segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

VIAGEM AO LESTE EUROPEU - DIA 09 - TIMISOARA E CHEGADA À BUCARESTE

Acordei sozinha umas 7:30hs. A noite foi boa, mas o colchão da cama era muito ruim, eu praticamente dormia na mola, então acordei meio dolorida. Me arrumei bem devagar porque não tinha pressa nenhuma e umas 9:30hs fiz o check out. Deixei as malas numa salinha reservada e fui passear.

Eu estava enganada quando achava que no dia anterior havia visto tudo em Timisoara. A verdade é que uma das praças principais ainda não havia sido explorada. E eu cheguei por lá meio que no susto porque não sabia nem que existia aquele local. Por lá, muitos jardins bonitos, casas coloridas e uma catedral ortodoxa ao fundo.

A igreja era imensa e lindíssima tanto por dentro quanto por fora. Mas sempre acho as igrejas ortodoxas muito escuras porque eles não acendem muitas luzes. Também fico um pouco constrangida de tirar fotos porque o povo vai pra lá para rezar mesmo e eu fico um pouco acuada. Mas havia uma porção de turistas ali além de mim e o rolê rendeu boas fotos.

A catedral é a sede do Arcebispado de Timișoara e da Metrópole de Banat. É dedicada aos Três Santos Hierarcas: Basílio Magno, Gregório, o Teólogo, e João Crisóstomo. Construída numa área de 1.542 m², possui 11 torres, das quais a central tem 90,5 m de altura, tornando-a a segunda igreja mais alta da Romênia, depois da Catedral da Salvação do Povo em Bucareste. Em julho de 1919, parte do Banato foi unida à Romênia. A nova administração romena tomou uma série de medidas para incentivar a ortodoxia, negligenciada pela administração austro-húngara anterior, que era favorável apenas à religião católica. Assim, o Bispado de Timișoara foi criado, elevado à categoria de arcebispado em 1939, e em 1947 foi estabelecida a Metrópole do Banato.”

Daí pra frente, eu meio que comecei a flanar pela cidade, porque já não havia muito o que ser visto. Cheguei ao Bastião de Thereza, em homenagem à imperatriz austríaca Maria Theresa, que é a maior peça preservada da muralha defensiva da fortaleza austro-húngara de Timişoara. Abrange cerca de 1,7 hectares do centro da cidade. Foi construído entre 1732 e 1734. Mas não tem nada demais, é só uma parede.

Por lá, havia uma exposição mequetrefe, paga, de trajes e história da região. Entrei porque não tinha o que fazer, mas meio que me arrependi porque só tinha eu por lá e o cara que tomava conta meio que ficava seguindo e eu estava com vergonha de ver tudo correndo porque não tinha interesse algum.

De lá, segui flanando pela cidade, passei pelos mesmos lugares em que havia estado no dia anterior, fiz umas comprinhas e depois almocei num restaurante ao lado da catedral católica. Comi uma salada de roastbeef, com rúcula, gorgonzola, tomate, nozes, croutons e molho de vinagre balsâmico. Estava divina!

Nas minhas andanças, ainda encontrei um parque bem grande e bonito e resolvi andar um pouco por lá e tirar fotos. Mas passado um tempo, chegamos à conclusão de que realmente não havia mais o que fazer e lá pelas 13hs, comecei o retorno ao hotel para pegar as minhas malas. Umas 14:30hs eu já estava no aeroporto e cheguei tão cedo que fiquei um tempão sentada num banco do mini saguão esperando abrir o check in.

Despachei minha bagagem – estava incluso – estava com 15,6kg. Depois segui para o raio x, onde cismaram com as bisnagas de páprica trazidas do país vizinho, mas passei com elas, para a felicidade da minha mãe. Embarquei no horário marcado e pousei em Bucareste às 19:25hs num voo tranquilo, curto, num avião velho e sem ninguém do meu lado.

Aí veio o perrengue! Pegar as malas foi rápido e tranquilo, o difícil foi pegar o Uber, que inclusive saiu super caro. Eu tive que cancelar algumas viagens porque ninguém conseguia entender onde eu estava e eu não conseguia entender onde o motorista estava... fiquei quase 1 hora nesse rolê. Até que um motorista mais atencioso conseguiu se esforçar um pouco mais e me achou. Ele arranhava um pouco o inglês e foi batendo papão comigo o caminho todo. O que ele não conseguia falar, jogava no Google Tradutor. Ele foi um amor e me contou uma porção de fatos sobre o país, respondeu a todas as milhões de perguntas que eu sempre tenho... enfim, foi ótimo.

Aí a chegada ao prédio foi especial. Primeiro, estava escuro, não tinha ninguém na rua e eu precisava achar a entrada certa, com a casinha da chave, colocar a senha e entrar no prédio. Mas o motorista do Uber havia me deixado na rua debaixo e eu não tinha me atentado. Fiquei um tempão meio desesperada tentando me encontrar, até que fiz uma chamada de vídeo com o proprietário e tudo se resolveu.

Agora, pausa para um capítulo de Chaves. O meu apê ficava no 6º andar. Então, como estava com mala, chamei o elevador. Mas, o elevador não só é daqueles minúsculos, que só cabem vc e a mala, como é daqueles velhos, que as portas fecham com aquela grade. Entrei? Óbvio que não! Mas achei que minha mala merecia esse agrado. Então, deixei ela lá, fiz o procedimento, apertei o andar e subi correndo.

Mas, quando cheguei lá em cima (esbaforida), percebi que o elevador não tinha saído do térreo. Então, desci tudo correndo para ver o que tinha acontecido. Mas, quando cheguei lá embaixo, alguém tinha entrado no elevador e ele parou no 8º andar. Achei ótimo. Então, esbaforida, suando por dentro e já sem pernas, eu subi correndo até o 8º andar, com a intenção de catar minha mala e descer dois. E foi o que eu fiz!

Aí, já no sexto andar e com a mala, eu comecei a procurar o apê 169, que era o número que estava escrito na chave. Mas era 164... enfim... depois de um momento emocionante, eu consegui entrar no apê, que não só era muito bom, como também era extremamente bem localizado. Devido ao horário, tomei um banho e fui dormir!

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