quinta-feira, 5 de outubro de 2023

VIAGEM - ESPANHA - MADRID - DIA 01

Acordei às 7hs e, para a minha grata surpresa, meus olhos estavam ótimos. Até arrisquei sair de maquiagem!! Tomei um banho, arrumei tudo com calma e às 08:30hs saí do hotel. Peguei um táxi na Praça Sta Maria de La Blanca em direção à Estação de Trem e descobri que havia sido praticamente assaltada pelo taxista da ida porque, dessa vez, para fazer o mesmo percurso, o valor da corrida havia saído pela metade do preço.

Na Estação de Santa Justa, com 1 hora de antecedência, tomei meu café da manhã com calma: café com leite e um croissant de amêndoas que estava simplesmente divino! O trem com destino à Madrid partiu às 09:55hs, sentei no assento 8B, coche 06 e devo dizer que a viagem foi um pouco cansativa, porque foram 3hs. Sim, mesmo tempo da ida, dois dias antes, mas por alguma razão, me pareceu mais longa. O trem estava meio lento, parou algumas vezes, estava também um pouco quente e, para completar, não consegui dormir ou ler meu livro porque uma menininha ficou o tempo todo tagarelando.

Às 12:30 em ponto cheguei ao meu destino. Como estava faminta, comprei um sanduiche de Brie com frango na própria estação e peguei um táxi para o hotel. Sim, dá para ir ao hotel a pé – fiz isso mais pra frente – e, sim, dá pra pegar metrô. Mas cansada e com malas, eu peguei um táxi que estava custando cerca de €7,00. No caminho, já fiquei muito impressionada com a cidade: grande, avenidas largas e muito bonita. Muitos prédios antigos, bem conservados ... me remeteu a uma mistura de Paris com Buenos Aires, mas mais bem conservada.

O hotel ficava numa travessa da Av. Gran Via e não poderia ser mais bem localizado. Com muitas lojas e restaurantes nas proximidades, possibilidade de andar à pé para vários pontos turísticos, metrô... enfim, perfeito! Fiquei no Hotel Negresco, que era meio escondido e estreito, mas o quarto era imenso e a janela dava para a rua. Não dava para ser melhor!

Espalhei minhas coisas pelo quarto, almocei e, como já estava tarde, saí em direção ao Parque do Retiro. “Foi criado entre 1630 e 1640 e tem uma área de 118 hectares. Foram classificados, junto com o Paseo del Prado, como Património Mundial da UNESCO em 2021. Por lá, há várias coisas interessantes a serem vistas, como o Passeo de las Estatuas, Porta de Espanha, Monumento a Afonso XII, Palácio de Cristal, dentre outros.

Passeo de las Estatuas

Monumento a Afonso XII

Para chegar até lá, desci a Gran Via e simplesmente andei numa linha reta. No caminho, fui olhando as lojinhas e admirando a arquitetura maravilhosa do local. Passei pela Fonte de Cibeles, que é maravilhosa, e pelo Portal de Alcalá, que infelizmente estava reformando e trazia um tapume que o cobria por inteiro.

Portal de Alcalá

Vou confessar que esse tour foi maravilhoso, mas muito prejudicado pelo calor intenso e sol ardido do momento. Andar por um parque aberto no pico do sol não é exatamente uma boa idéia. O problema é que eu não teria outro dia/momento para visitar o Parque do Retiro... no final das contas, acabei tomando uma quantidade insana de água durante a 1 hora que permaneci por lá e dando check nos pontos mais importantes com certa pressa, porque realmente estava beirando o impossível e eu estava com muito medo de começar a passar mal.

Palácio de Cristal 

Saí, então, com destino ao Museu Arqueológico, que não é exatamente próximo do parque, mas o lugar fica naquela direção. O Google Maps me trolou e eu andei muito tempo debaixo daquele calorão sem encontrar o museu. E o pior ainda estava por vir: quando cheguei, estava fechado! E o prognóstico não era bom, porque parecia que o museu só abria pela manhã, o que era um grande problema para o meu roteiro – depois vi que não.

