqueles que possuía antigamente.
Vimos também que ele conseguiu reunir seu exército de Comensais da Morte,
facilitando sua atuação. Ou seja, o perigo retornou e não há outra escolha a
não ser lutar. E é nesse contexto que entra a Ordem da Fênix, que é uma espécie
de brigada secreta de pessoas interessadas no extermínio do Lord das Trevas.
Ela é formada por aurores, pessoas ligadas ao ministério, professores e toda
sorte de “bruxos do bem”, incluindo os Longbotton, os Weasley, Sirius, Lupin e
todo pessoal que lutou contra as forças do mal antes de Harry nascer.
Só que essa Ordem age na surdina,
porque além de terem de se esconder das forças do mal, os membros também têm de
enfrentar o descrédito. O Ministro da Magia – em razão de interesses
absolutamente pessoais e escusos -, não acredita (ou não crer acreditar) na
volta de Voldemort. Ele fará de tudo para que a comunidade bruxa também siga
esse caminho. Para tanto, colocará em dúvida qualquer relato havido por Harry
Potter e por Dumbledore – a quem taxará de gagá – e colocará a própria Hogwarts
em observação. Através da ditatorial Umbridge, Hogwats passará a ser
supervisionada de perto e qualquer atividade suspeita por parte de alunos e
professores, será retaliada. Ela basicamente toca o terror no colégio e age
através do medo.
Em paralelo a essa loucura, Harry
começa a apresentar sinais mais e mais fortes de sua ligação com Voldemort. Ele
passa a ter sonhos muito realistas e a sentir os exatos mesmos sentimentos do
Lord das Trevas. Inicialmente, tal conexão parece bastante favorável, uma vez
que Harry consegue visualiza as maldades que o bruxo está fazendo e salvar
algumas pessoas de suas presas. Mas depois, o próprio Voldemort percebe essa
questão e passa a usá-la a seu favor, atraindo Harry e os membros da Ordem para
uma armadilha. As coisas não ficam exatamente bem depois disso, mas pelo menos,
a situação serviu para que toda comunidade bruxa tivesse a confirmação da volta
do Lord das Trevas e Harry tem algumas questões antigas esclarecidas.
O próximo volume já vai começar com a
luta do bem contra o mal!
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
VIAGEM FRANÇA - DIA 08 - VALE DO LOIRE
| blusa Siricutico, cardigã e calça My Basics |
Outro dia maravilhoso na minha viagem, um dos mais amados. Está comprovado
que eu amo castelos e cidades medievais e não importa o quão incrível seja
Paris, eu acabei me apaixonando mesmo foi por essas cidadezinhas de interior. E
a título de curiosidade, devo dizer que o start, o impulso que motivou a minha
ida a França foi um Globo Repórter em que a Glória Maria visitou o Vale do
Loire e desde então, sou louca para visitar a região. Para tanto, tendo em
vista que não há trens para lá, contratei uma excursão com a Paris City Vision
e fui de ônibus leito para o interior.
Acordei super cedo, ainda era noite, saí do hotel às 6:10hs e segui em
direção ao metrô Louvre/Rivoli. Cheguei ao escritório da agência que fica em
frente à estátua da Joana D´Arc, local super central e conhecido e troquei meu
voucher. Como ainda era cedo, fui dar um passeio lá na frente, nas Tulherias, e
tirar foto de algumas estátuas e da paisagem.
Dentro do ônibus, a guia ia falando português e forneceu informações bastante instrutivas sobre os locais a serem visitados e também sobre as pessoas que ali habitaram no passado. Confesso que foi bem legal porque eu não fazia ideia do que esperar.
Paramos na estrada para fazer xixi e esticar as pernas e depois, seguimos
em direção à primeira parada: Amboise.
Ela encontra-se à beira do Rio Loire e a vista da estrada já te deixa babando,
porque o rio é realmente bonito e a cidade é medieval, fofa e até que
grandinha! Lá tem um castelo que foi habitado pelas dinastias Valois e Bourbon
desde 1200 e poucos até 1500 e poucos. O castelo é bem legal porque está super
bem conservado, é grande e conta com um jardim muito bonito, pontes e tudo aquilo
que a gente espera. Vou contar um pouco sobre a história do local.
