quinta-feira, 9 de novembro de 2017

BRUME DE LAIT CORPS - REVIEW

Na França existe uma rede de supermercados chamada Monoprix. O seu tamanho e a variedade de produtos vendidos dependerão bastante de um lugar para o outro, mas a verdade é que ele está presente na maioria das cidades francesas. No geral, além de alimentos e coisas normalmente encontradas em um supermercado, você também irá encontrar uma boa seção de roupas (boas!) e também de maquiagens e cosméticos. Muitas marcas queridas, como La Roche Posay, Avène, Vichy, dentre outras, são vistas por lá.

Mas, por lá você também encontrará produtos da marca própria deles que, obviamente, são muito mais baratex do que os similares de marcas mais hypadas. Comprei, por exemplo, água termal Monoprix por um precito bem camarada. E foi numa dessas visitas que eu me deparei com esse produto do post de hoje. Trata-se de um hidratante de corpo absolutamente ordinário, não fosse por um pequeno detalhe: ele é um spray! Isso me deixou tão animada, que por 3,70 Euros, não hesitei e levei para o hotel.

Experimentando, vi que o cheirinho é super suave e gostosinho, que ele é divertidíssimo de passar, principalmente no verão, e que ele libera a quantidade ideal de produto, sem desperdício. E claro, por ser em spray, ele espalha bem melhor do que os hidratantes normais e você não fica com o corpo melequento. Gostei tanto que depois voltei para o supermercado e trouxe mais um comigo para o Brasil.

A embalagem conta com 200 ml e o único problema é a validade que, apesar de não ter aparecido na foto, é dezembro deste ano. Veja pelos swatches que, mesmo ele sendo em spray, não voa produto para todos os lados, ele se concentra naquela região que você quer e depois ele espalha super bem. 

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

LIVRO - HISTÓRIA DE QUEM FOGE E DE QUEM FICA

Lido o terceiro volume da Série Napolitana da Elena Ferrante. Eu acho curiosa a análise desses livros porque, ao mesmo tempo que eles me incomodam demais, eles me atraem na mesma proporção! É impossível parar de lê-los e todos eles, ainda que tenham mais de 400 páginas, foram devorados em poucos dias. Eu não sei se é porque a minha família é napolitana e eu reconheço a mim mesma e vários dos meus parentes em alguns personagens/situações ou se é porque a própria escrita ou a história fazem isso com a gente. O fato é que eu não vejo a hora de chegar no próximo volume!

Eu terminei o segundo da série com raiva da Lila e vou dizer que nada mudou nessa leitura. Lila continua me enchendo e eu tenho vontade de chegar pra Lenu e falar: deixa essa parasita de lado e vá viver a sua vida porque você é incrível, não ela! Hahaha. Muito bem. A PARTIR DESSE MOMENTO, NÃO GARANTO QUE NÃO HAVERÁ SPOILLERS.
No segundo volume, paramos com a protagonista/narradora lançando seu livro e se deparando com Nino, o amor de sua vida. Nesse terceiro volume, ela está vivendo as glórias do lançamento de seu livro, sendo reconhecida por todos. Há aqueles mais intelectualizados que vão entender pela genialidade da narrativa e os mais ignorantes, principalmente o povo de seu bairro, que nada entenderão, e até mesmo jogarão na cara de Lenu que aquilo é uma porcaria pornográfica. Claro que sentimental e volátil como é, a protagonista ficará balançada e essa situação vai abalar suas estruturas e até mesmo a sua condição como escritora.
Paralelamente, Lila continua trabalhando na fábrica de embutidos Soccavo, numa condição bastante ruim, e morando com seu filho e Enzo. Só que com a ajuda de alguns insurgentes, ela começará a elaborar panfletos e incitar a classe operária contra o patrão e o trabalho ali realizado. São os movimentos operados em toda a Europa, as lutas de classes e busca por melhores condições de trabalho. Claro que isso vai dar o que falar, causar mortes, indisposições e tantas outras coisas. Mas essa questão social irá permear o livro do início ao fim, passando também pela questão da luta das mulheres e o seu papel na sociedade. É realmente um livro bem interessante nesse sentido.
E claro que ante o papel da melhor amiga nesse contexto, seu bloqueio como autora e a sua infelicidade conjugal – a essa altura Lenu está casada e tem duas filhas – ela começará a seguir os passos de Lila e trair o marido. A narradora parece não se encaixar em lugar nenhum e questionar bastante o seu próprio papel no mundo. E vou dizer que a coisa termina com ela e Nino absolutamente apaixonados fugindo para a França. Agora, resta saber se, de fato, Nino está realmente apaixonado por Lenu ou se ela é mais uma de suas aventuras, a exemplo de tantas outras que iremos conhecer ao longo da narrativa.