Como não queria perder o dia, e ainda tinha bastante tempo, desci a avenida, andei um bocado, e fui parara no Museu Thyssen-Bornemisza. De acordo com a Wikipedia: “Foi organizado quando da aquisição, pelo governo da Espanha, em outubro de 1992, da maior parte (a mais abundante e valiosa) da coleção de arte da família Thyssen-Bornemisza. Está situado no Palácio de Villahermosa, que foi construído entre o final do século XVIII e o início do século XIX em estilo neoclássico. O museu de Madrid mostra as coleções cronologicamente, começando no Renascimento e terminando no século XX.

Estão expostas no terceiro andar obras de mestres italianos, alemães e holandeses do século XVI como Jan Van EyckRobert CampinHans MemlingDuccioPaolo UccelloDomenico GhirlandaioFra BartolommeoVittore CarpaccioAlberto Durero e Hans Holbein. Existe ainda uma galería dedicada a TizianoTintorettoBassanoSebastiano del PiomboBronzinoEl GrecoBernini e Caravaggio, entre outros.

No segundo andar está a coleção de pintura holandesa, desde Frans Hals e Rembrandt, do século XVII, a Max Beckmann, do século XX. Conta ainda com algumas obras do RealismoRococóNeoclassicismoRomantismo e ImpressionismoGiambattista TiepoloGiambattista PittoniCanalettoFragonardFrançois BoucherThomas GainsboroughFrancisco de GoyaGustave CourbetRenoirVan GoghPaul GauguinCézanne...

O primeiro andar reúne obras do século XX, desde o cubismo e as primeiras vanguardas, até a Pop Art. Destacam-se algumas obras primas contemporâneas de KandinskyPicassoGeorges BraquePiet MondrianMarc ChagallEdward HopperSalvador DalíJackson Pollock, entre outros.”

Considerando que não estava nos planos visita-lo nesse dia, eu não havia estudado muito e não sabia o que encontrar. Acabei me deparando com um museu lindo, imenso, super organizado e com quadros de pintores incríveis, de todas as épocas. Por lá, havia uma exposição provisória e também a permanente, que me rendeu horas de maravilhamento!

Quando saí do museu, exausta, porque museus nos deixam mentalmente cansados com o excesso de informação, já passava das 18hs. Fui fazendo o caminho de volta ao hotel, seguindo a Gran Via, mas com calma. Entrei em algumas lojinhas, fiz algumas compras e fui a El Corte Inglês em busca do jantar. Comprei uma salada interessante e a incrementei com presunto ibérico e burrata. Comprei também um chá gelado, palmier e fui jantar no hotel. 

terça-feira, 26 de setembro de 2023

BOURJOIS CONTOUR CLUBBING WATERPROOF - REVIEW

 

Se tem um item de maquiagem que eu posso dizer com vontade que me acabei nessa viagem à Espanha, foi lápis de olhos. Eu estou muito na vibe lápis coloridos e lá na Europa estão usando bastante, então, eu acabei de jogando em várias unidades de marcas diferentes. Vou mostrar cada uma em seu post específico e hoje vou começar pela minha favorita: Bourjois!

Os meus favoritos são os da linha Contour Clubbing Waterproof, que são super macios, não borram e duram o dia todo. Eu comprei três cores nessa viagem: Plum Berry, Gris Tecktonic e Blue Soom. Mas já tinha em meu acervo outras que também estão nesse post: Denin Pulse, Bleu Néon, Atomic Black, Purple Night, Black Party, Disco Ball e Loving Green. Todas as cores são lindas, bem vibrantes e o que eu mais amo é que o lápis é super macio.

Alguns deles eu tenho há muitos anos e devo dizer que não ressecaram e continuam com a mesma textura e cheiro de quando foram comprados. Aqui no Brasil eles custam em torno de R$ 50,00, que não é nenhum absurdo e super vale pela qualidade. Lá na Europa eu vi por  € 6,99 - € 9,99. Não consegui identificar quantas cores são, mas já me sinto uma colecionadora e quero todas!


segunda-feira, 18 de setembro de 2023

VIAGEM - ESPANHA - DIA 2 - SEVILHA

Primeiro e único dia inteiro nessa cidade maravilhosa! Devo dizer que poderia ficar por lá muito mais tempo, mas 1 dia e meio é mais do que suficiente para ver todos os pontos turísticos com calma e ainda flanar bastante, então, foi ótimo. 

look du jour

Antes de começar a falar do meu dia, estão lembrados que no dia anterior meus olhos ardiam muito e estavam vermelhos? Eu estava atribuindo esse fator à falta de sono, mas lá pelas 1/2 noite eu acordei com os meus olhos cheios de remela e super inchados. Como tinha tido uma conjuntivite pesada cerca de 15 dias antes, achei que poderia ser uma recaída e entrei em pânico, porque não tinha remédio nenhum e já estava achando que teria de acionar o seguro viagem.