Dentro do ônibus, a guia ia falando português e forneceu informações bastante instrutivas sobre os locais a serem visitados e também sobre as pessoas que ali habitaram no passado. Confesso que foi bem legal porque eu não fazia ideia do que esperar.
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O castelo de Amboise fica numa região bem estratégica e de lá do alto, é
possível ter uma visão bem privilegiada de todo local, de modo que seus habitantes
pudessem se proteger de invasores indesejados, incluindo os temidos vikings. Mas
lá também foi palco de nascimento e criação de grandes monarcas e também de
visitas de pintores renascentistas ilustres.
Dentre muitos monarcas, pelo menos durante a minha visita, foram
destacados Charles VIII e sua esposa, Ana de Bretanha. Claro que o casamento
dos dois aconteceu com vistas a uma aliança política na região, o que era
costumeiro na época, em meados de 1480 e poucos. Sem deixar descendentes, com a
morte de Charles prematuramente ao 28 anos – vítima de uma pancada de cabeça
numa das portas do castelo (risos) -, veio Luis XII, que casou-se com a mesma Ana da
Bretanha, que não deixou herdeiros vivos.
Mais tarde, veio François I, que era um grande incentivador dar artes, um verdadeiro mecenas. E em meados de 1500, ele convidou o próprio Leonardo da Vinci, já com idade avançada, a visitar Amboise. Lá, o artista pintou a célebre Monalisa, que foi comprada pelo rei – eis a razão do porquê ela está no Louvre, ela é francesa!!! – e lá o artista foi enterrado, na capela do castelo.
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Mais tarde, veio François I, que era um grande incentivador dar artes, um verdadeiro mecenas. E em meados de 1500, ele convidou o próprio Leonardo da Vinci, já com idade avançada, a visitar Amboise. Lá, o artista pintou a célebre Monalisa, que foi comprada pelo rei – eis a razão do porquê ela está no Louvre, ela é francesa!!! – e lá o artista foi enterrado, na capela do castelo.
O castelo em si tem uma decoração bem modesta e pouco mobiliário e a
razão disso é muito simples. Antigamente, os monarcas não estabeleciam
residência fixa num só local, eles viajavam bastante e ficavam hospedados em
outros castelos. Daí, como não havia uma profusão de grana para deixar todas as
residências mobiliadas – como mais tarde se veria em Versailhes e Fontainebleau,
por exemplo -, os empregados iam na frente da comitiva, levando tudo o que
havia de móveis e faziam a sua instalação na residência seguinte, antes dos
monarcas chegarem.
Muito bem. Da visita do castelo, nos foram concedidas algumas horas para o almoço, antes de prosseguirmos viagem para a próxima cidade. E foi uma delícia, porque ao invés de almoçar num restaurante, eu comi um quiche e um doce e fui explorar aquela cidadela tão bonitinha, uma das mais fofas que me deparei durante a viagem. Fui até a Igreja St. Denis, que é de 1100 e poucos e vi muitas casinhas de época. O comércio local também é muito bom, assim como a vista encantadora para o rio.
Pouco tempo depois e muitas cidades gracinha no meio do caminho, fui parar em Chenonceau que, confesso, foi o que eu menos curti dos três castelos visitados. Mas, em compensação, a história dele é a mais legal de todas. Dentre muitos reis e rainhas, dois dos habitantes célebres do local foram Henri II e Catarina de Médicis, por volta de 1500 e poucos (alguém assistiu The Reign?).
A rainha era muito feia e tinha noção disso, mas em compensação, era extremamente astuta e tinha mão de ouro para política. Eles se casaram muito cedo, ambos com 14 anos de idade, e não havia jeito de surgir um herdeiro. Foi aí que o tio de Henri sugeriu uma visitinha de uma mulher mais velha para ensinar ao sobrinho as artes do amor.
