Acordei às 5hs e pouco com uma baita dor de cabeça e nariz muito entupido. Juro, a sensação que eu tive é de que eu passaria a viagem inteira com algum tipo de dor, me sentindo mal de alguma forma. Tomei um Ibuprofeno, mas já estava preparada para o Tylenol Sinus caso fizesse necessário. Não foi, deu tudo certo e depois de um banho já em sentia revigorada. Comi os pãezinhos meia boca que havia comprado no dia anterior e às 06:20hs peguei um Uber com o Péter, um cara bem simpático, de rabo de cavalo.
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prédio/hotel na frente do meu em Budapeste![]() ![]() |
Pouco tempo
depois, já estava na estação de trem com destino à Timisoara na Romênia. Peguei
um trem bem velho e me sentei no assento dos bobos com uma mesa na frente. Do outro
lado estava uma moça, mas ao meu lado não tinha nada. Pude ficar com a mochila
no assento vizinho e deixar minha mala a vista, o que já era de grande alívio. Como
aconteceu na viagem toda, eu não tinha 100% de certeza de estar no trem certo,
no vagão certo ou no assento certo (no final das contas, sempre estive certa).
Às 12:30hs,
cruzei a fronteira com a Romênia. A checagem de passaporte aconteceu dentro do
vagão. Ainda bem que o trem não estava cheio, pois os policiais foram vendo um
a um! O meu foi tranquilo. Eu sempre acho que o Visto americano te garante a
entrada em todos os lugares, é tipo um passaporte universal. Não sei de onde a
moça que estava na minha frente era, mas demoraram muito mais nela.
O curioso é que,
enquanto estávamos na Hungria, parecia que estava mais fácil. Depois que
cruzamos a fronteira, todas as paradas pareciam muito mais demoradas, com 30 minutos
de espera. Fiquei apreensiva porque não sabia se aquilo tinha sido previsto ou
se eu chegaria super atrasada no destino. A previsão inicial de chegada era às
13:50hs e o hotel já havia me enviado as instruções para entrada no quarto.
Cheguei na
estação quase 14hs, ou seja, dentro do previsto, e peguei um Uber quase na
mesma hora. Na porta do hotel, digitei o código, depois subi dois andares, o
que é sempre maravilhoso quando estamos com malas, e digitei outro código,
desta vez na porta do quarto nº 06 para pegar a chave. O quarto se mostrou bem
aconchegante, pequeno, mas com tudo o que me era necessário. O lugar também me
parecia bem tranquilo. Da janela, dava para ver uma residência, de pessoas simples.
Eu descansei um
pouco, afinal de contas estava desde as 5hs na função “mudança de país” e logo
saí para dar uma explorada. Perto do hotel, achei que estava comprando um
shawarma, mas era mais um shawarma desconstruído, que vinha dentro de uma
marmita de isopor. Imensa!!! Estava tomando contato pela primeira vez com a língua
e a grana, então ainda estava confusa. Achei melhor voltar para o hotel e comer
por lá. O que sobrou, acabei colocando na geladeira.
Satisfeita e com
o bucho cheio, saí em direção ao centro, que ficava a uns 30 minutos do hotel. Passei
por um rio bem bucólico, onde pessoas andavam de barco, depois cruzei a ponte Passei por uma escola, igrejas, e finalmente cheguei no centro de Timisoara,
que é meio que composto por várias praças enormes e ruas fofas, cheias de
restaurantes e lojinhas. Estava quente demais, importante dizer.
“O povoamento da área onde se encontra a cidade moderna remonta à Antiguidade. Embora não existam registos escritos anteriores a 1177 (embora alguns historiadores considerem que haja menções anteriores à fortaleza datadas de 1154 ou de 1019), há vários vestígios da presença humana. A primeira civilização identificável é a dos dácios e durante o período romano existiu um povoado na área, que persistiu durante as sucessivas ocupações (de ostrogodos, hunos, gépidas, ávaros) que se seguiram à retirada dos romanos. A partir de 630, a região pertenceu ao Primeiro Império Búlgaro e a partir do início do século X passou a ser dominada por húngaras. Foi parte do Reino da Hungria, do qual foi brevemente capital na primeira metade do século XIV, quando o rei Carlos I da Hungria ali se instalou entre 1315 e 1323, quando grande parte do território do seu reino estava nas mãos de alguns tartományúrs (oligarcas feudais) que na prática lhe recusavam vassalagem.
Em meados do século XIV, Temesvár estava na linha da frente da guerra entre a Cristandade e os otomanos muçulmanos. Cruzados franceses e húngaros encontraram-se na cidade antes de partirem para a Batalha de Nicópolis, em 1396, onde foram derrotados. João Corvino (Ioan de Hunedoara), voivoda da Transilvânia, usou a cidade a partir de 1443 como um reduto militar contra os otomanos, tendo construído uma poderosa fortaleza e reconstruído o palácio real de Carlos I, atualmente conhecido como Castelo de Huniade, o monumento mais antigo da cidade.
Temesvár foi
repetidamente cercada pelos otomanos em 1462, 1476, 1491 e 1522. Em 1514, a
maior revolta de camponeses na história da Hungria foi derrotada numa batalha
perto de Temesvár O seu líder sículo György Dózsa (Gheorghe
Doja em romeno) foi torturado e executado, juntamente com 40 a 60 mil
rebeldes. Em 1552, a cidade foi conquistada pelo Império Otomano e durante pouco mais de um
século foi capital do eialete (província otomana) de Tımıșvar.
Em 1716 foi
conquistada pela Monarquia de Habsburgo e pouco depois
recebia a primeira de várias vagas de colonos alemães (suábios do Danúbio). Ao longo do século
XVIII os cursos dos rios Timiș e Bega foram
regularizados e foi construído o Canal do Bega, que ligou a
cidade a Budapeste, Viena e às principais vias fluviais da Europa. Em 1781
recebeu do imperador José II o
privilégio de "cidade livre real".
Em 1849, durante a revolução húngara, Temesvár foi cercada
por tropas revolucionárias, que seriam esmagadas na Batalha de Temesvár,
travada em 9 de agosto.
Na sequência do
colapso da Áustria-Hungria após a Primeira Guerra Mundial, o Banato era
disputado pela Sérvia e pelo Roménia. Timișoara foi
ocupada em 15 de novembro de 1918 por tropas sérvias, que no entanto retiraram
pouco depois. A 3 de dezembro desse ano chegam à cidade tropas coloniais
francesas para evitar confrontos entre sérvios e romenos. Em 28 de julho de
1919 é instalada uma administração romena na cidade, que em 3 de agosto recebe
tropas romenas. Nos termos do Tratado de Trianon de 1920, é formalizada
a partição do Banato entre a Sérvia e a Roménia, com Timișoara nos dois terços
da região que foram atribuídos à Roménia.
Foi em Timișoara
que estalou a Revolução Romena de 1989, que poria fim
ao regime comunista do
ditador Nicolae Ceaușescu.“
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| Igreja Ortodoxa Sérvia |
Eu amei a cidade. Achei super aconchegante e charmosa. A região central é uma graça, mas bem pequena, então, a real é que meu final de tarde e minha manhã do dia seguinte seriam suficientes a conhecer tudo. Entrei na Catedral e numa igreja Sérvia que fica no lado oposto e fiquei apenas flanando pela região. Às 18:30hs voltei para o hotel porque já estava bastante cansada.


















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