Mostrando postagens com marcador VIAGEM - ROMÊNIA E HUNGRIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador VIAGEM - ROMÊNIA E HUNGRIA. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 22 de abril de 2026

VIAGEM AO LESTE EUROPEU - DIA 16 - BUCARESTE

Último dia no leste europeu e foi bem caótico. Eu acordei em Brasov e tinha que pegar o trem para Bucareste. Saí do apê super tranquila, fui para a estação de Uber (era bem perto, mas a rodinha da minha mala estava quebrada...) e peguei um vagão novinho, que saiu exatamente no horário combinado e também chegou no destino exatamente no horário combinado. 


Peguei novamente um Uber e fui para o hotel em que passaria apenas uma noite. Eu havia, a princípio, escolhido outro hotel, mas quando estive na cidade, vi que a localização não era boa e eu queria ficar mais centralizada pra conseguir fazer tudo a pé. Então, cancelei aquele e consegui uma vaga nesse, que ficava bem próximo ao Carrefour, onde eu costumava comprar as coisas quando estava na cidade. Como cheguei em torno de 14hs, consegui entrar e achei a acomodação bem ótima. 

Deixei minhas coisas por lá e fui em busca da loja de botões que estava interessada. Andei horrores, por um lugar super fora de mão e tudo para descobrir que ela estava fechada ou nem existia mais. No caminho, numa coincidência bizarra, encontrei com o casal de cariocas que havia conhecido em Brasov. Como era a primeira vez deles por lá, fiz um mini tour com os dois, depois nos despedimos e eu mesma fui dar um rolê pelo centro. 

Daí começou o pesadelo. A proprietária do apê de Brasov me mandou uma mensagem muito brava, dizendo que eu não havia deixado o dinheiro da hospedagem por lá. Eu não sabia que teria que fazer isso, todas as acomodações do Booking eram com pagamento com cartão e eu não tinha percebido que com essa seria diferente. Mas, a proprietária, claro, achou que eu estava querendo dar um golpe. Daí, como isso estava me incomodando muito, eu passei um tempo com a minha gerente do banco descobrindo como fazer para transferir o din din diretamente para a conta da mulher. Foi um caos porque a internet estava horrível eu nunca tinha feito isso. No final, deu certo, mas tive que pagar uma taxa de R$ 100,00 para concretizar a operação.

Apenas um spoiler: o pesadelo não se resolveu tão facilmente, porque era uma quinta-feira e eu descobri que a grana só ia ser creditada na conta da proprietária em 3 dias úteis. Eu mandei vários comprovantes, imagens, e tudo o que estava ao meu alcance para provar pra bendita que estava tudo certo e ela só tinha que aguardar, mas ela me infernizou até terça-feira!

Enfim, depois de um tempo resolvendo esse pequeno perrengue, fiquei apenas flanando pela cidade. Estava tendo um jogo da Champions e havia uma porção de torcedores britânicos fazendo uma baita zona no centro. Foi divertido. Entrei e saí dos mesmos lugares onde já havia estado, sem compromisso algum. 

Quando deu 17:30hs, fui à Caru’ cu Bere, um dos restaurantes mais famosos e históricos da Romênia, fundado originalmente como cervejaria em 1879 e instalado, desde 1899, em um edifício icônico no centro histórico (Lipscani). Com arquitetura em estilo neogótico, interior ricamente decorado com vitrais, madeira entalhada e pinturas, o local oferece uma experiência que vai além da gastronomia, com música e danças tradicionais romenas. O cardápio é focado na culinária típica do país — como carnes assadas, salsichas e pratos com polenta — acompanhados da cerveja da casa, seguindo receitas antigas. Muito frequentado tanto por turistas quanto por moradores locais, o restaurante é considerado um verdadeiro símbolo cultural de Bucareste, embora possa ser bastante movimentado devido à sua popularidade.

Bom, o prédio é um escândalo de lindo, parecia que eu estava num castelo. Tirei trocentas fotos e me deliciei. Maaaaaas, provando minha teoria de que restaurante bom é restaurante barato, paguei caro por uma comida bem meia boca. Pedi um peixe que estava cheio de espinhos e muito gorduroso e o molho que vinha ao lado tinha alho demais. Só a polenta do acompanhamento salvou... Mas não me arrependi porque, realmente, comer num lugar desses é muito especial.