sábado, 4 de novembro de 2017

VIAGEM FRANÇA - DIA 05 - BRUGES BÉLGICA


Melhor dia da viagem! Se me perguntarem qual a minha cidade favorita no mundo, digo correndo que Nuremberg foi recentemente substituída por Bruges! Mas vou logo avisando: apesar da cidade ser praticamente fronteira com a França, prepare-se para um rolezinho (lê-se caos!) para chegar até lá. Ah, e se preparem para chuva de fotos!!

Acho que pela primeira vez na viagem, eu acordei com o toque do despertador, o que demonstra que eu já estava começando a sentir o cansaço e a relaxar no quarto do hotel. Saí por volta das 6:10hs da manhã e segui em direção à Gare du Nord, que era até que perto do hotel.

Só que essa estação, apesar de ser bem mais moderna do que a St. Lazare, é um pouco confusa: não há funcionários e cada plataforma fica num canto completamente diferente da estação. Devo dizer que demorei bastante a me achar e se eu não tivesse chegado super cedo, provavelmente teria me desesperado. Aliás, impressionante a quantidade de vezes que eu enlouqueci com estações de trem nessa viagem.
começo da cidade
Muito bem. Antes de mais nada, vamos à localização. Bruges fica na Bélgica, mas lá se fala holandês (oi?). Sim, e isso porque ela é a capital de Flandres e tem uma história bem incrível que parte foi aprendida por mim através de pesquisas e parte por um tour bem legal de imersão histórica da cidade que eu fiz por lá, mas conto mais adiante. Resumidamente, em meados de 1300 e poucos, Bruges era uma baita cidade. O comércio lá dentro rolava solto, porque era um ponto estratégico para os navios mercantes e a entrada para a Europa.

A cidade cresceu horrores, era uma das mais populosas da Europa, afinal, era lá que estavam as oportunidades e a riqueza. Muitos artistas se estabeleceram lá – Van Eick, por exemplo. Bem, essa expansão toda fez de Bruges uma cidade muito próspera durante muitos séculos e isso se reflete em tudo o que está ao seu redor na cidade: hospitais, igrejas, arte, mercado, construções, etc. A cidade tem muita coisa para ser vista e eu posso dizer que um dia só foi pouco, eu poderia ter passado um final de semana inteiro por lá.
Da série: igrejas lindas que não sei o nome!

Voltando, apesar de Bruges ser relativamente perto de Paris, como eu havia dito e de ser possível fazer um bate e volta, você tem que pegar um trem até Bruxelas e de lá pegar outro até Bruges. E, meu amigo, se prepare porque a Bélgica é um caos só. Você quase fica com saudades das estações francesas. Na primeira parte da viagem, os assentos são marcados e a empresa Thallys, que faz o trecho, é bem ótima. O trem tem wi-fi, as poltronas são maravilhosas, tem restaurante, banheiros bons e tudo o que você procura. Saí de Paris às 7:25hs e cheguei em Bruxelas às 8:40hs.
mais uma da série!
Já o trem local que vai para Bruges é um horror. Você tem que entrar correndo, senão corre o risco de ir em pé (na volta eu fiquei em pé) ou de não conseguir entrar. É apertado, lotado de crianças, animais, pessoas estranhas e tudo de mais bizarro. Mas quando você chega em Bruges, tudo compensa! Estava morrendo de fome e lá mesmo eu já me joguei num waffle que estava apenas divino! O cheiro desse negócio te leva às nuvens!! Peguei um mapa e segui em direção à cidade velha. Não é difícil, porque tem uma porção de turistas e todos estão indo para o mesmo lugar.

