quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
segunda-feira, 29 de dezembro de 2025
VIAGEM AO LESTE EUROPEU - DIA 07 - PECS
Mais uma vez,
acordei cedo porque em viagens não podemos desperdiçar tempo algum. Esse seria
meu último dia na bela Hungria e meu destino era a cidade de Pecs. Depois de
ter tomado Prelone na noite anterior – porque minha alergia misteriosa estava
bombando, havia acordado um pouco melhor e menos dolorida. Às 6:50hs saí do
quarto em direção à já conhecida e bela Estação Keleti. Passei no Starbucks
para um café e me preparar para 3 horas de viagem.
“Pécs é uma
cidade e um condado urbano
(megyei jogú város em húngaro) da Hungria,
localizada no sudoeste do país. É a capital do
condado de Baranya e
a quinta maior cidade do país. No passado, era conhecida pelo nome alemão
de Fünfkirchen. A Universidade de Pécs, fundada em 1367, é das mais antigas
do mundo.”
Na cidade, de
cara fiquei encantada com a estação de trem super Art Déco. Os lustres eram um
escândalo de lindos! Ao contrário do que costumo fazer em minhas viagens, eu
meio que cheguei em Pecs sem nada planejado. Eu não tinha muita noção do que
tinha para fazer por lá e nem tinha planejado nenhum roteiro. Estava meio que
no free style.
Saindo da
estação, fui apenas andando em direção ao centrinho histórico, bem devagar e
sem pressa, apenas admirando a paisagem, entrando em lojinhas e tirando fotos. E,
de cara, a primeira coisa que eu vi foi a praça principal, bem grande, em forma
de ladeira. De um lado dela, havia uma igreja simples, mas com uma fonte linda
na frente. Do lado oposto, o que parecia ser uma antiga mesquita, mas que
depois vim a saber que havia sido transformada em igreja.
Resolvi começar
por ela. “Mesquita do Paxá Qasim (Gazi Qasim Pasha Mosque), uma
impressionante construção otomana do século XVI, localizada na praça central
Széchenyi, famosa por sua arquitetura e por ter sido convertida em igreja
católica, sendo um raro exemplo de edifício islâmico otomano quase intacto na
Hungria, com seu minarete ainda de pé, e um local histórico único onde se veem
vestígios da ocupação turca e sua transformação em local de culto cristão”
Por dentro, ela
ainda tem toda cara de mesquita, porque não modificaram seu formato, por
exemplo, mas há túmulos, cruzes para todos os lados, imagens... é meio que uma
fusão doida entre as duas religiões. Importante dizer que nesse local, quando
comprei o ingresso, tomei conhecimento de que algumas das atrações da cidade já
estavam esgotadas para o dia, o que é triste, mas era de se esperar visto a
minha falta de planejamento.
De lá, parti
para a rua principal, que desemboca na praça, cheia de restaurantes e lojinhas.
Fiquei meio que flanando por lá, porque a real é que ainda não tinha entendido
muito bem a cidade e para onde ir. Faminta, acabei me deparando com um mini
shopping, que não só contava com praça de alimentação, como com banheiros, e ar
condicionado, 3 ótimos motivos para ficar por lá por um tempo. Acabei escolhendo
comida chinesa, que é sempre barata e enche o bucho. Dei uma volta depois para
aproveitar um pouco mais e esperar fazer a digestão, pois estava com medo de
passar mal.
Próximo ponto: Catedral. “As fundações da catedral de Pécs datam do período romano, por volta do século IV. Acredita-se que no local da atual catedral existiu uma basílica paleocristã, que se estendeu para oeste entre os séculos VIII e IX. Durante o reinado de Estêvão I, decidiu-se modificar a construção e, presumivelmente, as duas torres ocidentais datam desse período. Após um grande incêndio em 1064, foi realizada a construção da basílica românica, com a participação de arquitetos italianos. "
"Na Idade Média,
a igreja foi ampliada com duas torres laterais e capelas góticas. Após os danos
e a degradação causados pela
ocupação turca (1543-1686), houve tentativas de restaurar
o edifício. A aparência neorromânica atual é resultado da reconstrução realizada entre 1882 e 1891, que seguiu
fielmente os planos do arquiteto vienense Friedrich von Schmidt. A igreja tem
70 metros de comprimento, 22 metros de largura e uma altura de até 60 metros nas torres.“
Essa origem
românica é importante para entender o que eu veria no final do meu dia em Pecs.
