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sábado, 14 de março de 2020

SOBRE TEMPOS DIFÍCEIS

Bem, estamos vivendo tempos difíceis por aqui. Tempos de reflexão, principalmente.
Vejo que é bastante complicado engessarmos na mentalidade de uma sociedade tão individualista como a nossa, a necessidade de pensarmos no coletivo. Difícil mostrar para as pessoas que os seus atos influenciam na vida de outras pessoas. Já tentamos isso com relação ao clima e não estamos tendo muito sucesso. Certo?
Já ouvi gente bastante esclarecida dizer que não está preocupada com o coronavírus porque, afinal, não está inserida no chamado grupo de risco. Claro, é o mesmo pensamento que a gente tem com relação às mazelas que ocorrem do outro lado do mundo, como guerras, violência, fome... Essas pessoas se esquecem, todavia, que são “vetores” e que a tomada de alguns cuidados/atitudes poderão significar muito na vida de outras pessoas.

Tempos de incertezas.
Enquanto o problema estava localizado na China, o pensamento era “ah, isso fica do outro lado do mundo...”. Mas a coisa se espalhou. Chegou na Europa e rapidamente começou a fazer milhares de vítimas, denotando um sistema absolutamente falho, incompetente e incapaz de lidar com uma epidemia (ops, agora pandemia) nesse grau.
Pessoas ficaram desesperadas e, mais uma vez, fizeram o que sabem fazer melhor: pensar em si mesmas. Correram, para os supermercados, rasparam as prateleiras e foram para suas casas na espera de que o coronavírus seja mais um capítulo difícil, porém passageiro da história. Já passamos por tantos, não é mesmo?
Só que a coisa já atingiu o mundo inteiro. Fronteiras estão sendo fechadas, eventos cancelados, as pessoas estão sendo mandadas para suas casas na esperança de que, dessa forma, consigamos brecar a disseminação da doença que, veja, não é tão mortal, mas em grande escala, pode acarretar na falência do sistema hospitalar.
E já pararam para pensar em como estará a economia mundial quando finalmente vencermos o vírus e voltarmos à normalidade? Quantas empresas terão falido, quantas pessoas estarão desempregadas?
Tempos de incertezas.
E como ser humano individualista, inserido numa sociedade globalizada e descuidada, é claro que estou sofrendo com a insegurança de um futuro próximo.
Como vocês sabem, eu estou com viagem marcada para EUA e México para o mês de maio. Venho planejando há meses, já comprei passagens, paguei hotéis, paguei os parques e gastei, por enquanto, algo em torno de R$ 10.000,00. Eu não sei se a viagem vai rolar. Não sei se as fronteiras estarão abertas, se os lugares estarão funcionando. E com a alta do dólar – quase R$ 5,00 -, nem sei se vou conseguir ter grana para o básico, como alimentação.
Mas apesar da reflexão, a mensagem que eu gostaria de deixar é: vamos pensar no próximo. Temos que analisar que SIM, nossas ações afetam aqueles que estão ao nosso redor e num macro sistema, o mundo inteiro. Lavar as mãos conforme indicado e evitar sair de casa são atos que poderão prevenir a disseminação de um vírus quase desconhecido a pessoas menos favorecidas ou inseridas no grupo de risco.
Façamos a nossa parte hoje e sempre.

sábado, 25 de abril de 2015

POR QUE VIAJAR SOZINHA?

Olá, meu nome é Camila e eu amo viajar sozinha. Muito prazer! A minha pergunta é: por que quando eu solto essa frase TODO MUNDO faz a maior cara de espanto – inclusive meus pais, no início? Qual é o problema em viajar sozinha? Cada vez que eu falo para os meus pais que estou indo para algum lugar – sozinha -, eu vejo olhares espantados e tentativas vãs de me dissuadirem dessa ideia “maluca” ou de me fazerem aderir a alguma excursão... claro que nunca funciona! Vou contar a vocês hoje como foi que eu comecei a viajar sozinha e o porquê eu acho que, mesmo tendo companhia, todo mundo deveria pelo menos uma vez na vida – se não pegar o gostinho... – fazer essa “loucurinha”.

Foi em 2009, estava com viagem pronta para Portugal. O objetivo era visitar minha amiga Joana que mora por lá há anos e passar 20 maravilhosos dias em sua companhia, desbravando o país. Só que 1 semana antes (sim!!!!), ela teve um imprevisto e teve de vir ao Brasil ter com seus pais. Resultado: tive que ir sozinha! Meus pais quase deram a luz, mas eu não poderia simplesmente cancelar a viagem 1 semana antes! E nem era uma questão financeira (que, claro, também deve ser levada em consideração), mas eu estava empolgadíssima e acho que teria um troço se não fosse. Fui! Minha amiga me deu a chave e eu fiquei hospedada na casa dela (menos mal).
Na primeira semana, eu me senti muito mal. Nada estava dando certo, eu me sentia sozinha, chegava a ficar 20 minutos por dia com meus pais no telefone, só para conversar com alguém! Na segunda semana, a coisa mudou, eu já estava totalmente ambientada e amando cada vez mais aquele país. O povo é ótimo, super hospitaleiro, a comida é incrível e é tudo muito barato. Na última semana, eu nem queria voltar pra casa, rs!!!! Fiquei super deprê de ter de voltar para a realidade.

E o saldo da viagem foi: eu certamente não teria desbravado o país e aproveitado tanto se tivesse com uma companhia (eu sou do tipo doida que quer aproveitar as viagens ao máximo e praticamente nem durmo), meu crescimento pessoal e autodescobrimento foram impressionantes e eu me tornei, definitivamente, uma pessoa melhor. Foi uma viagem divisor de águas, sem dúvida. Sabe quando você sente que se tornou uma adulta? Foi assim.

Desde então, eu descobri que curto muito viajar sozinha e não ligo se não tiver companhia para as minhas aventuras. Após Portugal, fui para a Argentina com meu irmão – apesar da companhia, eu tomei as rédeas e organizei tudo -, fui para o Chile duas vezes e para NY também duas vezes. Apesar de ter companhia em NY, pois tenho um casal de amigos que mora por lá, nos víamos apenas em algumas noites e aos finais de semana, de modo que eu passei a maior parte das viagens sozinha.
E agora, felicíssima e ansiosíssima para a minha próxima aventura, que será em agosto para um destino maravilhoso! Estou muito ansiosa por isso e, claro, o Projeto Consumo Zero tem tudo a ver com essa situação. E voltando ao real assunto desse post, gostaria de convidar a todos a experimentarem viajar sozinhos. Pode parecer um pouco assustador no início, afinal de contas, temos de pensar em tudo e, se algo der errado, não temos ninguém para nos ajudar, mas é aí que mora a beleza da coisa! 

Você ter de se virar e passar por situações nem sempre fáceis e tranquilas, mas que contribuem IMENSAMENTE para o crescimento pessoal e sempre geram histórias de viagem. E a liberdade é a melhor parte! Você acorda e faz o que quer, come o que quer (se quiser), vai para onde quiser (se quiser)... e acaba fazendo coisas e conhecendo lugares que jamais esperava, além de conhecer gente diferente e a cultura local....sério, vocês têm de experimentar.

De vez em quando eu vou vir aqui falar um pouquinho sobre viagens. Como eu me organizo, como me viro sozinha, e assim por diante. Esse blog não é só sobre cosméticos e maquiagens, é sobre várias coisas e outras mais!