No caminho, passei por ruas estreitas de paralelepípedo com casinhas extremamente charmosas e naquele momento, eu já criei um amor imenso pela cidade, já sabia que ela moraria no meu coração. Segui em frente e dei de cara com um hospital. E esse momento foi incrível, porque igrejas, casinhas fofas, mosteiros, museus, etc, apesar de sempre serem incríveis, já eram habituè em viagens à Europa, mas hospital antigo era algo completamente novo!

O Hospital of St. John foi fundado no século XII e ele me deixou apenas surtada! Eu parecia uma bobona olhando para aquela construção maravilhosa. Depois de surtar um pouco, entrei no museu, que fica dentro do Hospital e tive acesso ao interior do lugar e a algumas obras de pintores flamencos.

De lá, já sai numa pracinha apinhada de gente e estava na frente da Igreja de Nossa Senhora (Onze Lieve Vrouw Kerk), que é muito bonita, mas infelizmente estava em reformas. O que eu achei realmente diferente e incrível em todas as igrejas de lá é que elas contam com painéis e grandes quadros, provavelmente dos pintores locais, que eram maravilhosos. A atração da Basílica de Nossa Senhora é a Madona de Michelângelo, mas como tinha que pagar 6,00 Euros para vê-la, eu resolvi deixar pra lá e seguir explorando aquela cidade tão bonitinha. A todo tempo, me deparando com vielinhas, ruas fofas de paralelepípedos e casinhas lindas e lojinhas incríveis, cheias de doces e souvenires.

Fui me perdendo pela cidade, vendo as pontes – Bruges é conhecida como a Veneza do Norte, porque é inteirinha cortada por canais -, zilhões de igrejas... Acabei entrando na Catedral de São Salvador ou Sint Salvatorskathedraal, que é um dos edifícios da cidade que sobreviveram ao longo dos séculos sem qualquer dano.
catedral

Mais adiante, e já que estamos falando de igrejas, entrei na Basílica do Sangue Sagrado ou Heilig Bloedbasiliek que muita gente deve acabar passando reto, porque ela fica dentro de um edifício no Burg e apenas a parte interna se assemelha a uma igreja. Mas fique atento, porque vale muito a pena, seu interior é a coisa mais linda que eu vi na cidade inteira. Ela é pequenina, todinha de madeira entalhada e pintada, além de muito ouro e do lado esquerdo tem a parte da missa e, do direito, está uma relíquia: um frasco contendo o sangue de cristo.


Deixando as igrejas de lado, outra atração da cidade é o Begijnhof, que é um conjunto de casas, fundadas em meados de 1200 as quais eram utilizadas por religiosas da igreja católica. Hoje, ele é um local bastante tranquilo e é utilizado pelas beatas como um monastério – Patrimônio da Unesco. O incrível é que o acesso acontece através de uma ponte datada de 1776.

Próximo dali, há o Lago do Amor - Minnewater, que é um lugar super bucólico, lotado de cisnes, onde é possível sentar no gramado, fazer um pic nic, ler um bom livro e simplesmente relaxar....
A grande atração da cidade, no entanto, é o Grote Markt, que é onde ficam a feirinha, onde desembocam as principais ruas, lojas ótimas, alguns museus e foi onde eu almocei. Comi uma porção generosa de batata frita com maionese e tomei um delicioso sorvete de manga. Depois, passeei pelas barracas, tirei um zilhão de fotos de todos os ângulos, usei o banheiro do Belfort (Torre dos Sinos), que é um dos símbolos da cidade e um dos monumentos mais importantes e segui para o museu.

