quinta-feira, 4 de abril de 2024
sábado, 30 de março de 2024
VIAGEM - PRÓXIMO DESTINO - MÉXICO - 1
Sim, já temos um próximo destino: México. Desta
vez, não vou sozinha, mas com o meu irmão, minha cunhada e o meu sobrinho. A
trip será em outubro deste ano e já começamos a rascunhar o roteiro, que
promete ficar muito legal.
Vamos
para a Cidade do México e depois vamos fazer todo Estado de Yucatán, passando
pelas principais cidades e finalizando o tour pela Riviera Maia. Eu estou muito
animada porque vamos ver cidades, praias e também MUITAS ruinas!
Por
enquanto, compramos apenas a passagem aérea: R$ 3.118,00 pela Copa Airlines. Vamos dia 05/10, fazendo uma parada na Cidade do Panamá antes de chegarmos na Cidade do México. Saímos de Cancun dia 25/10, e também fazemos escala na Cidade do Panamá e chegamos em São Paulo no sábado.
Gastos até o momento: R$ 3.118,00
quinta-feira, 28 de março de 2024
segunda-feira, 25 de março de 2024
VIAGEM - ESPANHA - GIRONA
Meu
dia começou animadíssimo. Acordei cedo, tomei café da manhã no hotel, me
arrumei e logo parti para pegar o metrô em direção à Estação Barcelona Sants,
já que iria pegar o trem para visitar outra cidade. Tudo transacorreu
tranquilamente e cheguei à estação com cerca de 1 hora de antecedência – o trem
para Girona partiria às 08:22hs.
Mas,
quando dei por mim, percebi que meu trem não estava elencado nos painéis da
estação. Em consulta com o pessoal da Renfe, que foi super educado e solícito,
descobri que o horário que eu havia escolhido não sairia nenhum trem, havia
sido cancelado. Mas logo me realocaram em outro com destino a
Figueres-Vilafant, que sairia mais cedo: às 8:10hs. Ainda bem que eu havia
chegado cedo! Todos os funcionários da estação foram avisados, o que eu achei
super organizado, mudaram até o meu assento e no final, deu tudo certo. Chegar
cedo nos lugares é tudo!!
Cerca
de 1 hora depois, eu já estava em Giorona – spoiler: foi uma das cidades que
mais gostei! Quando chega por lá, confesso que é um pouco confuso. Eu rodei um
tanto a pé até entender para qual direção eu tinha que ir, porque nem o Google
Maps estava ajudando. Mas, quando vi a ponte, entendi que estava no caminho
certo, em direção à Cidade Velha. Eu acho que foi nesse momento que eu decidi
que iria gostar daquela cidade, porque me encantei pelas casinhas coloridas que
beiram o rio.
Chegando
na Cidade Velha, me senti como se estivesse no Bairro Gótico de Barcelona, mas
com ruas mais largas e menos apinhado de gente. Lojinhas interessantes,
restaurantes e a arquitetura bela me surpreenderam e, como eu cheguei cedo – as
coisas por lá só abrem depois das 10hs – segui flanando sem pressa nenhuma e
descobrindo a cidade.
A
primeira parada foi a Igreja S. Felício, suuuper antiga. A igreja está
localizada numa simpática praça com o mesmo nome, rodeada de cafés e muitos grupos
turísticos esperando para entrar. A fachada é linda, destacando-se a torre
campanário desenhada por Pere Sacoma o mesmo da Catedral de Sta. Maria que
também podemos ver na cidade. A sua construção foi sendo prolongada ao
longo dos séculos (XIII-XVIII), isso fez com o que o seu estilo
gótico se misturasse com outros como o românico e o barroco. Eu juro que achei que o local
fosse bem mais antigo.
Ainda na fachada, está um sepulcro cuja placa
não nos ajuda a entender de quem seria, foi das primeiras vezes que vi um
fora de uma igreja e colocado numa parede. Segundo a descrição da igreja, no
seu interior estarão oito sepulcros romanos e dos primeiros tempos do
cristianismo. Animada, entrei, peguei um áudio guia e me perdi pelos cantinhos
bem interessantes que encontrei por lá.
Saindo da igreja, me deparei com uma parte imensa
da cidade que parecia ter parado na Idade Média, e uma placa que dizia que de
um lado ficava o passeio arqueológico e, de outro, as demais atrações. Decidi
começar pelo passeio e já de cara, percebi que teria de subir muitas escadas e
ladeiras. Mas foi muito legal. Fiquei um tempão explorando cada cantinho das
muralhas e ruínas e, claro, passando calor e suando muito.