Mas, importante dizer que a catedral é belíssima, muito imponente e eu fiquei
absolutamente maravilhada. As portas são lindíssimas! Dentro havia um senhor
com folhetos informativos em diversas línguas e foi bacana para entender um
pouco mais sobre aquele monumento tão belo e grandioso. A exemplo de outras
igrejas na Hungria, ela era todinha pintada à mão, com muitos detalhes.
Ainda flanando,
saí mais uma vez no calor insuportável do dia, com algumas horas ainda a minha
disposição antes do retorno a Budapeste. Acabei encontrando muralhas, um
banheiro público gratuito, um lado, e me parecia que estava num lugar bastante
antigo, mas antigo mesmo! Me senti um pouco como num sítio arqueológico. E acabei
encontrando um conjunto de escavações romanas antigas, super bem conservadas, o
que pra mim, foi o ponto alto do dia.
Essas escavações
se dividem em duas atrações pagas, que são próximas umas às outras e fazem
parte da Necrópole Paleocristã (Sopianae), um vasto complexo de túmulos e
capelas memoriais que datam do século IV d.C..
“Centro de Visitantes Cella Septichora: Este é o coração do sítio arqueológico e onde a maioria das ruínas visíveis está preservada dentro de um centro de visitantes moderno. O local abriga mais de 16 câmaras funerárias interligadas por passagens subterrâneas, que serviram como túmulos para os primeiros cristãos. Mausoléu Paleocristão: Parte do complexo da necrópole, este mausoléu contém afrescos bem preservados com cenas bíblicas, considerados alguns dos melhores exemplos de arte paleocristã na Europa.”
E dentro desses lugares, além de uma cidade inteira subterrânea, com afrescos, casas, dentre outros, há túmulos romanos extremamente bem conservados. Eu fiquei sem palavras com tanta beleza. Não esperava por aquilo e não conseguia me despedir para ir embora. Parecia que cada vez que eu olhasse para um lugar, me depararia com um detalhe diferente não percebido.
Depois de um dia com muitas belezas e essa surpresa no final, retornei para a estação linda Art Déco e fiquei por lá um tempo porque meu trem saiu com atraso. A sorte é que a estação, apesar de pequena, conta com lugares para comer e para esperar sentada. Cheguei no hotel umas 21hs e arrumei o restante da minha mala, deixando no ponto para ir embora no dia seguinte.
sexta-feira, 28 de novembro de 2025
VIAGEM LESTE EUROPEU - DIA 06 - BRATISLAVA
Acordei às 05:30hs com muita dor de cabeça e
novamente muitas bolinhas vermelhas e manchas pelas pernas e braços. Me
arrumei, tomei um remédio para dor de cabeça que resolveu o problema e saí às
06:30hs.
Eu cheguei na estação de Bratislava no horário marcado e fui caminhando por meia hora em direção à cidade antiga. No meio do caminho, me deparei com o Palácio de Grassalkovich, também conhecido como Palácio Presidencial (Prezidentský Palác) é a residência do Presidente da Eslováquia. Foi construído em 1760 como residência privada de um conselheiro da Imperatriz Maria Teresa que se chamava Anton Grassalkovich, por isso o nome do palácio.
Mais uns 20 minutos e eu já estava no centro histórico, marcado por um arco bem antigo – o Portão de São Miguel. O portão, na verdade, é uma torre construída no século 14.