Depois, dei mais uma volta, consegui trocar meus Leus em Euros e depois voltei para o hotel para arrumar minhas malas, já que no dia seguinte sairia super cedo. 

segunda-feira, 6 de abril de 2026

VIAGEM AO LESTE EUROPEU - DIA 15 - CASTELOS TRANSILVÂNIA

Mais uma vez, acordei e fui andando por longos 40 minutos até o centro histórico da cidade e, nesse dia em especial, estava fazendo 8 graus e eu estava com o modelito errado e morrendo de frio.  O objetivo era encontrar outra excursão e, para a minha alegria, éramos em 7 no grupo e dentro de uma van, sendo que um dos casais era brasileiro, super gente boa e conversamos muito o caminho todo (e até hoje) – para desgosto do guia-motorista-mau-humorado. 

Além de não ter carisma nenhum, o guia era muito péssimo e tinha um inglês pior ainda. Ele contava as histórias num tom super baixo, de dentro do carro mesmo e eu que estava lá no fundo, não conseguia ouvir nada! Mas... o bom é que eu sou do tipo que pesquisa antes de sair de casa e já tinha uma boa noção de onde estava indo.

Primeira parada: Fortaleza de Râșnov, localizada na região histórica da Transilvânia. É uma das mais bem preservadas da Romênia, construída no século XIII pelos cavaleiros da Ordem Teutônica. Sua principal função era proteger a população local das invasões que atravessavam os Cárpatos, especialmente de tártaros e otomanos. Erguida no topo de uma colina rochosa, a fortaleza possui muralhas altas, torres defensivas e um complexo interno que abrigava casas, armazéns e até uma escola, permitindo que os moradores se refugiassem ali por longos períodos durante ataques. Hoje, é um importante ponto turístico da Transilvânia, oferecendo vista panorâmica da região e preservando elementos marcantes da arquitetura militar medieval.

A fortaleza em si estava fechada. O que havia por lá era um campo aberto bem amplo, com uma espécie de montagem de como funcionavam as coisas por lá na época medieval – como se fosse uma feira da época – e a fortaleza fica no topo do morro. Cheguei a subir até lá, mas não serve de muita coisa porque não dá para entrar. A real é que 10 minutos estava ótimo para ficar no lugar, mas ficamos tempo demais.

Depois, seguimos para o Mosteiro de Sinaia que foi uma agradável surpresa porque o lugar é maravilhoso! Por lá, há o mosteiro velho – que é um deslumbre, e o mosteiro novo. Trata-se de um importante conjunto religioso ortodoxo localizado na cidade de Sinaia, nas montanhas dos Cárpatos, na Romênia. Fundado em 1695 pelo príncipe Mihail Cantacuzino, o mosteiro recebeu esse nome em homenagem ao Monte Sinai, no Egito, após uma peregrinação do fundador à Terra Santa. O complexo é formado por duas igrejas — a antiga, do século XVII, e a nova, construída no século XIX — além de museu, biblioteca e antigas celas monásticas. Ao longo da história, o mosteiro teve grande importância cultural e religiosa, abrigando manuscritos, ícones e objetos de valor histórico, sendo hoje um dos principais pontos turísticos e espirituais da região.

De lá, pegamos um trânsito monstro, de ficar com o carro desligado por uma meia hora. Como estava com fome, comi meu lanchinho nesse momento mesmo. A questão é que, como as distâncias entre cada uma das atrações é grande, no final das contas, chegamos bem tarde em Brasov na volta.

Muito bem, aí chegamos no Complexo do Castelo de Peles e, como só poderíamos entrar a partir das 14hs, porque um dos brasileiros comprou o ingresso errado (bjo, Mauro!), e não era nem 12:30hs, o guia nos deu 1:30hs para ficar vagando pelo local. Por lá, havia alguns restaurantes (bem caros), mulheres vendendo frutas, souvenires e algumas construções bem bonitas. Aproveitei para comer o sanduiche que havia levado (economia é tudo) e comprei frutas vermelhas. Vaguei um pouco pela região e tirei fotos do castelo do lado de fora, para ganhar tempo.

