segunda-feira, 6 de abril de 2026

VIAGEM AO LESTE EUROPEU - DIA 15 - CASTELOS TRANSILVÂNIA

Mais uma vez, acordei e fui andando por longos 40 minutos até o centro histórico da cidade e, nesse dia em especial, estava fazendo 8 graus e eu estava com o modelito errado e morrendo de frio.  O objetivo era encontrar outra excursão e, para a minha alegria, éramos em 7 no grupo e dentro de uma van, sendo que um dos casais era brasileiro, super gente boa e conversamos muito o caminho todo (e até hoje) – para desgosto do guia-motorista-mau-humorado. 

Além de não ter carisma nenhum, o guia era muito péssimo e tinha um inglês pior ainda. Ele contava as histórias num tom super baixo, de dentro do carro mesmo e eu que estava lá no fundo, não conseguia ouvir nada! Mas... o bom é que eu sou do tipo que pesquisa antes de sair de casa e já tinha uma boa noção de onde estava indo.

Primeira parada: Fortaleza de Râșnov, localizada na região histórica da Transilvânia. É uma das mais bem preservadas da Romênia, construída no século XIII pelos cavaleiros da Ordem Teutônica. Sua principal função era proteger a população local das invasões que atravessavam os Cárpatos, especialmente de tártaros e otomanos. Erguida no topo de uma colina rochosa, a fortaleza possui muralhas altas, torres defensivas e um complexo interno que abrigava casas, armazéns e até uma escola, permitindo que os moradores se refugiassem ali por longos períodos durante ataques. Hoje, é um importante ponto turístico da Transilvânia, oferecendo vista panorâmica da região e preservando elementos marcantes da arquitetura militar medieval.

A fortaleza em si estava fechada. O que havia por lá era um campo aberto bem amplo, com uma espécie de montagem de como funcionavam as coisas por lá na época medieval – como se fosse uma feira da época – e a fortaleza fica no topo do morro. Cheguei a subir até lá, mas não serve de muita coisa porque não dá para entrar. A real é que 10 minutos estava ótimo para ficar no lugar, mas ficamos tempo demais.

Depois, seguimos para o Mosteiro de Sinaia que foi uma agradável surpresa porque o lugar é maravilhoso! Por lá, há o mosteiro velho – que é um deslumbre, e o mosteiro novo. Trata-se de um importante conjunto religioso ortodoxo localizado na cidade de Sinaia, nas montanhas dos Cárpatos, na Romênia. Fundado em 1695 pelo príncipe Mihail Cantacuzino, o mosteiro recebeu esse nome em homenagem ao Monte Sinai, no Egito, após uma peregrinação do fundador à Terra Santa. O complexo é formado por duas igrejas — a antiga, do século XVII, e a nova, construída no século XIX — além de museu, biblioteca e antigas celas monásticas. Ao longo da história, o mosteiro teve grande importância cultural e religiosa, abrigando manuscritos, ícones e objetos de valor histórico, sendo hoje um dos principais pontos turísticos e espirituais da região.

De lá, pegamos um trânsito monstro, de ficar com o carro desligado por uma meia hora. Como estava com fome, comi meu lanchinho nesse momento mesmo. A questão é que, como as distâncias entre cada uma das atrações é grande, no final das contas, chegamos bem tarde em Brasov na volta.

Muito bem, aí chegamos no Complexo do Castelo de Peles e, como só poderíamos entrar a partir das 14hs, porque um dos brasileiros comprou o ingresso errado (bjo, Mauro!), e não era nem 12:30hs, o guia nos deu 1:30hs para ficar vagando pelo local. Por lá, havia alguns restaurantes (bem caros), mulheres vendendo frutas, souvenires e algumas construções bem bonitas. Aproveitei para comer o sanduiche que havia levado (economia é tudo) e comprei frutas vermelhas. Vaguei um pouco pela região e tirei fotos do castelo do lado de fora, para ganhar tempo.

O Castelo de Peleș (se fala pelesh) é um dos castelos mais famosos e impressionantes da Romênia, localizado na cidade de Sinaia, aos pés das montanhas dos Cárpatos. Construído entre 1873 e 1914 por ordem do rei Carol I da Romênia, o castelo serviu como residência de verão da família real romena. Sua arquitetura é inspirada no estilo neorrenascentista alemão e o interior é ricamente decorado com madeira esculpida, vitrais, obras de arte e mobiliário luxuoso. Considerado um dos castelos mais belos da Europa, o Castelo de Peleș também foi um dos primeiros do continente a possuir eletricidade e aquecimento central, sendo hoje um importante museu e um dos principais pontos turísticos da Romênia.

E vou falar: tanto por dentro quanto por fora, ele é absolutamente impressionante!!! Muito luxo, muitos detalhes e me deu vontade de conhecer um pouco mais sobre a história da Romênia, para além, do Drácula. Ao logo de toda a sua história, eles tiveram apenas 4 reis, porque a monarquia romena existiu de 1881 até 1947, quando o país foi transformado em república após a abdicação do último rei (Carol I da Romênia (1881–1914) , Fernando I da Romênia (1914–1927) , Carol II da Romênia (1930–1940)  e Miguel I da Romênia (1927–1930 e 1940–1947).

E o palácio está intacto, porque Ceaucesco queria usá-lo como residência, mas um dos arquitetos, astuto como era, disse que as paredes estacam enfestadas com bichos e que teria de ser dedetizado, aí o ditador desistiu, o que, provavelmente, salvou o palácio!

Depois de um tempão por lá – mas em visita guiada – seguimos para o último destino: Castelo de Bran. Construído no século XIV com função estratégica de defesa e controle comercial entre a Transilvânia e a Valáquia, o castelo tornou-se mundialmente conhecido por sua associação com a lenda do vampiro criada por Bram Stoker no romance Drácula. Embora a ligação histórica com Vlad III, figura que inspirou parcialmente o personagem Drácula, seja incerta e limitada, o local acabou sendo popularmente chamado de “Castelo do Drácula”. Hoje, o castelo funciona como museu e é um dos destinos turísticos mais visitados da Romênia, destacando-se por sua arquitetura medieval, torres estreitas e atmosfera histórica envolta em lendas.


Chegamos por lá em torno de 17hs o que, na minha opinião, não estava na programação, já que a idéia era retornar à Brasov às 18hs. E isso foi péssimo, porque estava rolando uma feirinha muito boa e interessante no entorno e eu gostaria de tê-la explorado. A real é que eu acho que se o brasileiro não tivesse comprado o ingresso do Castelo de Peles pro horário errado, a gente teria ido antes para Bran, aproveitado por lá o horário de almoço e terminado o tour em Peles.

Com isso, compramos o ingresso no totem do lado de fora e fomos explorar o castelo, desta vez sozinhos, que é bastante grande e muito mais antigo do que o de Peles. Achei o lugar bem interessante. Do lado de fora ele é um pouco assustador, mas por dentro ele é bem simples. Pouca mobília, algumas peças de roupa e algumas salas transformadas em “quarto do Drácula”, com caixão e tudo. Afinal, é desse tipo de turismo que eles vivem por lá.

A visita, infelizmente, foi curta e não tivemos tempo de explorar a feirinha. Mas ainda assim eu consegui comer um docinho delicioso e comprar uma faixa.

De volta à cidade, eu aproveitei meu último dia em Brasov e jantei um delicioso macarrão ao pesto no centrinho histórico, já à noite.



Nenhum comentário:

Postar um comentário