De lá, decidi seguir para o Museu de Arte, que
estava incluso num pacote de atrações que havia comprado. “Este museu conserva
uma importante mostra de obras de diferentes épocas e estilos, que vão desde o
período da colonização grega até as mais recentes manifestações. Destacam-se
suas coleções de arte românica e gótica.” O lugar é muito bonito, muito interessante e o
prédio, por si só, já vale muito a pena.
A Catedral fica ao lado, então, e também
aproveitando o ingresso-combo, foi pra lá que eu fui logo em seguida.
“A Catedral
de Girona, consagrada a Santa Maria,
encontra-se no ponto mais alto da cidade. O interior mostra a grandiosa
nave gótica, única, coberta por um cofre com arcos diagonais apoiados por
grupos de pequenas colunas. Os contrafortes laterais da primeira zona abrigam
duas capelas por seção. Na segunda área, nas duas seções antes de chegar ao presbitério, grandes janelas góticas são
abertas e abaixo, as janelas do trifório que atravessam as duas paredes.
Antes do presbitério e fechando o fundo da grande nave, uma parede com um arco
central e dois arcos laterais, mais três óculos, dois menores nas três janelas
pequenas do trifório e uma maior no centro, perto do cofre.
Os vitrais da catedral eram originalmente de
três tipos. O primeiro e o mais antigo são atribuídos ao Mestre do Presbitério
e foram realizados no momento em que começaram as obras no complexo. A segunda,
atribuída a Guillem de Letumgard, foi feita no início da segunda metade
do século XIV. O mais
importante deles é o Calvário, localizado no centro do ambulatório, e o grande
vitral de Antoni Thomas, na face sul. O terceiro grupo são todos os que foram
incorporados até o século XX, dos quais
se destacam as duas janelas rosadas do primeiro terço do século 18, obra de Francesc
Saladriga, mestre em vidro de Barcelona e um dos melhores da arte
espanhola.”
Na Catedral há um lindo claustro, um museu, muitos
túmulos e estátuas. extremamente interessante. De lá, resolvi fazer uma parada
para o almoço. Havia um restaurante, dentro de um hotel, bem cheio e que
oferecia aquele famoso menu espanhol com três pratos. Parecia delicioso e eu já
havia tido uma experiência muito positiva com essa modalidade de refeição
antes, então, resolvi arriscar. A entrada estava boa, era uma quiche. Mas a
refeição e a sobremesa eram uma piada! O bife era metade gordura e metade osso,
juro! Eu fiquei muito brava e não consegui esconder da garçonete, mas não tive
coragem de reclamar. Guardei a insatisfação comigo!!
De lá, segui para um dos maiores "roubos" de uma viagem. Eram termas romanas, então, claro que o lugar me interessou. Paguei 7,00 inesquecíveis Euros para entrar num lugar que, juro, em 3 minutos havia sido visto e revisto porque era minúsculo. Fora que estava todinho em ruínas, então você meio que tem que fantasiar como era aquilo tudo quando estava em funcionamento... não recomendo!
Próxima parada: Museu Arqueológico, que também fica
num prédio super antigo. Por lá, há muitas peças interessantes para serem
vistas, principalmente visigodas, bizantinas e, ao lado de fora, uma profusão
de lápides e estátuas. Foi a parte que eu achei mais interessante da cidade.
Segui passeando pelo Bairro Medieval e me entranhei
na parte judaica, que também me chamou muito a atenção. Aproveitei e visitei o
museu, que fica num prédio super antigo e traz muitas informações e elementos
interessantes. Às 16:10hs, já estava livre e tinha quase 2hs até a partida do
meu trem de volta para Barcelona, então, segui flanando pela cidade, sem
pressa.
De volta à Barcelonma, fui ao Mercado da Boqueria e
comprei um salgado, que estava bem ruim e muito gorduroso, só para coroar as
refeições péssimas do dia, e uma salada de frutas.
quinta-feira, 21 de março de 2024
segunda-feira, 18 de março de 2024
sexta-feira, 15 de março de 2024
VIAGEM - ESPANHA - BARCELONA - DIA 04
Nesse quarto
dia em Barcelona, já caminhando para o final da viagem, acordei um pouco mais
tarde e já iniciei a jornada em direção ao meu local favorito para tomar meu café da
manhã que, claro, incluía meu amado e saudoso croissant de mascarpone.