O Castelo de Peleș (se fala pelesh) é um dos castelos mais famosos e impressionantes da Romênia, localizado na cidade de Sinaia, aos pés das montanhas dos Cárpatos. Construído entre 1873 e 1914 por ordem do rei Carol I da Romênia, o castelo serviu como residência de verão da família real romena. Sua arquitetura é inspirada no estilo neorrenascentista alemão e o interior é ricamente decorado com madeira esculpida, vitrais, obras de arte e mobiliário luxuoso. Considerado um dos castelos mais belos da Europa, o Castelo de Peleș também foi um dos primeiros do continente a possuir eletricidade e aquecimento central, sendo hoje um importante museu e um dos principais pontos turísticos da Romênia.

E vou falar: tanto por dentro quanto por fora, ele é absolutamente impressionante!!! Muito luxo, muitos detalhes e me deu vontade de conhecer um pouco mais sobre a história da Romênia, para além, do Drácula. Ao logo de toda a sua história, eles tiveram apenas 4 reis, porque a monarquia romena existiu de 1881 até 1947, quando o país foi transformado em república após a abdicação do último rei (Carol I da Romênia (1881–1914) , Fernando I da Romênia (1914–1927) , Carol II da Romênia (1930–1940)  e Miguel I da Romênia (1927–1930 e 1940–1947).

E o palácio está intacto, porque Ceaucesco queria usá-lo como residência, mas um dos arquitetos, astuto como era, disse que as paredes estacam enfestadas com bichos e que teria de ser dedetizado, aí o ditador desistiu, o que, provavelmente, salvou o palácio!

Depois de um tempão por lá – mas em visita guiada – seguimos para o último destino: Castelo de Bran. Construído no século XIV com função estratégica de defesa e controle comercial entre a Transilvânia e a Valáquia, o castelo tornou-se mundialmente conhecido por sua associação com a lenda do vampiro criada por Bram Stoker no romance Drácula. Embora a ligação histórica com Vlad III, figura que inspirou parcialmente o personagem Drácula, seja incerta e limitada, o local acabou sendo popularmente chamado de “Castelo do Drácula”. Hoje, o castelo funciona como museu e é um dos destinos turísticos mais visitados da Romênia, destacando-se por sua arquitetura medieval, torres estreitas e atmosfera histórica envolta em lendas.


Chegamos por lá em torno de 17hs o que, na minha opinião, não estava na programação, já que a idéia era retornar à Brasov às 18hs. E isso foi péssimo, porque estava rolando uma feirinha muito boa e interessante no entorno e eu gostaria de tê-la explorado. A real é que eu acho que se o brasileiro não tivesse comprado o ingresso do Castelo de Peles pro horário errado, a gente teria ido antes para Bran, aproveitado por lá o horário de almoço e terminado o tour em Peles.

Com isso, compramos o ingresso no totem do lado de fora e fomos explorar o castelo, desta vez sozinhos, que é bastante grande e muito mais antigo do que o de Peles. Achei o lugar bem interessante. Do lado de fora ele é um pouco assustador, mas por dentro ele é bem simples. Pouca mobília, algumas peças de roupa e algumas salas transformadas em “quarto do Drácula”, com caixão e tudo. Afinal, é desse tipo de turismo que eles vivem por lá.

A visita, infelizmente, foi curta e não tivemos tempo de explorar a feirinha. Mas ainda assim eu consegui comer um docinho delicioso e comprar uma faixa.

De volta à cidade, eu aproveitei meu último dia em Brasov e jantei um delicioso macarrão ao pesto no centrinho histórico, já à noite.



quinta-feira, 5 de março de 2026

VIAGEM AO LESTE EUROPEU - DIA 13 - BRASOV

Acordei super cedo para conseguir arrumar tudo com bastante calma. Tomei café, dei uma ajeitada no apê e saí de casa às 7:30hs com minhas malas pela escada, porque já contei o perrengue da chegada e não pretendia me arriscar no elevador novamente. Chamei um Uber , que chegou super rápido, e em cerca de 15 min estava na estação de trem, que estava absolutamente abarrotada e muito muvucada.