 

A título de parênteses, depois eu descobri que pode ser que eu tivesse realmente com uma recaída mais fraca da conjuntivite ou que o problema fosse o clima seco e quente – ainda parece que tinha uma situação de areia do Saara perambulando no ar que estava deixando as pessoas com os olhos inflamados. Nunca saberemos! O que eu sabia é que a única coisa que eu poderia fazer naquele momento era compressa com água fria. E foi o que eu fiz. Acordei bem melhor (pelo menos estava claro que não ficaria tão ruim como antes), não passei maquiagem e passei o dia fazendo mais compressas – deu bom!

Enfim, voltando ao início, eu acordei às 6:30hs, depois de uma noite mal dormida e às 8hs já estava na rua. Claro que ainda estava tudo fechado, mas o intuito era aproveitar ao máximo o dia, já que seria o único inteiro em Sevilha. Segui sentido Triana, que é o antigo bairro cigano da cidade, do outro lado do Rio Gualdaquivir. Depois de ler A Rainha Descalça do Ildefonso Falcones, é claro que eu tinha que dar uma checada.

Tomei café da manhã num restaurante bem legal atrás da catedral, onde pedi um café com leite e uma palmeira gigante. Estava uma delícia. Depois, fui margeando o rio e atravessei a Ponte Isabel. Já estava em Triana – uma Triana vazia, pelo horário! Entrei no Mercado, que é bem caído, mas dispunha de um banheiro, o que é sempre ótimo! Fiz mais uma compressa nos meus olhos e saí para explorar, já que o Castelo estava fechado (indefinidamente) e a Igreja de Santa Ana também. Ninguém soube me informar a que horas abria. Ainda flanei até dar umas 10hs, que é o horário que as coisas costumam abrir na cidade, mas não rolou.

Como o Bairro de Triana é bem comum e zero bonito, depois de 1 hora andando, resolvi ir em direção à Plaza de Espanha, que é uma das três atrações programadas para o dia. Fica do outro lado do rio e um pouquinho distante. Mas foi ótimo, porque no caminho passei por casas com lindas fachadas e por um parque bem gostoso.

A Plaza de Espanha é lindíssima! Um dos lugares mais inusitados e bonitos em que já estive. Rendeu muitas fotos e um show gratuito de dança e musica flamenca, que é demais de maravilhosa. Segundo a Wikipedia, a Plaza de Espanha foi “construída em 1928 para a Exposição Ibero-Americana de 1929. Ela é um exemplo marcante do Regionalismo na Arquitetura, que mistura elementos da NeorrenascençaMoura Revival (Neo-Mudéjar) e estilos de arquitetura espanhola.”

De lá, segui caminhando novamente em direção ao centro e acabei me deparando sem querer com o Arquivo das Índias, que era um lugar que estava no meu radar, mas que só iria se desse tempo. “O Arquivo Geral das Índias é um arquivo histórico espanhol no centro de Sevilha que foi criado em 1785 por iniciativa do rei Carlos III, visando centralizar num único lugar a documentação referente às colónias espanholas que até então se encontrava dispersa por diversos arquivos em Simancas, Cádiz e Sevilha.”

O lugar é muito bonito, grátis (tem um banheiro ótimo e bebedouro com água geladinha) e fresco. Ou seja, mesmo que não seja um destino para você, talvez seja melhor reconsiderar! Por lá você encontra o Tratado de Tordesilhas (não sei se é original) e alguns documentos pessoais do Cristóvão Colombo e Fernão de Magalhães. Ah, o Edifício é Patrimônio Mundial da Unesco!

