Acordei super
cedo para conseguir arrumar tudo com bastante calma. Tomei café, dei uma
ajeitada no apê e saí de casa às 7:30hs com minhas malas pela escada, porque já
contei o perrengue da chegada e não pretendia me arriscar no elevador
novamente. Chamei um Uber , que chegou super rápido, e em cerca de 15 min
estava na estação de trem, que estava absolutamente abarrotada e muito
muvucada.
Havia um painel central, daqueles que a gente tem que ficar olhando pra ver qual plataforma vai sair o trem, mas faltando 15 minutos para o horário, ainda não tinha visto qualquer menção sobre minha viagem, informação... nada. E aparentemente estavam todos na mesma situação, porque tinha muita gente, mas muita gente mesmo por lá! Quando apareceu o número 09, rolou uma mega aglomeração, porque era exatamente atrás do painel e quem estava por lá não saiu da frente. E, para ajudar, ainda tinha uma excursão de adolescentes no meu trem e os pais que foram levar os filhos até a porta também não saiam da frente... olha... que caos.
Fui sentada no
meio da excursão e numa mesa com 3 (três) meninas. Foi tranquilo e a sorte é
que elas desceram umas 2 estações antes da minha, porque todos estavam com
muitas malas grandes e demoraram muito para sair do trem e porque eu havia
deixado minha mala lá na frente (torcendo para que ela estivesse lá quando eu
saísse!). Esqueci de dizer, no meio da viagem, a mala que estava em cima de nós
caiu na cabeça da menina do meu lado. Fiquei meio desesperada porque poderia
ter sido grave, mas não deu nada.
De cara, me
apaixonei pela paisagem de dentro do trem, com muitas montanhas e florestas.
Dava para notar que o clima estava mais frio (não sabia o quanto!). Já em
Brasov, como a estação de trem ficava a apenas 15 minutos do apê, resolvi ir
andando. O problema é que minha mala estava com a rodinha quebrada, então o que
parecia fácil, foi meio caótico e eu cheguei no destino exausta. Como ainda não
estava na hora do check in e o apê ainda estava desarrumado, deixei minhas
malas por lá e fui rolezar. O que eu não sabia (ou sabia e não tinha me
atentado), é que o lugar ficava a 40 minutos do centro histórico...
Ah, tive que
fazer uma chamada de vídeo com a anfitriã porque havia uma mágica para fechar a
porta do lugar... anotem essa anfitriã porque mais pra frente voltaremos a
falar dela.
Muito bem, segui
para a cidade e me apaixonei. Apesar do dia nublado, frio e chuvoso e do fato
de eu não ter levado nenhuma roupa adequada para esse clima, Brasov se mostrou
uma cidade belíssima e muito pitoresca. Várias ruas super gostosas, cheias de
lojinhas, restaurantes e muita coisa para ver. Almocei num restaurante na rua
principal e comi polenta com frango ao molho de cogumelos – estava uma delícia.
De estômago
cheio, saí desbravando a cidade. Primeiro, fui à Dormition of the Mother of God
Church, “construída entre 1896 e 1899, o que significa que tem mais de 125 anos
de história. Ela foi erguida para atender à comunidade ortodoxa romena da
cidade, que crescia significativamente no final do século XIX, durante um
período de afirmação cultural e religiosa dos romenos na região da
Transilvânia, então parte do Império Austro-Húngaro.
O projeto seguiu
o estilo neobizantino, inspirado nas tradições arquitetônicas ortodoxas, com
cúpulas, elementos ornamentais e um interior ricamente decorado com ícones e
pinturas religiosas. Ao longo do século XX, a igreja tornou-se um importante
centro espiritual e cultural para os fiéis ortodoxos de Brașov, mantendo até
hoje sua função religiosa ativa e sendo considerada um marco histórico e
arquitetônico da cidade. “
Essa era grátis.
Depois, comprei o ticket para visitar o cartão postal da cidade: a Igreja Negra
(Biserica Neagră), “o maior edifício gótico do país e um dos mais importantes
monumentos históricos da região da Transilvânia. Sua construção começou por volta
de 1383 e foi concluída no século XV, originalmente como uma igreja católica
dedicada à Virgem Maria. Após a Reforma Protestante no século XVI, tornou-se
uma igreja luterana, refletindo a influência da comunidade saxônica alemã na
cidade.
O nome “Igreja
Negra” surgiu após um grande incêndio em 1689, que escureceu suas paredes
externas com fuligem. Ao longo dos séculos, a igreja tornou-se um símbolo de
Brașov, destacando-se por sua impressionante arquitetura gótica, seu grande
órgão e sua importante coleção de tapetes orientais, permanecendo até hoje como
um centro religioso e um dos principais pontos turísticos da cidade.”
Segui andando
por todos os cantos, peguei chuva, passei frio, tirei muitas fotos e foi uma
delícia. No final do dia, fiz minha peregrinação de volta para o apê e
aproveitei para passar no supermercado e comprar alguns mantimentos. Aproveitei
esse dia mais tranquilo para já deixar separado os looks dos próximos dias, já
que todos eles estariam ocupados com tours.















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