Acordei às 05:30hs com muita dor de cabeça e
novamente muitas bolinhas vermelhas e manchas pelas pernas e braços. Me
arrumei, tomei um remédio para dor de cabeça que resolveu o problema e saí às
06:30hs.
Eu cheguei na estação de Bratislava no horário marcado e fui caminhando por meia hora em direção à cidade antiga. No meio do caminho, me deparei com o Palácio de Grassalkovich, também conhecido como Palácio Presidencial (Prezidentský Palác) é a residência do Presidente da Eslováquia. Foi construído em 1760 como residência privada de um conselheiro da Imperatriz Maria Teresa que se chamava Anton Grassalkovich, por isso o nome do palácio.
Mais uns 20 minutos e eu já estava no centro histórico, marcado por um arco bem antigo – o Portão de São Miguel. O portão, na verdade, é uma torre construída no século 14.
Na Rua Michalská – principal da cidade antiga -, bem em frente ao Portão, a gente vê no chão uns símbolos dourados em forma de coroa. Eles indicam o caminho que o rei percorria assim que era coroado. Nos dias de hoje, o trajeto é refeito todos os anos, na última semana de junho, numa celebração conhecida como a “procissão dos coroados” quando atores reencenam os passos dos monarcas da época.
Estava ventando
gelado e apesar do sol forte, ficou assim o dia todo. De cara, amei a cidade, a
parte histórica é uma fofura, cheia de restaurantes, lojinhas de souvenires e
prédios antigos e lindos. Fiquei muito encantada e logo na primeira loja já fiz
uma porção de compras: camiseta para o Tico, flores de porcelana, brincos de
botão de vidro, enfeites. Mais tarde também comprei uma linda blusa num brechó,
que tem aos montes espalhados pela cidade. Também comprei postais, imã de
geladeira, pin e coisinhas para o Arthur.
| Igrejinha ortodoxa no caminho para o castelo |
Fui flanando pela cidade meio sem destino. Acabei
entrando em dois únicos pontos turísticos: a Igreja de Catarina e o castelo, de
modo que a compra do Bratislava Card se mostrou um grande fracasso! Para chegar
ao complexo do castelo, tem que atravessar uma passarela. Ele fica no topo de
uma colina de 85m de altura. A construção da fortaleza iniciou-se no século 10
e o prédio possui 4 torres, sendo a mais antiga do século 13.
Entre 1387 e
1437 a reconstrução do Castelo de Bratislava foi feita em estilo gótico. Em
1562 converteu-se em um castelo renascentista, tendo sido reconstruído em 1649
no estilo barroco. Foi exatamente neste período que o Castelo de Bratislava foi
convertido em sede real pela Imperatriz Maria Teresa da Áustria
Em 1809 o
castelo foi bombardeado pelas tropas napoleônicas e em 1811 foi incendiado,
ficando em ruínas até 1950, quando foi novamente reconstruído no estilo da
Imperatriz Maria Teresa. Desde a independência da Eslováquia o Castelo de
Bratislava é a sede do Parlamento e abriga o Museu Histórico do Museu Nacional
Eslovaco (Historické múzeum) que exibe coleções de arte eslovacas.
A real oficial:
por fora ele é bonito, mas por dentro não tem nada. A parte dos tesouros, por
exemplo, consiste em faqueiros, louças e afins. Bem pobrinho. Não há muito o
que ser visto. Não há mobílias, obras de arte e nada muito incrível. Se
soubesse, teria ficado só do lado de fora, porque a vista da cidade e do
Danúbio é linda.
Voltei para a
cidade antiga e tratei de ir comer. A verdade é que é bem difícil comer por lá
porque há poucos restaurantes com fotos de comida, com menu em inglês e há um
outro ponto: lá tudo é em Euro e, portanto, mais caro! Mas achei uma birosca de
esquina, numa vielinha e, sem querer, pedi pelo prato típico eslovaco:
Bryndzové halušky, que é como se fosse um nhoque, em formato menorzinho,
servido com bastante molho branco (tipo creme de leite, muito suculento e bem
temperado) e com uma cobertura à sua escolha. A mais comum é com bacon. Estava
delicioso! O engraçado é que havia várias mesas ocupadas e uma única
funcionária que servia e cobrava... fácil!
Andei bastante pelo centrinho que não é grande e
até sobrou tempo. Creio que daria para entrar em alguns lugares indicados no
Bratislava Card, mas era uma segunda e estavam quase todos fechados. Tomei um
sorvete de pistache e comecei a fazer o caminho de volta, já que teria meia
hora andando até a estação e mais 2hs de trem até Budapeste. A volta, na real
foi bem cansativa, cheguei no hotel por volta das 21hs e minha alergia estava
bem forte e isso me deixou bastante preocupada.
Para ajudar, pelo segundo dia consecutivo, não tinham
arrumado meu quarto. Aproveitei para arrumar as malas, já que o dia seguinte seria
meu último em terras húngaras.






