Nesse dia eu
calculei meio mal o horário de acordar e acabei fazendo as coisas meio na
correria. Mas, no final sempre dá tudo certo. Me arrumei, tomei café da manhã
no próprio apê e saí para encontrar o meu grupo do tour do dia no mesmo lugar
onde havia encontrado no dia anterior, que ficava há uns 15 minutos andando. O
destino: Bulgária!
O grupo era bem
interessante, composto quase totalmente por orientais de diversas partes da
Ásia, incluindo um casal de senhores indianos, gente de Singapura, e outros
lugares. Mas havia também americanos e canadenses, a maioria, jovens. Acabamos atrasando
a saída porque havia um pessoal que tinha esquecido o passaporte em casa – o
povo não lê as instruções é nisso que dá. E a
guia não escondeu a insatisfação e o mau humor.
Andamos uns 40
minutos na minivan e fomos para a fila da fronteira. Nesse momento, a guia nos
explicou que o trâmite poderia durar alguns minutos ou algumas horas e que
poderíamos ser parados para controle do passaporte ou não. No final, não fomos
escolhidos (ainda bem) e depois de 1
hora, cruzamos o Rio Danúbio e logo estávamos na Bulgária, numa região que
parecia bem pobre e portuária.
A cidade
fronteiriça, como a maioria, é bem simples e já dava pra notar um setor rural
bem grande. Paramos para trocar dinheiro, porque teríamos de pagar pela
primeira atração – e claro que havia uma galera na van que também não tinha
lido sobre o assunto e não tinha grana para trocar. Aproveitamos e usamos o
banheiro do lugar – tipo um posto de gasolina. Uns 40 minutos depois, chegamos
na primeira parada: Mosteiro de
São Dimitrii de Basarbovo, que confesso que era o lugar que estava
mais animada para conhecer.
“Trata-se de um
mosteiro rupestre localizado na Bulgária, escavado diretamente nas rochas de um
penhasco às margens do rio Rusenski Lom. É considerado o único mosteiro desse
tipo ainda ativo no país e está ligado à tradição cristã ortodoxa.
O local é
dedicado a São Dimitrii (Dimitar) de Basarbovo, eremita do século XVII venerado
como santo pela Igreja Ortodoxa. Segundo a tradição, ele viveu em oração e
isolamento nas cavernas da região, e sua vida simples e devota transformou o
lugar em ponto de peregrinação religiosa.
O conjunto
monástico inclui capelas, celas e pequenos espaços de culto talhados na pedra,
conectados por escadas e passagens estreitas. Além da importância espiritual, o
mosteiro também se destaca pela paisagem natural ao redor, sendo visitado tanto
por fiéis quanto por turistas interessados em história, arqueologia religiosa e
arquitetura rupestre.“
Confesso que
pelas fotos do Get Your Guide, o lugar me parecia mais incrível do que
realmente é, mas é adorável e bem impressionante. Muita escadaria (e causação
com o casal de indianos), muita pintura nas cavernas, uma capela e muita coisa
linda para ver. Na parte de baixo, há uma igreja ortodoxa mesmo, do tipo
moderna e lá estava rolando um batizado. Aproveitamos a disposição do padre e
tomamos um “passe”.
Depois de um
xixi em pé (buraco no chão) em um dos banheiros mais nojentos em que eu já
estive (detalhe que eu estava de calça), seguimos viagem – 2 horas em direção a
Veliko Tarnovo, o verdadeiro destino do tour, onde ficaríamos por mais tempo.
“A Veliko
Tarnovo é uma das cidades históricas mais importantes da Bulgária e foi
capital do Segundo Império Búlgaro na Idade Média. Situada sobre colinas
íngremes e cortada pelo rio Yantra, a cidade é conhecida por sua paisagem
dramática, com casas antigas erguidas sobre encostas rochosas e ruas sinuosas
que preservam o caráter medieval.
O principal
marco de Veliko Tarnovo é a Fortaleza de Tsarevets, antigo centro político e
religioso do império, onde ficavam o palácio real e a catedral patriarcal. As
ruínas, muralhas e torres ainda dominam o horizonte e ajudam a contar a
história do período em que a cidade foi um dos mais fortes centros culturais e
administrativos da região balcânica.
Hoje, Veliko
Tarnovo combina patrimônio histórico com vida cultural ativa. Possui
universidades, museus, galerias e festivais, além de atrair visitantes pelo
artesanato tradicional e pela arquitetura preservada. É um destino que une
história, natureza e identidade nacional búlgara em um mesmo cenário.“
Primeiro, fomos na
a Fortaleza de Tsarevets. O lugar é bem interessante, bem rústico e está em ruínas,
mas a vista de lá de cima é muito impressionante. No topo, há uma igreja mais
moderna, com murais muito interessantes que me lembraram as pinturas de El
Greco. Chegar lá em cima foi uma verdadeira peregrinação. Super alto, muitas
escadas... eu cheguei esbaforida e com as panturrilhas gritando.
O rolê durou
cerca de 1 hora e 10 minutos depois, com uma pequena caminhada, estávamos na
cidadezinha, onde tivemos 2 horas livres (14/16). Como a cidade era lotada de
lojinhas, eu fui logo explorar todas elas e saí de lá com um carregamento de
artigos típicos e comidas diferentes. O dinheiro búlgaro é bem desvalorizado e
tudo por lá é mais barato do que nos outros lugares em que havia estado nos
outros dias.
Comi uma bureka
de queijo e achei que seria o suficiente, mas já faltando meia hora para ir embora,
inventei de comer uma salada num restaurante. Na verdade, a idéia também era
usar o banheiro, já que de lá, voltaríamos para a Romênia e sei lá quanto tempo
demoraria na estrada. Estava muito bom, mas acho que acabei comendo mais rápido
do que precisava com medo que não desse tempo.
Acabamos chegando na fila da fronteira às 18:30hs e, novamente, ficamos em torno de 1 hora por lá, sem checagem nenhuma de passaporte. Cheguei no apê umas 20:30hs! Eu curti demais esse dia e é sempre bacana dar “check” num país novo. Mas a real é que a pessoa tem que estar disposta a ficar mais tempo dentro da van do que nas atrações em si. Mas foi um dos dias mais legais da viagem, sem dúvida.













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