Último dia no leste europeu e foi bem caótico. Eu acordei em Brasov e
tinha que pegar o trem para Bucareste. Saí do apê super tranquila, fui para a
estação de Uber (era bem perto, mas a rodinha da minha mala estava quebrada...) e peguei um vagão novinho, que saiu exatamente no horário combinado e também
chegou no destino exatamente no horário combinado.
Peguei novamente um Uber e fui para o hotel em que passaria apenas uma noite. Eu havia, a princípio, escolhido outro hotel, mas quando estive na cidade, vi que a localização não era boa e eu queria ficar mais centralizada pra conseguir fazer tudo a pé. Então, cancelei aquele e consegui uma vaga nesse, que ficava bem próximo ao Carrefour, onde eu costumava comprar as coisas quando estava na cidade. Como cheguei em torno de 14hs, consegui entrar e achei a acomodação bem ótima.
Deixei minhas coisas por lá e fui em busca da loja de botões que estava
interessada. Andei horrores, por um lugar super fora de mão e tudo para
descobrir que ela estava fechada ou nem existia mais. No caminho, numa
coincidência bizarra, encontrei com o casal de cariocas que havia conhecido em
Brasov. Como era a primeira vez deles por lá, fiz um mini tour com os dois,
depois nos despedimos e eu mesma fui dar um rolê pelo centro.
Daí começou o pesadelo. A proprietária do apê de Brasov me mandou uma
mensagem muito brava, dizendo que eu não havia deixado o dinheiro da hospedagem
por lá. Eu não sabia que teria que fazer isso, todas as acomodações do Booking
eram com pagamento com cartão e eu não tinha percebido que com essa seria
diferente. Mas, a proprietária, claro, achou que eu estava querendo dar um
golpe. Daí, como isso estava me incomodando muito, eu passei um tempo com a
minha gerente do banco descobrindo como fazer para transferir o din din
diretamente para a conta da mulher. Foi um caos porque a internet estava
horrível eu nunca tinha feito isso. No final, deu certo, mas tive que
pagar uma taxa de R$ 100,00 para concretizar a operação.
Apenas um spoiler: o pesadelo não se resolveu tão facilmente, porque era
uma quinta-feira e eu descobri que a grana só ia ser creditada na conta da
proprietária em 3 dias úteis. Eu mandei vários comprovantes, imagens, e tudo o
que estava ao meu alcance para provar pra bendita que estava tudo certo e ela
só tinha que aguardar, mas ela me infernizou até terça-feira!
Enfim, depois de um tempo resolvendo esse pequeno perrengue, fiquei
apenas flanando pela cidade. Estava tendo um jogo da Champions e havia uma
porção de torcedores britânicos fazendo uma baita zona no centro. Foi
divertido. Entrei e saí dos mesmos lugares onde já havia estado, sem
compromisso algum.
Quando deu 17:30hs, fui à Caru’ cu Bere, um dos restaurantes mais famosos
e históricos da Romênia, fundado originalmente como cervejaria em 1879 e
instalado, desde 1899, em um edifício icônico no centro histórico
(Lipscani). Com arquitetura em estilo neogótico, interior ricamente
decorado com vitrais, madeira entalhada e pinturas, o local oferece uma
experiência que vai além da gastronomia, com música e danças tradicionais
romenas. O cardápio é focado na culinária típica do país — como carnes assadas,
salsichas e pratos com polenta — acompanhados da cerveja da casa, seguindo
receitas antigas. Muito frequentado tanto por turistas quanto por
moradores locais, o restaurante é considerado um verdadeiro símbolo cultural de
Bucareste, embora possa ser bastante movimentado devido à sua popularidade.
Bom, o prédio é um escândalo de lindo, parecia que eu estava num castelo. Tirei trocentas fotos e me deliciei. Maaaaaas, provando minha teoria de que restaurante bom é restaurante barato, paguei caro por uma comida bem meia boca. Pedi um peixe que estava cheio de espinhos e muito gorduroso e o molho que vinha ao lado tinha alho demais. Só a polenta do acompanhamento salvou... Mas não me arrependi porque, realmente, comer num lugar desses é muito especial.
Depois, dei mais uma volta, consegui trocar meus Leus em Euros e depois voltei para o hotel para arrumar minhas malas, já que no dia seguinte sairia super cedo.








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