De lá,
peguei o metrô e segui para o primeiro destino do dia: Casa Vicens. “é
uma casa de verão desenhada por Antoní Gaudí, encomendada pelo dono de uma
fábrica de tijolos e fabricante de azulejos, Manuel
Vicens. Fica localizada na Calle les Carolines, nº 24, na
cidade de Barcelona, na Espanha[ Foi a primeira grande obra de Gaudí
e ergue-se, como um palácio dos contos de As Mil e Uma Noites,
mas, na verdade, trata-se até de uma casa bastante pequena. Passaram dez anos
entre a adjudicação da empreitada e a conclusão da obra, mas, na realidade,
trabalhou-se apenas cinco anos - muito pouco tempo para os resultados
alcançados. Nesta construção, assiste-se a uma união entre a tradição burguesa
espanhola (usando pedra extremamente barata) e a tradição árabe secular. Gaudí
criou algo original ao construir esta casa: começou em estilo espanhol,
tornando-se cada vez mais árabe ou talvez até persa, à medida que ia crescendo
em altura, sendo difícil definir com exactidão o seu estilo.”
Como dito
acima, trata-se do primeiro projeto do Gaudi, fica numa região zero turística,
zero movimentada e numa rua bem estreita e escondida. É até fácil de passar
reto pela construção se não estiver procurando ou prestando atenção. Estava
marcado para às 10hs, mas como cheguei cedo, fui dar umas voltas pelas
redondezas e confesso que amei a região. Muitas lojas interessantes,
restaurantes e prédios diferentes.
No horário,
entrei para uma visita bem tranquila porque essa casa, ao contrário da Batló e
da Pedreira, não é muito visitada pelos turistas. Mas a casa é linda, super
interessante e rendeu ótimas fotos. Ela não é tão maluca quanto as outras, mas
é bem colorida e já trazia idéias brilhantes. A visita durou apenas meia hora e
de lá eu segui despretensiosamente andando em direção ao Museu do Egito, porque
tinha algumas encomendas para comprar por lá.
Como a
próxima atração seria só à tarde, eu estava sem pressa e foi uma delícia flanar
por Barcelona sem mapas. Às 13hs tinha de estar na Sagrada Família, então, fui
andando em direção àquela região em busca de um restaurante. O problema é que
se almoça super tarde em Barcelona e eu realmente queria me alimentar antes de
visitar a igreja, para não ter pressa de sair. Acabei me deparando com um
restaurante bem transadinho, numa vibe oriental. Não estava com vontade de
comer lanche, então pedi um curry com frango e arroz. Foi um erro porque estava
extremamente apimentado – fiquei até com medo de passar mal, mas deu tudo
certo.
Então, segui
andando em direção ao cartão postal da cidade e, assim como a Torre Eiffel em
Paris, entre as árvores, lá estava ela: a Sagrada Familia, com muitos andaimes,
obras acontecendo, mas também com muita modernidade e diferente de tudo o que
eu já tinha visto. “É um grande templo católico da cidade
de Barcelona, Catalunha, Espanha, desenhado
pelo arquiteto catalão Antoni Gaudí, e
considerado por muitos críticos como a sua obra-prima e expoente da arquitetura modernista
catalã. Financiado unicamente por contribuições privadas, o projeto
foi iniciado em 1882 e assumido por Gaudí em 1883, quando tinha 31 anos de
idade, dedicando-lhe os seus últimos 40 anos de vida, os últimos quinze de
forma exclusiva. A construção foi suspensa em 1936 devido à Guerra
Civil Espanhola e não se estima a conclusão para antes de 2026,
centenário da morte de Gaudí.
A construção
começou em estilo neogótico,
mas o projeto foi reformulado completamente por Gaudí ao assumi-lo. O templo
foi projetado para ter três grandes fachadas: a Fachada da Natividade,
quase terminada com Gaudí ainda em vida, a Fachada da Paixão, iniciada em
1952, e a Fachada da Glória, ainda por completar. Segundo o seu proceder
habitual, a partir de esboços gerais do edifício Gaudí improvisou a construção
à medida que esta avançava. O templo, quando estiver terminado, disporá de 18
torres: quatro em cada uma das três entradas-portais, a jeito de cúpulas;
irá ter um sistema de seis torres, com a torre do zimbório central
dedicada a Jesus
Cristo, de 170 metros de altura, outras quatro ao redor desta, dedicadas
aos evangelistas, e um segundo zimbório dedicado à Virgem. O interior estará
formado por inovadoras colunas arborescentes inclinadas e abóbadas baseadas
em hiperboloides e paraboloides buscando
a forma ótima da catenária.
