quinta-feira, 5 de março de 2026

VIAGEM AO LESTE EUROPEU - DIA 13 - BRASOV

Acordei super cedo para conseguir arrumar tudo com bastante calma. Tomei café, dei uma ajeitada no apê e saí de casa às 7:30hs com minhas malas pela escada, porque já contei o perrengue da chegada e não pretendia me arriscar no elevador novamente. Chamei um Uber , que chegou super rápido, e em cerca de 15 min estava na estação de trem, que estava absolutamente abarrotada e muito muvucada.

Havia um painel central, daqueles que a gente tem que ficar olhando pra ver qual plataforma vai sair o trem, mas faltando 15 minutos para o horário, ainda não tinha visto qualquer menção sobre minha viagem, informação... nada. E aparentemente estavam todos na mesma situação, porque tinha muita gente, mas muita gente mesmo por lá! Quando apareceu o número 09, rolou uma mega aglomeração, porque era exatamente atrás do painel e quem estava por lá não saiu da frente. E, para ajudar, ainda tinha uma excursão de adolescentes no meu trem e os pais que foram levar os filhos até a porta também não saiam da frente... olha... que caos.

Fui sentada no meio da excursão e numa mesa com 3 (três) meninas. Foi tranquilo e a sorte é que elas desceram umas 2 estações antes da minha, porque todos estavam com muitas malas grandes e demoraram muito para sair do trem e porque eu havia deixado minha mala lá na frente (torcendo para que ela estivesse lá quando eu saísse!). Esqueci de dizer, no meio da viagem, a mala que estava em cima de nós caiu na cabeça da menina do meu lado. Fiquei meio desesperada porque poderia ter sido grave, mas não deu nada.

De cara, me apaixonei pela paisagem de dentro do trem, com muitas montanhas e florestas. Dava para notar que o clima estava mais frio (não sabia o quanto!). Já em Brasov, como a estação de trem ficava a apenas 15 minutos do apê, resolvi ir andando. O problema é que minha mala estava com a rodinha quebrada, então o que parecia fácil, foi meio caótico e eu cheguei no destino exausta. Como ainda não estava na hora do check in e o apê ainda estava desarrumado, deixei minhas malas por lá e fui rolezar. O que eu não sabia (ou sabia e não tinha me atentado), é que o lugar ficava a 40 minutos do centro histórico...

Ah, tive que fazer uma chamada de vídeo com a anfitriã porque havia uma mágica para fechar a porta do lugar... anotem essa anfitriã porque mais pra frente voltaremos a falar dela.

Muito bem, segui para a cidade e me apaixonei. Apesar do dia nublado, frio e chuvoso e do fato de eu não ter levado nenhuma roupa adequada para esse clima, Brasov se mostrou uma cidade belíssima e muito pitoresca. Várias ruas super gostosas, cheias de lojinhas, restaurantes e muita coisa para ver. Almocei num restaurante na rua principal e comi polenta com frango ao molho de cogumelos – estava uma delícia.

De estômago cheio, saí desbravando a cidade. Primeiro, fui à Dormition of the Mother of God Church, “construída entre 1896 e 1899, o que significa que tem mais de 125 anos de história. Ela foi erguida para atender à comunidade ortodoxa romena da cidade, que crescia significativamente no final do século XIX, durante um período de afirmação cultural e religiosa dos romenos na região da Transilvânia, então parte do Império Austro-Húngaro.

O projeto seguiu o estilo neobizantino, inspirado nas tradições arquitetônicas ortodoxas, com cúpulas, elementos ornamentais e um interior ricamente decorado com ícones e pinturas religiosas. Ao longo do século XX, a igreja tornou-se um importante centro espiritual e cultural para os fiéis ortodoxos de Brașov, mantendo até hoje sua função religiosa ativa e sendo considerada um marco histórico e arquitetônico da cidade. “

Essa era grátis. Depois, comprei o ticket para visitar o cartão postal da cidade: a Igreja Negra (Biserica Neagră), “o maior edifício gótico do país e um dos mais importantes monumentos históricos da região da Transilvânia. Sua construção começou por volta de 1383 e foi concluída no século XV, originalmente como uma igreja católica dedicada à Virgem Maria. Após a Reforma Protestante no século XVI, tornou-se uma igreja luterana, refletindo a influência da comunidade saxônica alemã na cidade.

O nome “Igreja Negra” surgiu após um grande incêndio em 1689, que escureceu suas paredes externas com fuligem. Ao longo dos séculos, a igreja tornou-se um símbolo de Brașov, destacando-se por sua impressionante arquitetura gótica, seu grande órgão e sua importante coleção de tapetes orientais, permanecendo até hoje como um centro religioso e um dos principais pontos turísticos da cidade.”

Segui andando por todos os cantos, peguei chuva, passei frio, tirei muitas fotos e foi uma delícia. No final do dia, fiz minha peregrinação de volta para o apê e aproveitei para passar no supermercado e comprar alguns mantimentos. Aproveitei esse dia mais tranquilo para já deixar separado os looks dos próximos dias, já que todos eles estariam ocupados com tours.

Nenhum comentário:

Postar um comentário