Havia um painel central, daqueles que a gente tem que ficar olhando pra ver qual plataforma vai sair o trem, mas faltando 15 minutos para o horário, ainda não tinha visto qualquer menção sobre minha viagem, informação... nada. E aparentemente estavam todos na mesma situação, porque tinha muita gente, mas muita gente mesmo por lá! Quando apareceu o número 09, rolou uma mega aglomeração, porque era exatamente atrás do painel e quem estava por lá não saiu da frente. E, para ajudar, ainda tinha uma excursão de adolescentes no meu trem e os pais que foram levar os filhos até a porta também não saiam da frente... olha... que caos.

Fui sentada no meio da excursão e numa mesa com 3 (três) meninas. Foi tranquilo e a sorte é que elas desceram umas 2 estações antes da minha, porque todos estavam com muitas malas grandes e demoraram muito para sair do trem e porque eu havia deixado minha mala lá na frente (torcendo para que ela estivesse lá quando eu saísse!). Esqueci de dizer, no meio da viagem, a mala que estava em cima de nós caiu na cabeça da menina do meu lado. Fiquei meio desesperada porque poderia ter sido grave, mas não deu nada.

De cara, me apaixonei pela paisagem de dentro do trem, com muitas montanhas e florestas. Dava para notar que o clima estava mais frio (não sabia o quanto!). Já em Brasov, como a estação de trem ficava a apenas 15 minutos do apê, resolvi ir andando. O problema é que minha mala estava com a rodinha quebrada, então o que parecia fácil, foi meio caótico e eu cheguei no destino exausta. Como ainda não estava na hora do check in e o apê ainda estava desarrumado, deixei minhas malas por lá e fui rolezar. O que eu não sabia (ou sabia e não tinha me atentado), é que o lugar ficava a 40 minutos do centro histórico...

Ah, tive que fazer uma chamada de vídeo com a anfitriã porque havia uma mágica para fechar a porta do lugar... anotem essa anfitriã porque mais pra frente voltaremos a falar dela.

Muito bem, segui para a cidade e me apaixonei. Apesar do dia nublado, frio e chuvoso e do fato de eu não ter levado nenhuma roupa adequada para esse clima, Brasov se mostrou uma cidade belíssima e muito pitoresca. Várias ruas super gostosas, cheias de lojinhas, restaurantes e muita coisa para ver. Almocei num restaurante na rua principal e comi polenta com frango ao molho de cogumelos – estava uma delícia.

De estômago cheio, saí desbravando a cidade. Primeiro, fui à Dormition of the Mother of God Church, “construída entre 1896 e 1899, o que significa que tem mais de 125 anos de história. Ela foi erguida para atender à comunidade ortodoxa romena da cidade, que crescia significativamente no final do século XIX, durante um período de afirmação cultural e religiosa dos romenos na região da Transilvânia, então parte do Império Austro-Húngaro.

O projeto seguiu o estilo neobizantino, inspirado nas tradições arquitetônicas ortodoxas, com cúpulas, elementos ornamentais e um interior ricamente decorado com ícones e pinturas religiosas. Ao longo do século XX, a igreja tornou-se um importante centro espiritual e cultural para os fiéis ortodoxos de Brașov, mantendo até hoje sua função religiosa ativa e sendo considerada um marco histórico e arquitetônico da cidade. “

Essa era grátis. Depois, comprei o ticket para visitar o cartão postal da cidade: a Igreja Negra (Biserica Neagră), “o maior edifício gótico do país e um dos mais importantes monumentos históricos da região da Transilvânia. Sua construção começou por volta de 1383 e foi concluída no século XV, originalmente como uma igreja católica dedicada à Virgem Maria. Após a Reforma Protestante no século XVI, tornou-se uma igreja luterana, refletindo a influência da comunidade saxônica alemã na cidade.

O nome “Igreja Negra” surgiu após um grande incêndio em 1689, que escureceu suas paredes externas com fuligem. Ao longo dos séculos, a igreja tornou-se um símbolo de Brașov, destacando-se por sua impressionante arquitetura gótica, seu grande órgão e sua importante coleção de tapetes orientais, permanecendo até hoje como um centro religioso e um dos principais pontos turísticos da cidade.”

Segui andando por todos os cantos, peguei chuva, passei frio, tirei muitas fotos e foi uma delícia. No final do dia, fiz minha peregrinação de volta para o apê e aproveitei para passar no supermercado e comprar alguns mantimentos. Aproveitei esse dia mais tranquilo para já deixar separado os looks dos próximos dias, já que todos eles estariam ocupados com tours.