Fui almoçar no mesmo lugar do dia anterior, onde havia comido uma paella maravilhosa por € 9,90. Mas, dessa vez, escolhi a Fideuar, que é feita de macarrão. Estava bem gostosa, mas eu acho que prefiro a padrão. Segui para um xixi grátis e reabastecimento da água no Arquivo das Índias e às 13hs estava na frente do Alcazár, pois deveria me encontrar com o guia para iniciar o tour guiado. Não ficou muito claro o local do encontro e o cara ainda atrasou um pouco, mas deu tudo certo! O guia era o Xavier e no grupo havia uma marroquina muçulmana que mora na Bélgica, um casal de ingleses e eu.

Segundo a Wikipedia “O Real Alcázar de Sevilha é um complexo palaciano composto por vários edifícios de diferentes épocas. A fortificação original foi construída sobre uma antiga edificação romana, e mais tarde visigoda. Posteriormente passou a ser uma basílica paleocristã, identificada por alguns como a Basílica de São Vicente Mártir), onde teria sido enterrado São Isidoro. Embora aberto ao público, o conjunto continua a ser a residência dos membros da família real espanhola quando estes visitam Sevilha. O conjunto foi declarado Património Mundial pela UNESCO.”

O guia contou uma história bem interessante sobre briga de irmãos (um era espanhol e o outro árabe), que acabou dando origem a esse estilo bem diferente do palácio, mas eu não só me esqueci do que foi dito, como não encontrei em lugar nenhum, então, meio que desconfio da veracidade das informações...

De lá, apenas eu e o Xavier seguimos para a Catedral, que fica literalmente do outro lado da rua.” A Catedral de Sevilha, chamada oficialmente Santa, Metropolitana e Patriarcal Igreja Catedral de Santa Maria da Sede e da Assunção de Sevilha, é a maior catedral de Espanha, a segunda maior do mundo, atrás apenas da Catedral Basílica de Nossa Senhora Aparecida, no Brasil e a maior catedral gótica do mundo, com 126 m de comprimento, 76 m de largura, 42 m de altura e 11 520 metros quadrados de área total. É a  da Arquidiocese de Sevilha e foi declarada Património da Humanidade pela UNESCO.

A construção começou em 1401, embora não haja registos documentais do começo dos trabalhos até 1433. Foi edificada no local que ficou livre após a demolição da antiga Grande Mesquita de Sevilha. Em 2008 foi encontrado o plano mais antigo que se conhece da Catedral de Sevilha no Mosteiro de Bidaurreta, em Oñati Guipúscoa, o qual foi data de cerca de 1490.“

O lugar é realmente imenso e maravilhoso! Tem muita coisa a ser vista, parece um grande museu de variedades e estilos. Em um determinado momento eu achei que o Xavier fosse me cobrar um extra, de tantas perguntas que fiz! E acho que o mais importante ponto é o túmulo do Cristóvão Colombo, que aparentemente guarda apenas partes de braços e pernas dele, que já esteve enterrado em diversos outros lugares antes. O filho dele e acho que o irmão também estão por lá.

O tour completo durou cerca de 2hs. Ainda fiquei um tempo lá dentro para ver tudo com calma, tirar fotos e digerir todas as informações recebidas. Ainda usei o banheiro e enchi a garrafinha com água geladinha! Isso, devo dizer, é essencial, porque naquele momento estava fazendo 42ºC e o calor em Sevilha é seco e quase sufocante. Uma característica interessante é que o pico do “insuportável” é entre 16 e 20hs!

Presilha de madrepérola que comprei por lá 


Como estava simplesmente impossível de andar na rua e eu já havia visto tudo o que estava no meu roteiro, resolvi voltar para o hotel, que era super perto do centro, e dar uma recuperada! Comprei uma limonada maravilhosa e um pastel de nata de uma vendinha bem do lado e foi perfeito.

Fiquei no quarto curtindo o ar condicionado e lá pelas 19hs saí novamente para me aventurar pela cidade e vê-la pela última vez, já que no dia seguinte partiria para Madrid. Andei horrores a procura de um supermercado que não encontrei. Estava em busca de uma salada bem gostosa, mas tive que me contentar com um sanduiche de jamón de uma loja ao lado do hotel. Não estava ruim, mas eu acho que eles pecam em não colocar um molho no pão, que acaba ficando um pouco seco.

Comi no hotel mesmo, arrumei minhas malas e fui dormir porque no dia seguinte, teria de acordar cedo para pegar o trem.