Diane de Poitiers foi a escolhida e, apesar de ser bem mais velha que Henri,
ela era muito bonita e ele se apaixonou por ela. Como Catarina
precisava/dependia dessa mulher para que continuasse a dar filhos ao seu marido
(eles tiveram 10 filhos, a estratégia do tio deu super certo!) e para fins de equilíbrio do casamento, o triângulo
amoroso foi estabelecido no local, todos com benefícios. Diane tinha seu lugar
na nobreza, com benefícios de rainha, Catarina governava o reino inteiro e Henri se
mantinha sossegado e feliz.
A última célebre monarca que viveu no local foi Louise de Lorraine, que viúva
de Henri III, enclausurou-se em seu quarto na torre, onde dedicou-se ao luto e
à leitura e morreu de tristeza no local. Hoje o castelo é propriedade
particular de uma família suíça fabricante de chocolates. O castelo é muito bem
conservado e muito bonito, e, apesar de ter até mesmo obras de pintores
célebres, como Rubens, ele não conta com o charme de uma cidadezinha medieval
no seu entorno, como Amboise. Mas os jardins realmente valem muito a
pena.
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Muito bem. Da visita do castelo, nos foram concedidas algumas horas para o almoço, antes de prosseguirmos viagem para a próxima cidade. E foi uma delícia, porque ao invés de almoçar num restaurante, eu comi um quiche e um doce e fui explorar aquela cidadela tão bonitinha, uma das mais fofas que me deparei durante a viagem. Fui até a Igreja St. Denis, que é de 1100 e poucos e vi muitas casinhas de época. O comércio local também é muito bom, assim como a vista encantadora para o rio.
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Pouco tempo depois e muitas cidades gracinha no meio do caminho, fui parar em Chenonceau que, confesso, foi o que eu menos curti dos três castelos visitados. Mas, em compensação, a história dele é a mais legal de todas. Dentre muitos reis e rainhas, dois dos habitantes célebres do local foram Henri II e Catarina de Médicis, por volta de 1500 e poucos (alguém assistiu The Reign?).
A rainha era muito feia e tinha noção disso, mas em compensação, era extremamente astuta e tinha mão de ouro para política. Eles se casaram muito cedo, ambos com 14 anos de idade, e não havia jeito de surgir um herdeiro. Foi aí que o tio de Henri sugeriu uma visitinha de uma mulher mais velha para ensinar ao sobrinho as artes do amor.
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Por fim, a última parada antes do retorno à Paris foi Chambord, que é o maior castelo de
todos os visitados. Ele foi criado por François I, o mecenas de Leonardo da
Vinci, e utilizado como refúgio para os dias de caça na região. O local é
imenso, assim como as florestas no entorno e o curioso é que ele conta com
inúmeras lareiras e cheira a madeira queimada. O maior charme do castelo, sem
dúvida, é a escada espiral dupla, bem no seu centro, projetada por ninguém
menos que o próprio Leonardo da Vinci. É composta por duas rampas geminadas que
se enrolam uma na outra em torno de um núcleo oco com aberturas. Se duas
pessoas usarem uma rampa diferente, podem ver-se pelas aberturas durante todo o
percurso, mas nunca se cruzarão uma com a outra.
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Ele conta com vários cômodos mobiliados, mas menos do que Chenonceau. Há
muitos andares e muitas salas a serem vistas. O curioso é que esse castelo foi
muito pouco usado, ele é uma espécie de elefante branco, um dinheiro jogado
fora. Uma pena que tínhamos tempo limitado em cada um desses castelos, essa é a
desvantagem de estarmos em excursão. Gostaria de ter visto Chambord com mais
calma, explorado cada um dos andares, os terraços, os jardins... Ele conta com
um vilarejo no seu entorno e eu também queria dar uma explorada nesse lado de
fora, por isso acabei fazendo tudo meio que correndo, com medo do tempo.
Definitivamente, um dos melhores dias, dos que mais valeram a pena.
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