Na verdade, não havia planejado entrar no Palácio Provincial. Mas lá, estava funcionando uma estrutura estilo Disney, onde você ia passeando num universo interativo (meio Piratas do Caribe, mas a pé), por um dia na história da cidade, em meados de 1400 e pouco. Foi lá que eu aprendi um pouco sobre Bruges e entendi melhor o local que estava me maravilhando tanto. Achei que valeu muito a pena e no final, ainda consegui tirar mais algumas fotos do Grote Markt pela varanda do palácio.

Continuando, no quarteirão seguinte, você se depara com o Burg que é outra praça com um conjunto arquitetônico fantástico. O prédio maior é o da prefeitura - Stadhuis - e foi feito no auge de Bruges. E é lá que você vai encontrar a Basílica do Sangue Sagrado.

Já no final do dia, acabada, cansada, maravilhada e morrendo de calor, ainda consegui um gás para passear de barco pelos canais, e ainda bem que consegui! Foi incrível, acho que foi o melhor jeito de me despedir da cidade, porque a vi por outro ângulo, tirei zilhões de fotos e, de alguma forma, mergulhei na história do local. Amei!!! 


No próximo post, o dia em que fui em 3 museus!!!

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

LIVRO - CADE VOCÊ BERNARDETTE

Eu li esse livro online e sob a recomendação de alguma Booktubber que agora não consigo me lembrar. Lembro-me dela ter dito que era um livro super engraçado e como estava em busca de algo leve, resolvi engrenar na leitura. E ainda bem que o fiz porque o livro é realmente uma delícia!

Ele é bem diferentão, porque é escrito sob a forma de diário da narradora Bee, mas ele é cheio de e-mails colacionados e são todos engraçadíssimos. Na verdade, o texto em si é divertido, mas o que eu mais curti foram os personagens, tanto os principais quanto os coadjuvantes que são os mais improváveis, mais extremistas e mais malucos! Eles transformam aquelas situações cotidianas, que todos nós já vivenciamos, em algo absurdo, beirando o fantástico. As personalidades dessas pessoas são muito boas e são elas quem dão o tom do livro.
Bee é uma garota de 15 anos, filha única, que teve inúmeros problemas de coração e formação quando pequena, mas que hoje, é uma adolescente absolutamente normal e muito esperta. Ela é filha de Elgin, um gênio da Microssoft que nunca está presente e de Bernardette, a maior figura do planeta! Ela é uma mulher já com seus 50 anos, extremamente meiga e carinhosa com a filha, mas muito doida! Quando mais jovem, ela ganhou um prêmio super importante como reconhecimento de um trabalho de arquitetura super engenhoso, mas depois disso, ela literalmente surtou e passou a agir de forma absolutamente estranha. Ela é uma mistura de “estou ligando o foda-se para o mundo” com “sou a pessoa mais neurótica e improvável do planeta”.
E ela vai se enfiar em várias enrascadas, mas sem maldade alguma, simplesmente porque ela é uma pessoa doidinha. Por exemplo, ao invés dela contratar uma assistente de carne e osso, ela vai contratar uma fulana lá da Índia e vai se comunicar com ela através de e-mails – são os melhores e-mails do livro! – e vai solicitar as coisas mais escabrosas à mulher. Ela também vai arranjar uma briga engraçadíssima com a vizinha – que é muito mais louca do que ela – e vai fazer as coisas mais absurdas.
Mas, o que eu achei mais legal é que o livro não é só engraçado, ele traz uma mensagem linda e o final é muito incrível!!! O livro mostra o amor incondicional entre mãe e filha e uma amizade muito incrível entre elas. Leiam, é muito legal!!