Estima-se que poderá levar no seu coro 1 500
cantores, 700 crianças e cinco órgãos. Em 1926, ano em que morreu Gaudí, apenas estava
construída uma torre. Do projeto do edifício só ficaram planos e um modelo em
gesso que resultou muito danificado durante a Guerra
Civil Espanhola. Desde então prosseguiram as obras: atualmente
(2024) estão terminados os portais da Natividade e da Paixão, e foi iniciado o
da Glória, estando em construção as abóbadas interiores. A obra realizada por
Gaudí — a fachada da Natividade e a cripta — foi
incluída pela UNESCO em 2005 no
Sítio do Património
Mundial.“
A real é que,
por fora, eu já havia visto 1000 fotos do lugar e já sabia o que esperar. É
claro que é perfeito e maravilhoso e eu fiquei um tempão admirando cada
detalhe, mas eu estava curiosa em como seria por dentro. Dei a volta na igreja,
numa muvuca imensa de turistas misturada com trabalhadores da obra e em pouco
tempo estava passando pelo detector de metais. A segurança é ferrenha por lá.
Baixei o áudio guide e comecei a minha incursão à igreja mais famosa do mundo.
E... fiquei
absolutamente impressionada com o seu interior. Moderno e ao mesmo tempo
lúdico... Me denti numa floresta das fadas feita com papel machê. Parecia que a
qualquer momento um unicórnio entraria pelas portas. Apesar de as colunas serem
imensas, e de pedra, elas parecem de papel! Gaudi construiu a igreja como se
seu interior fosse uma floresta e as árvores sustentam o teto (detalhe que ele
está enterrado na cripta). É muita beleza e muita imaginação. E o que mais me
impressionou foram os raios de sol entrando pelos vitrais laterais e formando
luzes coloridas que parecem dançar. Sem dúvida, a obra humana mais linda que já
vi!
Fiquei em
torno de 1 hora por lá e depois segui para o Hospital San Pau, que ficava nas
redondezas. Eu já tinha o ingresso comprado, mas ele não tinha um horário certo
marcado, o que é um alívio! “Foi projetado em estilo modernista
catalão em 1901 pelo arquiteto catalão Lluís
Domènech i Montaner, tendo sido terminado em 1930. Desde 1997, está inscrito como Patrimônio
Mundial da Organização das Nações Unidas para
a Educação, a Ciência e a Cultura.”
Confesso que
não esperava muito do local e não tinha grandes expectativas. Mas, quando vi a
fachada, já fiquei encantada, e eu certamente não fazia idéia da imensidão que
era o lugar. O estabelecimento funciona há 600 anos como hospital público. Mas
foi no final do século XIX, com o crescimento da cidade, que resolveram
expandi-lo e revitalizá-lo. E aí chamaram o arquiteto Lluís
Domènech i Montaner, que é o mentor de Gaudí. O resultado é
incrível, muitas cores e desenhos que nada lembram um hospital.
Lá é ótimo
também porque é pouco conhecido e visitado pelos turistas, então estava bem
tranquilo e vazio. São muitos prédios, muito o que ser visto, mas também tem
tomadas para carregar o celular (eu estava precisando), sombra para nos
proteger do calorão e inúmeros banheiros. Portanto, a real é que eu estava sem
pressa nenhuma para seguir para o meu próximo destino.
Mas, já no
final do dia, segui para uma saga: o Mercado de los Encants “é um
mercado centenário tradicionalmente organizado de maneira informal na rua ao ar
livre. O espaço para a nova localização do mercado, não longe da atual, se
situa na confluência da avenida Meridiana e a praça das Glorias”. Bom,
trata-se de um bazar/brechó permanente e imenso que fica dentro de uma
estrutura igualmente imensa. Eu confesso que achei que seria melhor, porque a
real é que parece a Feira da Madrugada do Brás, mas foi interessante.
Andei cerca de
1hora pra ir e a mesma coisa para voltar para o hotel. Mas fiz alguns achados
por lá, porque quem garimpa, também acha. A maioria das barracas vende roupas e
utensílios usados, mas eu consegui encontrar acessórios muito bonitos e a
preços muito mais convidativos do que os da Feira do Rastro em Madrid.
Cheguei no hotel morta, porque o calorão estava demais e eu estava absurdamente suada. Mas foi um dia incrível!



















































