Na Rua Michalská – principal da cidade antiga -, bem em frente ao Portão, a gente vê no chão uns símbolos dourados em forma de coroa. Eles indicam o caminho que o rei percorria assim que era coroado. Nos dias de hoje, o trajeto é refeito todos os anos, na última semana de junho, numa celebração conhecida como a “procissão dos coroados” quando atores reencenam os passos dos monarcas da época.
Estava ventando
gelado e apesar do sol forte, ficou assim o dia todo. De cara, amei a cidade, a
parte histórica é uma fofura, cheia de restaurantes, lojinhas de souvenires e
prédios antigos e lindos. Fiquei muito encantada e logo na primeira loja já fiz
uma porção de compras: camiseta para o Tico, flores de porcelana, brincos de
botão de vidro, enfeites. Mais tarde também comprei uma linda blusa num brechó,
que tem aos montes espalhados pela cidade. Também comprei postais, imã de
geladeira, pin e coisinhas para o Arthur.
| Igrejinha ortodoxa no caminho para o castelo |
Fui flanando pela cidade meio sem destino. Acabei
entrando em dois únicos pontos turísticos: a Igreja de Catarina e o castelo, de
modo que a compra do Bratislava Card se mostrou um grande fracasso! Para chegar
ao complexo do castelo, tem que atravessar uma passarela. Ele fica no topo de
uma colina de 85m de altura. A construção da fortaleza iniciou-se no século 10
e o prédio possui 4 torres, sendo a mais antiga do século 13.
Entre 1387 e
1437 a reconstrução do Castelo de Bratislava foi feita em estilo gótico. Em
1562 converteu-se em um castelo renascentista, tendo sido reconstruído em 1649
no estilo barroco. Foi exatamente neste período que o Castelo de Bratislava foi
convertido em sede real pela Imperatriz Maria Teresa da Áustria
Em 1809 o
castelo foi bombardeado pelas tropas napoleônicas e em 1811 foi incendiado,
ficando em ruínas até 1950, quando foi novamente reconstruído no estilo da
Imperatriz Maria Teresa. Desde a independência da Eslováquia o Castelo de
Bratislava é a sede do Parlamento e abriga o Museu Histórico do Museu Nacional
Eslovaco (Historické múzeum) que exibe coleções de arte eslovacas.
A real oficial:
por fora ele é bonito, mas por dentro não tem nada. A parte dos tesouros, por
exemplo, consiste em faqueiros, louças e afins. Bem pobrinho. Não há muito o
que ser visto. Não há mobílias, obras de arte e nada muito incrível. Se
soubesse, teria ficado só do lado de fora, porque a vista da cidade e do
Danúbio é linda.
Voltei para a
cidade antiga e tratei de ir comer. A verdade é que é bem difícil comer por lá
porque há poucos restaurantes com fotos de comida, com menu em inglês e há um
outro ponto: lá tudo é em Euro e, portanto, mais caro! Mas achei uma birosca de
esquina, numa vielinha e, sem querer, pedi pelo prato típico eslovaco:
Bryndzové halušky, que é como se fosse um nhoque, em formato menorzinho,
servido com bastante molho branco (tipo creme de leite, muito suculento e bem
temperado) e com uma cobertura à sua escolha. A mais comum é com bacon. Estava
delicioso! O engraçado é que havia várias mesas ocupadas e uma única
funcionária que servia e cobrava... fácil!
Andei bastante pelo centrinho que não é grande e
até sobrou tempo. Creio que daria para entrar em alguns lugares indicados no
Bratislava Card, mas era uma segunda e estavam quase todos fechados. Tomei um
sorvete de pistache e comecei a fazer o caminho de volta, já que teria meia
hora andando até a estação e mais 2hs de trem até Budapeste. A volta, na real
foi bem cansativa, cheguei no hotel por volta das 21hs e minha alergia estava
bem forte e isso me deixou bastante preocupada.
Para ajudar, pelo segundo dia consecutivo, não tinham
arrumado meu quarto. Aproveitei para arrumar as malas, já que o dia seguinte seria
meu último em terras húngaras.



































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