sexta-feira, 28 de novembro de 2025

VIAGEM LESTE EUROPEU - DIA 06 - BRATISLAVA

Acordei às 05:30hs com muita dor de cabeça e novamente muitas bolinhas vermelhas e manchas pelas pernas e braços. Me arrumei, tomei um remédio para dor de cabeça que resolveu o problema e saí às 06:30hs.

Cerca de 20min depois, andando em linha reta, cheguei à estação de trem, que não era a mesma que eu tinha usado na viagem à Godolo. Logo localizei o trem 712, com destino final em Berlin, mas que parava em vários lugares, incluindo meu destino final: Bratislava. O trem saiu às 7:30hs e às 09:15hs estava na última parada, com pretensão de chegada às 09:55hs e eu passei muito frio com o ar condicionado o caminho inteiro.

Eu cheguei na estação de Bratislava no horário marcado e fui caminhando por meia hora em direção à cidade antiga. No meio do caminho, me deparei com o Palácio de Grassalkovich, também conhecido como Palácio Presidencial (Prezidentský Palác) é a residência do Presidente da Eslováquia. Foi construído em 1760 como residência privada de um conselheiro da Imperatriz Maria Teresa que se chamava Anton Grassalkovich, por isso o nome do palácio. 


Mais uns 20 minutos e eu já estava no centro histórico, marcado por um arco bem antigo – o Portão de São Miguel. O portão, na verdade, é uma torre construída no século 14.

Na Rua Michalská – principal da cidade antiga -, bem em frente ao Portão, a gente vê no chão uns símbolos dourados em forma de coroa. Eles indicam o caminho que o rei percorria assim que era coroado. Nos dias de hoje, o trajeto é refeito todos os anos, na última semana de junho, numa celebração conhecida como a “procissão dos coroados” quando atores reencenam os passos dos monarcas da época.



Estava ventando gelado e apesar do sol forte, ficou assim o dia todo. De cara, amei a cidade, a parte histórica é uma fofura, cheia de restaurantes, lojinhas de souvenires e prédios antigos e lindos. Fiquei muito encantada e logo na primeira loja já fiz uma porção de compras: camiseta para o Tico, flores de porcelana, brincos de botão de vidro, enfeites. Mais tarde também comprei uma linda blusa num brechó, que tem aos montes espalhados pela cidade. Também comprei postais, imã de geladeira, pin e coisinhas para o Arthur.

Igrejinha ortodoxa no caminho para o castelo

Fui flanando pela cidade meio sem destino. Acabei entrando em dois únicos pontos turísticos: a Igreja de Catarina e o castelo, de modo que a compra do Bratislava Card se mostrou um grande fracasso! Para chegar ao complexo do castelo, tem que atravessar uma passarela. Ele fica no topo de uma colina de 85m de altura. A construção da fortaleza iniciou-se no século 10 e o prédio possui 4 torres, sendo a mais antiga do século 13. 


Entre 1387 e 1437 a reconstrução do Castelo de Bratislava foi feita em estilo gótico. Em 1562 converteu-se em um castelo renascentista, tendo sido reconstruído em 1649 no estilo barroco. Foi exatamente neste período que o Castelo de Bratislava foi convertido em sede real pela Imperatriz Maria Teresa da Áustria 


Em 1809 o castelo foi bombardeado pelas tropas napoleônicas e em 1811 foi incendiado, ficando em ruínas até 1950, quando foi novamente reconstruído no estilo da Imperatriz Maria Teresa. Desde a independência da Eslováquia o Castelo de Bratislava é a sede do Parlamento e abriga o Museu Histórico do Museu Nacional Eslovaco (Historické múzeum) que exibe coleções de arte eslovacas.

A real oficial: por fora ele é bonito, mas por dentro não tem nada. A parte dos tesouros, por exemplo, consiste em faqueiros, louças e afins. Bem pobrinho. Não há muito o que ser visto. Não há mobílias, obras de arte e nada muito incrível. Se soubesse, teria ficado só do lado de fora, porque a vista da cidade e do Danúbio é linda.

Voltei para a cidade antiga e tratei de ir comer. A verdade é que é bem difícil comer por lá porque há poucos restaurantes com fotos de comida, com menu em inglês e há um outro ponto: lá tudo é em Euro e, portanto, mais caro! Mas achei uma birosca de esquina, numa vielinha e, sem querer, pedi pelo prato típico eslovaco: Bryndzové halušky, que é como se fosse um nhoque, em formato menorzinho, servido com bastante molho branco (tipo creme de leite, muito suculento e bem temperado) e com uma cobertura à sua escolha. A mais comum é com bacon. Estava delicioso! O engraçado é que havia várias mesas ocupadas e uma única funcionária que servia e cobrava... fácil!


Andei bastante pelo centrinho que não é grande e até sobrou tempo. Creio que daria para entrar em alguns lugares indicados no Bratislava Card, mas era uma segunda e estavam quase todos fechados. Tomei um sorvete de pistache e comecei a fazer o caminho de volta, já que teria meia hora andando até a estação e mais 2hs de trem até Budapeste. A volta, na real foi bem cansativa, cheguei no hotel por volta das 21hs e minha alergia estava bem forte e isso me deixou bastante preocupada.

Para ajudar, pelo segundo dia consecutivo, não tinham arrumado meu quarto. Aproveitei para arrumar as malas, já que o dia seguinte seria meu último em terras húngaras.


segunda-feira, 3 de novembro de 2025

VIAGEM - LESTE EUROPEU - DIA 05 - BUDAPESTE - MUSEU DE HISTÓRIA HÚNGARA + BUDA

Esse dia foi tão cheio, que eu só consegui escrever quando cheguei no hotel. Foi também um dos dias mais legais e surpreendentes. Acordei super cedo, mas enrolei um pouco para sair, porque queria ir a uma feira vintage que ficava super perto do hotel e que só abria as 10hs. Na verdade, eu queria ir em duas, uma abria as 8hs, mas era minúscula, e a outra só as 10hs.

A das 8hs, se tinham 10 barracas era muito, rs!! Super decadente, pouca oferta e nada que tivesse chamado minha atenção. Os poucos acessórios que tinham eram bem feios. Enrolei pelo bairro até dar o horário de visitar a segunda feira. Apesar de ter tomado um iogurte pela manhã, ainda estava com fome e acabei sentando para comer o que eles chamaram de croissant de mascarpone. Em verdade, era um creme tipo de sonho e estava bem ruim. Mas era grande e encheu a barriga. Ah, vale lembrar que o dia amanheceu nublado e estava chuviscando.


Esse segundo “vintage shop” era ainda pior do que o primeiro, porque barracas vintages eram bem poucas e muito ruins. Na real, por lá rolavam barracas de pessoas vendendo coisinhas a la 25 de março... péssimo! Depois desse desperdício de tempo, segui andando em direção ao Museu de Histórica Húngara, cujo ticket já havia sido previamente comprado, e ficava em direção ao centro da cidade, no miolo em que eu já havia estado nos dias anteriores, mas uns bons quarteirões mais adiante.

Ele conta a história do país, desde os povos Magyares – a Hungria é formada pela união desses povos – até o dias de hoje, passando por inúmeras configurações, guerras, comunismo, etc. Acabei ficando mais tempo por lá do que havia previsto, porque o lugar é realmente interessante, bem extenso e é legal para conhecer o país em que estava visitando.

Um dos andares é inteirinho sobre a Idade Média, com muitos objetos, quadros, jóias, vestimentas... enfim... e cada ambiente conta um pedaço da história e eu fiz questão de ler um a um. É legal porque a visita segue uma ordem e cada sala que você passa, é um ano na história. Os outros andares eram menos interessantes e confesso que já estava meio aflita para seguir para o próximo compromisso, então acabei vendo mais rápido.


Daí, como eu estava cansada, com os pés doendo, desanimada com a perspectiva de andar pra caramba e o horário já estava meio adiantado, resolvi pegar um Uber para cruzar o Danúbio e chegar em Buda. E foi ótimo!!! Principalmente porque, a idéia inicial era conhecer o castelo e a Igreja de Matthias. Mas, estava rolando uma feira de artesanato, com  dezenas de barracas, comida, musica... enfim, o tipo de surpresa que eu simplesmente amo!

Já que não havia almoçado, comi um langoch com sour  cream, rúcula, tomate e queijo feta. Achei super gorduroso e acabou não descendo redondo. Tomei também uma limonada, que na Hungria, é feitas com gás. Surtei com os trabalhos e com todas as coisas que vi por lá. Muitas das senhorinhas estavam fazendo as peças na nossa frente. Comprei muita coisa legal, e teria comprado mais, se a maioria das barracas não aceitassem só dinheiro em espécie.


A atração principal, pra mim, acabou sendo a Igreja de Matthias, que é, sem sombra de dúvida, a mais linda que já vi na vida!! “é uma igreja católica romana localizada em frente ao Bastião dos Pescadores, no coração do Distrito do Castelo de Buda. De acordo com a tradição da igreja, foi originalmente construída em estilo românico em 1015, embora não existam vestígios arqueológicos. O edifício atual foi construído no estilo gótico tardio na segunda metade do século XIV e foi amplamente restaurado no final do século XIX. Era a segunda maior igreja da Buda medieval e a sétima maior igreja do reino húngaro medieval.

Depois, no meio de uma tempestade meio inesperada, meio super aguardada, saquei minha capa de chuva e fui para o castelo.  A real é que eu não entendi muito bem como aquilo funcionada. Esperava ver um castelo mesmo, como os que vi na Romênia. Mas, acabei visitando uma galeria de arte e parte das fundações, com achados arqueológicos. Não sei se tinha mais alguma coisa para ver e eu mosqueei, ou se era só isso mesmo.


“No passado também chamado de Palácio Real (em húngaro Királyi-palota) e Castelo Real (em húngaro Királyi Vár), é um castelo histórico dos reis húngaros em BudapesteHungria. Foi construído na encosta sul da Colina do Castelo, próximo do velho Bairro do Castelo (em húngaro Várnegyed), o qual é famoso pelas suas casas e edifícios públicos medievaisbarrocos e oitocentistas. O castelo está ligado à Praça Adam Clark e à Ponte Széchenyi Lánchíd pelo Funicular da Colina do Castelo.

O Castelo de Buda foi classificado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em 1987, como Património da Humanidade, integrado no sítio Budapeste, com as Margens do Danúbio, o Bairro do Castelo de Buda e a Avenida Andrássy.”


A real é que a vista de lá de cima é um grande espetáculo – principalmente do Parlamento e do rio, e a parte de fora do castelo tem umas fontes e uns cantinhos bem interessantes. Vendo fotos, eu acho que realmente tinha mais coisas para ver. O interior do castelo é visitável e lindo... mas não estou chateada de não ter visto porque o dia foi bem interessante e surpreendente.


Exausta, eu ainda fui caminhando por quase 1 hora até o hotel!